Plano de saúde para cachorros

Você deseja oferecer o máximo de conforto e cuidado para o seu bichinho? Veja como funcionam os planos de saúde para cães! Quem tutora pets sabe que é preciso ter atenção e cuidados constantes para manter a saúde dos bichinhos, principalmente ao perceber alguns sinais incomuns, como falta de apetite, ruídos que remetem à incômodo e dor, dificuldade para dormir e para se locomover, entre outros exemplos. Dessa forma, facilitar os atendimentos veterinários para os cães é uma alternativa a ser considerada pelos tutores. Uma opção para isso são os planos de saúde para cães, que oferecem os cuidados básicos para a prevenção que o seu pet precisa. Se você tutora um pet e procura tudo para cachorros, veja com mais detalhes como funciona o convênio de saúde para esses animais e quais fatores precisam ser analisados antes de escolher um para o seu bichinho! Como funciona plano de saúde para cães Mesmo reconhecendo a importância de ir ao veterinário para a realização de consultas e exames médicos, os tutores de pets muitas vezes não conseguem levá-los para esses profissionais por conta do custo de tais atendimentos. Assim, o principal motivador para contratar tais convênios é oferecer cuidados veterinários e economizar dinheiro (em comparação a consultas e procedimentos pagos particularmente). Assim como ocorre com humanos, existem diferentes convênios de saúde para os cachorros. Aqueles do tipo ambulatorial oferecem cuidados básicos, como principais vacinas (como polivalente, anti rábica e bordetella), consultas, atendimento emergencial, exames simples de imagem e laboratoriais. Planos de saúde mais complexos oferecem, ainda, consultas com especialistas, cirurgias (incluindo castração), exames de alta complexidade (como cardiológicos), internação e check up anual, além de terapias complementares, como fisioterapia. O que analisar Existem diferentes fatores que precisam ser avaliados com atenção antes de escolher um convênio de saúde para cachorros. Um deles é se o convênio em questão permite consultas somente na rede credenciada ou se ele autoriza atendimentos fora dessa rede. É fundamental verificar os endereços das redes credenciadas e, se houver a possibilidade de atendimento em outras unidades, conferir os endereços dos atendimentos fora da rede. Nos casos de atendimento em outras redes, a operadora realiza reembolsos (o usuário paga pelo atendimento, apresenta as notas fiscais referentes aos procedimentos e então é ressarcido). Isso é essencial não só considerando custos, mas também tempo de deslocamento (que pode fazer a diferença em episódios mais graves que exigem atendimento imediato, como é o caso de infartos). Dependendo do convênio contratado, é possível também obter descontos em pet shops credenciados na hora da tosa e do banho, além de comprar brinquedos e outros acessórios para o cão. Muitos convênios oferecem vantagens como atendimento telefônico 24 horas e atendimento domiciliar. Lembre-se de verificar isso ao comparar diferentes convênios de saúde e veja se a mensalidade exigida pelo convênio vale a pena para você. Antes de escolher um plano de saúde, também é importante verificar o histórico da operadora. Pesquise em sites, como o Reclame Aqui, quais são as críticas mais comuns feitas por antigos clientes da empresa e quais foram as respostas e soluções que ela ofereceu, se demorou para responder à solicitação etc. Outra possibilidade é verificar com o Procon mais detalhes sobre o histórico da empresa. Lembre-se também de checar se as clínicas credenciadas pelo convênio são registradas no Conselho Regional de Medicina Veterinária. Por que contratar? Ao pensar em plano de saúde para cães, os tutores já imaginam procedimentos complexos, como exames laboratoriais, cirurgias e até internação. Porém, alguns cuidados básicos no cotidiano do bichinho, envolvendo higienização e alimentação, são fundamentais e fazem a diferença para a saúde do seu pet. Por exemplo, no que se refere à alimentação, é fundamental receber orientações de profissionais qualificados para saber qual é a dieta mais adequada para a raça do seu pet, considerando o histórico dele. Além disso, é importante saber como dar banhos no seu bichinho, a cada quanto tempo, e como higienizar os dentes dele, a fim de evitar a proliferação de microrganismos como bactérias e fungos. Tanto a escassez quanto o excesso de higienização podem ser prejudiciais para a saúde do seu pet.
Tudo sobre Endocardite Infecciosa em Cães

A saúde dos pets merece tanta atenção quanto a de seus donos. Afinal, eles estão sujeitos a doenças como os humanos: desde aquelas próprias da espécie, que são relativamente desconhecidas pelo público, até as já conhecidas dos humanos, como diabetes e problemas cardíacos. Existem diversos problemas de saúde que podem atingir animais de estimação. Uma dessas doenças que atinge, em grande parte, cães machos de grande porte, é a endocardite infecciosa, que deve ser acompanhada de perto por um veterinário ou pela equipe de uma clínica veterinária para evitar o avanço e desenvolvimento de outros problemas cardíacos e a morte do animal. Neste artigo, vamos falar tudo sobre a endocardite infecciosa, para que você saiba como identificar os sinais em seu companheiro de quatro patas! Leia agora. O que é a endocardite infecciosa? Também chamada de endocardite bacteriana (EB), a endocardite infecciosa é uma doença causada por bactérias que infectam a corrente sanguínea e, assim, infeccionam a válvula cardíaca do animal, principalmente as válvulas mitral e aórtica, que deixam de funcionar e prejudicam a saúde do cachorro. A infecção causa também insuficiência cardíaca, edemas pulmonares e a liberação de êmbolos que podem prejudicar os rins, o baço, o cérebro e o coração do cachorro, além de obstruir seus vasos sanguíneos. Ela se divide em três categorias: a aguda, a subaguda e a crônica. Enquanto a endocardite infecciosa aguda apresenta uma alta carga de bactérias — entre as quais podem estar a Streptococcus spp, Staphylococcus spp, Escherichia coli, Corynebacterium sp, Pasteurella spp e Boartonella clarridgeiae, responsáveis por doenças infecciosas no geral — e resulta na morte do animal em apenas alguns dias, as categorias subaguda e crônica podem evoluir em um intervalo de semanas a meses. Ocorre em cães machos e adultos de médio e grande porte, além de acometer os gatos, apesar de ser pouco comum nessa espécie. A boa notícia é que, mesmo em cães, a doença é rara, tendo poucos casos entre os animais. Como a bactéria entra na corrente sanguínea do cachorro? As bactérias que causam a endocardite infecciosa entram na corrente sanguínea do animal através de ferimentos. Ou seja, lesões de pele, vias orais ou outros órgãos podem facilitar a contaminação por bactérias. No entanto, é necessário um quadro de bacteremia — a presença de bactérias na corrente sanguínea — prolongado para que não ocorra o risco do cão contrair a doença. Quais os sintomas da endocardite infecciosa? A EB é uma doença de difícil diagnóstico, já que seus sintomas são pouco específicos e comuns a outras doenças. Porém, entre os sintomas geralmente relatados em cães com endocardite infecciosa estão: Perda de peso; Problemas estomacais; Problemas intestinais; Anorexia; Hipertermia; Dificuldade para se exercitar; Dispneia, ou seja, falta de ar ou dificuldade para respirar; Taquipneia, ou seja, respiração acelerada; Claudicação intermitente, ou seja, dores ou cãibras ao praticar atividades físicas e caminhadas. Como é feito o diagnóstico da endocardite infecciosa? Além da análise dos sintomas apresentados, é necessária uma série de exames cardíacos, como o ecocardiograma, para confirmar o diagnóstico da doença. O que acontece após o diagnóstico? Após o diagnóstico da endocardite infecciosa, é iniciado o tratamento. No entanto, é importante notar que a sobrevida do cão depende da válvula infectada e da carga bacteriana. Cães com a válvula aórtica infectada costumam viver menos tempo, por exemplo. Como é o tratamento da endocardite infecciosa? O tratamento da endocardite infecciosa é feito com o uso de antibióticos e bactericidas a longo prazo, além de acompanhamento veterinário. A endocardite infecciosa é transmissível para humanos? Não! A endocardite infecciosa não é transmissível para humanos e não é contagiosa. Por isso, se seu pet estiver infectado, não se preocupe em ficar em contato com ele.
Dicas para fazer o cachorro engolir comprimidos

Confira algumas dicas incríveis para ajudar você a dar comprimido para os cachorros! Quando o cachorro fica doente e o tratamento envolve algum tipo de medicação em comprimido, os donos já pensam na dificuldade que terão e quais são os possíveis jeitos de dar o remédio para o animal. Por exemplo, é preciso encontrar maneiras de distrair o pet para conseguir dar os comprimidos antipulgas para completar o tratamento. Pensando nisso, trouxemos um conteúdo que fornece algumas dicas para ajudar no uso desses remédios de forma correta. Existem diferentes formas de fazer isso, a fim de conseguir manipular o animal para que ele não perceba que tem uma medicação ali, uma delas é através da comida. Para saber mais em relação ao assunto, continue a leitura! Ofereça o comprimido Eu sei que você veio nesse conteúdo para saber outras formas de dar um comprimido ao cachorro e a primeira delas é oferecer o remédio como se fosse algo que ele pode comer. Sim, existem alguns comprimidos que parecem ração, dependendo do cachorro, ele pode comer esse comprimido tranquilamente. Entretanto, é importante dizer que, na grande maioria das vezes, ele vai recusar e dar trabalho para comer. Portanto, se você tentar duas ou três vezes e ele não aceitar dessa forma, você precisa recorrer a outra forma de dar o remédio ao cachorro. Faça do remédio um petisco Quando você transforma o remédio em um petisco, ele acaba se tornando a maneira mais fácil de dar o medicamento para o animal. Por exemplo, se o comprimido for isolado, experimente jogar como um petisco para o animal ou deixe que ele cheire a cápsula em sua mão. Alguns cães mais apressados podem ingerir o comprimido facilmente sem perceberem. A maior vantagem é que eles não notam que acabaram de tomar um remédio e você pode dar um petisco de verdade para eles depois como forma de recompensa. Porém, essa técnica dificilmente vai funcionar caso você tenha que dar o comprimido para o animal por um período maior. Com o tempo, você vai ter que procurar alguma outra maneira de continuar dando os remédios para ele corretamente. Coloque o remédio na comida Outra técnica comum para dar o remédio aos cachorros é através da comida. Aproveitar a hora da refeição do animal, onde ele está concentrado em comer, é a melhor forma de colocar o remédio para que ele coma sem perceber e costuma funcionar bem. Aos cachorros que não prestam muita atenção em outras coisas, apenas na ração que está no seu pote, basta colocar a pílula no meio da comida, de maneira que ela fique escondida. Se você deixa a vista, ele pode perceber e deixar de lado. Outra maneira é colocar o remédio escondido em uma comida bem pastosa, com a consistência de um patê, por exemplo. Existem alguns sachês de comida que os cachorros adoram e são diferentes da ração, por conta disso, eles tendem a não perceber o que tem na composição e pode ser colocado o remédio ali para que ele coma sem ver. Além disso, você também pode cortar ou amassar os comprimidos para misturar na comida do animal. Saiba que ao fazer isso, você não tira a eficácia do medicamento, apenas é uma forma fácil de fazer ele comer, misturando também na comida ou em algum petisco que ele goste. Encontrar formas de dar o comprimido para o cachorro é uma maneira de mostrar o quanto você se preocupa com o bichinho. Por mais que esses momentos sejam difíceis, esses cuidados são essenciais para garantir a saúde de seu pet.
Conheça 5 Doenças que Afetam as Orelhas dos Pets

Segundo a literatura veterinária, 80% dos casos de otites acontece em animais com orelhas caídas Por maior que seja o nosso cuidado, por vezes nosso animal de estimação pode apresentar alguns problemas de saúde. Os sinais de que o pet não está bem, de modo geral, estão associados às mudanças de comportamento, como apatia e desinteresse até mesmo por brincar. Nesse sentido, um dos problemas mais comuns, tanto em cães como em gatos, é algum tipo de infecção na região das orelhas do animal, as chamadas otites. Por isso mesmo é fundamental manter todos os cuidados para o pet, de modo a evitar este e outros problemas. Hoje você vai conhecer melhor quais as principais doenças que afetam os ouvidos dos nossos animais de estimação, quais os fatores que predispõem tais patologias e o que fazer caso isso aconteça com o seu pet. Otite — o que é Os ouvidos estão entre as regiões mais sensíveis nos gatos e cachorros. Ambas as espécies possuem uma audição mais apurada que a nossa, mas acabam estando mais propensas ao aparecimento de doenças nessa parte do corpo. No caso dos cães, tal propensão tem a ver com o maior comprimento e curvatura do conduto auditivo, o que faz com que o ambiente do ouvido seja mais escuro, abafado e úmido — condição ideal para ser morada de bactérias, fungos e parasitas. Cães com orelhas naturalmente caídas também estão mais propensos a tais problemas. A otite, isto é, a inflamação nos ouvidos, pode ser causada por diferentes agentes, como bactéria, carrapato, fungo, sarna, trauma ou até mesmo pela entrada de um “corpo estranho”, como a água durante o banho. Há três tipos de otite que se distinguem pela região do ouvido que foi afetada. Os sintomas da otite são mau cheiro, coceira intensa na região, eliminação de secreção no ouvido, movimento constante da cabeça do animal e até mesmo desequilíbrio (já que, dependendo do grau da doença, o pet pode ter até labirintite). Otite externa É o tipo mais comum em cães e gatos, mas também é a mais fácil de se tratar. A otite externa afeta principalmente a entrada das orelhas do animal, podendo ser aguda ou crônica (recorrente ou persistente, com duração de três meses ou mais). O agente infeccioso mais comum para esse tipo de otite, principalmente os em sua forma aguda, é o fungo Malassezia; enquanto a bactéria Pseudomonas aeruginosa é mais associada à otite crônica. Doenças seborreicas, sebáceas, hormonais e até alergias também podem acarretar em otite externa. Otite média A otite média é considerada a extensão da otite externa. Ela ocorre em uma porção mais interna do ouvido, posterior ao tímpano, podendo afetar o sistema neurológico. Alterações motoras podem ser percebidas, como falta de coordenação, movimentos involuntários dos olhos e inclinação da cabeça. Otite interna Também chamada de labirintite canina, a otite interna é a forma mais grave de infecção, pois atinge as regiões mais profundas do ouvido, alcançando os ossos do crânio do animal. Este problema acarreta alterações neurológicas no animal e, se não tratada, por originar um quadro de meningoencefalite e até perda da audição. Sarna otodécica A sarna de ouvido é outro problema que atinge essa parte do corpo dos pets e é advinda de ácaros que causam intensa coceira e inflamação nas orelhas. A cera com aspecto mais grosseiro, com aparência de terra, é um dos sinais mais visíveis da sarna otodécica. Otohematoma O hematoma auricular ou otohematoma acontece geralmente em cães de orelhas caídas (como Dachshund, Beagle e Poodle) por conta do rompimento de vasos sanguíneos dentro da orelha, formando pequenas bolsas de sangue. Isso acontece por conta de chacoalhamento da cabeça e traumatismos. Procure um veterinário O maior cuidado na hora do banho, não permitindo a entrada de água na orelha do animal, e uma limpeza periódica e delicada das orelhas do pet com um pano seco enrolado nos dedos podem ajudar a manter a região mais limpa ou ainda a identificar possíveis alterações. Contudo, ao menor sinal de alteração no comportamento do animal, o certo é procurar imediatamente uma avaliação veterinária. Só este tipo de especialista saberá identificar qual a doença, sua proporção e o tratamento ideal para cada tipo de enfermidade.
Por que os Cães Pequenos se Comportam de maneira Diferente dos Cães Grandes

Cachorros de raças pequenas acabam sendo mais estressados e territorialistas. Muitos donos enfrentam dificuldades para criar uma relação social saudável com o cão, a intensidade pode variar de um cão para outro e como acontece com muitos outros comportamentos caninos: ● Cães pequenos geralmente são menos obedientes (por exemplo, eles não são tão confiáveis para responder a comandos comuns como “Senta”, “Abaixa” e “Vem”) ● São mais excitáveis e combativos (mais propensos a latir ou rosnar para estranhos, visitantes ou outros cães). ● Cachorros pequenos são mais ansiosos e medrosos (facilmente assustados em situações estranhas ou quando expostos a ruídos altos como trovões e fogos de artifício e nervosos na presença de estranhos). O que leva a essa Atitude? O primeiro fator importante é que se deve respeitar a personalidade do seu cão, o dono deve interagir e com cautela ir tentando a socialização entre o cão e outras pessoas. Enfrentar o cachorro nunca é uma boa ideia, o dono deve agir de forma regular a um mau comportamento específico e observar as atitudes do cachorro, para que possa ter uma melhor visão de seus medos e poder controlar o estresse, aliviando o mau comportamento. Quanto mais consistente for o comportamento dos donos, o comportamento de obediência dos cães, independentemente do seu tamanho. A falta de socialização e atividades ao ar livre podem contribuir com a desobediência e agressividade do cão, o dono deve criar uma rotina diária para o cachorro, isso inclui atividades formais, como treinamento de obediência, trabalho de agilidade e atividades informais, como brincar de buscar ou correr com o cachorro. Envolver outras pessoas da família ou amigos próximos á essas atividades deixam seu animal mais calmo e mais sociável com outras pessoas e também com outros animais. Punição A punição deve ser aplicada a cada situação desregular do cachorro, as punições devem ser aplicadas para uma forma de aprendizado que não coloque medo no cachorro e sem exagerar. Pois o cachorro pode ficar ainda mais desobediente, briguento e estressado. Se deve incluir brincadeiras e distrações, a maioria dos problemas comportamentais para ser reduzidos se deve evitar hábitos de punição que possam reforçar o estresse e agressão relacionada ao medo. Muitos cães pequenos são frequentemente ansiosos e hiper vigilantes, o que os coloca em um estado de estresse constante. Nesse caso dono deve encarar essa dificuldade com mais atenção e talvez contratar serviços de adestramento. Sendo assim o cachorro consegue seguir uma rotina mais saudável e aos poucos encarando seus exercícios e Atividades comportamentais a sério, resolvendo o problema dono e aliviando a dificuldade de socialização e estresse do cão. Pulgas e carrapatos em cachorros, também deixam o animal estressado, a insistência de coçar esses parasitas, altera o sistema nervoso do cão, deixando-o inseguro e raivoso. Fique atento, sempre que puder olhe entre o pêlo e a pele do cachorro e veja se há pulgas ou carrapatos. Mesmo que haja infestação não há necessidade de levar o animal ao veterinário. É indicado que o cachorro tome um banho morno, antes de aplicar o remédio para combater esses parasitas. Crie uma relação com seu animal, leve-o para passear todos os dias, demonstre afeto, faça um treinamento comportamental em casa, oferecendo recompensas como petiscos e brinquedos. O cachorro pode entender e aprender rapidamente alguns comandos e punições. Há diversos tipos de treinamento doméstico que você pode praticar com seu cão, métodos comportamentais fazem bem a saúde física e mental, então pratique, mantenha seu pet sempre equilibrado, eliminando o estresse mental. Essas dicas podem ser fundamentais para a convivência do seu cachorro com a família.
Parcerias de sucesso!

É muito comum que no ramo pet, o empreendedor ver outros serviços como um oportunidade a ser explorada. O Hotel e Banho, pensa logo em adicionar um serviço de Banho, um Banho com espaço, pensa num Day Care, a inclusão de uma clinica veterinária também pode passar pela cabeça, mas vale a pena investir ou o melhor é fazer parcerias? Já falamos sobre diversificação com produtos, logo, nesse artigo vamos nos focar na diversificação de serviços. Confira como adotar a melhor escolha para seu negócio! Infraestrutura Todos sabem que para cada tipo de serviço há um espaço diferente.Para os Banho & Tosas temos locais para o banho, mesas para tosa, sobradores, etc. Já um Hotel ou Daycare para animais será muito distinto, teremos um espaço mais aberto, com pátio, distrações, dormitórios e por ai vai. Olhando por este lado, o investimento no local poderá ser alta para deixá-lo adequado para operar outro tipo de serviço. Ao invés de efetuar uma ampliação de quartos, por exemplo, seria necessário preparar uma sala de banho ou vice-versa. Da mesma forma permitir a instalação de uma clínica veterinária no ambiente pode exigir equipamentos e infraestruturas adequadas e específicas. Investimento e Colaboradores Certamente, além de serviços diferentes possuírem infraestruturas diferentes, a mão de obra acaba também tendo características diferentes. Para um Hotel ou Creche, são necessários monitores, que possuem certas habilidades, remunerações e conhecimentos muito distintos de banhistas ou tosadores que, por sua vez, também diferem muito de médicos veterinários. Logo, ao ampliar para mais serviços, o empreendedor deverá lidar de uma nova forma para cada tipo de colaborador. Analisando as Possibilidades Entretanto, se você tem disposição para investir nessas mudanças para ter dentro da sua própria empresa o serviço desejado, fique atento que cada negócio tem suas próprias características! O marketing de um Banho & Tosa é diferente do marketing de uma Clínica que por sua vez é diferente de um Hotel ou Creche. Os Planos ou Pacotes são diferentes. Geralmente o plano de um daycare é por visita na semana e de um banho e tosa é por quantidade de saldos. Logo, ao investir em outro negócio, fique atento aos indicadores individuais de cada negócio. Parcerias Analisando esta questão, se duas ou mais empresas gostariam de investir em outro serviço mas não estão confiantes de seu resultado, por que não formar um parceria entre elas? Colocando neste ponto a troca de favores, poderá acabar beneficiando ambos negócios. Sem mudar seu local de trabalho ou ter tanto investimento com colaboradores. A troca de divulgação dos serviços de uma empresa para outra será uma ótima saída. Por exemplo, se o pet fica hospedado em seu hotel, ele poderá ter benefícios de seus parceiros, como desconto em um banho ou atendimento veterinário e vice e versa. Dessa forma além de aumentar a popularidade e os laços do serviço pet as chances dos dois lados saírem ganhando são altas. Diferente de ter os diversos serviços em uma empresa só, o que pode nem sempre gerar um bom lucro para todos os serviços oferecidos. As parcerias podem inicialmente começar somente com um desconto na prestação de serviços de outro lugar e evoluir até um pagamento consolidado em um único local. Obviamente o nível de serviço e atenção ao cliente deve ser compatível com o que você opera, pois em casos de problemas, a solução deve ser semelhante ao que você faria. Conclusão Ao se optar por qualquer uma das opções, haverá prós e contras. Havendo espaço, disposição e recursos, ter tudo em um local tende a garantir mais estabilidade. Entretanto montando parcerias de sucesso, cada negócio poderá se especializar ainda mais no seu ramo e trazer benefícios a todos. Se você está procurando diversificar seu trabalho, será necessário olhar os dois lados de suas escolhas e é claro mesmo com essas duas possibilidades, a gestão dos serviços será sempre indispensável.
Acasalamentos Seguidos

Freqüência de Acasalamentos Frequentemente é dito que efetuar acasalamentos seguidos de uma cadela é algo próximo aos maus tratos. Que essa ação força demais as cadelas e as exaurem fisiologicamente. Mas isso é de fato verdade ou algo falado sem nenhum fundamento? Vamos analisar alguns fatos sobre quando é mais recomendado pular ou não cios e quando efetuar os acasalamentos. Ideologia da Criação Dependendo do tipo de criação que se quer fazer, há diferentes formas de se planejar os cruzamentos. Há criadores que se apegam a 100% dos seus cães de uma forma a não imaginar que aquele cão irá pra casa de outra pessoa. Mesmo sabendo que esse cão poderia ter uma vida melhor lá, com um dono “exclusivo” pra ele e dormindo na cama do novo tutor. Além de espaço e dedicação total pra ele. Criadores assim, que se apegam 100% aos seus cães, geralmente escolhem fazer cruzamentos mais tardiamente, usando um esquema de criação chamado “síntese”. Isso faz com ele comece a criação com pouquíssimos cães, em geral somente uma fêmea bem selecionada, e sempre ficam com um filhote da ninhada. Em geral usam machos de outros canis para cobertura. Para não se encherem de cães em um curto período de tempo, tendem a tirar 1 ou 2 crias somente de cada cadela quando ela já tem próximo dos seus 3 anos. Isso garante que terão um número limitado de cães até que o primeiro fique velhinho e morra e a nova geração cresça e tenha ninhadas novamente. Por exemplo: 1º ano – uma cadela (1 cão) 3º ano – a mãe e uma filha (2 cães) 6º ano – Avó, mãe, filha (3 cães) 9º ano – bisa, avó, mãe, filha(4 cães) 12º ano – trisa, bisa, avó, mãe, filha(5 cães) 15º ano – tatara, trisa, bisa, avó, mãe, filha(6 cães) 18º ano – um dos cães mais velhos a essa altura já deve ter morrido e se mantém um número de 6 cães, mais ou menos, durante todo o processo. Definitivamente essa é uma estratégia para criadores que não têm pressa! Que querem já criar suas próprias linhas de sangue e deixam uma possibilidade grande para a aquisição de mais cães com um número limitado de animais em sua casa, conseguindo administrar eles de forma duradoura e que sigam com seus criadores até o final de suas vidas. Planejando Aposentadoria Precoce Outra opção é antecipar as cruzas planejadas para as cadelas e aposentá-las/castrá-las antes dos 4 anos. Nessas situações o ideal é o criador encontrar lares responsáveis para os cães. Caso contrário em um determinado momento, haverá tantos cães e gastos que, caso o criador não tenha outra fonte de renda bem boa, poderá passar por dificuldades financeiras. Correndo o risco de diminuir a qualidade de vida dos seus cães, obtendo uma ração de pior qualidade ou até mesmo espaço físico reduzido para os cães. Além de não conseguir dedicar tempo e carinho a todos os cães do plantel. Há muitas pessoas (e até mesmo criadores) que acham injusto ou errado o criador doar os cães depois de “tirar” as crias, porém aqui o ideal é se avaliar o que é melhor pro cão! Nenhum criador consciente irá doar seus cães a qualquer um sem estrutura e responsabilidade! Se não há adotante digno e ideal para o cão, que proporcionará uma qualidade de vida melhor do que o criador, então, deve permanecer no canil até ficar velinho e morrer. Mas se há a chance de um cão de viver bem, com limpeza, comida, espaço e cuidados em outro lugar, porque não? Ter um tutor exclusivo pra ele com direito a passeios regulares e dormir no sofá de casa, por que não permitir que o cão tenha essa vida ainda melhor do que no canil (que já é boa)? Então, como funcionaria essa forma de criação: Cada cadela teria no máximo 4 ou 5 crias durante toda a vida começando com 1 ano (raças pequenas) e 18 meses (raças grandes) com exames prévios dos animais para a questão de doenças hereditárias. Poderiam ser feitas até 2 crias seguidas, desde que a cadela estivesse em ótimo estado pós desmama, e se anteciparia toda a reprodução dela para a contribuição do plantel, seleção do criador e aposentadoria cedo. 18 meses: 1ª cria 2 anos: 2ª cria 3 anos: 3ª cria 3,5 anos: 4ª cria Vale lembrar que: *após a 4ª ou 5ª ninhada, o criador faria a castração da cadela e a encaminharia pra doação ou ela permaneceria no canil como estimação; *com 2 anos de idade, o criador teria que refazer os exames definitivos da cadela; Dessa maneira essa cadela poderia ser castrada com menos de 4 anos, encaminhada pra doação ainda nova com altas chances de adaptação ao novo tutor e sem necessidade de cuidados senis. Caso o criador decida ficar com esse animal, então ela poderia permanecer com o criador como pet ou até mesmo participar de eventos e exposições. Já madura, seria uma cadela com muito mais chances pra eventos, pois está totalmente formada e estruturada e com temperamento estabelecido. O criador aproveitaria a melhor fase da cadela ainda nova no sentido de óvulos, partos, aleitamento mais saudáveis e a cadela com condições físicas melhores pra geração de filhotes. Saúde com Acasalamentos Seguidos Mas é bom efetuar acasalamentos seguidos? Muita gente pergunta isso e a minha resposta é sempre DEPENDE! Há vantagens e desvantagens ao se fazer isso! Há cadelas que ciclam com menos de 6 meses de intervalo entre cio e isso muitas vezes é um problema, pois não há tempo de a cadela se recuperar do desmame dos filhotes para ter uma nova gestação. Fisiologicamente o útero das fêmeas se renova em no máximo 2 meses pós-parto e isso indica que do ponto de vista reprodutivo ela já poderia gestar tranquilamente novamente, porém há outros fatores que podem prejudicar o estado físico dela e não só a recuperação uterina que seria o desgaste dela com a ninhada e o número de
Quando Realizar o Primeiro Acasalamento

Um tema muito debatido entre os criadores é: “Quando realizar o primeiro acasalamento da fêmea?”. Em várias espécies domésticas o primeiro acasalamento das fêmeas é feito quando elas têm pelo menos 70 a 80% de seu peso final, quando adulta. Esse valor indica que, apesar de ainda faltar um pouco para o seu total desenvolvimento, ela conseguiria manter uma cria tranquilamente, e seu desenvolvimento não seria prejudicado por conta da gestação, mesmo considerando que o corpo da mãe tira “dele próprio” pra nutrir o filhote ainda dentro do útero. Nos cães temos alguns fatores que podem fazer esse dado variar um pouco. Conferindo a Saúde da Cadela O ideal na criação é que antes de se reproduzir um cão, independentemente de ser macho ou fêmea, ele tenha feito já seus exames “genéticos”. Vários desses exames oficiais são realizados somente após 2 anos de idade do cão (displasia, fundo de olho), o que garantiria do ponto de vista fisiológico, independentemente de raça ou porte, 100% do desenvolvimento final do animal. Para raças (e doenças) que o indicativo de exame pode ser feito antes dos 2 anos de idade, temos uma outra variável, o porte. Um cão de pequeno porte, em geral, alcança seu desenvolvimento pleno até 1 ano de idade (muitas vezes até antes), após esse um ano o cão vem, sim, a aumentar musculatura e melhorar a pelagem, porém não precisa crescer e se desenvolver tanto. Raças de grande porte já são bem diferentes. Na melhor das hipótese, linhagens prematuras de qualquer raça vão ter seu completo desenvolvimento após os 18 meses de vida. Algumas linhagens após 2 anos; e isso acaba indicando que cães de grande porte devem ser reproduzidos mais tardiamente, até porque a recomendação em raças de grande porte (acima de 30kg) é fazer o exame de displasia de quadril oficial (recomendação da OFA) após 2 anos. Primeiro Acasalamento dos Machos E os machos? Na criação os machos são mais simples de serem planejados. Machos não têm idade mínima ou máxima pra reproduzir (desde que tenha ao menos suas prévias dos exames). O ideal é aproveitar o período reprodutivo do macho até aproximadamente 7 anos de idade, que seria o período de melhor e maior produção espermática além de maior libido e disponibilidade física para coberturas naturais, porém não é incomum se ver cães com seus 11 ou 12 anos ainda reproduzindo e fazendo a cobertura de fêmeas até mesmo por monta natural, sem a necessidade do uso da inseminação. Isso varia muito de raça pra raça e até mesmo de linhagens específicas dentro das raças. Veja o artigo sobre como melhorar a produtividade dos machos. Saúde em Geral Após realizados os exames, os animais podem acasalar no primeiro cio subsequente. Obviamente observando se estão gozando plenamente de sua saúde. Uma avaliação veterinária poderá ser fundamental para verificar se não há nenhum problema com o animal antes do acasalamento propriamente dito ocorrer. Conclusão Logo, antes de mais nada, recomenda-se que o criador ateste a saúde geral do animal, até mesmo no nível genético. Utilizando todas as ferramentas que a veterinária moderna dispõe. Gerar filhotes com problemas de saúde que poderia evitar, além de ser um grave problema para os filhotes futuros irá, com certeza, prejudicar a reputação de sua criação.
Entendendo o Coeficiente de Endogamia

Escrito Por Carol Beuchat PhD Você provavelmente vê referências para o coeficiente de consanguinidade ou Inbreeding (COI) muitas vezes, mas você entende o que isso significa? Aqui estão as respostas a algumas perguntas frequentes. O que é o Coeficiente de Consanguinidade – COI? No início de 1900, os criadores de animais sabiam que animais reprodutores parentes produziam de forma consistentes e previsíveis traços na prole, mas eles também descobriram que houvia alguma perda de vitalidade e vigor. Fertilidade foi menor, filhos eram menores, a mortalidade precoce foi maior, tempo de vida foi mais curtas – as coisas que reduziram o seu lucro e a qualidade de seus animais, e quanto maior o nível de endogamia, maiores serão os efeitos prejudiciais. Ambos os benefícios e os riscos de endogamia são uma consequência da homozigose (veja abaixo). Então, uma estatística que foi desenvolvida estimado o nível de consanguinidade que resultaria de uma cruza em especial, assim os criadores tinham uma maneira quantitativa de avaliar os riscos e benefícios. O que significa o número me dizer? O coeficiente de endogamia é a probabilidade de herdar duas cópias do mesmo alelo de um ancestral que ocorre em ambos os lados do pedigree. Esses alelos são “idênticos por descendência”. O coeficiente de endogamia (COI) é também a fracção de todos os genes de um animal que são homozigóticos (duas cópias do mesmo alelo). Assim, para um acoplamento que resultaria na descendência com um coeficiente de endogamia de 10%, há uma probabilidade de uma em 10 em qualquer local em particular que teria duas cópias do mesmo alelo, e 10% de todos os genes de um animal irá ser homozigótica. O que é um valor “bom” para o COI? O COI é “muito alto”? O propósito original do COI foi dar criadores um número que poderia indicar tanto o valor do benefício a ser obtido a partir da endogamia, bem como a magnitude dos efeitos prejudiciais à saúde que eles poderiam esperar. O truque para o criador, em seguida, é necessário ponderar os benefícios e riscos de uma criação especial e julgar o que é um equilíbrio aceitável. Um baixo COI terá de baixo risco, mas também só ter um benefício modesto. A COI alta produziria mais consistência e prepotência na prole, mas também haverá uma significativa perda de vigor e saúde. “Vórtice de Extinção” Os efeitos prejudiciais à saúde do endocruzamento começam a tornar-se evidente a um COI de cerca de 5%. Numa COI de 10%, há uma perda significativa de vitalidade na descendência, assim como um aumento na expressão de mutações recessivas prejudiciais. Os efeitos combinados de fazer estes 10% o limiar do “vórtice de extinção” – o nível de endogamia em que menores ninhadas, a mortalidade mais elevada, e expressão de defeitos genéticos tenham um efeito negativo sobre o tamanho da população, e que a população recebe menor a taxa de endogamia sobe, resultando em um ciclo de feedback negativo que eventualmente conduz uma população à extinção. Assim, em termos de saúde, uma COI menos de 5% é definitivamente melhor. Acima disso, existem efeitos e riscos prejudiciais, e o criador precisa avaliar muito bem em relação ao benefício esperados. Endogamia níveis de 5-10% terão efeitos negativos modestos sobre a prole. Endogamia níveis acima de 10% terão efeitos significativos não apenas na qualidade da prole, mas também haverá efeitos prejudiciais sobre a raça. Para efeito de comparação, o acasalamento de primos de primeiro grau produz uma COI de 6,25%; em muitas sociedades isso é considerado incesto e é proibido por lei). Acasalamento de meio-irmãos produz uma COI de 12,5%; acasalamento de irmãos completos produz uma COI de 25%. (Biologicamente não existe diferenças entre humanos e animais). Eu ainda precisa se preocupar com COI se eu estou fazendo os testes de saúde para minha raça? SIM! Para desordens genéticas causadas por uma única mutação recessiva, o teste de DNA vai evitar o risco de 1 em 4 de produzir um animal afetado por cruzamento de dois transportadores. Assim, esse teste poderá reduzir em 25% o risco de uma problema genético herdado. Mas cada cão tem muitas mutações, e você não tem nenhuma maneira de saber sobre elas, se um cão tem apenas uma cópia e eles não são expressos. Se você produzir dois cães com algumas das mesmas mutações, você pode esperar que a descendência será homozigoto para 25% deles. Muitas dessas mutações podem só ter efeitos muito suaves que você não notaria como uma “doença”, mas é a acumulação destes pequenos efeitos que causam a perda de vigor e vitalidade em animais endogâmicos que é chamado de “depressão por endogamia”. Testes de DNA Testes de DNA podem dizer apenas cerca de um gene particular, um risco conhecido. Mas se o COI de uma ninhada é de 25%, você pode esperar que 25% das mutações que causam problemas de saúde em cada cachorro vai ser expressa. Para criar animais saudáveis, você precisa se preocupar com todos os riscos potenciais, e uma coisa podemos ter certeza é que existem muitas mutações recessivas mais do que as que temos testes de DNA para avaliar. Por que você iria investir em testes de DNA disponíveis para sua raça, em seguida, produzir uma ninhada em que 15% ou 25%, ou 40% das outras mutações em cada animal será expressa? Você deve se lembrar que o COI não é uma medida de saúde. É uma medida de risco, e com ou sem testes de DNA, é a melhor maneira de avaliar o nível de risco genético que está a tomar quando você criar uma ninhada. Quantas gerações devo usar para calcular o coeficiente de consanguinidade? Se você quiser saber o risco de herdar duas cópias de um alelo (bom ou ruim) a partir de um antepassado, ancestral que deve ser incluído no seu banco de dados. Se você tiver um banco de dados com apenas pais e avós, o coeficiente de endogamia não posso dizer nada sobre como provavelmente você está para herdar duas cópias de um alelo de
Vacinação em Cães – Novo Protocolo Sugerido

Diretrizes para a vacinação em cães, conceitos e indicações O presente artigo é um resumo sobre as indicações de Vacinação em cães baseado na última publicação do Grupo de Diretrizes de Vacinação (VGG) da Associação Veterinária Mundial de Pequenos Animais (WSAVA). Tais diretrizes representam linhas básicas de orientação apoiadas por evidencias científicas, porém cabe ao Médico Veterinário adaptá-las as diferentes realidades clínicas, regionais e suas particularidades. Vacinação em animais A Vacinação é considerada um procedimento médico e por tanto deve ser realizada por Médicos Veterinários. Os objetivos de um programa de vacinação é o de se vacinar o maior número possível de animais na população de risco (Imunidade de Rebanho), não realizar vacinas a mais do que o necessário e vaciná-los apenas contra os agentes infecciosos em que realmente há risco de exposição e de doença. Grupo de vacinas conforme a indicação (Tabela 1): Vacinas essenciais: as doenças envolvidas possuem significativa morbidade e mortalidade, são distribuídas amplamente nos territórios ou são exigidas por lei. Vacinas não essenciais (opcionais): devem ser consideradas de acordo com o risco de exposição, conforme distribuição geográfica da doença e no estilo de vida do animal. Vacinas não recomendadas: são aquelas contra doenças que respondem prontamente a tratamento, os riscos de efeitos colaterais são maiores que os benefícios ou não há evidencias quanto a eficácia da vacina. Tabela 1. Divisão dos grupos vacinas quanto à sua indicação Essenciais Não Essenciais Não recomendadas Cinomose Leptospirose Coronavirus Parvovirose Bordetella bronchiseptica (preferencial intranasal) Giárdia Raiva Vírus da gripe canina (CIV; H3N8 Parainfluenza Leishmaniose Imunidade Passiva Natural Logo nas primeiras horas após o nascimento os filhotes devem se alimentar do colostro materno, pois é por meio do colostro que ele receberá os anticorpos (imunoglobulinas) que o protegerão em suas primeiras semanas de vida contra as principais doenças infecciosas. A eficiência e a duração da proteção conferida pelo colostro dependerá de alguns fatores, tais como: Qualidade do colostro: diretamente relacionado a imunidade da própria mãe; Quantidade de colostro ingerido: dependerá do tipo do parto (se natural ou cesáreo), da habilidade materna, do vigor dos filhotes, do tamanho da ninhada, dos cuidados com a ninhada durante e logo no pós-parto, etc; Momento em que o colostro foi ingerido: os anticorpos do colostro só transpassam a barreira intestinal do filhote nas suas primeiras horas de vida, após esse período a barreira intestinal se fecha impedindo qualquer absorção de anticorpos, por tanto quanto mais cedo o filhote receber o colostro mais eficiente será sua absorção. Janela de Suscetibilidade Com o passar das semanas o título (quantidade) de anticorpos recebidos pelo filhote através do colostro vai naturalmente reduzindo. O que chamamos de Janela de Suscetibilidade é a fase em que o filhote já não tem mais os títulos de anticorpos maternos em níveis suficientes para impedir uma infecção ambiental, porém esses anticorpos ainda estão altos a ponto de bloquear a indução da imunidade por meio das vacinas comerciais, ou seja, é uma fase crítica para o filhote do ponto de vista sanitário. Estudos demonstram que para a maior parte dos filhotes essa Janela está entre 6 até 12 semanas de vida, sendo que para 10% dos animais ela pode estender-se até as 16 semanas (Gráfico 1). As idades consideradas dentro da Janela de Suscetibilidade tem fundamento científico e são utilizadas de forma geral para toda a população, pois o uso de testes sorológicos individuais para determinar a queda da imunidade passiva e momento exato para a aplicação da vacina para cada cão ainda não fazem parte do uso comum na rotina clínica Veterinária, até mesmo por questão de custo, logística, entre outros. Gráfico 1. Representação de 02 grupos de cães (A e B) com diferentes títulos de anticorpos recebidos via colostro e seu declínio gradativo no decorrer das semanas. As setas horizontais representam os títulos necessários para proteção contra os vírus de campo e títulos que ainda bloqueiam a ação dos vírus vacinais. Esquema Vacinal em Filhotes de Cães Considerando variabilidade que pode ocorrer na Janela de Suscetibilidade para cada indivíduo e os riscos que as principais doenças podem representar para uma ninhada ou até mesmo para um plantel, o grupo de especialistas do WSAVA recomenda o início da vacinação com vacina polivalente (múltipla) por volta de 6 a 8 semanas de idade, repetindo com intervalos de 2 a 4 semanas entre as doses até que a última dose seja realizada por volta das 16 semanas, dessa forma, conforme a idade de início da vacinação e o intervalo entre as doses, é possível que cada filhote receba de 3 a 5 doses desta vacina (Tabela 2). Essas múltiplas doses são nada mais do que uma tentativa de acertar o momento em que os níveis de anticorpos maternos já não tenham mais o efeito de “bloqueio” contra o vírus vacinal e assim proteger o filhote antes que esse tenha contato com o vírus vivo no ambiente. Depois de concluído o esquema de vacinação por volta de 16 semanas, as Diretrizes ainda recomendam que uma dose de “reforço” seja aplicada entre os 6 a 12 meses de idade garantindo a proteção dos cães que por ventura ainda estavam com títulos de anticorpos maternos acima do limite no momento da última dose do programa inicial. Anteriormente essa dose de “reforço” era indicada somente aos 12 meses de idade ou 12 meses após a última dose da vacina polivalente. Em casos de regiões ou criações com elevado desafio sanitário se indica ainda uma vacinação precoce exclusiva contra Cinomose + Parvovirose com 4 semanas de idade, conforme indicação do laboratório, utilizando-se uma vacina altamente imunogênica capaz de ultrapassar a barreira de anticorpos maternos e iniciar a formação de anticorpos de forma ativa. Tabela 2. Esquema de vacinação essencial para cães entre 6-8 semanas de idade e revacinados a cada 3 semanas Idade do filhote na 1ª vacinação Esquema da vacinação essencial 6 semanas 6 semanas, 9 semanas, 12 semanas, 16 semanas e então 26 ou 52 semanas 7 semanas 7 semanas, 10 semanas, 13 semanas, 16 semanas e então 26
