5 Dicas para Exportar seus Filhotes

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Porquê não Exportar? O Brasil é um país continental e com um mercado consumidor gigante. Mesmo em momentos de crises, é possível passar com elas com mais ou menos sofrimento. Culturalmente somos extremamente fechados. Não temos uma cultura exportadora, por vários motivos (língua, posição geográfica, nosso tamanho, etc). Mas e se o criador resolver exportar, como fazer? Nada melhor que gastar em reais e faturar em dólar ou euros, não é mesmo? Mas porque somente poucos criadores procuram esse caminho? Exportando É estranho que um criador no RS não tente vender para o Uruguai ou Argentina… assim como um criador do NE não tente uma venda para a Europa e assim por diante. Em tese é mais fácil um gaúcho entregar um filhote em Montevidéu do que em Fortaleza. Num vôo um criador do Recife entrega um filhote em Amsterdã, mas não faz isso para Florianópolis… Entretanto, para fazer isso é necessário que o criador se prepare para isso. Vamos as principais dicas: 1) Conheça a língua Ter o conhecimento mínimo da língua será fundamental para que o criador exporte. Tendo noções básicas de Inglês ou Espanhol você terá acesso a um mercado muito maior e muito importante. Entretanto se isso não for possível, procure alguém que possa ajudá-lo quando for necessário conversar com o interessado. Algumas ferramentas digitais hoje, como o Google Tradutor, pode ajudar bastante, mas elas tem suas limitações. 2) Tenha o site na língua do comprador Ter seu site na língua desejada pelo cliente é o mínimo que você deve fazer. Redes Sociais fazem traduções automáticas, entretanto elas também tendem a se limitarem ao país do vendedor. Logo o alcance é muito mais limitado quando o comprador é de fora. A plataforma do SistemaPET já tem o suporte para as principais línguas (Espanhol e Inglês), o que já facilita em muito o contato com o comprador. A geração de conteúdo de qualidade e autoral em várias línguas também é bonificado pelo Google, logo, além de tornar o site do criador ainda mais relevante na língua do criador, irá trazer novas oportunidades. Todas as dicas que demos para um bom site na língua do criador, irá servir para os países em que o criador deseja vender. 3) Quanto cobrar e como receber Uma prática comum é cobrar um valor de um cliente no exterior muito acima do praticado localmente. Entretanto, essa prática poderá gerar problemas. O comprador poderá verificar facilmente o valor na moeda local e fazer a conversão. O Ideal é que o criador cobre um valor semelhante, mas adicione os impostos, taxas de nacionalização do dinheiro, logística (burocracia e envio). Hoje em dia, os principais sites de pagamento podem facilitar imensamente o recebimento de valores do exterior. Antigamente somente alguns bancos poderiam fazer transferência, via um processo extremamente burocrático. Hoje um Paypal, por exemplo, facilita muito e permite que a transferência seja fácil e transparente. Já é possível até mesmo utilizar bitcoins ou moedas virtuais. Mas essa opção, por enquanto é para os mais corajosos. 4) Tenha uma opção de logística Enviar animais para outros países exige uma preparação logística e uma burocracia especial. No Brasil hoje já temos pessoas e empresas que fazem esse serviço e conhecem toda a burocracia necessária. Com exceção dos países do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai), todos os envios devem ser via aérea. Geralmente a burocracia não é complexa, mas é trabalhosa e exige que o criador tenha todos os documentos, vacinas, atestados, etc em dia. O valor do envio, como para uma venda local, cabe ao comprador. Portanto, esse trâmite todo deve ser repassado ao comprador. Portanto, o ideal é que você já tenha contato com a pessoa que irá fazer esse trâmite. 5) Saiba para quem vender Quando falamos de exportar para fora do Mercosul, geralmente falamos em venda para criadores de outros países. São eles quem sabem analisar melhor um animal. Sabem o que ver, sabem valorizar os títulos obtidos e os exames realizados. Portanto, essa informações deve estar facilmente disponível para eles. No caso do Mercosul, há a possibilidade de venda também para o público leigo. Entretanto, seu site deve passar a confiança necessária para o comprador. Os procedimentos de compra, pagamento e entrega devem estar disponíveis de maneira fácil e clara. Pois mesmo a execução de contratos de compra e venda entre países distintos seria difícil. Não é impossível vender para leigos em outros países, entretanto o criador terá de fazer um trabalho muito bom na divulgação da qualidade de seus animais. Conclusão Se você tem uma criação com animais de boa qualidade, tem um bom controle de saúde e possui um bom programa de reprodução. Comece a pensar em ampliar seu mercado. Hoje em dia é mais fácil começar a exportar do que importar. Temos a opção para você publicar rapidamente o seu trabalho em várias línguas. Assim poderá encontrar novos mercados e clientes ao redor do mundo. Não perca tempo e comece a divulgar seu trabalho para todo o mundo agora! Agradecemos à Criadora Aurea R. Giacomelli pelo apoio no artigo!

Onde Anunciar sua Criação?

Histórico Até meados dos anos 2000 todo e qualquer criador tinha basicamente 2 formas para anunciar seu trabalho, ou anunciava no jornal da cidade ou anunciava na Cães & Cia. Não havia outra forma de conseguir se destacar. Desde então, a forma como ser encontrado se ampliou com a web e essa se tornou a principal forma de divulgar o seu trabalho. Procuradores como o Yahoo!, Cadê, Altavista e finalmente, o Google se tornaram a melhor forma do cliente encontrar o criador. Mas até o advento dos anúncios do Google, ainda era muito difícil se destacar na multidão. Vários sites começaram a vender banners em suas páginas. Esse se tornou a forma comum de divulgar o trabalho. Entretanto, muitos ainda utilizavam mídias impressas para anunciar localmente. Mas, cada vez menos pessoas consumiam essas mídias. Dias Atuais Hoje em dia, anúncios em mídia impressa tem um retorno praticamente nulo para atingir o grande público. Ainda existem nichos onde a mídia impressa é forte, mas cabe ao criador avaliar se o investimento vale a pena ou se é apenas um “investimento de vaidade”. Investir em mídias especializadas em exposições, por exemplo, tem um alto valor e um retorno difícil de mensurar. Há ainda algumas publicações que são distribuídas gratuitamente em pontos estratégicos que podem ainda dar um retorno significativo. Entretanto, as mídias impressas pagas estão cada vez mais perdendo espaço. Já está sendo até mesmo difícil encontrá-las nas bancas. Tipos de Anúncios Criadores que desejam atingir seu público, hoje tem quase como único caminho, o marketing digital. E dentro dele existem basicamente 2 formas de anuncio: 1) Fomentando a Compra por Impulso A compra por impulso ocorre quando o criador consegue estimular o cliente a admirar seus filhotes e a desejá-lo. Por incrível que pareça, é a forma mais comum de marketing utilizada pelos criadores. Esse tipo de marketing ocorre quando um criador posta uma foto em suas redes socias (seja ela qual for). Quando ele faz isso, estimula quem vê a foto, a ter o animal. Alguns criadores dizem que não curtem compras por impulso, mas acabam, sem querer, estimulando muito mais essa compra. Existem formas de intensificar esses anúncios, quando você paga ao Facebook ou Instagram para anunciar suas postagem a um número maior de pessoas. Mas para fazer um marketing eficiente, ainda mais pago, é fundamental que a mídia, ou seja, a foto, seja preparada para impactar. Uma foto muito bonita de um dos padreadores ou dos filhotes. Além disso a ação solicitada deve ser capaz de fazer com que a venda seja realizada. Nada de pagar para ganhar curtidas…uma métrica de vaidade… 2) Compra por Pesquisa Aparecer para um eventual cliente quando ele está pesquisando sobre a raça e já predisposto a comprar é o melhor dos cenários, e isso é possível! Um criador que investe em um bom site, com conteúdo relevante e é bem referenciado por outros sites e portais acaba se destacando nesse momento e é encontrado mais facilmente pelo Google. Entretanto, conseguir essa relevância é trabalhoso e leva um tempinho para dar resultado. Um atalho que é muito eficiente é efetuar um anúncio no Google, na ferramenta chamada AdWords. Essa ferramente permite que o criador possa anunciar sua criação e seus filhotes de forma barata e eficiente. Tudo pode ser configurado, onde exibir o anúncio, quanto gastar, o anúncio, as palavras chaves associadas, o valor do clique, etc. O Google somente cobra do Criador, quando um usuário clica no link… seria como se um jornal ou revista somente cobrasse quando um cliente que lê o anúncio, liga. Além disso, o anúncio do criador aparecerá em destaque, ou seja, será a primeira ou segunda opção após uma pesquisa. Geralmente esse tipo de divulgação tem um resultado muito melhor para os criadores e geralmente resultam em vendas recorrentes. Quanto Investir para Anunciar? A pergunta que muitos fazem é: Quanto investir em publicidade? A resposta varia muito de raça para raça e de região para região. Quanto mais criadores estiverem anunciando na mesma região, mais caro será o valor do clique, pois o valor do clique funciona de acordo com regras básicas de oferta e demanda. Além do mais, também vai depender de como o criador trata esse clique, se ele está conseguindo converter em venda. Se de cada 100 cliques, ele converte uma venda ele poderá investir pouco, mas se somente em cada 1000 cliques ele converte em venda, então terá de investir mais. A conversão depende muito mais do que de apenas cliques, vai depender do seu site e do seu potencial de venda. Mas é óbvio que quanto mais cliques tiverem, maiores as changes de uma venda ser feita. Há criadores que consegue vender ninhadas inteiras com um investimento de 200 por mês, entretanto outros ralam para vender um após terem investido mais de mil… logo, a venda é um processo complexo que envolve muito mais do que o clique no site. O SistemaPET permite a cada cliente ganhar um bônus de R$ 150 para efetuar o seu primeiro anúncio no Google. Praticamente foi o suficiente para vender vários filhotes só com o valor teste! Futuro Um marketing digital bem feito será cada vez mais importante nos próximos meses ou anos. A tendência é que o valor dos cliques para os criadores suba a medida em que mais criadores comecem a utilizar o Adwords ou mesmo o FaceAds para divulgar seu trabalho. Portanto torna-se cada vez mais importante tentar não perder esse clique e ainda mais um contato feito.

Quem defende os Criadores ?

Criador – O Inimigo? Não é de hoje que os criadores sofrem com preconceitos e uma campanha forte de difamação por parte de um segmento da sociedade que se diz protetora dos animais. A cada vez que um explorador de cães é desmascarado por um ou outro ativista, uma enorme comoção atinge as redes sociais. Logo esses “protetores” reforçam seus preconceitos, inclusive com campanhas para que os criadores sejam extintos e, por conseguinte, as raças de cães e gatos. Vemos um movimento coordenado cada vez mais forte por parte dessas pessoas para dificultar ainda mais a criação. Por enquanto sem muito sucesso, mas parece uma questão de tempo até que legislações comecem a pipocar pelo país. Isso tudo sem que o criador seja ouvido. Mas afinal, Quem Deveria Representar os Criadores? De uma forma geral, os criadores esperam que os clubes das raças sejam esses representantes. Entretanto, essa expectativa geralmente não é compatível com os objetivos dos clubes. Se o criador atentar aos estatutos de seus clubes poderá constatar que o objetivo da grande maioria dos clubes é organizar o registro cartorial e promover exposições e só! Por viverem num ambiente competitivo, tanto na questão de vendas, quanto nas competições em pista. O ambiente entre os criadores tende a ficar exageradamente competitivo. Isso reflete muito na representatividade da classe como um todo. Campanha Contra Alguns ativistas possuem uma mídia fantástica. Em suas redes sociais, um post tem uma visualização maior de muitas emissoras de TV aberta! E eles usam uma causa obviamente apoiada por todos para gerar uma falsa relação de causa e efeito que não existe. Campanhas do tipo “Não Compre, Adote” não resolvem o problema e ainda geram mais ódio numa sociedade que está cada vez mais polarizada. Pessoas que não podem ou não querem comprar atacam outras pessoas que compraram animais ou os criadores. Até pouco tempo atrás as campanhas fortes eram para a castração dos animais. Algo que é muito mais efetivo para a redução do problema de animais abandonados. Entretanto é da natureza humana procurar um inimigo externo do que dar ouvidos à uma campanha que diz que o problema é seu e que precisa de sua contribuição efetiva para que seja solucionado. Criadores que maltratam seus animais geram uma mídia espontânea enorme, como qualquer crime. Ninguém vai em criadores sérios mostrar como vivem e mostrar isso para o grande público. Associação dos Criadores Criadores tem por hábito se unirem em causas técnicas, ou seja, promover uma raça, exposições ou grupos para ações de melhora da qualidade das criações. Associações que procuram defender nas demais esferas praticamente não existem. Não é incomum encontrar inúmeras Associações de Indústria e Comércio nas várias cidades pelo pais, grupos de proprietários de pet’s shop, ou mesmo associações de classe desse segmento. Essas iniciativas possibilitam que eles tenham uma voz política mais forte. Através das Associações se consegue um melhor canal de contato com o poder público, mídias de alto impacto e se permitem regular práticas e ações que melhoram sua imagem e os ajudam a se proteger. Os veterinário possuem o CRMV que, em momentos mais polêmicos se posicionam na defesa dos profissionais da área. Possuem ferramentas que protegem os vet’s em caso de necessidade. Além disso tem um forte código de ética que orientam o exercício da profissão. Naturalmente o ideal seria que os clubes exercessem essa função, mas isso não está nas atribuições deles. Nada que não possa ser mudado, mas, dificilmente seria. Logo, só resta uma alternativa aos criadores, criarem algo que permita que tenha como objetivo dar uma representatividade política maior. Assim o acesso aos órgãos governamentais e de mídia de massa será mais fácil. Sonho ou Inevitável? Entretanto uma associação forte precisaria contar com um número significativo de criadores participantes. Além, obviamente, de recursos financeiros para poder ser relevante. Esses recursos poderiam ser utilizados para fomentar uma conscientização da sociedade quanto ao trabalho do criador, contatos com autoridades para propostas legislativas, defesa efetiva dos criadores, etc. Infelizmente a maioria dos criadores já está trabalhando com os recursos financeiros no limite e uma nova taxa poderia ser extremamente pesada. Mas se os resultados de uma associação nacional ou mesmo regional forem fortes, permitirá que o criador tenha mais segurança no seu trabalho. Cada criador já tem um desafio enorme no seu dia a dia. Se ele tiver de lutar contra o ódio ao seu trabalho de forma individual, será mais um desgaste emocional tremendo. É difícil trabalhar numa criação, cada filhote é uma batalha, cada venda para um novo lar um desafio e ainda ter de aguentar pessoas midiáticas que só lutam para difamar esse trabalho torna as coisas muito mais difíceis. Tenho certeza que juntos, os criadores sérios do país são uma força tremenda. Uma pequena demonstração da força dos criadores ocorreu quando uma fábrica de ração resolveu apoiar a maior detratora do trabalho dos criadores. A ação fez com que a fábrica removesse as avaliações da marca de sua Fan Page. Cada criador deixou claro sua insatisfação. Embora seja simbólica, a ação prova que, se organizando, os criadores podem se tornar muito fortes. Inclusive ajudando a reduzir a quantidade de cães abandonados. Se uma associação será uma realidade ou não, é difícil saber. Mas com certeza algo terá de mudar, se os criadores quiserem o reconhecimento de seu trabalho. Se nada mudar, os ataques tenderão a continuar! E, pior, tenderão a ser cada vez mais fortes, pois a resposta tem sido sempre cada vez mais fraca. Lembrando que a resposta pode ser dada de várias formas! E que não fomente mais ódio ou uma guerra entre protetores e criadores. Mas sem dúvida, as pessoas precisam ser educadas sobre o que é criar uma raça.

Kit Filhote – Encante Seu Cliente

O que é o Kit Filhote? O Kit Filhote é o conjunto de Documentos, Informações e Brindes que são entregues pelo criador ao novo proprietário. Na maioria das vezes esse kit filhote é simples e é composto por um pouco de ração (amostras) e os documentos básicos (contrato e carteira de vacinação). Após o criador ter feito a entrega do filhote da maneira correta,  o Kit Filhote será apreciado pelo cliente, na tranquilidade de sua cada. Nos últimos tempos, as fábricas de ração fornecem aos criadores um material de melhor qualidade para aqueles que participam de seus programas de criadores. Mas o material continua sendo genérico e pouco direcionado. Não é incomum que se resuma a carteirinha de vacinação, informações bem básicas e amostras de ração. Outros criadores entendem que o que é importante é o suporte pós venda, mas não é só isso! O Kit Filhote tem uma importância enorme! Experiência Quando Steve Jobs estava trabalhando no lançamento do iPhone, o cuidado com a caixa em que conteria o aparelho recebeu tanta atenção quanto o aparelho em si. Era como se fosse parte de um único produto. Isso que a caixa, muitas vezes, ía pro lixo! Esse cuidado tem a ver com a experiência do comprador com o processo como um todo! O comprador e a família geralmente estão extremamente ansiosos, muitas vezes não conhecem muito sobre aquele novo ser que chegou. Portanto, tudo que for feito para melhorar essa experiência na aquisição terá um impacto muito mais significativo. Se você conseguir surpreender o comprador com algo feito com carinho, bem cuidado e bem acabado, irá dar ao cliente uma percepção de valor ainda maior pelo animal que ele acabou de adquirir. Pensando no Veterinário Como é de conhecimento de todos, o veterinário (Vet) é um influenciador muito importante na vida do dono do animal. Ele tem no Vet uma fonte segura de informação, o que nem sempre é um fato. Mas o criador deve pensar em impactá-lo também e o Kit Filhote é uma excelente ferramenta para isso. Se dentro do seu kit houver informações relevantes para o Vet, separe algo especialmente para ele. Informações a respeito dos pais do filhote, exames que possam ter sido realizados, cópias dos exames da prenhez, evolução (peso) dos filhotes, data de vacinação, vermifugação e antipulgas, etc. Uma ficha completa de saúde. Mas lembre-se de confeccionar um material bem acabado, bonito e informativo. Se você tiver sucesso em impactar positivamente um veterinário, ele poderá se tornar um indicador importante do seu trabalho.   Efeito UAU! Ao receber um kit filhote diferenciado, a certeza do cliente de dar aquele “UAU!” é muito grande. Esse impacto não tem preço! Ele, em conjunto com o pós-venda, fará toda a diferença para fidelizar seu cliente e torná-lo um eficiente e eficaz divulgador de seu trabalho e de seus animais. Manual de Cuidados do Filhote Alguns criadores chegam a reclamar que os clientes não lêem seus manuais de cuidados… mas a pergunta fica: Ele tá atrativo? Tá bonito? Bem acabado? Bem diagramado? É fácil encontrar informações nele? Tem uma opção digital? Muitas vezes o conteúdo dos manuais de cuidado é bom, mas a forma como é apresentada não estimula a sua leitura. Termos técnicos demais, letras inadequadas, etc. A responsabilidade de estimular a leitura é do criador e não do cliente. Se o pessoal não está lendo, reflita, tente entender o porquê, promova mudanças e avalie o resultado. Esse trabalho deve ser constante na vida do criador, fazer, avaliar e re-fazer. Criador na Crise Um criador que se preocupa com esse tipo de detalhe não passa por crises. Mas isso tem que estar na cultura da criação. O cuidado com os detalhes. O kit filhote geralmente é o ápice da percepção desses cuidados. O leigo tem dificuldade em diferenciar um filhote bom de outro, assim como o cão. Mas ele tem facilidade em reconhecer capricho e cuidado com o material. É muito mais fácil para ele perceber um livro bem feito, informações bem escritas, um cuidado com o material acessório. E essa percepção contamina positivamente a reputação do criador. Logo, durante as crises, geralmente esses criadores continuam com filas de espera e vendendo a preços adequados. Seu cliente é alguém que não está procurando preço e sim segurança, confiabilidade e uma experiência segura. O que deve ter? Mas o que um kit de filhote deveria conter? Bem vamos dar algumas sugestões do que entendemos que seriam importantes, claro que além do que conter, é tão ou mais importante a qualidade do material, mas vamos lá: Manual de Filhotes (impresso) Carteira de Vacinação Informações para o Vet (dados de saúde dos pais, exames realizados, evolução de peso e saúde do filhote) Contrato e demais documentos burocráticos (recibos, etc) Material Digital: Pdf do Manual, Fotos dos Filhotes com seu crescimento, Fotos de Outros Cães do Canil, etc Ração: Você pode dar amostras da ração que ele consome. Mimos Animal Bandana Tapetinho Brinquedos Roupinha Petiscos Mantinha etc Dono (sim, pode ter algo pro dono) Adesivo (para note ou celular) Camiseta Caneca Material de Escritório (Canetas, Lápis, etc) EcoBag Caderninho Mousepad etc Claro que muitas sugestões podem ser incorporadas aos pouco e dependendo de raça para raça. Por exemplo, num filhote de cão de pelo longo não seria necessário mantas, mas num de pelo liso, sim. Enfim, é importante adaptar para cada realidade da raça e capacidade do criador agora. Os itens podem ser acondicionados em uma Caixinha (de papelão, mas bem feitinha) compartimentalizada (como quando se compra um note), esse seria o melhor dos mundos, dá o mesmo efeito da caixa do iPhone. Pode ser colocado em uma cesta. Pode ser colocado dentro da EcoBag, etc. Custos Um bom Kit Filhote pode custar significativamente, ainda mais se você fizer um trabalho de editoração de um bom material informativo. Comprar camisetas, etc. Também não é necessário sair do nada para o tudo. Até porque os impactos no cliente podem ser melhor percebidos quanto você adiciona itens aos poucos. Muitas das coisas podem

Faça de Seu Cliente Seu Vendedor

Contato com o Cliente Uma das formas mais eficiente de efetuar vendas é por indicação, ou seja, fazer o seu Cliente seu Vendedor. Mas até chegar lá é necessário tempo e um excelente processo de pré e pós venda. Vamos falar um pouco de como conseguir isso! A Fidelização Começa Antes da Venda! O primeiro passo para começar a estabelecer um bom relacionamento é atender muito bem o potencial cliente! Quando alguém está interessado em adquirir um animalzinho, geralmente, essa pessoa tem muitas dúvidas ou pior, está mau informada. É seu trabalho orientar de forma correta! Se a pessoa se adequam ao estilo de vida, se tem espaço disponível para o animal, se terá condições para cuidar, etc! Mas, claro, sempre sendo educado e cortês! Afinal, a pessoa pode ter sido mau orientada ou nem ter tido a oportunidade de conversar com alguém que conhece a raça ou os procedimentos corretos de manejo e compra. Muitas vezes você irá conversar com pessoas que ainda não podem adquirir, mas estão pesquisando sobre a raça, portando, são curiosos, e eles são BEM VINDOS!!! Afinal, se você não for atencioso no momento em que você quer vender, como fará cliente seu vendedor? Assim ele já terá o primeiro argumento dizendo que você é atencioso. Repetir n vezes o mesmo discurso faz parte da venda, se você não gosta, ou você está fazendo o trabalho errado ou consiga alguém que faça isso bem! Processo de Venda No processo de venda, seja sempre muito muito claro! Todos os riscos e garantias devem estar esclarecidos. Se possível deve ser falado, assim não ficará a impressão para o cliente de que as regras estão nas letras miúdas no contrato. Entregue o máximo de material que permita orientar o cliente de como efetuar um manejo adequado e verifique se ele compreendeu bem as instruções. Ao entregar o filhote, solicite uma foto do pessoal e sua respectiva autorização para divulgação. Publique essa foto em seu site! Será a primeira ação para tornar o cliente seu vendedor, pois ele ajudará a divulgar esse compra entre seus amigos. Faça da venda do filhote, uma experiência inesquecível ao comprador. Cuide dos detalhes, eles fazem toda a diferença. Contato Pós Venda! Alguns criadores preferem nem ter mais contato com os clientes após a venda! Sim, existe o risco do cliente que quer colocar a culpa de qualquer problema no animal no criador. Portanto é importante saber manter o contato adequado. Nesse momento é fundamental ter sido claro no momento da venda sobre as garantias. Prefira por contatos mais “institucionais”, esses diminuem o risco de gerar problemas. Mas mesmo sendo institucionais, eles podem ter um quê de pessoal. Sabemos que o entusiasmo do cliente após a compra tende a diminuir, mas se você conseguir alimentá-lo, mais o cliente irá falar sobre o animal ao longo do tempo. Algumas informações que podem dar um bom resultado: Parabenizar sobre o aniversário do animalzinho Solicitar fotos para colocar no Site ou Fan Page de tempos em tempos Enviar dicas gerais de cuidados Comunicar nascimento de ninhadas Comunicar conquistas ou títulos do canil Comunicar sobre vencimento de vacinas Lembre-se que o cliente deve ter permitido que essas informações sejam enviadas. Grupos Uma questão nova é se vale a pena criar grupos, seja no whats, face, telegram, etc dos proprietários dos animais. Se o criador optar por criar esses grupos, ele poderá se beneficiar muito do contato constante entre os proprietários. Entretanto caberá com criador manter as rédeas sobre as comunicações. Também é interessante, só adicionar um cliente, no momento em que o criador já conhece a característica do cliente. Pois, em alguns casos, sabemos que alguns clientes não desejam ser colaborativos. Quando o cliente deseja culpar o criador por tudo, não é uma pessoa legal para estar num grupo. Experiência de encontro com regulares entre clientes e o criador tem sido muito interessantes. Os clientes acabam divulgando esses encontros e acaba sendo uma ótima forma de divulgação. A experiência de ter um animal seu se torna ainda melhor. Existem risco? Sempre existe um risco de um grupo ter problemas. Portanto esteja atento a isso. Dê uma olhada no nosso artigo sogre gestão de crise e evite problemas. Lembre-se que geralmente o perfil do comprador é semelhante, ou seja, eles tem algo em comum que fazem com que comprem seu animal. Logo ao fazer cliente seu vendedor, ele vai vender para pessoas como ele, que tem o perfil de compra semelhante. Tornando a venda mais fácil. Se seus animais gozam de boa saúde e produzem filhotes com boa saúde e temperamento, aumentar o seu contato com os cliente e entre eles vai, com certeza, reforçar sua marca. Resultado De uma forma geral 30% das vendas ocorrem por indicação e existem criadores que esse índice é ainda maior. Em tempos de crise, essa é a melhor forma de ampliar sua capacidade de venda, fazendo cada cliente seu vendedor. Chegar a um bom resultado pode levar um tempo, mas esse tempo pode ser mais ou menos curto, dependendo das característica da raça que você cria e do seu nível de interatividade com o cliente.

Vídeos dos Animais – Nova Ferramenta de Venda

Importância dos Vídeos dos Animais Cada vez mais os vídeos dos animais se apresentam como uma boa forma de divulgação. Devido as câmeras digitais existentes hoje nos smartphones, é possível fazer vídeos de alta qualidade de forma rápida. O vídeo também tem a vantagem de poder ser feito sozinho, pois o animal não precisa ficar perfeitamente parado por algum determinado momento para tirar uma foto. Vamos passar algumas dicas para você poder fazer um vídeo de seus cães que podem ajudá-lo na divulgação dos mesmos. Mas antes, recomendamos dar uma olhadinha no nosso artigo sobre como tirar todos dos animais. Prepare os modelos Preparar os animais é fundamental para que ele apareça bem no vídeo, portanto, o animal que irá aparecer no vídeo deve estar bem escovado e bem de saúde. No caso de animais de pelo longo que, no momento estejam tosados, o vídeo tem muitas vantagem em relação a foto, poderá exibir a movimentação e energia, algo difícil de exibir em foto de cães tosados. Luminosidade Um dia ensolarado ou com boa luminosidade é fundamental. Ao contrário da foto, onde uma luz artificial pode resolver, no vídeo, ela não dá tanto resultado. Além do mais, cães escuros tendem a aparecem melhor nos vídeos de animais do quem em fotos. Fazer um vídeo a noite ou em dias muito escuros não são a melhor opção. Caso a filmagem seja em local fechado, tenha certeza que tenha muita luz em todo o ambiente. Local Procure um local mais aberto. Um campo, uma quadra, estacionamento, etc. Lembre-se que no vídeo o controle sobre o que será mostrado ao fundo é menor, portanto, evitar que algo indesejado seja exibido exige maior planejamento. Fazer o vídeo no canil ou gatil é possível, mas lembre-se de guardar ou cobrir o que você não deseja seja exibido. O local onde o animal irá andar também é fundamental que seja o mais plano possível para evitar passar uma sensação que ele esteja mancando ou com algum outro problema. No caso de gatos, você pode fazer a filmagem em um local onde ele se sente mais a vontade e que possa interagir um pouco mais com o ambiente. Filmagem Assim como na foto, tente manter a filmadora (ou telefone) na altura dos olhos dos cães e não faça a filmagem muito próxima. Existem alguns tripés pequenos que podem ajudar muito. Alguns smartphones começam e param de filmar com comando de voz, portanto você pode posicionar o telefone, verificar o quadro de gravação e usá-lo para filmagem. Uma dica é utilizar marcadores no local para delimitar o quadro. Coloque algo sutil como um vaso, uma marca no chão, etc. Dê uma passeio curto com o animal antes de filmar para gastar um pouco mais a energia inicial. Mas cuidado para não gastar energia demais. Tente demonstrar a movimentação dele, portanto passeie com ele de forma que ele se movimento lateralmente na perspectiva da câmera e depois indo e vindo. Depois interaja com ele de forma mais livre, brincando com ele e demonstrando o temperamento e caráter do animal. No caso dos gatos e filhotes, prefira o horário em que ele esteja um pouco mais ativo. Pessoas É possível fazer a filmagem com somente uma pessoa, ainda mais no caso de gatos e filhotes. Com os cães também é possível, mas claro que, uma pessoa a mais ajuda, pois poderá manter sempre o enquadramento correto. Leve o cão na guia para as movimentações. Edição A edição é a parte mais complexa e demorada dos vídeos dos animais, portanto, tente evitar uma filmagem que exija edições. Elas podem dar um resultado mais profissional ao vídeo, mas exigem conhecimentos técnicos mais complexos. Como a intenção é uma demonstração do animal em poucos segundos, tente fazer um vídeo de uma vez só. Será mais fácil e rápido para publicar. Se você pretende algo mais produzido, o melhor é procurar um profissional. Música Uma música pode dar um toque especial aos vídeos dos animais. Cuidado com músicas com direitos autoriais, alguns locais podem removê-los caso existam músicas com direitos autorais nos vídeos. Alguns sites na web tem bibliotecas de músicas para você fazer o downloads, como esse e esse ou do próprio Youtube. Mas pode pesquisar mais opções no Google Youtube Crie o canal da sua criação no youtube e publique os vídeos lá, depois poderá compartilhar na sua fan page e no seu site. O youtube possui ferramentas fantásticas de análise de quem viu os vídeos e você poderá ter assinantes do canal também. Caso você deseje, poderá fazer vídeos falando sobre outros temas pertinentes, como por exemplo: cuidados, equipamentos, temperamento, etc. Tudo sobre os animais que você cria. Conclusão Esperamos ter ajudado com as dicas. A última a ser dada é: Faça e Experimente! Veja como ficou, com o tempo e prática eles vão melhorando cada vez mais! Precisando de qualquer ajuda, entre em contato conosco

Vale a pena criar uma raça exótica?

Criando uma raça exótica ou pouco conhecida Criar raças que a população em geral não conhece é um desafio enorme. Uma raça exótica ou rara vem com um desafio agregado que o criador deve estar ciente e preparado para enfrentar. Algumas raças tem hoje uma quantidade pequena de criadores, raças bem conhecidas, pois já foram até populares no passado. Mas não é dessas raças que iremos abordar nesse texto. Existem mais de 350 raças caninas reconhecidas pelas principais entidades cinófilas no mundo. Entretanto a quantidade de raças de cães conhecidas pela população em geral não chega a 50. Nos Gatos, o número de raças registradas não chega a 100, mas a população conhece no máximo 10! São as raças que podem ser consideradas exóticas. Algumas são conhecidas pelos demais criadores e até estão presentas nas exposições com certa frequencia. Mas são muito pouco conhecidas pelas pessoas em geral. Primeiro Passo Quando o criador decide criar uma raça exótica que não é conhecida, o seu primeiro trabalho é divulgá-la. Ao contrário de raças populares (Spitz Alemão, Bulldogue, Persa) ou reconhecidas (Poodle, Pinscher, Main Coon) raças novas precisam que as pessoas as reconheçam pra que, em algum momento, desejem tê-las em casa. A estratégia de divulgação nesse caso deve-se basear em 2 princípios fundamentais: 1) “Empurrar informações” Fazer com que as imagens dos animais sejam exibidas para as pessoas que gostem de animais. Uma das formas de atingir esse objetivo são as redes sociais onde você paga para que uma imagem seja divulgada para um número enorme de pessoas. Cabe ao criador definir com a maior precisão possível para quais pessoas ele deseja divulgar mais. A tendência é que grandes centros urbanos próximos absorvam melhor uma novidade do que regiões mais afastadas. Também é fundamental conhecer as características da raça para que você possa determinar a faixa etária das pessoas que serão impactadas pela divulgação. As imagens devem, no mínimo, despertar curiosidade, a fim de que elas possam dar o segundo passo. 2) Informações Completas Escreva o máximo possível sobre a raça. E isso não é colocar o padrão da raça! Escrever sobre como é o convívio no dia a dia, se vivem bem em grupos, como é a vida em apartamentos, se podem ficar sozinhos, sobre os custos de manutenção, etc. Lembre-se que esse criador será uma das fontes de informação mais seguras para quem estiver pesquisando sobre a raça. Portanto estude bem antes de postar. Hoje em dia, até mesmo vídeos são importantes. Nele você poderá ter a oportunidade de falar mais sobre a raça exótica e demonstrar ela interagindo em várias situações. Aproveite para tirar sempre fotos que despertem o interesse das pessoas. Para conhecer algumas dicas, olhe nosso artigo para tirar boas fotos. Montar um site completo e eficiente é fundamental para ter sucesso numa boa divulgação da raça e do canil. Para saber mais olhe esse outro artigo. Custos Em muitos casos, a raça exótica que está se querendo criar nem é criada no país. Portanto, o criador terá o trabalho de, no mínimo, trazer um casal do exterior. Logo, os custos já podem ser altos logo de cara. Como mencionamos, a divulgação é fundamental, portanto, o valor investido em marketing deve ser considerável no início. Principalmente para criar a demanda para que dê um fluxo legal para os filhotes. Os demais custos tendem a serem os mesmo de cães com as mesmas características, portanto o controle desde o início deverá ser fundamental para não extrapolar os investimentos. Desvantagens A maior desvantagem é o desconhecimento das pessoas sobre a raça exótica. Portanto, a princípio, não há um mercado demandando filhotes da raça. Isso vai gerar uma pressão enorme no criador para vender seus filhotes a valores muito baixos. O investimento realizado na divulgação da raça, poderá ser aproveitado por novos criadores que poderão surgir caso o criador tenha sucesso em realizar uma divulgação eficiente. Geralmente raças exóticas tem uma variabilidade genética baixa. Isso exige importações constantes e um estudo constante para que o COI não fique muito alto e gere problemas de saúde nos filhotes. Vantagens Uma grande vantagem de estar sozinho ou quase sozinho é que o criador poderá ser a referência da raça no país. Após o período inicial de divulgação, o criador poderá se tornar sinônimo da raça. Dessa forma os clientes, ao pesquisarem sobre a raça, chegarão a você facilmente. Como pioneiro, você também poderá determinar algumas políticas de venda. Poderá, por exemplo, determinar que os filhotes da raça sejam vendidos castrados. Se tiver interesse nesse tema, de uma olhada em nosso artigo. Uma outra vantagem é que não há parâmetro quanto ao preço de venda. Portanto, quando um cliente pesquisar sobre o valor, ele irá comparar sempre com outra raça com a qual ele perceba semelhança de valor. A concorrência é praticamente nula ou inexistente. Riscos Há poucos anos o bulldogue francês era um ilustre desconhecido… hoje em dia figura entra as raças mais populares do país. O criador sabe muito bem o quanto uma raça sofre quando ela se torna popular. O ideal é que ela seja conhecida, mas que não seja popular. Tenha uma oferta de filhotes próximo a demanda e por um valor reconhecidamente bom. Mas a popularização de uma raça envolve uma série de outros fatores. É muito difícil responsabilizar um único fator pela popularização. Portanto, divulgar a raça de maneira correta, no início, é a melhor forma de evitar que isso ocorra. Uma eventual venda de filhotes castrados também poderia conter os acasalamentos indiscriminados. Embora seja difícil, na nossa cultura, implementar isso para os cães. Mas quando trata-se de uma raça nova, há uma oportunidade. Vale a Pena? Se o criador de fato gosta da raça. Vê nela vantagens significativas, sim vale a pena. Como negócio, é um risco enorme, pois a divulgação e montagem do plantel podem exigir investimentos bem significativos para que o retorno do investimento ocorra. Existem raças menos criadas, mas conhecidas que podem ser uma opção mais interessante em termos de negócio.

Gestão de Crise para Criadores

Como proceder com as crises na web? Embora recentemente o Facebook tenha dificultado a vida dos criador, as redes sociais são ótimas ferramentas para divulgação do seu trabalho. Entretanto, existe um perigo maior que a proibição do Facebook, uma crise envolvendo um Criador nas redes sociais! O que é uma Crise? Uma crise se instala quando alguém lança uma ação contra outra pessoa. Geralmente a crise começa com um post sobre algum criador. Uma história simples sobre algo  que, supostamente, o criador fez contra um cliente e solicita engajamento das demais pessoas. Outra forma de início de crise é quando uma pessoa faz um comentário contrário ao criador em algum de seus post’s. E o criador o responde, gerando uma discussão que vai ganhando corpo. Um dos aspectos interessantes das redes sociais é que em muito pouco tempo há um engajamento contra esse criador… Crises começam com alguns ingredientes: 1) Postar Primeiro: Se você é o primeiro a postar algo, sua história se torna a verdade universal. Não importa se a história tenha furos ou se ela é suspeita. De forma geral a história do outro lado não importa em nada e ninguém pergunta por ela. Ao ser o primeiro a postar, é a Verdade Absoluta e é o suficiente para os crédulos seguirem com o linchamento virtual. 2) Redes Sociais são para discursos e não para debates. Ao responder um post o criador somente irá realimentar a crise. É muito difícil encontrar ambientes nas redes sociais em que as pessoas estão dispostas a debater idéias. Todos querem falar e praticamente ninguém quer ouvir. Logo, quando um assunto polêmico surge, muitos querem dar a sua lição, dar seu julgamento, expondo todos os conceitos que já possuem. 3) Quando toca no senso de justiça. Uma história de um cliente que foi supostamente foi enganado ou de um suposto “explorador de cães”, cai nas Redes Sociais e já é um prato cheio para se tornar viral. Sempre que alguém se sentir oprimido por alguém, todos se sentem no dever se interferir contra o opressor e fazer algo a respeito. Conseqüências As conseqüências de crises que não forem bem gerenciadas podem ser extremamente danosas ao criador. Um caso clássico na área pet foi o fechamento do Instituto Royal. Ninguém foi se informar a respeito do que de fato era realizado lá e o impactos que aquela ação criminosa causou nos estudos científicos no país. Perdemos um centro de estudo importantíssimo. E agora o país tem que recorrer a centros de pesquisa do exterior para desenvolvimento de medicamentos importantes. Para saber um pouco mais sobre as consequências do caso clique Aqui  e sobre como a mídia tratou, clique Aqui Outro caso emblemático foi o assassinato cometido por justiceiros na Baixada Santista, quando confundiram uma provável criminosa com outra mulher. Portanto, as consequências podem ser muito sérias. Quais são as ações. O primeiro passo é descobrir a origem do problema. Se a crise está sendo gerada em uma publicação do próprio criador ou se alguém está divulgando alguma história envolvendo o criador. Se for em algum post seu, existem 2 formas de tratar: – Se for possível, exclua os comentários que fomentam o problema e aguarde. As vezes isso é suficiente para não inflamar novos problemas. – Se já há muitos comentários ou se estiver com “quente”. Exclua o post, cancele a publicidade, etc. Por vezes, dar um passo atrás é o mais prudente a ser feito. – Se a história vier de outra pessoa, se possível, chame a pessoa à parte para tentar resolver a questão. – Em caso de problemas maiores, se a situação estiver muito complexa, você pode, antes de mais nada, dar sua versão oficial dos fatos. Publique-a, não permita comentários e dê o assunto por encerrado. Geralmente o assunto morre em questão de poucos dias. – Se nada mais surtir efeito, e o criador se sentir difamado, poderá acionar medidas judiciais adequadas. Consultar um advogado poderá ser a única saída nos casos extremos. Dicas de Ouro Não entre em crises! Assuntos polêmicos, desabafos públicos, etc, podem ser a receita para iniciar uma crise. Dê uma olhada nos erros mais comuns que criadores cometem em nosso artigo aqui. Ter um bom relacionamento com os clientes também é fundamental para não ter dores de cabeça com terceiros. Seja positivo. Não reclame da vida, fale das coisas boas. Dificilmente sendo positivo, as pessoas serão negativas com você! Assim que perceber uma potencial crise, seja rápido em agir. Esperamos que essas dicas garantam a qualquer criador uma vida tranquila nas redes sociais

Quantas raças criar?

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Quantas raças criar? O dilema dos criadores! Um dilema muito comum para o criador é responder a questão: quantas raças criar? Ser especialista em uma raça ou ter várias opções para os interessados. Essa dúvida tende a ser mais relevante se o criador já se decidiu criar raças de pequeno porte ou mesmo gatos. Já os criadores de raças grandes tem mais dificuldades para criar várias raças de cães grandes, entretanto, poderá ter a vontade de ter algumas opções de raças pequenas. Mas afinal, vale a pena ter várias opções ou não? Custos de Manejo Se o criador já possui alguma raça de pequeno porte, a inclusão de animais de outra raça de pequeno porte, tende a ter custos semelhantes. A não ser que essa nova raça possua alguma característica que possa impactar muito nos custos de manejo. Banhos regulares, problemas de saúde constantes, não serem sociáveis com os demais animais do plantel, etc. podem alterar os custos significativamente. Se o criador irá reduzir o atual plantel para acomodar o novo plantel da nova raça, os custos não devem ser muito impactados. Entretanto, se ocorrer uma ampliação geral no número de animais, então os custos irão subir de forma proporcional. Já o custo de aquisição poderá variar muito, mesmo entre animais de raças pequenas. A aquisição de um bom animal das raças mais populares pode chegar a vários milhares de reais. Enquanto a aquisição de animais de raças sem tanto apelo comercial pode ser 10% do valor de um bom animal de uma raça popular. O criador que possui animais de grande porte e decide adicionar animais de pequeno porte, ainda tem o problema de se adaptar ao manejo de animais com necessidades diferentes. E, em muitos casos, terá de investir em estruturas para separar os grandes dos pequenos. Mercado É muito comum que interessados solicitem aos criadores que ampliem o leque de opções de raças disponíveis. Criadores de raças pequenas são constantemente bombardeados sobre pedidos de filhotes de outras raças que ele não dispõe. E aí logo já estará pensando: “Poderia ter um casalzinho da raça e ter filhotes ocasionais!”. Os criadores de raças grandes estão constantemente pressionados por custos elevados e, quando possuem ninhadas, pela pressão de vender logo um número grande de filhotes de uma hora para outra. Não é incomum pensarem em ter uma opção de raça de porte pequeno. No Brasil, as raças mais populares são, em geral, cães de pequeno porte. Logo, seria de pensar em escolher as 3 raças mais procuradas e montar plantéis para atender a essa demanda. Dessa forma o criador entenderá que sempre haverá demanda. O grande problema desse pensamento é que, assim como existe uma demanda forte, existe uma concorrência forte. Na maior parte das vezes os compradores de filhotes de cães de raça pequena compram localmente. Logo, se o criador não estiver numa boa “praça”, será bastante prejudicado. A competição por preço também é mais forte entre os cães de pequeno porte, embora não seja o preço o principal fator de compra. Marketing Esse item é que realmente faz toda a diferença para o criador. Saber quantas raças criar é saber quantos planos de marketing ter. Cada raça, por si só, tem sua própria marca junto a imaginação das pessoas. Ou porque pesquisou na web, ou porque ele teve um animal na infância, ou porque o artista famoso tem, etc. É muito difícil para um criador trabalhar na divulgação de uma raça nova ou exótica. Portanto o primeiro passo é procurar criar uma raça que as pessoas conheçam. Ele pode até não ser muito popular, mas as pessoas, de uma forma geral, devem saber qual é a raça. Se o criador pretende ser reconhecido como um bom criador, ou seja, que vende animais bonitos, saudáveis e que atendam as expectativas do cliente. É muito mais fácil ser reconhecido por criar bem uma raça do que várias. Associar o nome do criador a uma raça é bem menos trabalhoso do que associar o nome a várias raças. Assim como é muito mais fácil montar um bom plantel de uma raça do que de várias. Fazer anúncios em qualquer mídia demonstrando os animais, filhotes, etc de cada raça que o criador cria com certeza irá elevar os valores dos investimentos necessários para se destacar da concorrência. Sabemos que hoje em dia, mais do que nunca, ter um marketing muito eficiente é fundamental para passar pelo momento de crise. Agora, multiplicar isso pela quantidade de raças criadas, poderá ser a ruína do criador. Conseguir estabeler uma boa marca é difícil, mas longe de ser impossível. Para um criador de raça pequena, torna-se muito mais importante ser referencia na raça em sua região, antes de ampliar para áreas mais distantes. Já os criadores de raça grandes, podem ter abrangência bem maior. Portanto, para cada raça, seria necessário esforços distintos para se destacar. Lembrando que quando falamos em marketing, quanto maior a concorrência, maiss investimento será necessário para o resultado aparecer. Logo, se você decidir criar as 3 raças mais populares, o investimento será bem significativo. Se tiver um casalzinho para ninhadas ocasionais, talvez o retorno não vá valer a pena. Conclusão Saber quantas raças criar é uma decisão que cada criador deverá tomar levando em conta os pontos destacados. Uma estratégia que pode dar um bom resultado, é registrar um nome de canil ou gatil para cada raça criada. Dessa forma a marca fica associada à raça. Com certeza é muito mais fácil ser especialista em uma raça do que em várias. Por outro lado, é colocar todos os ovos na mesma cesta. Sendo especilista, o conhecimento do criador também tende a ser muito maior do que quando a atenção tem que ser dividida entre várias raças. Portanto, criar uma ou várias raças deve ser feita com profissionalismo, para que o criador seja bom em tudo que decidir criar. Ser “meia-boca” na criação geralmente traz muita dor de cabeça e não compensa!

Venda de Filhote Castrado

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O Problema O problema de animais abandonados é extremamente sério em países em desenvolvimento e, em especial, no Brasil. A venda de filhote castrado pode ajudar a solucionar o problema? O abandono de animais causa uma certa tensão entre os criadores e as pessoas que trabalham para minimizar os impactos dos cães e gatos de rua. Essas pessoas tendem a acusar os criadores de serem causadores desse problema. Entretanto sabemos que a quantidade de animais de rua que são de raça representam uma pequena fração dos animais abandonados. Além disso, alega-se que as pessoas que compram animais de raça deveriam adotar, ao invés de comprar. Entretanto sabemos que quem deseja um animal de raça, não irá adotar um. Também sabemos que os cães abandonados, de certa forma, tem uma origem remota nos cães de raça. Não é incomum que um proprietário, ao comprar um animal de raça, deseje acasalá-lo por diversas razões: – “Para ter um descendente dele” – “Para pagar a ração” – “Para tirar um dinheirinho” – “Para depois castrar” – “Porque é o instinto” – etc. Acasalamentos, feito pelo proprietário, são, em muitas vezes a causa raiz de termos muitos cães de rua hoje em dia. O leigo, ao ter uma ninhada, poderá ficar com um ou outro filhote e dar destino aos demais animais. Ou vendendo ou doando… e aí o ciclo volta a ocorrer. O próximo dono, na maioria das vezes, vai reproduzir esse animal. De forma intencional ou de forma não intencional. A cada vez que ocorre um acasalamento, o valor do filhote é reduzido, mas o interesse da população em ter um animal de raça permanece. Em um determinado momento, os filhotes são doados ou vendidos por valores baixos. O que não gera percepção de valor por parte desses proprietários. Muitas vezes, embora tenham donos, esse animais tem acesso à rua e não estão castrados… logo, o problema vai aumentando. Isso sem nem mencionar as missigenações que ocorrem nesse processo. Mas os donos continuam a vender ou doar como se fossem puros. Não importando se as características físicas ou comportamentais já estejam bem diferentes. O exemplo dos Gatos Você pode pensar: “Ah! Mas a maioria dos gatis vendem castrados e existem gatos de rua!”. Com certeza! Mas quantas vezes você viu um gato de raça na rua? Um Main Coon, um bengal (puro), um exótico,…? Muito difícil, né? Os gatos tem uma dinâmica diferente dos cães. Eles se movimentam com muito mais dinâmica pelas cidades e são muito mais eficientes quando se trata de acasalamentos. Eles tendem a se multiplicar com mais eficiência que os cães, portanto, um casal de rua consegue em pouquíssimo tempo gerar uma quantidade significativa de filhotes. Algo que os cães tem mais dificuldade quando há um mínimo de controle. Mas mesmo assim, como mencionei, é muitíssimo raro ver gatos de raça pura perambulando pelas ruas. As pessoas ao comprarem os gatos sabem que se os gatos de raça foram para a rua, não irão voltar, portanto tendem a mantê-los mais confinados. Além disso, a quantidade de gatis que já tem a prática de venda de filhote castrado é bem significativo. Isso de fato ajuda a minimizar em muito o problema. Obviamente não é a solução definitiva, mas é uma contribuição extremamente válida e deve ser mantida! Sabemos que o problema é a falta de conscientização humana, mas reduzir a quantidade e a possibilidade de que o problema surja melhora muito. Cultura Canina Já com os cães, ainda há uma dificuldade significativa por parte dos criadores e dos futuros proprietários em implementar a mesma prática. Não vou entrar no mérito das vantagens da castração, isso pode ser detalhado aqui. Alguns criadores não tem hábito por várias razões: é difícil saber se o filhote não será um bom exemplar que possa ser usado na criação futuramente; aumenta os custos; tem dúvidas quanto à castração precoce; os clientes não aceitam; tem medo da cirurgia; aumenta o tempo para ficar com o filhote; alguns veterinários não aconselham castrar muito jovem, etc. Alguns proprietários não aceitam pagar valores altos por um animal castrado, ainda mais que o criador “ao lado” vende pelo mesmo valor e não castrado. Portanto, é um desafio muito maior para o criador de cães incluir a prática de venda somente castrado. Entretanto, para o criador que faz a venda de filhote castrado, poderá vender um filhote não castrado por um valor significativamente maior. Filhotes “inteiros” teria o objetivo de serem padreadores e matrizes, logo, teriam o intuito comercial, logo, de maior valor agregado. Dificuldades para Castrar Custos Para fazer uma castração segura, é necessária uma cirurgia. E não se recomenda que uma cirurgia seja feita antes de 2 meses, nos melhores casos. Logo, o criador teria de ficar com o filhote, no mínimo 2,5 a 3 meses. Além do mais, o custo de uma cirurgia é alto. Poderia ser facilmente o maior custo agregado ao filhote. Logo, estaríamos falando em aumento de preço dos filhotes. Esse custo teria de ser repassado ao cliente, o que poderia fazer com que o criador perca um pouco de competitividade em termos de valores. Se você já tem o CVF definido, você deverá avaliar o impacto da cirurgia nele. Riscos Quando falamos em cirurgia, tudo pode ocorrer. Em geral cirurgias de castração são rotineiras e seguras, mas por mais segura que seja, sempre existe um risco associado. Imagine que o criador venda o filhote e, por um infortúnio, o filhote venha a óbito! Isso será um enorme problema para o criador. Poderia ter até sua imagem arranhada. Para minimizar esse efeito, o criador teria de ser bem claro com o proprietário quanto aos riscos e ser muito metódico com o veterinário que efetua o procedimento para que cumpra os protocolos da cirurgia com rigor. Cultura do Comprador Pagar caro por um animal e ele vir castrado é algo que para nós, brasileiro, é um pouco difícil de aceitar. Nesse ponto cabe ao criador educá-lo sobre a enorme vantagem, pois o criador já está