Conheça o Interessado em Filhotes Antes da Venda

Conheça o Interessado Como já mencionamos é muito importante para o criador que, ao conversar com um interessado em filhotes, ele esteja no comando da conversa e não responda de imediato ao questionamento quanto ao preço. Conhecer o perfil da pessoa que está entrando em contato é fundamental para que o criador possa avaliar se seu marketing está atingindo o perfil da pessoa que de fato costuma comprar seus filhotes. Não saber isso poderá passar uma falsa impressão ao criador de que a não venda de um filhote pode estar associada ao preço. O que na maioria das vezes não é verdade. O que você deve saber? Elaboramos algumas informações que podem ser muito úteis para que o criador tente coletá-las do interessado. Obviamente a forma de adquiri-las vai depender da forma como o criador trata o assunto com o interessado. Nome: Após o primeiro contato geralmente o interessado em filhotes nem se identifica. Por isso uma estratégia é dar o bom dia, tarde ou noite, informar o seu nome e solicitar o nome do interessado. Local: Em seguida procure identificar de onde ele está falando. Não precisa ser o endereço completo, mas no mínimo a cidade ou bairro se for uma cidade muito grande e isso te dizer algo. Objetivo: Tente descobrir logo de cara se o contato está mais sondando ou de fato só está pesquisando por valores. De repente uma pergunta direta como: “Você pretende comprar logo ou está avaliando valores para uma compra futura?” Pode ser suficiente. Experiência: Procure saber se ele já tem ou teve algum animal. Se já teve, como adquiriu, se faleceu, faleceu do que? viveu quanto tempo? Conhecimento: Como ele conheceu a raça que está procurando comprar? Se já viu ao vivo algum? Se já teve? Pode perguntar até mesmo o que mais atrai. Estimativas: Tende descobrir quanto o interessado imagina que irá gastar mensalmente para manter o filhote na idade adulta. Gastos com alimentação e veterinário, banhos, etc. Família: Antes que o interessado em filhotes te diga se já falou com o cônjuge, pergunte se a família já está informada? Se há crianças ou idosos na casa também pode ser importante. Se sempre haverá gente em casa também é importante. Local: Questione a respeito do local. Se o filhote terá espaço para se exercitar ou se for apartamento, se não terá problemas no condomínio. Hábitos dos Donos: Os interessados em filhotes terão tempo para cuidar? Quem será o principal responsável pelos cuidados? Haverá disponibilidade para passeios? Resultados Prováveis Claro que o criador pode não obter todas essas informações até perceber se o interesse é real ou é só sondagem. Mas o mais provável é que o interessado em filhotes vá embora antes de dar todas as informações. Tentar identificar o objetivo o mais cedo possível poderá ser muito útil para evitar perda de tempo do criador. Combinando Antes Outro fator importante quando a pessoa chegar perguntando por preço, é combinar com ele que você fará algumas perguntas pra ele. Algo como: “Gostaria de fazer algumas perguntinhas pra você antes de passar outras informações, pois nos preocupamos bastante a respeito do futuro de nossos filhotes, é possível?” Ao longo do tempo você irá perceber qual o perfil de cliente que vale a pena investir mais tempo no processo de venda e qual o perfil que está só sondando ou que de fato não irá comprar, seja qual for o preço. Sucesso nas vendas!

Ética entre criadores

Ética Ética entre criadores é algo fundamental para que exista uma civilidade entre os mesmos e que a concorrência entre eles seja sempre sadia. Vamos falar um pouquinho sobre algumas condutas éticas que são recomendadas aos criadores. Algumas entidades já possuem um código de ética grande e vasto. Mas vamos elencar o que consideramos mais importantes no dia a dia. Entendemos como ética o comportamento adequado dentro de normas morais que regulam as ações individuais perante um grupo ou a sociedade em geral. Uma atitude anti-ética pode ser permitida por lei, mas não é bem vista pelos demais membros do grupo ou da sociedade. Portanto, não iremos mencionar atitudes que já são contra-lei, como mal tratos, falsidade ideológica, roubo de imagem, etc. 1) Falar mal de outros criadores Talvez algo mais comum de se ver no dia a dia. Nessa prática o criador denigre a imagem de outros criadores. Uma clara atitude que fere a ética entre criadores. Essa ação pode ser resultado de uma falta de segurança por parte do criador a respeito de sua própria criação. A melhor forma de se diferenciar não é falando que o concorrente é ruim, mas explicando porque você é melhor. Se, por exemplo, você sabe que não há controle de saúde por parte da concorrência. Informe que você faz controle de saúde, a importância dele e mostre como você faz. Não é necessário falar que o outro criador não faz. 2) Manter o que foi acordado Se ao negociar com o criador, for combinado algo que deverá ser feito no futuro, mantenha a palavra. Se, por exemplo, um acasalamento ou um filhote for combinado no futuro. Assim que possível, cumpra. Mantenha o outro criador sempre informado da situação que possa prejudicar o cumprimento da promessa. Por exemplo, se surgir um problema de saúde com o animal, informe o outro criador o mais rapidamente possível e, se for necessário, envie os laudos e exames para que, juntos, possam tomar uma boa decisão do que fazer. 3) Estragar Negócios Fechados No mundo dos negócios, uma forma de encontrar clientes é ver quem é cliente do concorrente ou quem é “seguidor” do mesmo. É uma prática válida, uma vez que cabe a cada criador configurar corretamente suas informações privilegiadas. Entretanto, contactar clientes de outros criadores que acabaram de fechar negócios, ofertando filhotes por valores ou condições melhores, não é uma atitude ética entre criadores. O criador vendedor já deixou de anunciar o filhote, já está providenciando documentação e, às vezes, as questões logísticas. Uma perda de venda já realizada causa um transtorno enorme. Se o criador identificar que o potencial cliente já fechou negócio recentemente, deveria agradecer o contato e se afastar. Há sempre um outro cliente que irá adquirir o filhote. 4) Distorcer Informações Cada criador tem o total direito de ocultar informações que são sensíveis. Entretanto, não pode distorcer informações. Uma coisa é o criador falar para outro criador: “Essa informação é confidencial” ou “Preferimos não falar sobre isso”. Outra é mudar a informação que ele sabe não ser real. Por exemplo, o criador faz um exame e o resultado é ruim. Quando o outro criador pergunta sobre isso, ele diz que está tudo bem. Isso não é nada bom, pois passa uma informação falsa. O que é completamente diferente de uma informação do tipo: “Não comentamos resultados de exames…”. Embora acreditamos que saúde sempre deva ser tratada de forma transparente, cabe a cada criador tratar essas informações da maneira que entender como a melhor. Ética entre criadores tem a verdade como base fundamental. 5) Seja Parceiro Criadores são essencialmente competidores, entretanto não precisam ser inimigos. Quando um criador vende para outro criador, ele está vendendo para alguém que de fato pode dar o devido valor feito pelo criador vendedor. Ao escolher um padreador ou matriz para integrar o plantel, está se buscando um pool de qualidade, em todos os aspectos. Entretanto, como sabemos, animais não são produtos manufaturados e problemas podem surgir. Contratos e as leis podem garantir a completa isenção por parte do vendedor. Entretanto, eticamente falando, há um compromisso do vendedor em garantir uma qualidade mínima para que o animal seja um bom animal de plantel. Obviamente não há como dar nenhuma garantia no que tange a resultados em exposições ou mesmo a filhotes desses animais. Entretanto, quanto à saúde do animal em si, é eticamente esperado que, pelo menos até o início do período reprodutivo ativo, haja uma responsabilidade por parte do vendedor. A melhor forma de resolver o problema é uma conversa sincera entre os criadores envolvidos para que uma solução seja encontrada. O criador vendedor pode querer se isentar e ele pode até estar certo em termos jurídicos, mas seria uma ação eticamente bem questionável. Conclusão Esperamos que tenhamos sido claros e objetivos quanto ao que entendemos como ética entre criadores e às ações que consideramos fundamentais para um bom convívio. Transparência é uma das melhores formas que um criador tem para trabalhar. Obviamente existem criadores éticos e criadores anti-éticos. Qual dos dois você deseja ser?

10 Dicas para Escolher o Nome do seu Canil ou do seu Gatil

Escolhendo um bom nome do seu Canil ou Gatil A escolha do nome do seu canil ou do seu gatil poderá ajudar muito a ter o sucesso mais rapidamente. Vamos dar algumas dicas para escolher um bom nome. Vamos lá! 1) Evite nome da raça É comum alguns criadores colocarem o nome da raça na composição do nome. Entretanto, lembre-se que o nome deve durar o máximo de tempo possível. Portanto, colocar o nome de uma raça no nome do canil poderá ser um empecilho ou um problema caso você decida acrescentar uma nova raça na sua criação. Poderá ser estranho para um Rottweiler ter um nome composto com a palavra Shih Tzu e vice-versa, por exemplo. 2) Pense no futuro Da mesma forma como a dica anterior, pense no futuro. A princípio você poderá começar a criar shih tzus, lhasas e outros cães pequenos e de repente você se vê criando Dogo Argentino. Logo se o nome do seu canil tiver nomes fofos, pode parecer estranho… 3) Nome tem que ser fácil É comum que alguns criadores coloquem nomes associados a origem das raças que criam. Além de ir contra a dica 1 e 2, pode ser difícil que a marca se fixe. Se você cria uma raça chinesa, poderá ser tentador colocar um nome chinês, uma raça alemã, um nome alemão e assim por diante. Não há nada contra isso, mas procure por nomes que sejam conhecidos por nós. Existem muitos nomes estrangeiros que são fáceis de serem memorizados e associados a sua origem, outros são difíceis de serem memorizados. 4) Seja único Não é incomum que alguns coloquem nomes parecidos com o de criadores do exterior. Isso é de certa forma pensar pequeno e pode passar uma má impressão quanto a índole do criador, mesmo que essa associação seja uma homenagem ao criador do exterior. Procure um nome que seja claramente associado a você! 5) Menos é mais Nomes curtos são mais fáceis de serem lembrados. Portanto evite nomes que são sentenças longas. Se precisar soletrar para alguém, será mais fácil, pois são menos letras para serem faladas. 6) Nome Oficial e Nome de Marketing Ao registrar o canil ou gatil, você poderá escolher um nome maior do que o nome que de fato você poderia fazer seu marketing e vice-versa. Por exemplo, no nome oficial, a palavra kennel não está presente, mas você poderá fazer a logo com ela sempre presente. Os nomes de registro somente aparecerão no registro do pedigree e eventuais documentos oficiais. Claro, não use que seja nada diferente do oficial e que não possa ser associado. 7) Não tenha pressa O ideal é que a escolha demore uns dias. Assim você poderá se acostumar ao nome e saber se ele é bom. Se possivel converse com outras pessoas e fale sobre ele. Feedbacks podem ser interessantes para identificar evetuais problemas ou confirmar o nome do seu canil ou gatil. 8) Verifique a disponibilidade na web Verifique no registro.br se há disponibilidade do nome na web. Às vezes ao adicionar a palavra canil ou gatil poderá ser uma boa solução para conseguir o nome na web. 9) Nome sem logo não fixa Bole um bom logo. Assim, com a identidade visual fica muito mais fácil fixar o nome do seu canil ou gatil. Uma dica para um bom logo é ser simples, claro e direto. Evite logo muito rebuscado ou com fotos. Logos mais simples são uma tendência e podem ser usados em camisetas, bonés, etc. Quando são muito complexos ou com imagens, se torna muito difícil. 10) Nome relevante O bom é um nome do seu canil ou gatil que diga algo sobre o criador ou a filosofia de criação. Nomes genéricos podem não dizer nada, nem pra você, nem para quem vê o nome. Boa Sorte! O nome não será um fator de sucesso ou fracasso, mas ele poderá contribuir para você ser conhecido ou ser esquecido mais rapidamente. Agora, com calma, faça sua lista e sucesso! Depois de um bom, comece a tirar boas fotos de seu plante, clique aqui e veja como!

É Proibido Vender Filhotes no Facebook e Instagram

Clandestinidade Você sabia que pelas regras é proibido vender filhotes no Facebook e Instagram, sejam eles silvestres ou domésticos? Ou seja, colocar um anúncio de venda de filhotes é considerada uma transgressão das normas do Facebook ou Instagram e você fica sujeito às várias punições previstas. Você pode conferir os vários itens que o Facebook proíbe e ver como ele categoriza a venda de animais. Ele coloca junto com a venda de armas, bebidas alcoólicas e drogas! É, para o Facebook, criadores são considerados persona non grata! Proibição Irrestrita e Global Lembre-se que a política é global, ou seja, o que vale aqui no Brasil, vale nos EUA e Europa. Logo, a proibição é geral. Mesmo que você crie um grupo exclusivo com esse objetivo, a regra continua valendo. Você não pode anunciar venda de filhotes e pronto! Anúncios Alguns criadores alegam que fazem anúncios pagos de vendas regularmente e não aconteceu nada. Realmente existe uma chance de não ocorrer nada, mas como vamos ver a seguir, as chances são cada vez menores. Assim como também não há nenhum benefício ou exceção para quem anuncia com regularidade. Punições As consequências por violar os Padrões da Comunidade, porém, dependem da gravidade da violação e do histórico do usuário no Facebook. “Podemos enviar um aviso no caso de uma primeira violação, mas se continuarmos a ver outras violações, podemos restringir a capacidade da pessoa de publicar no Facebook ou bani-la”, diz o documento disponível online (facebook.com/communitystandards). Ou seja, embora não seja contra a lei, anunciar a ninhada ou o filhote pode colocar sua conta em risco! Se ele entender que o criador já entendeu que é proibido vender Filhotes no Facebook e Instagram e continuar, a punição pode ser a mais severa possível. E ele não precisa nem comunicar previamente, só exclui e pronto! Fiscalização O próprio Facebook incentiva em sua política de comunidade que, em caso de suspeita, o usuário faça uma denúncia. Ele também informa que basta uma denúncia para que seja analisada, logo, não fará diferença se a denúncia for feita por uma pessoa ou por centenas. A análise é feita de 2 formas, uma automática, realizada por robôs que procuram por alguns indicativos de problema e a análise manual, feita por pessoas que irão visualizar por alguns segundos o post e decidir o que fazer. Como qualquer criador sabe, hoje em dia há uma mobilização irracional contra a atividade. Logo, o criador pode ter certeza que, se postar algo com venda de animais, as chances de denúncia é alta e a conta e a página do face ou insta pode ser eliminada, com todos os contatos e fotos associados. Mas pode?! Afinal, a atividade não infringe nenhuma lei do país e até onde se sabe, do mundo. Um site pode proibir esse tipo de comércio? Sim, pode e você concordou com ele quando aceitou os Termos de Uso ao fazer a conta no Facebook ou Instagram. Lá é claro, é proibido vender filhotes no Facebook e Instagram. O Facebook tem um dono e ao ter uma conta lá, esse espaço de fato não é seu, você apenas utiliza um espaço cedido e que pode ser retirado a qualquer momento pelo dono do espaço. Logo, você tem uma ilusão de controle e propriedade que não existe. Logo NÃO DEPENDA SÓ DELE! Mas o que fazer? O primeiro passo é ter o seu espaço. Tenha o seu site com as informações das sua criação, dos seus animais e de seus filhotes. Acesse o SistemaPET e monte já o site da sua criação. Utilize as redes sociais como divulgação dos animais. Não anuncie venda, anuncie o nascimento, compartilhe fotos, mas não use a palavra venda e sempre poste o endereço de seu site! E sempre tenha em mente que alguém pode excluir seu post e até mesmo sua conta. Logo, não coloque nada que você não possa perder e faça o backup da conta sempre que possível. Portanto não dependa mais das regras dos outros e tenha o controle de seu espaço na web.

A Criminalização do Criador e o Fim das Raças de Cães

Como acabar com as Raças de Cães Recentemente está havendo uma campanha do “politicamente correto” tentando induzir as pessoas que a compra de animais de raça é algo ruim. Que o Criador é um torturador ou aproveitador. Já falamos algumas vezes sobre esse tema, mas nesse artigo vamos discutir os impactos que iriam ocorrer caso não houvessem mais criadores de raça. Origem das Raças Antes de mais nada é importante relembrarmos como surgem raças. A grande maioria das raças dos animais são resultados de animais mais aptos para realização de tarefas. Geralmente a base dessas raças são cães sem raça definida que vivem em uma determinada região. Os moradores locais adotam esses animais para ajudá-los na realização de algumas tarefas: pastoreio, guarda, caça, etc. Ao longo do tempo eles vão selecionando os animais que melhor desempenham essa função e os acasalam entre si. Ao longo do tempo esses animais adquirem características comuns, seja na sua fisionomia, seja no seu comportamento. Portanto, ela é resultado de um trabalho, muitas vezes, não coordenado, de pessoas de uma determinada região. Em um determinado momento foi realizado o registro desses animais e seu padrão escrito. A herança das atividades realizadas geralmente está descrita em seus padrões. Atualidade Os cães foram os primeiros animais domesticados pelo homem e, desde então, sempre estiveram do nosso lado auxiliando nossas atividades. Entretanto nas últimas décadas, devido aos avanços tecnológicos, muitas das atividades antes realizadas pelos cães foram substituídas. Hoje não precisamos de Yorkshires caçando ratos em minas, Goldens sendo usados na caça em áreas alagadas, Rottweilers pastoreando e protegendo o gado, etc. Portanto, hoje, essas raças somente existem para fazer funções diferentes das quais foram desenvolvidas. O York é um cão de colo e assim como o Golden, tem a função de companhia. O Rott tornou-se um guardião de residências e por aí vai. Logo, o motor que move a preservação das raças de cães são as pessoas que desejam animais com essas características físicas e comportamentais. Fim das Raças Se todas as pessoas resolverem adotar animais ou se a criação de cães for proíbida, as raças irão desaparecer em muito pouco tempo. Já temos vários exemplos de raças sob enorme ameaça: Leonberger, Puli, Cão de Água Português, Löwchen,… essas raças correm risco de extinção devido ao pouco interesse das pessoas em ter um exemplar, consequentemente os criadores acabam por não se interessar em criá-los. Hoje elas só existem devido a criadores realmente apaixonados em preservar esses animais. Em alguns casos, devido a uma campanha eficiente de divulgação, elas podem “renascer”. Ocorreu com o Sharpei na década de 80 e mais recentemente com o Welsh Corgi, o Cão da Rainha da Inglaterra. Devido ao sucesso da série do Netflix The Crown, a raça renasceu. O Cão de Crista Chinês também está passando por um momento de renascimento, após ter praticamente desaparecido. O Criador Portanto, a divulgação e comercialização de cães é fundamental para a preservação das raças de cães. Compete aos órgãos competentes garantir que essa criação seja realizada de maneira a dar o melhor bem-estar aos animais. E ao comprador, ajudar nessa fiscalização, denunciando sempre que houver maus tratos. A crescente “criminalização” do criador coloca em risco as raças de cães. Vemos o que ocorre com as raças quando os leigos efetuam acasalamentos indiscriminados… Em pouco tempo surgem animais que fogem ao padrão, se tornam agressivos e com características físicas distintas. Se você é a favor da doação, ótimo, é um atitude de amor e que é muito necessária. Entretanto, o criador não é o inimigo, é um preservador da beleza e da tipicidade e, principalmente, da herança genética de gerações! E que ama os cães tanto quanto quem adota ou quem compra. Um mundo sem a beleza e energia de um golden, sem a proteção e a fidelidade de um rottweiler, sem o carinho e valentia de um york, enfim… seria um mundo bem mais triste, não?

Venda para Outros Criadores

Venda para outros criadores Na maioria das vezes um criador não gosta de vender seus animais para outros criadores. As razões geralmente são essas: Não quer concorrência Medo de que não sejam bem tratados Não deseja compartilhar a “linha de sangue” Então, vamos analisar se vale a pena ou não vender para outros criadores. Vantagens Já falamos a respeito da venda de animais castrados, uma prática que deve ser ampliada e cada dia mais é discutida como viável. Logo, se alguém desejar um animal “inteiro”, é com a finalidade de reprodução, logo, será com finalidade comercial. Nada mais justo que o valor seja bem superior ao praticado por um animal para companhia. Uma prática normal do mercado é que produtos voltados às empresas serem mais caros do que os voltados para o varejo normal. As razões são várias, mas a principal é a diferença no produto em si. Entretanto, o que mais impacta é a percepção de valor. Como o produto será utilizado para fins comerciais, a percepção desse valor é maior. O mesmo ocorrerá com um criador que pratica a castração, e alguém vem e solicita um animal “inteiro”. O objetivo será o comércio, logo, poderá pagar mais por um padreador ou matriz. Logo, o retorno financeiro poderá ser muito melhor do que vender para um leigo e ainda castrado. Riscos Concorrência Bem, concorrência faz parte de qualquer negócio. O comércio de pets não é diferente. Dependendo da raça, a competição poderá ser mais ou menos acirrada. Caso o criador tenha como diferencial apenas a qualidade de seu plantel, realmente ele deverá começar a se preocupar com um concorrente que tenha animais com qualidade semelhante. Entretanto, se o criador que levar a sério o processo de marketing e venda, efetuar uma pós-venda de qualidade e prezar pelo bem-estar de seus animais, não terá muito com o que se preocupar, se o concorrente tiver animais de qualidade semelhante. Além disso, todo o criador precisou comprar animais de outros criadores. Logo, nada mais natural que o criador também venda para outro criador. Tratamento Um bom criador se preocupa, de fato, com o futuro de seus filhotes. Enviá-los para um criador, ainda mais se for iniciante, é, na maior parte dos casos, uma fonte de preocupação legítima. Quando a venda é para criadores que já estão consolidados, fica mais fácil fazer uma avaliação de como ele trata seus animais. Uma prática que pode ser utilizada para criadores iniciantes é uma venda reduzida, de apenas 1 filhote. Dessa forma será possível avaliar como ele irá montar o plantel e cuidar desse plantel até a idade reprodutiva. Caso o criador opte por uma venda de mais animais para o iniciante, poderá acompanhar o crescimento deles, mas não terá muito mais o que fazer, se as condições do criador não forem as mais adequadas. Compartilhamento de Linha de Sangue O criador cria há vários anos, estabeleceu uma rede de relacionamento de alta qualidade, incluíndo criadores internacionais. Investe bastante em importações e também em reconhecimento em pista. Aí, vem um criador e quer comprar um filhote desses animais que receberam um investimento bem significativo, o que fazer? Bem, novamente, se o criador se focar apenas na qualidade de seus cães e ignorar o processo de pré e pós-venda deve mesmo se preocupar. Se alguém souber explorar melhor esses aspectos, provavelmente terá um sucesso maior na venda. Se o criador já garante uma experiência fantástica para cada cliente de sua criação. Não há o que se preocupar. Se um criador está em busca de um novo animal para seu plantel, lembre-se que ele irá comprar. Se estiver procurando por um animal de qualidade, melhor ainda! É um bom indicador que ele se preocupa, nem que seja minimamente, com a qualidade. A raça agradece! Se o criador negar a venda, esse outro criador irá procurar um criador concorrente que faça a venda e poderá, de uma maneira geral, piorar a situação da raça, com menos exemplares de qualidade e com saúde. Conclusão Como em qualquer venda, o criador deve tomar as precauções para que seu filhote tenha suas necessidades atendidas, seja na venda para companhia ou para um outro criador. Uma vez detectado que o criador que deseja seus cães, terá condições de criá-os adequadamente, nada mais justo que o criador vendedor obtenha algum retorno financeiro justo para todo o investimento em qualidade realizado por ele. Cabe o criador desenvolver um processo de marketing, venda e suporte tão bom e eficiente quanto a qualidade de seu plantel. Caso contrário ele corre um sério risco de que qualquer outro criador o “atropele”, mesmo sem um plantel de qualidade tão boa. Dessa forma, além de ter dificuldades em suas vendas, não irá contribuir por uma melhora geral da qualidade da raça criada.

Adwords para Criadores

Anúncio no Google Adwords para Criadores Como já mencionamos várias vezes nos artigos, o marketing digital é fundamental para a venda dos filhotes. Sem uma estratégia definida e aplicada, de nada adiantará ter um site, estar nas redes sociais, etc. Talvez a mais poderosa ferramenta paga para usufruir do Marketing Digital é o Google Adwords. Nessa ferramenta é possível “comprar” palavras chaves e exibir seu anúncio quando o usuário digitá-las em uma pesquisa. Por exemplo: Bulldog Ingles Filhote. Se o criador tiver escolhido essas palavras, o Google irá exibir para o usuário o anúncio feito como uma das primeiras opções de resultado da pesquisa. Cada criador poderá associar a quantas palavras chaves desejar. Assim, se usar com eficiência, poderá maximizar o retorno de cada anúncio. Express O Google ainda tem uma Ferramente mais simples, chamada Google Adwords Express. Essa ferramenta automatiza uma grande parte do trabalho e tem bem menos parâmetros a serem configurados. De uma forma geral é um bom início e atende muito bem a grande maioria dos casos. Mas para os casos em que é necessário mais controle ou ainda mais eficiência, o Google Adwords normal é mais robusto e completo. Cobrança O Google Adwords cobra por clique. Ou seja, cada vez que um usuário clica no anúncio, o Google cobra um valor. Geralmente alguns centavos, na maioria dos casos de canis ou gatis. Mas pode chegar a alguns reais no caso de palavras chaves muito disputadas. A ferramenta pratica uma espécie de leilão interno antes de exibir o anúncio. Cada resultado de pesquisa tem espaço para alguns anúncios. Por exemplo, se não houver mais de um anunciante para uma palavra chave em uma determinada região, o anúncio aparece pelo preço mínimo. Se houver mais interessados em anunciar o Google faz um leilão considerando, muito resumidamente, os seguintes aspectos: Valor máximo definido pelo anunciante Total do Orçamento já investido pelo anunciante Relevância para o termo na página destino (isso mesmo, mesmo pagando o Google avalia se o destino tem a ver com a pesquisa) Após analisar cada anunciante, ele exibe os anúncios de acordo com as devidas relevâncias e potenciais resultados. Ao clicar, o Google cobra do anunciante. Descontando do saldo que o anunciante já pagou previamente ou adiciona na conta para cobrar ao final do período via o cartão de crédito. Valor do Clique A princípio, quanto maior a concorrência pelas palavras chaves, maior será o valor que o anunciante irá pagar pelo clique. O criador poderá pensar que os criadores de raças mais populares irão pagar mais pelo clique. Isso pode ser verdade. Mas a conta não é pela popularidade da palavra chave e sim pela concorrência. Por exemplo, uma raça tem 100 mil pesquisas no dia. E tem 100 criadores anunciando nela. Outra raça tem 5 mil pesquisas, mas 20 criadores anunciando nela. A raça cuja pesquisa tem 5 mil consultas tende a ter um valor por clique mais alto do que a de 100 mil. Área de Abrangência O Criador poderá definir a área onde o seu anúncio será exibido. Como já falamos no artigo sobre o quanto investir, você pode anunciar localmente ou globalmente. Cabe analisar caso a caso. Raças menores tendem a terem anúncios mais regionalizados e raças maiores, anúncios mais abrangentes. Se você for um criador reconhecido, poderá ampliar os anúncios. Considere sempre os custos logísticos para o cliente final. Se eles forem altos, ficará mais fácil para ele comprar localmente. O valor em si do clique, para o Google, não muda. Anúncio que não aparece Algo muito comum é o criador pesquisar pelas palavras chaves que ele comprou e não encontrar o anúncio. Isso ocorre porque muito dificilmente o orçamento definido pelo criador suporta ser exibido 100% das vezes. Se um criador definir um orçamento de, por exemplo, R$ 10 por dia. A um custo médio de R$ 0,30 significa que terá 33 cliques no dia. Se o anúncio dele for clicado 2 vezes a cada 100 vezes em que é exibido, ele será exibido 1666 vezes no dia para atingir a meta. E o Google sabe fazer conta! Logo, se a palavra chave for pesquisada 10 mil vezes ao longo do dia, o Google vai esparsar o aparecimento do anúncio ao longo do dia e mesmo assim, iria mostrar menos de 20% das vezes em que a palavra chave for pesquisada. Claro que foi um exemplo, mas essa é a forma como ele distribui o anúncio ao longo do dia. Por isso, tende a ser mais comum você não ver o anúncio. Outra coisa, se você visualizar o anúncio: NÃO CLIQUE NELE!!!! Lembre-se que você paga pelo clique!! Acompanhamento As ferramentas do Google são extremamente poderosas no que tange a acompanhamento de resultados. Entretanto é necessário um certo estudo das mesmas para extrair o máximo delas. Alguns indicadores, como cliques, exibições, custo por clique e frequência dos cliques são exibidos assim que é feito o acesso à ferramenta. Eles são os indicadores mais importantes e devem ser acompanhados com frequência. Indicadores Adwords Express Acompanhamento Adwords Montando o Anúncio A montagem do anúncio deve ser feita com eficiência, buscando palavras que captem mais rapidamente o interesse do usuário. A escolha das palavras chaves é fundamental para tentar maximizar a eficiência do anúncio e posteriormente a venda. Quanto mais próxima ao objetivo do usuário melhor. Além disso, considere as grafias erradas para algumas raças de grafia complexa (Shih Tzu,  Rottweiler, Schnauzer,…) . O monitoramento constante do anúncio deve ser feito, pois até “calibrá-lo” adequadamente, é necessário ajustar com frequência. O resultado deve aparecer de um dia para o outro. Portanto, principalmente no início, acompanhe diariamente. Não monitorar e ajustar pode fazer a diferença entre pagar R$ 1 por clique ou R$ 0,10! Resultado O Resultado é quase certo! Temos casos em que ninhadas enormes inteiras foram vendidas por menos de R$ 200 em anúncios. Claro que não ocorre com todas as raças. Mas hoje sem dúvida é a forma mais eficiente de anunciar suas ninhadas. Se o criador tiver

Quanto Investir em Marketing ?

Quanto investir em marketing ? Uma das dúvidas mais comuns que um criador possui é: quanto devo investir em marketing? Realmente não existe uma resposta única para essa pergunta, pois muitas variáveis estão envolvidas, mas vamos falar um pouco sobre como cada criador deve analisar seus investimentos. Definindo o Objetivo Definir qual o objetivo a ser atingido com o marketing é fundamental para que a meta de investimento seja definida. O criador pode, por exemplo, desejar ser conhecido no meio técnico (seja na cinófilia ou gatofilia). Ou pode preferir ser mais conhecido entre os leigos. O mais comum é procurar anunciar suas ninhadas ao público para que as vendas ocorram. E é para esse objetivo que daremos mais ênfase! Definindo o Canal de Divulgação Ao definir o quanto investir em marketing, deve-se ter em mente maximizar a eficiência do dinheiro investido, ou seja, atingir o máximo de público possível, pelo menor investimento realizado. Hoje temos canais de divulgação extremamente eficientes para atingir o objetivo, como o Google Adwords,, Instagram Ads, etc. Entretanto, ainda temos meios mais tradicionais e praticamente abandonados na mídia tradicional, como jornal e revistas. Mas já falamos sobre isso! Os meios digitais para anunciar, permitem ao criador ter um controle e um dinamismo maior em seus anúncios. Podendo pausar o anúncio no caso do objetivo ser alcançado e retomá-lo depois quando uma nova ninhada nascer, por exemplo. Definindo Região Geográfica Um dos aspectos fundamentais para definir o quanto investir em marketing é o estabelecimento de onde investir o dinheiro. Vale a pena investir para todo o país? Ou o melhor é investir mesmo na sua cidade? Ou somente em alguns estados? Quanto maior a área para anunciar, maior tende a ser o investimento necessário. Mas, é aí que entram alguns detalhes importantes, quanto mais popular é a raça, maior será o investimento para atender grandes áreas. Além do mais, o criador deve analisar o quanto ele costuma vender para regiões distantes e seus impactos logísticos. Raça Como mencionamos… quanto maior a popularidade da raça criada, mais criadores deve estar anunciando. Logo, nas mídias digitais isso significa que maior será o valor do clique no anúncio. Raças maiories ou menos conhecidas podem ampliar suas regiões de anúncio sem tanta competitividade. Até porque pode ser mais difícil encontrar pessoas procurando filhotes dessas. Valor Mas, afinal, quanto investir em marketing? Um bom investimento em marketing gira em torno de 2 a 5% do valor do filhote. Ou seja, se o filhote custar R$ 3000, reserve entre 60 e 150 para anúncios. Numa ninhada de 5 filhotes, o investimento para vendê-la deveria ficar entre 300 e 750. O primeiro passo que o criador deve ter é monitorar esse investimento, ou seja, ao investir, verificar qual está sendo a eficiência do anúncio. E depois, quando o cliente acessa seu site, quantos estão de fato entrando em contato. Promova sempre que possíveis ações para melhorar a eficiência de contatos. Fotos novas, mudanças de áreas geográficas, informações dos filhotes etc. Se o criador está investindo valores maiores do que 5% no marketing da ninhada, algo precisa ser feito para melhorar esses índices! Entre em contato que poderemos conversar a respeito! Tenho o dinheiro para o investimento antes da ninhada nascer… deixar para depois pode ser uma erro trágico! Conclusão O marketing aplicado ao público correto por meio dos canais certos são extremamente poderosos e eficientes para você encontrar o cliente correto para seus filhotes. Mas também cabe ao criador monitorar o investimento e estar sempre promovendo mudanças para tornar o seu investimento sempre cada vez mais eficiente!

Qual o Ranking mais importante?

Alguns Criadores tem no Ranking um objetivo a ser alcançado. Planejamento, estratégias e um bom aporte financeiro são fundamentais para atingir o objetivo, mas realmente vale a pena? Com funciona Várias entidades são responsáveis pelos mais diversos rankings. Eles podem ser administrados pelas entidades principais, como a CBKC, CbG, FIFE,… ou podem ser administrados por entidades privadas (DogShow) ou clubes de raça e podem ser de vários tipos: – Todas as raças; – Raça; – Forma de Apresentação (proprietários, mirim..) – Região – Grupo As regras dos rankings são publicadas antes do período de apuração iniciar. Dessa forma todos poderão se planejar com antecedência. Geralmente eles são baseados no acúmulo de pontos em exposições. E, dependendo do objetivo, pode ser neessário participar de muitas exposições e ter bons resultados para ter uma chance de atingir a meta. Atualmente, os ranking’s contam com formas de acompanhamento por parte de todos quanto à apuração de pontos. E, geralmente, estão em sites onde o desempenho de qualquer participante pode ser apurado. Ao final do período de apuração, o criador poderá ser considerado o melhor criador, ter o melhor cão ou gato, etc. Algo que somente um criador ou animal poderá obter naquele período ou ano. Portanto, se bem trabalhado, poderá ser um eficiente diferencial no seu marketing. Custos Alguns rankings são extremamente competitivos e exigem um investimento significativo. Envolvem custos com preparadores e handlers, viagens, inscrições, publicidades direcionadas, etc. Não é incomum o valor investido para ganhar um ranking ultrapassar a casa das dezenas de milhares de reais. E, em alguns casos, nos rankings mais competitivos, onde animais de alta qualidade disputam pelo ranking, o investimento pode passar dos cem mil reais ao longo do período. Vale a pena? Obviamente poder levar a marca de ser o melhor criador ou ter o melhor animal é um enorme diferencial e pode ser usado com exclusividade e valorizar seu trabalho. Entretanto, cabe ao criador educar os leigos quanto à importância e relevância desse título. Caso contrário se torna uma meta de vaidade. Que não reflete em nada na valorização da criação e nem mesmo no plantel nacional. Não é nada incomum existir um animal que tenha vencido um ranking de determinado ano e não ser possível econtrar uma única foto do exemplar na internet. E de animais que ganharam recentemente rankings importantes. Chega-se a conclusão que o único objetivo foi a meta pessoal do criador. Pois em nada se refletiu na divulgação do mesmo como bom criador para o mercado. De uma forma geral, o leigo não costuma valorizar muito um ranking. Embora existam pessoas que também querem ter um filhotes do melhor criador ou do melhor animal. Essas pessoas são uma minoria, em qualquer raça. Logo, um investimento muito grande em um ranking, desacompanhado de uma boa estratégia de marketing, resulta em um desperdício financeiro significativo. Algumas raças oferecem a oportunidade de vencer um ranking com um investimento pequeno. Nesses casos, se o criador fizer um planejamento adequado, poderá utilizar dessa conquista um diferencial importante para a criação. Qual o melhor Ranking? Costumo dizer que o melhor ranking é o ranking do Google. É ele que, de fato, irá levar sua criação a ser conhecida. Aparecer nas primeiras posições do Google ao efetuar uma pesquisa com as palavras chaves da sua raça tem muito mais resultado que vencer o ranking mais concorrido. Entretanto, também exige trabalho para estar lá. E, em alguns casos, seria necessário contratar pessoas para escrever artigos, confeccionar vídeos, etc. E pode demorar algum tempinho para aparecer de forma gratuita no topo desse ranking. Já demos várias dicas para conseguir esse objetivo. O primeiro é montar o site do criador. Há também a possibilidade, mais fácil, de fazer investimentos e pagar por anúncios no Google. Anúncios com valores menores que uma inscrição em uma exposição costumam dar um resultado muito melhor que ter ganho o BIS na exposição. Aparecer nos primeiros lugares no Google significa que seu site, ou seja, seus artigos, são relevantes para a raça. Que você é uma autoridade no assunto. Logo, o Google irá te levar muitas pessoas para conhecer seu trabalho.. Desse forma você poderá vender mais, mais pessoas vão falar bem do seu trabalho, ele se valorizará, e assim, você poderá ser o melhor criador do país, independentemente do que diga o ranking A ou B. Conclusão Rankings são bons para que os criadores possam identificar os animais de ótima qualidade e que podem ser utilizados nas criações. Logo, se o criador tende a vender para outros criadores, vencer rankings é de extrema importância. Rankings menos competitivos são uma ótima oportunidade de conseguir se destacar na multidão. Rankings mais agressivos não geram resultado financeiro saudável e, na maioria das vezes, se torna um poço sem fundo. Entrar nas disputas por rankings pode ser viciante, portanto, antes de começar, faça um bom planejamento de quanto investir e como reverter as conquistas em ganhos efetivos de marketing para que esse resultado possa valorizar o trabalho realizado. Vencer por vencer não trará nenhum resultado pra você, a não ser realização pessoal. Se essa for a meta, ótimo. Mas se de fato você desejar traduzir em reconhecimento do seu trabalho pelo público, fique de olho no “ranking” do Google.

Exames no Plantel – Levando a Saúde Muito a Sério

Exames

Busca por Saúde As pessoas geralmente estão buscando por um animal bonito e saudável. Dão mais valor a estética e a saúde do que a um pedigree. Geralmente os padrões de raça e os programas de reprodução dos criadores praticamente garantem que o animal terá a beleza desejada. Já a questão de saúde, até há muito pouco atrás não era possível dar muita garantia, pois quando se trata de biologia, não é, e talvez, nunca seja possível dar 100% de segurança. Entretanto houveram muitos avanços recentes que permitem ao criador melhorar a qualidade de saúde de seus animais. Exames Novos e Antigos Alguns exames mais antigos e que continuam muito válidos, são feitos com radiografias ou exames clínicos. Por exemplo, displasia coxo-femural e de cotovelo, olhos, etc. Outros são mais recentes, os genéticos, estão se tornando cada dia mais popular. E os custos desse tipo de exame estão caindo significativamente. Mesmo que alguns ainda não possam ser feitos no país. Exames genéticos são uma ferramenta fenomenal para o criador. Eles conseguem detectar uma série de genes que estão associados a doenças sérias. Além disso, conseguem detectar quando eles estão presentes, mas não estão ativos, na forma heterozigota ou recessiva. Alguns animais são especialmente atingidos por problemas de saúde comuns na raça devido a sua pouca variedade genética. Com os novos avanços da genética, já é possível identificar os genes que causam os problemas e rastreá-los. Uma grande vantagem de exames genéticos é que ele pode ser feito em qualquer idade. Ou seja, pode ser feito até mesmo em um filhote recém nascido! Criação Diferenciada Hoje em dia, como a competição é cada vez mais acirrada. O criador poderá ter um grande diferencial caso tenha um controle de saúde rígido no seu plantel. Como mencionado, o comprador quer um animal bonito e saudável. Uma boa foto dos pais ou o pedigree ilustrado já irá convencer o cliente de que o filhote será lindo. Mas ser saudável, aí mesmo só com exames e informações sobre as doenças que podem atingi-lo e como você preveniu. Ter um plantel devidamente controlado, com os exames públicos e, muito importante, o significado deles fará com que o criador se diferencie e comece a criar uma cultura de busca de saúde nos filhotes que ele procura. Mercado O leigo ao procurar por um cão, definitivamente procura por commoditie, ou seja, pra ele todo o animal de raça é igual. O criador sabe que isso está muito longe da realidade. Entretanto, na grande maioria das vezes, o comprador não tem informações necessárias para diferenciar um bom animal e outro. Se o criador não consegue passar as informações para o comprador, ele já tem um grande problema aí. Nesse caso ele precisa trabalhar já esse aspectos com algumas dicas que já passamos. Os criadores tendem a se ajustar ao mercado. E não só os criadores ruins, os bons também. Se, por exemplo, o mercado começa a escolher por determinada raça, os criadores começam a criá-la. Se o mercado prefere uma determinada cor, os criadores vão começar a produzi-la. Ou seja, a velha lei da oferta e da procura. Se há uma necessidade, alguém vai atendê-la. Por isso, é importante dar ao comprador informações. Educá-lo. Fazê-lo exigir saúde e como exigir isso dos criadores. Leva tempo, mas o resultado aparece. Imagine o criador questionando sobre um filhote e perguntando os exames de saúde dos pais? Uma ação dessas iria forçar os criadores a realizá-los. Em pouco tempo várias doenças terríveis seriam reduzidas ou até mesmo erradicadas de um plantel. Custo ou Investimento Exames custam… e alguns custam caro. Alguns podem ser feitos no país, outros somente no exterior. Ou seja, mais custos para o criador. Para alguns exames, o criador deverá aguardar uma certa idade do animal. Ou seja, talvez tenha de aguardar muito antes de iniciar o programa de reprodução dele. Por outro lado, um plantel saudável evitará gastos futuros com medicamentos e veterinários, que geralmente é muito superior aos exames. Também irá gerar uma quantidade menor de problemas com os filhotes, evitando dor de cabeça e tornando seus clientes um divulgador de seu trabalho de maneira mais fácil. Portanto, investir em exames trará, com certeza, uma redução de despesas futuras e irá potencializar vendas a longo prazo e a melhora da reputação do criador. Novidades todos os dias Estamos vivendo um momento muito interessante na engenharia genética. Cada dia há uma novidade! Essas novidades são tanto para humanos quanto para animais. O criador deve estar sempre muito atento às novidades, pois um novo exame pode aparecer e poderá ajudá-lo a controlar doenças, minimizar riscos dos acasalamentos, etc. Cabe ao criador acompanhar de perto os locais que fazem exames, pois geralmente eles publicam os novos serviços com regularidade. Alguns sites especializados em genética animal também são ótimas fontes de constante visita. Saúde em Primeiro Lugar O Criador que tiver menos problemas de saúde em seu plantel terá uma enorme vantagem. Mais segurança no planejamento das ninhadas, filhotes mais saudáveis e menos custos de manutenção do plantel. Portanto, se você ainda não começou a examinar seu plantel, mesmo que aparentemente esteja tudo bem. Comece já a descobrir o que os genes deles levam. Se ainda não fez os exames clínicos, agende agora e comece. E na aquisição de novos animais para o plantel, tenha a saúde e exame dos pais como critério indiscutível para a aquisição. Levar muito a sério a saúde dos animais deixará você com mais momentos de alegria e tranquilidade no futuro!