Deixando os Animais Sozinhos

Necessidade Deixar os Animais Sozinhos é uma necessidade comum a várias criadores pelo Brasil. Como sabemos muitos criadores não tem como principal atividade a criação de animais de raça. Exercem essa atividade como uma forma de hobby ou complemento de renda. E algumas criações podem ser de fato pequenas, com menos de 10 animais no plantel. Além disso, como já vimos no artigo sobre visita ao criador, em muitos casos as instalações são na residência do criador. Como o criador precisa exercer a atividade principal em um outro local de trabalho. É necessário deixar os animais sozinhos muitas horas ao longo do dia. Vamos falar um pouco do que é necessário, vantagens e desvantagens dessa abordagem. Local para Animais Sozinhos Para poderem ficar mais confortáveis, se exercitarem e interagir, o local deve ser espaçoso. O tamanho do espaço vai variar de acordo com a raça e com o plantel. É possível deixar alguns animais de pequeno porte em um apartemanto, mas, recomenda-se que sejam poucos. Se o local for fechado, é importante zelar pela higiene. Se for num apartamento, por exemplo, o local para fazer as necessidades dever ser muito bem preparado para não deixar cheiro forte ao longo do dia ou da noite. Plantéis maiores ou com animais de maior porte, o ideal são casas com áreas externas maiores. Dessa forma eles poderão gastar energia, interagir e fazer as necessidades longe de onde costumam descansar. Cuidados Alguns cuidados especiais devem ser tomados para que esse tipo de situação não gerem maiores problemas. Vamos falar desse aspecto para que ocorra tudo bem com os animais sozinhos. Áreas Separadas No caso de matilhas onde podem haver conflitos entre os animais, o ideal é separar o pátio em áreas. Levando em conta que a separação deve ser resistente a todo tipo de tentativa de um animal de passar. Assim como deve haver áreas que possam ser isoladas para fêmeas no cio, ninhadas, animais em recuperação, etc. Essas área podem ser menores, pois o animal não deverá passar muitos dias nesses locais. Fugas Lembre-se que sem supervisão, o animal poderá tentar fugir do local, caso ele não seja bem murado. Telas, cercas ou quaisquer formas de separação, se não forem muito resistêntes podem ser burladas por um animal com força e que tenha tempo suficiente para abrir uma brecha. Portanto, se o animal for ficar sozinho, tenha certeza que ele ficará contido na área determinada. Alguns raças podem cavar e acabar fugindo por baixo do local de separação, portanto, atente-se a esses detalhes. Água A alimentação deve ser sempre fornecida sob supervisão do criador, mas os animais devem ter sempre uma fonte de água limpa e fresca. Vasilhas podem ser uma ótima opção, entretanto, se forem viradas, os animais podem ficar sem água por tempo demais. O ideal seriam recipientes fixos ou de difícil movimentação além de ter mais de uma opção de fonte de água. A água deve ser sempre abundante, pois caso ocorra um acidente com um local, outras opções estariam presentes. Espaços Pequenos O confinamento, durante muitas horas, em espaços reduzidos tendem a causar problemas psicológicos nos animais. Agressividade, fobias, atitudes destrutivas, etc podem ser sintomas de locais muito restritos e pouca atividade dos animais. Logo, se esse comportamento começar a se apresentar, fique atento de que o espaço destinado a eles podem ser pequeno demais. Monitoramento Remoto de Animais Sozinhos Hoje em dia é possível ter um sistema de monitoramento de forma barata e sem a necessidade de pagar mensalidade. As câmeras evoluíram muito e o valor delas caiu bastante. Hoje é possível acessar imagens de alta resolução, tanto de dia quanto à noite, de qualquer lugar. Além de servir como uma forma maior de segurança, permite ao criador monitorar as atividades dos animais remotamente e, em caso de problemas, se deslocar ou acionar alguém para solucionar o problema. Segurança Principalmente nas raças pequenas, deixar os animais sozinhos pode ser um risco grande em caso de furto. Já houveram casos em que plantéis inteiros ou grande parte dele foi furtado e não havia ninguém no local para evitar ou alertar quanto ao roubo. Recentemente até mesmo os furtos promovidos pelas ONG’s tem acontecido em locais sem supervisão constante. Criações Grandes No caso de criações com muitos animais, não é recomendado que elas fiquem sozinhas. O ideal é ter sempre alguém no local para monitorar e auxiliar os animais. Quanto maior a quantidade de animais, maior as chances de problemas, mais recorrente será a limpeza do ambiente, menor tenderá a serem os espaços compartilhados disponíveis, etc. Alguns criadores tem áreas diferentes das suas residências, onde mantém os animais. Nesses casos também recomenda-se que tenha sempre a presença humana próxima. Quando o criador está nesse nível, a contratação de, ao menos, um funcionário torna-se extremamente recomendada. Caso a criação tenha poucos exemplares, mas o espaço também seja reduzido, caberá ao criador também avaliar a permanência constante. Pois a questão de higiene e estresse dos animais poderá ser um complicador. Conclusão Obviamente o ideal é que os animais sempre tenham monitoramento de alguém. Entretanto, sabemos que em alguns casos é necessário e possível que os animais fiquem sozinho por um período de tempo sem maiores problemas. Com o uso das tecnologias atuais, o monitoramento atual pode ser remoto e é um investimento acessível hoje em dia. O importante é que o criador fique atento à saúde, segurança e bem estar de seu animais.
Equipamentos Fundamentais para o Canil

Equipamentos Já falamos sobre instalações para um canil e nesse artigo iremos abordar algo tão importante quanto, os equipamentos necessários! Não basta ter ótimas instalações se não houverem equipamentos adequadas para auxiliar o criador no seu dia a dia. Portanto vamos falar dos principais equipamentos que são imprescindíveis para um dia produtivo no canil. Obviamente a importância dos equipamentos pode variar de acordo com as raças que o criador possui. Raças de pelo longo exigirão mais dos equipamentos de banho e tosa do que raças de pelo liso ou curto. Equipamentos x Insumos Para diferenciar os equipamentos dos insumos, vamos conceituar que os insumos são todos os produtos que são consumidos ao serem usados. Shampoos, Produtos de Limpeza, Medicamentos, Vitaminas e até Rações são insumos. Ou seja, quando são utilizados, serão consumidos. Iremso falar sobre insumos num artigo diferente. Equipamentos, ao contrário, possuem um tempo de uso muito maior e não são consumidos a medida em que são usados. Embora sofram desgaste com o uso, eles não se encerram em uma ou poucas aplicações. Vasilhas, Coleiras, Caixas de Transporte ou Secadores são alguns exemplos de equipamentos comuns aos criadores. Aquisição O valor dos equipamentos tendem a ser maiores, uma vez que a necessidade de comprá-los não é recorrente. A tendência é que quanto mais tempo o equipamento durar ou mais complexo ele for, maior será o valor investido. Entretanto, o criador deve ter em mente que, mais cedo ou mais tarde, o equipamento poderá ser reposto. Dessa forma ele deve prever um tempo de vida útil desse equipamento. Para avaliar se esse valor vale a pena, imagine o custo, tempo necessário ou risco envolvido caso esse equipamento não esteja disponível. Por exemplo, qual o risco de não ter um ar condicionado nas instalações? Se o local for quente e um animal precisar de socorro, qual o custo desse socorro? Quanto custa perder um animal? Isso sem contar no impacto emocional! Nesse mesmo exemplo, podemos comparar com o uso de ventiladores, avaliar se eles trarão o mesmo conforto e segurança. Avaliar os custos mensais e de manutenção e tomar a decisão em qual tipo de equipamento investir. Logo, a aquisição de equipamentos deve ser bem pensada levando em conta os benefícios que os mesmos trarão. Vasilhas e Potes Esse é um item extremamente importante e se bem escolhido não precisará ser trocado com frequência. Algumas raças tendem a serem mais “agressivas” com as vasilhas e potes. Mas de uma forma geral, a grande maioria são mais “gentis”. Raças mais exigentes com esses equipamentos podem escolher entre duas opções, ou vasilhas mais simples e de custo mais baixo, mas que exigirão trocas constantes ou vasilhas mais robustas. Algumas podem ser fixas ou de material pesado como concreto ou mesmo pedra. Mas a maioria das raças trata as vasilhas sem maiores problemas. Uma boa opção são vasilhas e potes de inox. São fáceis de limpar, tem uma durabilidade incrível, não são tóxicas e podem ser usadas tanto pra água quanto para alimentos. Guias e Coleiras Na maioria dos casos, os cães permanecem no canil a maior parte do tempo. Entretanto para manejos internos ou mesmo para passeios, guias e coleiras adequadas são muito úteis. A gama de opções existente no mercado é enorme. Procure por guias que consigam proporcionar o controle do cão, que não tenha risco de soltar e que sejam duráveis. A princípio uma quantidade pequena de guias é necessária para o canil. À vezes pode ser interessante ter guias para funções diferentes, para o manejo interno, para passeios ou para exposições. Secadores e Sopradores Criadores de raças de pelo liso podem não necessitar adquirir esse tipo de equipamento, mas criadores de raças de pelo logo e até mesmo de pelo curto devem levar em consideração a aquisição desses equipamentos. Não tem como ter uma criação sem ter praticamente um Banho e Tosa nas instalações. Na maior parte das vezes, esse custo se paga facilmente. Logo, os equipamentos necessário em um Banho e Tosa se tornam necessários no Canil. Sopradores removem a maior parte da água dos pelos dos animais de forma rápida e eficiente. Um trabalho que seria executada levando várias horas com secadores caseiros pode ser realizado em minutos com um soprador profissional. Secadores removem o que restou de umidade e permitem que o produtos aplicados reajam de forma a deixar tudo mais seco e finalizado. Com eles os pelos ficam mais soltos e bonitos. A vantagem é que uso, na maioria das vezes, é menor do que o soprador. Assim economiza-se na energia. O importante desses equipamentos é que sejam guardados limpos e secos. Dessa forma ele irá durar mais tempo, reduzir a manutenção e postergar as trocas. Mesa Uma boa mesa de tosa é ideal para secar e avaliar os animais. Essas mesas evitam que o criador tenha de se abaixar para trabalhar com o cão. Dessa forma ele evita dores nas costas e consegue isolar o animal a ser avaliar ou trabalhado. Hoje em dia existem mesas dos mais variados tipos. O ideal é que seja leve, estável e tenha suporte para colocar itens acessórios adicionais (sacos, produtos e até o secador). Normalmente essas mesas também tem uma durabilidade muito grande se usada e armazenada da forma correta, ou seja, limpa e seca. Equipamentos de Tosa e Grooming Tesouras, Máquinas de Tosa, Escovas e Pentes são itens obrigatórios para um canil e as necessidades vão variar muito de raça pra raça. Criadores de raças pequenas de pelo liso, com o Terrier Brasileiro praticamente não necessitam de uma quantidade de equipamentos muito grande. Por outro lado criadores de raças com pelo longo e penteados rebuscados podem necessidades de uma gama grande desses equipamentos. A quantidade de produtos disponíveis é enorme e atendem às necessidades específicas. A quantidade de tipos de lâminas, tesouras, etc pode deixar o criador bem confuso. Entretanto, para um manejo diário ele deve focar nas principais ações do dia a dia. Se for necessário efetuar apresentações, exposições ou algo que exija um cuidado
Responsável Técnico na Criação

No Brasil, infelizmente, para empreender temos uma enorme e complexa burocracia para vencer antes de regularizar por completo um negócio. Mesmo criadores que tem filhotes eventualmente e os comercializam, estão sujeitos a mesma burocracia que grandes empresas. Isso dificulta em muito o início de qualquer pequena criação. Como já mencionamos em nosso artigo sobre como regularizar a criação, hoje trazemos mais um ator que, além de ser obrigatório, poderá contribuir bastante para o desenvolvimento da criação: o Responsável Técnico ou RT. Legislação Alguns questionam sobre a necessidade de um Responsável Técnico em um canil ou gatil. Mas a legislação é um tanto clara quanto a obrigatoriedade desse profissional, como podemos ver nas seguintes legislações: 1) Lei 5.517/68 Art. 5o É da competência privativa do médico veterinário o exercício das seguintes atividades e funções a cargo da União, dos Estados, dos Municípios, dos Territórios Federais, entidades autárquicas, paraestatais e de economia mista e particulares: a. a prática da clínica em todas as suas modalidades; (…) c. a assistência técnica e sanitária aos animais sob qualquer forma; (…) e. a direção técnica sanitária dos estabelecimentos industriais e, sempre que possível, dos comerciais ou de finalidades recreativas, desportivas ou de proteção onde estejam, permanentemente, em exposição, em serviço ou para qualquer outro fim animais ou produtos de sua origem; (…) 2) Lei 5.517/68 Art. 28 As firmas de profissionais da Medicina Veterinária, as associações, empresas ou quaisquer estabelecimentos cuja atividade seja passível da ação de médico-veterinário, deverão, sempre que se tornar necessário, fazer prova de que, para esse efeito, têm a seu serviço profissional habilitado na forma desta Lei. 3) RESOLUÇÃO No 1177, DE 17 DE OUTUBRO DE 2017 Enquadra as entidades obrigadas a registro ou cadastro no Sistema CFMV/CRMVs, revoga a Resolução CFMV no 592, de 26 de junho de 1992, e dá outras providências. Art 1o Estão obrigadas ao registro no Sistema Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária (Sistema CFMV/CRMVs) as empresas públicas e privadas, sociedades de economia mista, associações, companhias, cooperativas, organizações não governamentais (ONGs) e demais estabelecimentos cuja atividade básica ou àquela pela qual prestem serviços à terceiros seja privativa ou peculiar à Medicina Veterinária e/ou à Zootecnia, nos termos previstos no artigo 5o da Lei no 5517, de 1968, e artigo 3o da Lei no 5550, de 1968, tais como: I – planejamento, consultoria e execução de assistência técnica aos animais sob qualquer forma, inclusive assistência à pecuária; (…) XI – exploração e/ou criação de animais;(…) XVI – abrigo, manutenção, transporte, hospedagem, treinamento, doma, adestramento e/ou comercialização de animais domésticos; XVII – biotérios e instituições que criem ou utilizem animais para qualquer finalidade, inclusive para ensino e pesquisa; XXVI – canis, gatis e abrigos para animais;(…) Hoje existem alguns processos em curso questionando ou solicitando esclarecimentos sobre a legislação. Entretanto para que a criação seja devidamente regulamentada, existe a necessidade do criador ter, oficialmente, um responsável técnico que assine por ela. Atribuições Conforme já escrevemos, não existe um grande criador sem que exista um médico veterinário de qualidade dando o devido suporte. Na maioria das vezes esse suporte é clínico, mas em outras vezes o Veterinário já faz as funcões do responável técnico. Um Responsável Técnico deverá orientar o criador em diversos aspectos. Irão contribuir para que as condições de manejo, saúde e sanitários propiciem o melhor bem estar possível aos animais. Além disso ele deve orientar para questão que a maioria dos criadores desconhece. Meio Ambiente, Código de Defesa do Consumidor e Segurança do Trabalho estão entre elas. Vamos citar as atribuições para que fique claro que o Veterinário se torna um co-responsável pela criação: a observância dos direitos dos animais e o seu bem-estar e o conhecimento dos aspectos técnicos e legais a que estão sujeitos esses estabelecimentos; o conhecimento das normas de saúde pública atinentes à atividade, bem como das normativas do CFMV/CRMVs e Decretos Estaduais; o conhecimento da qualificação do pessoal e, sempre que se fizer necessário, capacitá-los para as atividades a serem desempenhadas; a permissão de acesso ao local somente aos animais que estejam acompanhados de atestado de vacinação fornecido por Médico-Veterinário, desverminados e tratados contra ectoparasitas nos 10 últimos dias, devidamente comprovados; a orientação sobre o manejo adequado para cada espécie, procurando assegurar o bem-estar animal; o isolamento imediato dos animais suspeitos de qualquer problema sanitário, evitando contato com os sadios e a notificação às autoridades sanitárias quanto da suspeita de doenças de interesse da saúde pública; a adoção de medidas profiláticas que garantam a saúde dos animais e a higiene permanente dos equipamentos e das instalações; o impedimento da aplicação de tranquilizantes e demais produtos sem a presença de um médico veterinário; quando houver medicamentos de uso controlado (anestésicos, psicotrópicos, tranquilizantes), que sejam mantidos com o receituário próprio em lugar seguro, obrigatoriamente em armário que possa ser fechado com chave, e manter livro de registro, respeitando a legislação sanitária vigente (Ministério da Agricultura e Vigilância Sanitária); que haja local adequado para o acondicionamento e armazenamento da alimentação animal; a realização de ações ou métodos de controle a fim de assegurar o uso de medicamentos dentro do prazo de validade e a manutenção adequada dos produtos biológicos; a verificação de que a empresa em que exerce sua função possua formulários de prestação de serviços que propiciem segurança e garantia a ela e a seus clientes, tais como fichas cadastrais, recibos de pagamento, blocos de receituário profissional, prontuários e outros; a realização de controle sanitário de todos os animais existentes no local, providenciando a imunização e desverminação dos mesmos (em casos de abrigos de animais); a emissão de laudo sanitário de cada animal comercializado e/ou hospedado; a emissão de Atestado de Óbito (Resolução CFMV no 844/06) dos animais mortos e/ou eutanasiados no estabelecimento; o impedimento de que dispositivos promocionais da empresa contenham informações que caracterizam propaganda enganosa e que não obedeça às normativas do CFMV; a implantação e o monitoramento de programa de manejo e controle integrado de pragas e animais sinantrópicos; a garantia da disposição correta dos esgotos provenientes dos
Estoque de Ração

Como já falamos nesse artigo, a ração é o custo fixo mais importante que o criador deve gerenciar. Logo, cuidar bem do estoque de ração é fundamental para o controle de saúde e dos custos. Portanto, vamos falar sobre uma questão importante para o bom uso dela, o acondicionamento. Recebendo a Ração Ao solicitar ao fornecedor, a entrega da ração é geralmente feita pelo caminhão de entrega, uma vez que o criador adquire quantidades significativas do produto. Algumas rações são embaladas a vácuo, o que garante uma conservação melhor. Outras não passam por esse processo, mas todas as embalagens devem estar intactas. Caso seja constadada uma violação na embalagem, como um furo ou rasgo, se possível troque no momento da entrega. Se não for possível trocar a embalagem no momento da entrega, é importante entrar em contato com o fornecedor para informar dos problemas. Pois com ambalagem comprometida, a garantia da qualidade da ração também estará comprometida. Local do Estoque de Ração É importante que o criador possua um local seco, com temperatura controlada e isolado para guardar os sacos de ração. O ideal é que o estoque de ração esteja numa sala que não permita a entrada de roedores ou aves. Geralmente eles são empilhadas para o armazenamento. Mas o saco que ficar mais embaixo não pode ficar encostado no chão. O ideal é que seja colocado sobre um pallet, de madeira ou de plástico. Dessa forma evita a umidade do chão e preserva a ração por mais tempo. O custo de um pallet é baixo e pode ser adquirido em vários lugares, incluindo lojas de material de construção. Pallets de plásticos tem a vantagem de serem bem duráveis e serem imunes a cupins. Abrindo o Saco Uma vez aberto, o ideal é que a ração seja acondicionada em potes com tampas, se tiverem algo para fechar, melhor. Dessa forma evitam a entrada de roedores dentro do pote. Se o criador possui mais de um tipo de ração, o ideal é que a identificação da ração esteja na parte externa do pote. Manter o saco aberto, tendo o contato com o chão e sem fechá-lo, além de acelerar a perda de qualidade do alimento, é um convite para todo o tipo de inseto, roedor e até mesmo aves. Uma vez aberto, o ideal é que o alimento seja consumido em no máximo 30 dias. Tão logo a ração acondicionada num pote seja consumida, é importante que o recipente seja lavado, bem enxaguado e seco adequadamente para que o alimento já envelhido do saco que findou não contamine o novo conteúdo. Ofertando a Ração O ideal é que a ração seja ofertada seguindo uma rotina bem estabelecida. Com hora para ofertar aos animais e hora para recolher o alimento. Dessa forma evita-se o aparecimento e instalação de invasores (insetos, ratos, pássaros,…) próximo a área dos animais. Geralmente 15 minutos é o tempo suficiente para que os animais se alimentem. Se for alguns minutos após alguma atividade, melhor ainda. Problemas com o Alimento Alimentos com problema podem ser uma enorme dor de cabeça para o criador. Como ele é ofertado a um número grande de animais, eles poderão passar mal ao mesmo tempo e, além da enorme preocupação causada, podem gerar um enorme custo. Detectar esse tipo de problema pode ser difícil, um vez que a contaminação pode ser da água, de algum produto de limpeza, etc. Portanto manter uma rotina de trabalho com o manejo da ração é fundamental para reduzir as chances de problemas. Controlando o Estoque Como já mencionamos, também é fundamental controlar o estoque de ração de forma eficiente. Assim o criador poderá fazer o pedido de reposição ao fornecedor no momento certo. Também poderá verificar se está havendo um consumo acima ou abaixo do esperado. O SistemaPet poderá ajudar o criador nessa atividade que é importantíssima para a sáude dos animais e para saúde financeira do criador!
A Regulamentação dos Criadores Não-Comerciais

A necessária regulamentação da atividade de criação de pets vem suscitando cada vez mais dúvidas em relação às normas propostas. O primeiro enfoque desta série de artigos, é buscar trazer conceitos básicos a respeito da inter-relação entre a criação legal e o Direito, haja vista que os marcos regulatórios, sobretudo estaduais, tem tido o condão de trazer ao debate todas e quaisquer questões relativas a esta temática. Legislações Atuais Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e mais recentemente, Pernambuco, já elaboraram suas próprias leis, para regulamentar em nível estadual a criação, comercialização, doação e reprodução de animais domésticos. É de fundamental importância a participação dos criadores neste debate, nas audiências públicas, no “lobby’s” junto aos Deputados Estaduais, haja vista que em uma democracia como a nossa, aquele que não participa do processo, corre o risco de ser regulado por quem participou. Diferenciação entre Criadores O Direito regulatório no que tange à criação de pets, traz uma nota fundamental, qual seja: a diferenciação entre criadores comercias e os não-comerciais, e dentro destes, sua possível divisão em hobby, amador, eventual e pequeno criador. Parte-se do pressuposto de que quanto maior a criação, deve-se aumentar proporcionalmente as regras atinentes ao processo, é como comparar, esdruxulamente, a costuraria da região, com a fábrica têxtil do estado. Dito isto, deve-se encarar que essa diferença deve ser baseada em critérios quantitativos, tirando a média entre mínimo e o extremo, obtendo-se, assim, o razoável para a feitura da regra geral. Categorização Dentro deste escopo, por exemplo, pode-se afirmar que no Estado X, a criação é eventual ou amadora, ou seja, o é pequeno criador, aquele de que forma cumulativa, tenha até 80 filhotes com registros de ninhada por ano, possuam até 15 animais de porte mini ou toy (abaixo de 28 cm – até 6 kg) ou; 10 de porte pequeno ou anão (de 28 a 35 cm – 6 a 15 kg) ou; 8 de porte médio (de 36 a 49 cm – de 15 a 25 kg) ou; 6 porte grande (de 50 a 69 cm – de 25 a 45 kg), ou ; 5 de porte gigante (acima de 70 cm – de 45 a 60 kg); e sejam cadastradas como pessoas jurídicas que se enquadrem no teto anual de Micro Empreendedor Individual, hoje no valor de R$ 81.000,00. Neste tipo de proposta, há critérios quantitativos e tributários, devendo o pequeno criador, que eventualmente possua ninhadas que ajudam no sustento familiar, ainda que de forma amadora no ambiente familiar, obedecer aos ditames legais impostos pela lei hipotética. Hobbista De outra forma, pode-se, inclusive, diferenciar o criador por hobby. Ou seja, aquele que também não tem finalidade comercial nem vontade minimamente empresarial e que possua um objetivo de manter a preservação do padrão racial. Baseado em poucos e extremamente cuidadosos cruzamentos genéticos, e que possuam pouquíssimas ninhadas ao ano, podendo, por exemplo, ser, de forma cumulativa, aquele que tenha até 50 filhotes com registros de ninhada por ano, possua até: 12 animais de porte mini ou toy (abaixo de 28 cm – até 6 kg) ou; 9 de porte pequeno ou anão (de 28 a 35 cm – 6 a 15 kg) ou; 7 de porte médio (de 36 a 49 cm – de 15 a 25 kg) ou; 5 porte grande (de 50 a 69 cm – de 25 a 45 kg), ou; 4 de porte gigante (acima de 70 cm – de 45 a 60 kg); E sejam pessoas físicas ou jurídicas que se enquadrem no teto anual de Micro Empreendedor Individual. Neste caso, mesmo em ambiente familiar, a criação poderia ser também realizada pela pessoa física ou jurídica, buscando-se uma forma de desburocratizar, caso possa ser emplacada a tese de que o criador por hobby não vende um produto (o animal) e sim um serviço, de transferência de “know how” genético, podendo-se assim, que se tente caracterizar uma prestação de serviço individual. Cartórios Importante notar a necessidade de que mesmo de forma não-comercial, estes tipos de criadores somente poderão comercializar cães ou gatos, que tiverem seus respectivos registros em entidades de registro genealógico de cães ou gatos, legalmente constituídas. Várias entidades no Brasil prestam este tipo de atividade cartorial, e que devem servir também como entidades para-fiscalizatórias no que diz respeito ao bem-estar animal e a veracidade das informações prestadas. Objetivo de Lei O que se pretende aqui, o intuito desta lei hipotética é um tratamento diferenciado no que diz respeito a impostos, possibilitando uma existência digna a estes pequenos criadores, que poderiam, inclusive, por Lei, serem dispensados da necessidade de alvará de funcionamento. Imagine-se quem cria de forma amadora, cães e gatos em sua residência e tenha que tirar habite-se, licença sanitária e etc. O legislador constitucional prevê este tratamento desigual, buscando, em verdade, uma maior equilíbrio, é o que se extrai do princípio constitucional da igualdade ao pressupor que as pessoas colocadas em situações diferentes sejam tratadas de forma desigual. Como afirma o Professor Nelson Nery Jr” dar tratamento isonômico às partes significa tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades Participação dos Criadores Diante desta plêiade de possibilidades, é de fundamental importância a participação ativa dos criadores quando da propositura destas leis, que tentam interagir com seu tempo, com os atuais hábitos e costumes, não se podendo esperar um direito anacrônico em que tudo é permitido ou proibido. Novos tempos virão e junto com eles a necessidade do aperfeiçoamento desta tão importante atividade que é a criação de cães.
Gestão Sanitária e Dejetos

Manter o ambiente dos animais sempre limpo é um dos maiores desafios de um criador. Deixar de limpar um quarto por apenas um dia pode deixá-lo em condições lastimáveis. Entretanto, a gestão dos resíduos e dejetos é algo de extrema importância e, se não bem feito, pode implicar em crime ambiental. Vamos ver alguns aspectos para manter o ambiente limpo e saudável. Construção Ao fazer o planejamento do local como um todo, uma das maiores preocupações deve ser o controle do fluxo da água. O caimento deve ser muito bem planejado para que vá para o ralo mais próximo e que a quantidade de ralos seja suficiente. Todos devem ter um excelente caimento e levar para o local onde os dejetos serão processados. Economizar nesse aspecto poderá causar uma perda significativa de produtividade. O quarto ou o espaço lavado poderá demorar muito para secar. Em alguns lugares, os dejetos podem ser enviados para a rede de esgoto, logo, ter um vaso sanitário com válvula “Hidra” próxima é uma opção rápida para o descarte. O material do piso e das paredes deve ser planejado de forma a não reter umidade e ser de fácil limpeza. Legislação Várias cidades possuem leis específicas do que fazer com os resíduos de criadouros. Alguns orientam que o esgoto seja despejado na rede de esgoto do município, outros exigem que seja feito um projeto sanitário adequado de fossas. Portanto, antes de regularizar a criação, observe bem esse aspecto, pois poderá impactar num investimento pesado nesse item. Confira a legislação de sua cidade quanto a esse aspecto. Não estar adequado à legislação ambiental pode resultar em multas, fechamento das instalações e responder até mesmo por crime ambiental. Em alguns casos pode ser feita compostagem, mas ela deve estar fora do alcance dos animais e deve ser planejado com o responsável técnico. O manejo deverá ser maior nesse caso, mas é uma opção sustentável para os dejetos. Higienização Dependendo do tempo em que os animais ficam nos quartos e da raça criada, é necessário que a limpeza seja feita 2 vezes ao dia! Áreas comuns e com um piso permeável (grama, brita,…) tendem a terem necessidade de menor limpeza. Entretanto isso não quer dizer que os dejetos não precisem ser recolhidos regularmente. Se a raça não for das mais higiênicas, a coleta das fezes devem ser mais frequentes. Algumas raças tendem a fazer as necessidade em um local afastado de onde convivem. Logo, se eles tiverem essa opção, irão fazer isso. Em um bom canil, a limpeza é a atividade mais frequente. Sempre terá alguém limpando o local! Portanto, quanto melhor pensado isso antes da construção, maior e melhor será o desempenho na atividade. Ao limpar um local, recolha todos os equipamentos que houver no local. Dessa forma eles não ficarão úmidos. Demais Dejetos Outros tipos de lixos são produzidos pelos criadores. Alguns deles precisam de cuidados especiais. Se o criador possui um ambulatório ou precisa descartar medicamentos, seringas ou outros materiais médicos, será fundamental ter esse descarte separado e enviado ao local adequado. Conclusão Manter o local limpo é fundamental para a manutenção da saúde e bem estar dos animais. Um local sujo irá, com certeza trazer uma série de problemas ao criador. Logo, é muito mais fácil e barato manter as instalações sanitariamente adequadas. Projetar uma instalação fácil de limpar, irá trazer maior produtividade ao criador, dando ele mais tempo para as outras atividades. Confira as demais dicas que já demos sobre as instalações!
Área de Lazer do Canil

Uma Boa Área de Lazer Uma Grande Área de Lazer é extremamente comum nos bons canis pelo Brasil. Muitos criadores não constroem os quartos ou baias e preferem manter os animais soltos em um espaço amplo. Já outros criadores, mesmo com os quartos construídos, mantém os animais a maior parte do tempo nas áreas de lazer. Como cães são animais extremamente sociáveis e ativos, eles precisam interagir com a matilha e gastar energia a fim de manter a saúde completa do animal. Tamanho O tamanho varia muito, pode ser de vários hectares, se estiver numa fazenda, até alguns poucos metros quadrados. Tudo depende do espaço disponível e da raça dos cães. Algumas vezes é necessário cercar o espaço para que os animais fiquem dentro do espaço destinado a eles. O ideal é que o tamanho seja suficiente para a quantidade de animais que irão ficar nele. Devido as características de algumas raças é necessário que existam mais de uma área de lazer, pois alguns cães são menos sociáveis do que outros quando estão juntos. Equipamentos Uma boa área de lazer possui equipamentos para atividade dos cães. Podem ser equipamento de agility, mesas, rampas, placas para se esconderem dos outros, etc. Em alguns casos, brinquedos também podem estar presentes, entretanto a supervisão deve ser maior para evitar conflitos. Até mesmo uma pequena banheira ou uma pequena piscina ou lago pode ser construído para refrescá-los quando necessário. Descanso Uma boa área de lazer deve ter um local fresco e adequado para que eles possam descansar. Água fresca também deve estar disponível para os cães se hidratarem sempre que desejarem. Geralmente eles passam uma grande parte do tempo descansando, logo, esse espaço de descanso deve ser muito bem previsto, ter um controle térmico adequado, estar protegido das intemperes e o piso seja o adequado. Monitoramento Como a grande parte do tempo os animais ficam nessa área, é normal que eles acabem ficando sem maiores monitoramentos. Entretanto, é importante que existe pelo menos um sistema de vídeo monitorando, pois se houver algum problema, será possível verificar o que houve. Conflitos entre os animais podem ocorrer, entretanto é importante que somente os animais compatíveis estejam juntos. Animais com riscos de conflitos até podem ficar no mesmo espaço, mas somente com supervisão. Algo que é recomendado é que a alimentação seja dada somente nos quartos, dessa forma eles se acostumam a ir para o quarto quando tem que se alimentar e dormir. Portanto, a área de lazer somente seria para atividades e socialização e os quarto para descanso e alimentação. Conclusão Ter uma área de lazer é muito comum para os criadores e pode estar em constante aprimoramento. Novos equipamento podem ser adicionados ao ambiente. Brinquedos novos podem ser introduzidos, etc. A higienização do local também deve ter uma atenção total para manter os cães limpos e saudáveis. A drenagem do ambiente deve receber uma enorme atenção. Uma área de lazer adequada vai deixar os cães felizes e saudáveis. Logo, sempre que possível melhore esse espaço. Não deixe de observar os demais artigos sobre as instalações do canil.
Climatização do Canil

Calor e Frio Intensos A Climatização do Canil é fundamental em um país como Brasil. Um local bastante quente e que a cada dia parece que se torna mais quente. E, ainda conta com locais onde as temperaturas podem ser bem baixas. Logo uma climatização do canil deve ser adequada para esse cenário. Animais que sofrem muito com o calor ou mesmo com o frio, acabam se debilitando muito e, em alguns casos, podem vir a morrer em decorrência da temperatura extrema. Em outros casos podem desenvolvem doenças devido ao estado em que ficam. Animais jovens e idosos são os que mais sofrem em condições extremas tanto de frio quanto de calor. Logo a atenção à climatização do canil deve ser maior para dar um conforto a eles. Limites Tolerados O limite suportado por cada animal varia um pouco de raça pra raça e da idade do animal. Geralmente temperaturas acima de 35 graus e abaixo de 15 já exigem um cuidado redobrado. Cães de pelo e subpelo densos ou com fucinhos curtos requerem atenção acima de 30 graus e cães pelados ou pelo liso já precisam de atenção nas temperaturas abaixo de 20 graus. Portanto fique atento a cada animal do plantel. Um animal muito ofegante, muito parado, que fica cavando, tremendo, etc… podem ser sinais de hiper ou hipotermia. Instalações Se o animal fica no quarto durante o período mais quente (geralmente a tarde) ou mais frio (geralmente no final da madrugada), é extremamente importante saber as condições térmicas (temperatura e umidade) do local onde ele se encontra. Instalar um termômetro em um lugar muito alto pode não aferir adequadamente a temperatura sentida pelo animal. Dependo do local, um metro de altura pode dar uma diferença de mais de um grau! Entretanto deve estar alto o suficiente para que os animais não o destruam. Se a ventilação entre os quartos (ou baias, boxes,…) for boa, a tendência é uma maior eficiência dos ventiladores ou ar condicionados na climatização do canil. Quartos com grades ou de alvenaria com divisórias baixas tendem a serem mais indicados nesse aspecto. Se os animais ficam soltos a maior parte do tempo, ter um local fresco para eles ficaram é fundamental. Seja a sobra de uma árvore, seja um corredor com sombra e boa ventilação, etc. Já falamos bastante sobre pisos. Mas observe, inclusive, se o piso é adequado, se tem a cor certa e é do tipo certo. Pisos errados podem causar queimaduras nos animais ou, no caso do frio, ser uma fonte de perda de calor. Equipamentos O ar condicionado é o sonho de consumo de qualquer criador. Entretanto seus custos devem ser muito bem avaliados. Não só na questão financeira direta, como na indireta (saúde e bem estar dos animais). Uma observação importante do ar condicionado é que ele deve ser bem dimensionado para a área a ser atendida. Um A/C com potência muito baixa poderá consumir muito mais energia do que um A/C com maior potência. Uma questão do A/C é a umidade, que também deve ser resolvida. Eventualmente até mesmo com um umidificador no ambiente para um melhor conforto dos animais. Ventiladores são, de longe, a solução mais adotada. Dependendo do tamanho e tipo dos quartos, pode ser necessário até mesmo 1 por quarto. Entretanto é mais comum que um ventilador tipo industrial atenda 2 ou 3 quartos. Uma ação extremamente importante nos equipamentos, seja ventilador ou ar condicionado é a manutenção! Ar condicionados devem ter os filtros limpos semanalmente e os ventiladores devem ser revisados completamente anualmente. Dependendo da raça, pode-se instalar banheiras para os cães entrarem e se refrescarem. É uma forma de evitar que eles fiquem cavando buracos. Procedimentos Ofertar água gelada em alguns momentos ou petiscos no meio do gelo pode ser uma boa pedida para se refrescarem. No caso do frio, para as raças mais sensíveis, vestí-los com roupas adequadas pode se tornar necessário. Além disso o aumento das atividades físicas também ajuda a sentirem menos o frio. Conclusão O controle térmico é fundamental para manter o bem estar dos cães. Cães que se sentem confortáveis no ambiente em que vive tendem a terem menos problemas. Logo, avalie uma climatização do canil de forma que tanto o criador quanto os animais possam viver de forma saudável e tranquila. Confira nossos outros artigos sobre as estruturas dos canis, pisos, quartos ideias.
O Quarto do Canil Perfeito

Conforme já falamos, uma Estrutura Ideal para um bom canil exige uma série de Instalações adequadas para garantir um bem estar para os animais. Iremos abordar um dos principais locais do canil, os quartos ou também conhecidos como baias ou boxes. Objetivo Vamos adotar o termo quarto, pois é o local onde o cão irá descansar, se alimentar e pernoitar. Esse quarto pode ter um espaço para se exercitar ou tomar sol, o chamado solário. Em alguns casos é o local onde os cães passam a maior parte do tempo. Logo, ele deve ser confortável, seguro e saudável. Tamanho O tamanho de cada quarto deve levar em considerações aspectos como: tamanho do animal, nível de atividade, nível de socialização e tempo de permanência. Quanto maior o nível de atividade, menor o nível de socialização e maior o tempo em que fica no quarto, maiores eles devem ser. Portanto fico muito difícil estimular um tamanho ideal a ser construído. O ideal é conhecer projetos da mesma raça e conversar com os criadores. Ter o tamanho ideal não irá gerar estresse aos animais. Logo, eles não tenderão a latir em demasia, destruir os equipamentos e o quarto, se leseonarem ou mesmo terem problemas de socialização. Número de Animais por Quarto Novamente a raça vai influneciar muito a quantidade de animais que cada quarto irá comportar. Se os animais tiverem problemas em dividir o alimento, o ideal é que apenas um animal fique em cada quarto. Por outro lado, se eles se relacionam bem, respeitam o espaço dos outros, é possível manter mais de um animal por quarto, desde que o tamanho seja adequado. Solário Um espaço externo será necessário se o animal passa um tempo considerável no quarto. Dessa forma ele irá poder tomar sol quando desejar. A área externa ideal poderá contar com um espaço coberto para casos de chuva e um espaço aberto. Conforme ja falamos no artigo sobre pisos, na área externa poderá ser com grama sintética, brita ou qualquer outro piso com alta taxa de absorção. Lembrando que a drenagem deve receber uma enorme atenção. Divisórias Aqui está um dos principais itens para um bom quarto. As divisórias entre os quartos. Altura Novamente a raça a ser criada é fundamental para uma boa escolha. Raças muito atléticas exigirão divisórias altas, raças mais calmas poderá ter divisórias mais baixas. Raças como Basset Houds, Daschunds, Pugs, Bulldogs, etc podem ter divisórias de pouco mais de um metro de altura. Já raças como Bull Terrier, Schanuzers, Pastores, Dobermanns, etc exigirão divisórias altas, provavelmente até o teto da área dos quartos. Eventualmente, mesmo para raças menos atléticas, talvez seja interessante ter um ou outro quarto com divisórias mais altas. Nesses espaço pode ser necessário colocar machos ou as fêmeas no cio. Assim o risco de acasalamentos não planejados diminuem. Material O mais comum é que a construção seja de alvenaria. Elas estão entre a mais baratas estruturas a serem erquidas e são de fácil limpeza. Entretanto tende a gerar um ambiente claustrofóbico para os animais. Alguns animais se sentem mais estressados em ambientes muito fechados e mesmo que o quarto seja grande, ele poderá se sentir mais pressionado. Uma opção, dependendo da raça, é usar grades. Algumas raças são menos destrutivas e sociáveis e é possível utilizar grades para separá-los. Dessa forma o controle térmico é muito facilitado e o ambiente claustrofóbico é eliminado. Uma dica em quartos assim é ter um estrutura de uns 25 a 45 cms no chão de alvenaria. Dessa forma quando um quarto estiver sendo limpo com água, não ultrapassa ao quarto ao lado. Algumas raças, quando ao lado de outros animais podem tentar morder as grades, para evitar esse problemas e não utilizar a alvenaria, uma opção é usar o vidro. Atualmente a utilização desse material tem crescido bastante. Embora sejam bem resistente, existe o risco de acidentes e a manutenção dele é mais cara. Assim como a tela, o ideal é ter uma base em alvernaria para facilitar a manutenção do quarto. Equipamentos Um quarto deve, impreterivelmente, ter um local com água fresca. Algumas raças exigem um local em alvenaria, mas outros podem utilizar recipientes próprios para isso. A alimentação também deve ser dada nos quartos e recolhidas após um período de tempo. Dessa forma, no momento da alimentação os animais irão se dirigir sozinhos para seus quartos, se eles estiverem soltos. Algumas raças necessitam de camas. Sejam as suspensas, sejam as que ficam no chão. É importante que cada um tenha um local confortável para dormir. O ideal é que cada equipamento seja identificado para cada quarto. Dessa forma se reduz o risco de contaminações. Controle Término O mais comum é que um ventilador de grande porte sopre pra no máximo 3 quartos. Logo, um canil com 12 quartos, teriam, idealmente, 4 ventiladores. Lembrando que dependendo do tipo de material utilizado nas divisórias, essa relação pode aumentar. Um ventilador de porte menor por quarto pode ser necessário em raças com problemas no calor intenso. Se o acesso à parte externa for através de uma pequena passagem para os cães, pode ser possível a instalação de ar condicionado. Nesse caso é importante que o ar seja adequado para o espaço, pois em caso de subdimensionamento irá aumentar os custos e sobrecarregar o equipamento. Drenagem Um item extremamente importante é a drenagem do quarto. O caimento da água deve ser muito bem feito. Como o quarto é limpo regularmente e algumas raças podem urinar no quarto, é importante que o caimento seja muito adequado para não fique úmido por muito tempo. O Ralo deve ter um acesso fácil e ser fácil de limpá-lo, pois a quantidade de pelos será grande. Conclusão Um quarto bem feito dará a cada animal uma excelente qualidade de vida e um local seguro para descansar e se alimentar. Obviamente não é um local para ficar 100% do tempo, mas assim como nós, ter um quarto confortável faz muita diferença. Se você ainda não viu as instalações necessárias para o canil,
Construindo um Canil Ideal

Quando É Necessário? Quando o criador possui um plantel muito grande ou com várias raças, geralmente torna-se necessário a construção de uma estrutura adequada ao conforto e manejo desses cães. Por isso, estamos criando uma série de artigos focados na estrutura dos canis. O primeiro artigo será sobre os objetivos a serem alcançados e sobre as estruturas mínimas recomendadas. Objetivo Alguns criadores acabam focando exclusivamente no bem estar dos animais ou somente nos aspectos de manejo e acabam sendo extremamente ruins de serem mantidos ou os animais acabam sofrendo desnecessariamente. O ideal é criar uma estrutura que alie um manejo eficiente, sem comprometer o bem estar dos animais. A área disponível para a construção deve ter o tamanho adequado. Se o criador for criar raças grandes ou com alto consumo de energia, deve-se providenciar o espaço para que eles se desenvolvam com qualidade. Aspectos iniciais Um dos aspectos importantes é a posição do sol. O local deve, preferencialmente, ser claro e ter um nível de luz solar adequado. Nem muito escuro nem muito exposto. Caso o local disponível não seja adequado quanto à luz do sol, outras medidas terão de ser tomadas para deixar o local adequado. A umidade é outro aspecto extretamente importante para um bom canil. O local deve ser naturalmente seco. A umidade pode prejudicar a estrutura e a saúde dos cães. Portanto, trate esse aspecto com muita atenção na fase de projeto. É mais barato investir no início do que remediar depois. Com os 2 itens anteriores em mente, você estará próximo de ter um bom controle térmico. Ou seja, o local deve ter uma temperatura controlada. Nem muito frio no inverno e nem muito quente no verão. Dependendo da raça criada, ela poderá sofrer mais nos dias frios ou nos dias quentes, portanto tenha o controle da temperatura sempre em mente. Estruturas Indicadas Algumas estruturas devem ser planejadas, de acordo com o espaço disponível. Lembrando que se o espaço for pequeno, as atividades acabarão sendo desenvolvidas em outro local. 1) Lavatórios Ter lavatórios ou lavabos no espaço propcia ao criador uma rápida higienização das mãos. Dependendo do Tamanho do Canil, ter alguns lavatórios irá incentivar uma higienização maior e diminuição do risco de contágios entre os animais. 2) Sala de Banho Um local específico para banhar os cães é fundamental para uma ótima manutenção deles. Com uma quantidade grande de animais, utilizar serviços terceirizados é inviável na maioria das vezes. Além disso é possível adquirir produtos por volumes e reduzir os custos de insumos. 3) Depósito Uma pequena área fechada, seca e com controle térmico é necessário para guardar um volume significativo de ração, produtos de limpeza, medicamentos, etc. Dentro desse depósito, os produtos também devem estar devidamente acondicionados, para não haver contaminação entre eles. O depósito deve ser muito bem fechado para evitar a entrada de roedores ou insetos. 4) Área de Lazer Um ou mais espaços amplos para os animais se exercitarem. Nesse espaço podem haver brinquedos para estimulá-los tanto fisicamente quanto mentalmente. O tamanho do espaço deve ser de acordo com o nível de energia que cada raça necessita. O ideal é que também existam espaços para pequenos repousos. Quanto mais tempo os animais passarem nesses espaços, melhor. Mas o ideal é que sempre exista um acompanhamento para evitar eventuais conflitos. O piso pode ser gramado natural, sintético, britas, etc. Dependendo muito do estilo de cada cão. 5) Escritório Se você permite visitas ao canil, um espaço adequado para receber visitas será necessário. Mas se você não recebe visitas, mesmo assim será necessário um espaço para você trabalhar na gestão da criação. Um bom escritório deve possuir, no mínimo, um espaço para uma mesa de trabalho, um espaço para conversas ou reuniões e um armário para guardar a documentação da criação. Além disso, um escritório permite separar o ambiente de trabalho da residência, quando as duas estão juntas. 6) Quarto dos Cães ou Baias Os Quartos dos cães ou Baias são o núcleo do canil. O sucesso de um canil está muito associado a um espaço para as baias bem construídas. O ambiente deve ser, preferencialmente feito de alvenaria, com forro plástico (PVC) ou mesmo laje, o que facilita o controle térmico. Se houver um controle de temperatura adequado, o pé direito pode ser relativamente baixo (2,5 a 2,7). Por outro lado, se a temperatura não for um problema, o pé direito pode ser alto e o espaço pode ser aberto. O piso deve ser adequado, estar devidamente inclinado e ter uma excelente drenagem. Cada Quarto deve ter um local adequado para descanso, respeitando as características dos animais. Além disso, deve haver local para água e um local para a alimentação. Vamos falar em um artigo específico sobre essa parte, pois é um aspecto importante a sere observado. 7) Maternidade Um dos locais mais importantes de um canil é sua Maternidade! É lá onde, eventualmente, nascem os filhotes os recém nascidos e onde eles passam as primeiras semanas de vida. Uma boa maternidade tem um ótimo controle térmico, equipamentos básicos (termômetro, balança, luvas, ventilador, aquecedor, jornal,…). O piso deve ser adequado para dar firmeza aos filhotes e mesmo assim ser fácil de limpar. Uma acesso visual via uma janela de vidro também pode estar presente, assim é possível efetuar o monitoramento dos animais, sem necessariamente entrar no recinto. 8) Demais dependências É possível ainda construir outros locais específicos, mas dependerá do espaço físico disponível. Caso contrário, alguma estrutura poderá ter mais de uma função. 8.1) Quarentena – Um local destinado a cães recém chegados ou que estiveram um grande período fora. Esse espaço deve ficar relativamente afastado dos quartos dos demais animais e o contato com o animal em quarentena deve ser feito com muito cuidado. 8.2) Depósito de Alimentos – Caso seja possível separar o depósito de insumos e equipamentos do depósito de ração melhor. Dessa forma o risco de contágio de produtos será maior. 8.3) Ambulatório – Um espaço para que o Veterinário possa fazer consultas e análises ambulatoriais
