Cuidados ao Importar um Cão ou um Gato

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O Sonho de Importar Importar um cão ou um gato é algo que qualquer criador sempre tem no radar. Alguns chegam a investir o dinheiro inicial da montagem do plantel em importações. Entretanto, se não for muito bem feita, o sonho de ter um animal vindo do exterior pode se tornar um pesadelo. Importar um animal, por incrível que pareça, é muito mais complexo para o criador do que exportar. Como mencionamos nas dicas para exportar, o real interesse do comprador faz com que o mesmo vença os obstáculos e custos necessários. No caso da importação, o criador é que terá de enfrentar os riscos e obstáculos do processo. Que, em geral, não são poucos. Encontrando o criador Na grande maioria das vezes o criador brasileiro procura criadores de países desenvolvidos (Europa ou América do Norte). Logo, em muitos casos eles já enfrentam um preconceito inicial do criador de fora. Geralmente não está nos planos de um criador desses países em enviar um bom animal para um país em desenvolvimento. Embora hoje em dia seja muito mais fácil localizar um bom criador no exterior, isso não quer dizer que será fácil conseguir um bom animal dele. Alguns até vende um animal, mas nem de perto seria um bom animal para fazer parte de um bom programa de reprodução. Conversando com criadores que já fizeram importações, não é nada incomum encontrar histórias de problemas, mesmo ao importar animais adultos. Animais com graves problemas de saúde, que não reproduziam, com problemas de estrutura, etc. A melhor forma de reduzir o risco é: A primeira dica: fazer o mesmo que você deve fazer com criadores brasileiros: conhecê-los bem. Saber se o criador do exterior tem um plantel bom, se é idôneo, se preza pela saúde tanto quanto pela estrutura, etc. A segunda dica: para reduzir o risco com o criador é ganhar a confiança dele. A melhor forma de fazer isso é começar a ter um relacionamento com ele antes da compra se concretizar. Mas não seja insistente. Criadores gostam de elogios de seus animais, portanto, comece por aí. Vá ganhando confiança e depois procure manter contato. Assim ele terá a oportunidade de conhecê-lo melhor e se sentirá mais seguro em enviar um bom animal. A terceira dica é: mostre seu trabalho. Se você costuma ter animais de boa qualidade, é organizado e ético, e consegue demonstrar isso para o criador do exterior, suas chances de ter um bom animal aumentam muito. Por isso, um site bem organizado, com informações importantes e claras e na lingua do criador irá ajudar a demonstrar seu trabalho para ele. Efetuando o pagamento Assim como na exportação, hoje em dia enviar e receber dinheiro para o exterior é muito mais fácil. Existem várias formas de efetuar isso de forma fácil e sem muita burocracia. O criador deve apenas se atentar às taxas praticadas por esssas formas. O Paypal, por exemplo, é a forma mais fácil e rápida para efetuar isso. Operações bancárias também podem ser feitas. E por fim, o criador poderá levar o dinheiro em mãos, embora essa ação possa ser perigosa. Mas existem várias opções para efetuar o pagamento. Logística Assim como na exportação, importar um animal é um processo longo e que pode variar de país pra país. Sem contar que a burocracia brasileira é algo impressionante. A preparação pra a viagem pode ser bem complexa. Dependendo do país de origem, pode ser necessária paradas, escalas, passagem por outros países, etc. Portanto, o que pode ser muito mais cômodo e seguro é contratar uma empresa ou pessoa com boa experiência. Afinal, de que adianta investir um monte na aquisição e depois acabar com problemas na importação desse animal? Outra opção é o próprio criador buscar o animal. Isso pode ser bem interessante porque permite ao criador que está comprando conhecer melhor o manejo no exterior e estreitar o relacionamento. Mas essa opção, muitas vezes, é mais cara do que solicitar para uma empresa ou para alguém que faz esse trabalho. Dependendo do caso, o valor logístico pode ser igual ou superior ao valor do animal. Então, o criador deve estar preparado para isso. Conclusão A importação pode ser algo extremamente bom para o criador. Geralmente “oxigena” o plantel e eleva o criador a um novo patamar. Mas deve ser feito com muito cuidado e planejamento. Pois é caro e se não dá certo, causa uma frustração enorme, além de um rombo financeiro. Nos casos de problemas, o criador fica na mão, pois acionar o vendedor no exterior é praticamente impossível. Geralmente temos no país criadores de várias raças que podem fornecer bons animais para o plantel para os criadores que estão no início da criação. O ideal é que um criador já tenha um tempo de criação significativo antes de se aventurar na importação. Efetuar uma importação sem que ele tenha conhecimentos e experiência na raça que cria é extremamente temerário. Assim como no Brasil, existem pessoas que são boas de marketing e péssimas na criação no exterior também. E às vezes, ao ser enganado, o plantel nacional da raça pode sofrer com a introdução de problemas que não tinha. Graças a tecnologia e a evolução dos serviços prestados no mercado pet, a importação já não é algo impossível. Mas com planejamento e cuidado é possível fazê-la com sucesso!

5 Erros Comuns do Criador Iniciante

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O Criador Iniciante Ao iniciar uma criação, é comum que o criador iniciante tenham expectativas altas e cometa erros muito comuns. Elencamos os principais erros cometidos pelos criadores iniciantes e como evitar que ocorram. Muitos desses erros terão reflexos anos depois do inicio da criação e, na maioria dos casos, vai resultar no fim da criação ou na geração de uma enorme dificuldade em manter os animais bem cuidados. 1) Escolha da Raça O criador que deseja ter a criação como uma fonte de renda, geralmente escolhe a raça a ser criada pelo valor de venda que ele percebe que os demais criadores estão anunciando e pela popularidade. A princípio parece uma ótima estratégia, entretanto, o que o criador iniciante não percebe é que: todo mundo tem a mesma idéia e que a competição é muito mais acirrada. Quando uma raça é popular, significa que tem muita gente querendo comprar, mas tem muita gente querendo vender. E nem sempre são outros criadores. Sempre que uma raça é popular, os proprietários também reproduzem seus animais com uma freqüência muito maior. Como eles não tem como objetivo ganhar dinheiro, acabam vendendo seus filhotes por preços extremamente baixos, causando uma competição difícil de vencer. Isso faz com que o preço médio dos filhotes comece a despencar em poucos meses. Logo, se o criador for escolher uma raça, tenha em mente as vantagens e risco das raças populares. As vezes uma raça conhecida e menos popular pode ser uma escolha melhor e mais tranquila para o médio e longo prazo. Mas se optar pela raça popular, será necessária uma estratégia de marketing forte para que o criador se diferencie. 2) Montagem do Plantel Outro problema comum é a montagem do plantel. Não é incomum que o criador iniciante vá ao mercado e compre vários cães com poucos meses de diferença entre eles. O grande problema dessa ação é que todos os cães vão envelhecer juntos. Ou, seja, quando encerrarem o ciclo reprodutivo, irão se aposentar juntos. A não ser que o criador estabeleça um plano de doação para os cães ao fim do programa de reprodução poderá ter um problema grande com a entrada de um grande número de animais em aposentadoria ao mesmo tempo. O ideal é que o criador ao montar o plantel, vá adquirindo os animais com um tempo maior de intervalo entre eles. Assim terá animais de idades diferentes e não terá uma quantidade grande de animais aposentados no longo prazo. Outra opção, dependendo da raça, é ter um programa de doação dos animais para pessoas selecionadas. Essa opção poderá dar uma qualidade de vida ainda maior para o animal que encerrou o programa de criação e não onerará o criador com os custos da aposentadoria. 3) Múltiplas Raças Um erro muito comum quando se inicia a criar é ter mais de uma raça. Geralmente esse erro ocorre porque o criador iniciante, ao começar a criar uma raça recebe questionamentos sobre outras raças e logo ele conclui que existe mercado. O grande problema de ser multi raças é que os custos de marketing explodem. A cada nova raça, uma nova estratégia de marketing deve ser adotada. Nem sempre o perfil do comprador de uma raça é igual ao de outra. Logo, o criador deve saber conversar tanto com um quanto com o outro. Além do mais é extremamente difícil ser um criador referencia quando se cria muitas raças. O ideal é começar a criar uma única raça e ser um especialista nela. Somente após isso o criador poderia se aventurar em outra raça. Além disso, dever-se pensar se a marca também será mantida para todas as raças ou um novo nome será criado. 4) Venda Fácil O criador iniciante geralmente acredita que irá conseguir vender seus filhotes facilmente e por um preço próximo ao de um criador estabelecido. Além do mais, não é incomum que comece a anunciar somente após a primeira ninhada nascer… Aí a venda não ocorre, o tempo vai passando e o desespero vai chegando. Ao final o criador quase doa os cães ou vende a valores bem abaixo do esperado. O ideal é que o criador comece a trabalhar o seu marketing desde a aquisição do primeiro animal. Dessa forma ele terá mais de um ano trabalhando sua marca, interagindo com o público alvo, sendo reconhecido. Esse marketing nem precisa ser pago. Pode ser participando ativamente em grupos nas redes sociais, postando fotos e conteúdo na fan page e no seu site, gerando conteúdo, etc. Quanto mais trabalho for feito antes da primeira ninhada nascer, mas tranquila será a primeira venda. 5) Falta de Planejamento Talvez esse seja o erro mais comum… e geralmente não é só do criador iniciante. A falta de planejamento na criação é algo muito comum e corriqueiro. Geralmente o criador faz somente o planejamento zootécnico, ou seja, qual animal vai acasalar com qual. Mas muitas vezes esquece do planejamento financeiro, fundamental para manter a saúde financeira da criação. Torna-se fundamental ter esse planejamento para saber quanto e quando será necessário investir e a partir de quando haverá algum retorno. Misturar as contas da criação com as contas da casa poderá dar a impressão ao criador que a criação é só investimento. Ter a exata noção de quanto custa o filhote será fundamental para se ter uma idéia do valor mínimo a ser cobrado. Começar planejando e depois controlando os aspectos que envolvem a criação fará com o criador crie uma cultura de controle. Isso será fundamental para uma criação de sucesso. Expectativa x Realidade Ao começar a criação, o criador estará cheio de expectativas, o que é normal quando se inicia qualquer projeto. Entretanto é muito importante conversar com outros criadores, buscar conhecimento específico e especializado antes de dar o próximo passo. Erros são comuns nos primeiros anos, mas quanto menos se errar, maior a tendência do criador ser um criador de sucesso. Portanto, antes de aquirir o primeiro padreador ou a primeira matriz, estudo muito sobre o negócio de

Microchip, um custo desnecessário ou um diferencial do Criador?

Os Problemas que o Microchip se propõe a resolver Um dos desafios dos cartórios de registro de pedigrees é saber de fato quem são os pais dos filhotes. Infelizmente, há criadores que não prestam informações corretas quanto a isso. Outro problema era saber de fato se um animal registrado no pedigree era aquele apresentado. Em exposições, já ocorreram casos em que o animal registrado não era o animal apresentado, mas comprovar tal fraude era muito difícil. Há ainda o problema de fuga do animal ou mesmo roubo. Seria muito útil identificá-lo de forma fácil para que pudesse retornar ao seu proprietário o mais rápido possível. Para tentar resolver esses problemas, nos últimos anos se popularizou entre os criadores o opção do microchip subcutâneo. A popularização chegou a tal ponto de alguns cartórios exigirem que alguns animais sejam microchipados em alguns casos (padreadores e matrizes, animais que homologam títulos, etc). Como funciona a Microchipagem O microchip é encapsulado em uma cápsula inerte um pouco maior que um grão de arroz. É aplicado por aplicado especial na cernelha do animal e tende a não “navegar” sob a pele deles, permanecendo sempre no local onde foi aplicado. Cada microchip é lido por um protocolo especial. Os microchips atuais, ao serem lidos por um leitor especial compatível com o mesmo protocolo, exibem o número de série do microchip. O criador deverá ir a um site, geralmente do fabricante do microchip, para efetuar o cadastro completo, colocando o número do pedigree, dados do animal e do proprietário. É dessa forma que o link entre o animal e o dono se dará, através do número de sério do microchip e do cadastro no site. Existem outros sites onde o criador também poderá efetuar o cadastro. O microchip também poderá ser registrado no contrato de venda e no pedigree do animal. O que também fará o vínculo entre o número do chip e a documentação do animal. Problemas com a solução O microchip atual apresenta uma série de problemas: 1) Necessidade de Leitores Especiais: Os leitores devem ser adquiridos por veterinários, clínicas, banhos e tosa, hotéis, protetores, clubes, etc. Somente assim haveria um volume significativo de profissionais da área utilizando e lendo. Um animal perdido poderia ser facilmente localizado. Entretanto está longe da realidade. Existem muitos poucos leitores de microchip. Nem mesmos os clubes possuem leitores. Portanto, ao microchipar, não seria de se espantar que nunca na vida do animal, ele seja lido… 2) Vários sites para ler. Mesmo que o microchip seja lido, o outro desafio será descobrir em quais dos sites o número está cadastrado. E mesmo que estivesse cadastrado, não haveria segurança quanto as informações. Se o proprietário mudar o endereço, dificilmente ele iria atualizar as informações. 3) Microchip não é DNA. Ao efetuar o registro dos filhotes, ter o microchip não garante que de fato os filhotes são mesmo dos pais informados. Para isso deveria ser realizado um exame de DNA, mas esse é um assunto para outro artigo. 4) Poucos cães tem. A quantidade de cães utilizando microchip é ínfima, portanto, é muito pouco provável que um cão, mesmo de raça, ao ser encontrado na rua, tenha um microchip para identificá-lo. Dessa forma as autoridades e demais envolvidos no ramo pet (Vet’s, criadores, protetores,…) nem pensam em tentar ler um eventual microchip. 5) Solução de outro Segmento que foi adaptado. O microchip que se tem usado tem uma eficiência muito maior para cuidar de lotes de animais, que não é o caso dos pet’s. É uma solução para agilizar o manejo de gado, ovelhas ou mesmo cavalos. E mesmo assim os microchips deles geralmente não são subcutâneos. Vantagem Mas, afinal, não há vantagens em microchipar? Sim, há algumas vantagens. O criador poderá se proteger de eventuais clientes mau intencionados. Ainda mais quando se tratam de raças cuja cor não varia muito (Rott, Westie, Pug, etc). Já houveram relatos de clientes que tinham outros animais que apresentaram problemas de saúde e tentaram atribuir os problemas ao animal do criador. O chip se torna uma segurança. Há raríssimos relatos de sucesso no retorno de animais fugidos ou até mesmo roubados. Mas necessitou de uma intensa procura por parte do proprietário ou criador. E, claro, nos casos que são obrigatórios, seja por causa dos cartórios, seja por causa de legislação (viagens, por exemplo) Futuro Já existem microchip’s subcutâneos com tecnologia NFC, ou seja, podem ser lidos por qualquer celular. E mais, ao serem lidos já direcionam para o site onde as informações são exibidas. Dependendo da solução proposta, ainda seria possível identificar o GPS do celular que efetuou a leitura, assim o dono já saberia da localização da leitura. O maior problema do microchip atual é o leitor e dessa forma ele seria eliminado e poderia se utilizar qualquer smartphone moderno. Outro problema seria a popularização do microchip. Ela poderia se dar por 2 caminhos, o primeiro por legislação e o segundo por percepção de benefício. Se os proprietário perceberem os benefícios do uso de um microchip eles vão requisitar isso para os seus pets. Há estudos para tentar incorporta um gps e um microchip ativo, ou seja, ao invés de ser lido ele se conecta com o celular mais próximo sozinho. Entretanto essa tecnologia ainda está bem longe de ser uma realidade. Vale a pena? Em alguns casos ele é obrigatório, então, nesses casos, a microchipagem deve ser feita. Geralmente, para criadores, o valor de um microchip é baixo. Entretanto é um custo a ser analisado. Hoje a maioria dos criadores informam que microchipam seus animais mais como um diferencial do trabalho realizado do que de fato como um benefício percebido pelos clientes. Existe a possibilidade de que um animal perdido possa ser encontrado via microchip, mas as chances disso ocorrer atualmente e infelizmente ainda são pequenas. Alguns cartórios já estão até mesmo recuando da exigência da microchipagem. Caberá a cada criador avaliar, se esse valor percebido pelo cliente vale o investimento do microchip em si e se a aplicação tratá uma segurança

Reserva Antecipada de Filhote

O que é a Reserva Antecipada de Filhote? Um dos grandes dilemas dos criadores é se efetuam ou não a reserva antecipada de filhotes. Ter uma ninhada vendida antes mesmo dela nascer é algo que permite ao criador ter uma segurança muito maior quanto ao futuro financeiro da criação. Entretanto, ao trabalhar com essa modalidade, o criador deverá enfrentar alguns riscos e terá de trabalhar alguns quesitos de forma diferente do que trabalham a maioria dos criadores. Todos podem fazer? Em tese, qualquer criador poderá trabalhar com reservas antecipadas. Mas para alguns isso será mais fácil ou mais difícil. Criadores de raças que não tem variedade de cores, por exemplo, não terão problemas quanto a escolha de cores. Um criador de Dogo, Rottweiler, Westie, etc, não vão enfrentar problemas de reserva de cores diferentes. Nesses casos somente o sexo acaba se tornando uma opção para o cliente. Os criadores que possuem grande variação de cores e, em alguns casos, tamanho, variedade de pelo, etc, poderão ter mais dificuldades em trabalhar com reserva antecipada de filhote. Entretanto ele poderá trabalhar com essa modalidade se desejar. Mas terá de observar alguns detalhes. No caso de criadores com uma grande variação de opções, ter uma frequência de ninhadas maior poderá eliminar ou reduzir o risco de deixar o cliente esperando muito tempo pelo seu filhote. Se o criador tiver poucas opções, ter uma frequência de ninhadas menor, a princípio, não será um problema muito grande. Contrato Um item que não iremos discutir muito nesse artigo é quanto ao contrato de reserva. Iremos fazer um artigo especialmente sobre esse item. Mas, é importante que o criador confeccione um contrato com as garantias de ambas as partes, informando o que está sendo adquirido, se existe um prazo mínimo e máximo, cláusulas de desistência, etc. Para ter um contrato válido, consulte um Advogado, pois o contrato de reserva, caso seja para um cliente “final” e não outro criador, deverá respeitar o Código de Defesa do Consumidor (CDC) que é pró-cliente na maioria dos itens. Começando a trabalhar com Reserva Antecipada Geralmente um criador consegue vender a reserva antecipada de filhote se ele já tem uma “marca” consolidada. Se sua criação já tem uma reputação de produzir lindos e saudáveis animais, que a assistência é ótima, que a experiência de compra é inesquecível, etc. Portanto, se sua criação ainda está no início ou ainda com muitas dificuldades em venda, talvez seja mais difícil conseguir vender reservas. Comprometimento do Cliente No exterior, existem criadores que tem lista de espera enormes. Alguns de anos até. No Brasil também existem criadores com listas de espera grandes. Mas muitos não configuram reserva e sim lista de espera. Entretanto na lista de espera não há comprometimento por parte do comprador em adquirir o filhote, somente um interesse mencionado em algum momento. Ao fazer uma reserva, o comprador deverá efetuar um pagamento, pois dessa forma há um compromisso maior da compra ser concretizada no futuro. Quanto maior for o valor, maior será o compromisso. Entretanto, é salutar deixar claro o tempo médio de espera. Que pode ser de poucos meses até vários meses, dependendo da fila de espera. Cancelamento Nos casos em que ocorrem cancelamento da reserva, deverá estar previsto em contrato o que ocorre. Lembre-se que em vários meses muita coisa pode ocorrer na vida de um potencial cliente. No exterior, por exemplo, na maioria das vezes a reserva não é reembolsável. Entretanto no Brasil, devido ao CDC, se a reserva for a primeira parcela do filhote, ela é reembolsável completamente. Esse pode ser um inconveniente bem grande para o criador, ainda mais se a reserva tiver um valor significativo. O ideal é que a reserva seja um produto ou serviço exclusivo, ou seja, se possível, monte um curso de capacitação, um manual de cuidados, etc e faça disso a reserva. Assim não há porque devolver o valor, uma vez que o produto ou serviço foi entregue. Trabalhando com Reservas Trabalhar com reserva antecipada de filhote é muito bom para o criador. Ter uma ninhada praticamente ou completamente vendida no momento em que ela nasce dá uma segurança muito maior. O criador poderá trabalhar seu marketing de forma mais regular e não somente quando tem ninhadas disponíveis. Entretanto ele terá de trabalhar bastante a ansiedade do clientes, mantê-los informados de tudo que ocorre, enviar fotos e novidades sempre, etc. Mas para chegar a esse ponto, vários outros devem estar funcionando certinho, os animais devem ser altamente desejáveis, terem saúde, o criador ter uma pré-venda eficiente, um site que transmite segurança, pós-venda diferenciada, a experiência de compra deve ser ótima. Tendo isso funcionando, a procura por reserva antecipada de filhote será natural.

Regularizar a Criação (Canil ou Gatil)

Regularizar a Criação A grande maioria dos criadores no país não tem seus negócios regulamentados, as causas são muitas. Mas uma das grandes dificuldades para um criador é passar pelo longo, caro e complexo sistema regulatório brasileiro. Mas a pergunta que gostaríamos de discutir é: vale a pena regularizar a criação? O início de uma criação pode começar, basicamente, de 2 formas: Forma Orgânica O que chamamos de forma orgânica ocorre quando o criador adquire um exemplar da raça, acaba se envolvendo com a raça e aos poucos vai adquirindo mais exemplares. Esse crescimento ocorre de forma lenta. E, geralmente, no início o lucro não é o objetivo. Nesse tipo de início a criação é extremamente amadora no que tange as questões administrativas. O criador não gerencia e, em alguns casos, não quer gerenciar sua criação. Só foca na gestão dos animais e, mesmo assim, de forma bastante simples. Muitas vezes a criação ocorre na própria casa do criador e, em alguns casos, ignorando as normas dos planos diretores das cidades. O investimento inicial em infraestrutura inicial é quase nulo. A criação às vezes cresce muito, mas o criador pode não entender que o negócio já se tornou bem sólido. Às vezes, como não o gerencia, ainda acredita que investe mais do que ganha. Forma Planejada A forma planejada ocorre quando o criador decide que irá montar uma criação. Nesses casos ele faz uma pequena pesquisa em sites de venda para tentar identificar as raças mais populares e começa a adquirir os exemplares. A criação nasce já com o objetivo de proporcionar ao criador um meio de vida. Geralmente o investimento inicial é relativamente alto, pois nesses casos o criador irá necessitar adquirir vários exemplares e a infraestrutura precisa ser construída. A gestão administrativa é bem mais controlada. Cada investimento feito é devidamente registrado. Torna-se fundamental verificar o quanto está sendo investido e o quanto está tende de retorno. Regularizando Quando falamos de regularização, estamos falando de registro junto aos órgãos públicos e não junto aos clubes de criadores, que deve ser feito no início, impreterivelmente. Obviamente a lei exige que qualquer negócio seja devidamente regularizado. Entretanto a maioria dos criadores não vendem seu animais em lojas próprias. Logo abrir a criação totalmente regulamenta no início pode não ser a melhor decisão. Embora envolva alguns riscos. A regulamentação de qualquer negócio no país é sempre um fardo. Não somos um país que estimule o empreendedorismo. Quando falamos de criação, as leis são ainda mais difíceis e complexas. Cada cidade pode ter leis locais tratando sobre o tema. E, para piorar, assim como é difícil abrir um negócio, fechá-lo pode ser ainda mais complicado. A regularização por si só pode ser feita utilizando uma série enorme de opções de nossa legislação. Pode ser aberta como uma MEI, Simples, Lucro isso, lucro aquilo, etc, etc. Portanto é fundamental que você converse com um bom Contador e que permitam efetuar uma boa engenharia contábil para que a quantidade de impostos não acabe com a criação. Vantagens Uma grande vantagem de estar regularizado é que as operações de venda de filhotes e compra de produtos e insumos se torna um pouco mais segura. Com a emissão de uma Nota Fiscal, fica mais difícil cancelar uma compra no cartão. Há uma proteção um pouco maior para o criador. Outra vantagem é que nas compras de insumos e equipamentos, muitas vezes é possível conseguir descontos interessantes. Há a cobertura de alguns garantias previdenciárias também. Mas nada muito além disso… O Criador poderá trabalhar de forma sossegada estando dentro da lei. Uma denúncia não terá muito efeito, pois estando regulamentado e trabalhando de forma correta, o Criador estará mais protegido. Desvantagens Bem, como sabemos, a maior desvantagem é ter um grande sócio que não contribui em praticamente nada e que é complexo e caro de pagar sua parte. Dependendo da quantidade de vendas realizadas, o valor de imposto sobre a venda até pode ser pequeno. Mas impostos indiretos (Contador, Taxas Anuais, Declarações, Alvarás, etc.) acabam sendo pesados para pequenas operações. É praticamente impossível repassar esse enorme custo para os filhotes vendidos só justificando que você paga os impostos! Portanto as margens de cada filhote caem significativamente. Logo, torna-se imprescindível estar com a gestão financeira em dia para avaliar corretamente os custos e ganhos. Conclusão Antes do Criador poderá iniciar a criação, é importante se familiarizar com as regras de sua cidades, impostos que seriam devidos e taxas a serem pagas. Dessa forma ele adquire o conhecimento e os dados necessários para verificar se abrir a “empresa” será na fase inicial ou se poderá ser feito posteriormente. Não é incomum abrir as portas, “testar o mercado” e somente depois, regularizar a criação. Nesse caso se o criador precisar encerrar as atividades, não terá custos extras no processo. Em algumas cidades ter um número pequeno de animais não caracteriza uma criação. Mas cada caso é um caso. E na medida em que você vende algo regularmente, poderá ser enquadrado como comércio. Existem muitas formas de estar regularizado, mesmo não abrindo uma empresa quando se é pequeno, por isso é importante conhecer bem a legislação e estar em contato com um bom Contador. Infelizmente vivemos num país em que o dinheiro dos impostos não é bem utilizado pelos vários governos. Entretanto, a cidadania começa com as ações de cada um. Por isso, sempre que possível, procure regularizar e funcionar dentro das leis.

Alimentação Natural Pet x Industrializada – Impactos na Criação

Crescimento da Alimentação Natural Pet A Alimentação Natural Pet (AN) está ganhando cada dia mais adeptos também entre os criadores. Mas a grande questão: vale a pena? O intuito do artigo não é discutir os aspectos técnicos da alimentação, receitas, benefícios ou riscos. Para isso já existem artigos científicos e em outras fontes que poderão prover muito informação. Vamos analisar os impactos operacionais e financeiros de tal decisão. O Alimento Industrializado A alimentação industrial é amplamente conhecida e reconhecida pelo mercado. Existem de vários sabores, tamanhos e preços. Assim como sua qualidade pode mudar muito. O valor do quilo da ração geralmente sempre sobe muito acima da inflação e está sempre sujeito a oferta e procura de algum de seus ingredientes. E geralmente eles sempre sobe. É extremamente raro ver o quilo baixar, mesmo em crises. Essa alta constante, aliado a percepção de que uma alimentação natural é mais saudável e com  redução dos programas de criadores pelas fábricas, tem levado cada vez mais os criadores a testarem e adotarem a alimentação natural. O alimento industrializado já está embutido todo seu custo de confecção, impostos, logística e lucros dos envolvidos na cadeia toda. E o comprador paga por isso e tem um alimento pronto, ensacado, com a qualidade solicitada. Uma vantagem é que algumas rações industriais prometem um controle rígido quanto aos complementos adicionados. Dessa forma a tendência é que a ração tenha pouca variação e seja um produto completo quanto as necessidade nutricionais. O Alimento Natural Pet O alimento natural é um mundo a parte! Existem receitas distintas, filosofias distintas e formas distintas de encarar essa alimentação. Em tese a alimentação natural também poderia ser industrializada. Mas no Brasil não existem muitas opções regulares principalmente para os criadores. Então vamos analisar a alimentação onde o criador compra os ingredientes, prepara as refeições e armazena essa alimentação. Assim como na alimentaçao tradicional industrializada, a variação dos valores e disponibilidade dos ingredientes da alimentação natural é grande. Varia de época do ano, de local, etc. Entretanto é mais fácil encontrar cenários em que um ou outro ingrediente reduz o preço. Como os nossos pet’s são carnívoros em sua essência, seu principal ingrediente envolve proteina animal. Logo, o criador deve procurar por carne! E esse pode dar um impacto significativo nos custos do quilo da ração natural. Entretanto, mesmo assim, não é de se espantar que no final das contas, o quilo do alimento natural seja menor que o quilo do alimento industrializado. Mas, a conta não pode ser assim tão simplista, pois envolvem outros aspectos que devem ser analisados. Assim como na alimentação industrial, a alimentação natural por si só não é sinônimo de saúde. Ela deve ter os ingredientes certos e na medida certa, caso contrário, será necessário complementos alimentares. Operação e Custos Adicionais Um custo que passa desapercebido na alimentação natural pet é o tempo do criador, normalmente já muito curto. Para preparar um bom alimento, o criador deverá procurar fornecedores de qualidade e no preço certo e as compras devem ser recorrentes. Na maioria das vezes o criador deverá ter de ir até o fornecedor buscar os alimentos, pois assim poderá escolher e comprar. O tempo de preparo também deverá ser contabilizado nesse custo operacional. Como geralmente a quantidade de alimento preparada é grande, muitas vezes é necessário um tempo longo para preparar cada porção. Além disso, se o criador preparar porções para mais de um dia, necessitará armazenar o alimento. O que vai exigir um refrigerador próprio ou a alocação de muito espaço no refrigerador. Se o alimento estive congelado, ele deverá ser descongelado antes de ser oferecido, o que pode levar mais tempo no tempo de manejo total. Custos Indiretos Sabemos que um boa alimentação resulta em saúde nos animais e afasta a necessidade de visita aos veterinários. Uma alimentação ruim, seja natural ou industrializada, aumenta a frequencia de visitas. Cada visita ao veterinário incrementa de forma muito significativa o custo de manutenção do plantel. Embora os defensores da Alimentação Natural Pet afirmem que as visitas reduzem, ainda faltam dados mais concretos que comprovem a afirmação. No momento, podemos afirmar com segurança que boas receitas de alimentação natural assim como boas rações super premium são mais eficientes para reduzir as visitas veterinárias. Logo, um animal mau alimentado, seja através de AN ou Alimentação Industrial fará com que as visitas ao vet aumentem, o que é péssimo. Conclusão A Alimentação Natural Pet, se bem feita, poderá trazer os benefícios alegados pelos defensores dessa opção. Entretanto cabe ao criador avaliar que essa opção irá aumentar os custos operacionais da criação. Comprar, Preparar e Armazenar o Alimento Natural exige tempo e custos extras que serão incorporados ao custo da criação e conseguentemente ao valor mínimo do filhote. Esteja ciente disso. Com certeza, em termos de desempenho, o Alimento Industrializado vai trazer ganho operacional enorme. Ele não exige do criador o tempo de preparo e o armazenamento é fácil e barato. Cabe ao criador estar ciente dos impactos operacionais da escolha que ele fizer, seguindo a filosofia que foi escolhida. Lembrando que sempre existe mercado para “produtos naturais”. A criação pode agregar um selo de que os animais não consomem alimentos industrializado. Existe quem valorize e apoie essas idéias e pode ser algo diferencial para sua criação. Lembrando que sempre é importante é ter os custos e ganhos registrados. Assim o criador saberá de fato o impacto de suas decisões!

Aposentadoria Animal

Grandes Plantéis Criadores geralmente possuem um número de animais significativo. Se a raça for pequena, não é incomum os plantéis serem formados por mais de 10 ou 20 animais. A gestão desses animais é feita de várias formas, mas geralmente o criador monitora recorrentemente a saúde dos animais e interage com eles sempre que possível. Entretanto, para a maioria dos criadores, manter todas as atividades em dia e ainda conseguir interagir como se fosse um proprietário de um único animal com cada um de seus cães ou gatos é praticamente impossível. Quando o plantel é inferior a 10 animais, o nível de interação pode aumentar significativamente. Entrento se forem animais de grande porte, já fica mais difícil mantê-los juntos o tempo todo. Embora geralmente, mesmo com um número grande de animais, o criador sabe, só de olhar se eles estão bem ou não. Expectativa de Vida Animais de pequeno porte tendem a terem vidas acima de 15 anos. Quanto maior o porte do animal, menor tende a ser a expectativa de vida, sendo que nos animais gigantes tem a média de vida um pouco acima de 10 anos. A idade reprodutiva tanto de cães quanto de gatos, quando estão bem, não passa de 8 anos e se inicia próximo aos 2 anos. Portanto, na melhor das hipóteses, um animal tem 7 anos de idade reprodutiva. Quando há cesárias envolvidas, esse tempo pode ser reduzido para 4 anos no máximo. No caso de animais de grande porte, a maior parte da vida deles está no período reprodutivo. Já nos animais de pequeno porte, é o inverso. Opção para Aposentadoria A vida de um animal após o período de reprodução pode ser longa e saudável. Algumas raças continuam ativas e interativas por um tempo significativo e só no final da vida é que as características da idade avançada se instalam. Uma opção que muitos criadores utilizam é a doação dos animais após o período de reprodução estar concluído. Essa doação pode ser feito para familiares, amigos ou pessoas que são selecionadas por um rigoroso processo de seleção. Para o animal, é muito melhor ser o único ou participar de um pequeno grupo sendo cuidado por uma família do que ser um animal de um grande plantel. Geralmente eles se adaptam aos novos lares em muito pouco tempo. Cabe ao criador, se adotar esse processo, ter certeza que o cuidador do animal tenha todas as condições financeiras, de tempo e conhecimento para cuidá-lo. Para os animais cuja média de vida não é muito maior que a idade reprodutiva, geralmente os criadores ficam com eles até o o final da vida. Primeiro porque geralmente são animais de tamanho maior e, segundo, por são animais que sentem a idade mais cedo. Logo, uma doação deles pode ser mais difícil para todos, o criador, o animal e um eventual cuidador. Impactos Além da possibilidade de uma qualidade de vida muito melhor para o animal. O criador também poderá impactar profundamente a sua gestão de custo, uma vez que um período de grandes gastos é a velhice. Se o criador não tiver se preparado para essa etapa da vida do animal é nesse momento em que os custos aumentam significativamente, pois para manter um animal idoso, será necessário mais um cão em idade reprodutiva para pagar as contas do cão idoso. Isso acaba gerando uma espiral que só aumntará os custos e colocará o animal em risco. O ser humano, de uma forma geral, tem alguma resistência quanto a essa decisão. Alguns criticam que o criador está “jogando fora” o animal e que agora ele não serve mais. É exatamente o oposto. Se o criador puder encontrar um lar em que o animal terá uma qualidade melhor, porque não pensar no próprio animal e procurar um bom lar. Claro que se o criador estiver preparado para essa fase da vida, poderá continuar com o animal em seu plantel, agora curtindo a aposentadoria. Mas caberá a cada criador havaliar os prós e contras de cada decisão. Geralmente o último custo seja a castração do animal antes da ida para um novo lar. Dessa forma, evita-se uma série de problemas e não se corre o risco do animal ainda ser utilizado para uma nova reprodução. Conclusão A decisão do que fazer para cada animal deve ser tomada com muito cuidado. Geralmente a análise deve ser feita animal a animal e de acordo com os candidatos que surgem. Geralmente o processo de adoção por parte do criador é muito mais rigoroso que o processo de venda. Logo, o novo proprietário não poderá achar que a doação significa menos responsabilidade. Não é incomum que seja obrigatório o envio regular de atestados de saúde, comprovantes de vacinação, etc para o criador. Essa ação é muito menos comum nos criadores de animais de guarda ou de grade porte. O importante é ter em mente qual será a melhor decisão pensando na qualidade de vida do animal. A doação pode ser uma opção muito melhor. Mas cada caso é um caso. Reflita bem!  

Onde Registrar o Pedigree?

Onde Registrar o Pedigree seus Cães? Hoje em dia existem diversas opções para registrar o pedigree de seus animais e a cada momento uma nova opção aparece. Quando falamos em mercado, sempre que tivermos opções, a tendência é que todos os serviços melhorem. A concorrência é a melhor forma de estimular que os produtos e serviços fiquem cada dia melhores. Entretanto, o registro do pedigree tem particularidades que vamos analisar para verificar qual é a melhor opção. Mas afinal, o que é o registro ou pedigree? O registro do pedigree consiste num documento onde são registrados os dados genealógicos dos animais, além de dados complementares como criador, proprietário, títulos obtidos, etc. O cartório que efetua o registro também deve armazenar esses dados em seu stud book, ou livro de registros. Então, o pedigree, resumidamente, é o registro de nascimento do animal, onde constam seus antepassados, provando, dessa forma que ele é um cão de raça pura. Como surgiram No final do século XIX surgiram as primeiras associações cinófilas cujo objetivo era promover a criação de cães de raça. Dessa forma surgiram os primeiros cartórios. Entretanto, elas precisavam começar a escrever os padrões de raça e a determinar quais animais estavam enquadrados neles. Essas entidades começaram a registrar os animais que estavam dentro dos padrões e prosseguiram da forma como é feito atualmente. Ao longo do tempo, algumas associações se uniram e formaram uma associação mais ampla, com a FCI. Mas outras permaneceram isoladas, como a AKC (EUA). Entretanto, elas se reconhecem mutualmente e seus padrões raciais diferem muito pouco. Logo, um cão de raça reconhecido nos EUA será reconhecido no Brasil (FCI) e a transferência de pedigree se dará de forma tranquila. Outras Atividades Essas associações mais antigas, como nasceram com o objetivo de promover a criação de cães de raça, costumam promover outras atividades com regularidade. Principalmente competições de vários tipos (beleza, agility, trabalho, etc.) Os animais que vencem essas competições tem seus títulos anotados em seu pedigree e podem passar essas informações aos seus descendentes. Essas competições também são reconhecidas pelas entidades mais tradicionais. Logo um Campeão Brasileiro de Beleza (FCI) será reconhecido nos EUA pela AKC. Novas Opções De uns anos para cá várias novas entidades foram criadas no Brasil, algumas são empresas e outras são ong’s. O princípio de registro é o mesmo já utilizado pela maior e mais antiga entidade brasileira, a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC). Para ampliar a quantidade de registros, essas novas entidades costumam reconhecer os pedigrees emitidos pelos sistemas tradicionais (FCI, AKC,…). Além de promover campanhas de reconhecimento de animais que não possuem pedigree, mas que atendem aos padrões da raça. Hoje em dia, é possível registrar o animal até mesmo no cartório normal. Portanto, opções não faltam. Geralmente essas novas entidades não costumam promover as competições promovidas pelas entidades tradicionais. Ou quando tentando, tem resultados ainda modestos. Serviços A maior oportunidade que esses novos cartórios tem é prestar um serviço muito mais ágil que o já ofertado pela CBKC. O registro de um canil pode ser feito em minutos, enquanto na CBKC há casos de mais de 6 meses para confirmar devido a enorme burocracia vitoriana que ainda permeia o sistema. A emissão de pedigree pode ser feito de forma online ou remota e o documento é emitido quase que instantaneamente. As informações contidas nos pedigrees, em alguns casos, podem ser conferidas de forma fácil, evitando ou praticamente eliminando a possibilidade de fraude, algo fácil de fazer pelo sistema mais antigo. Os valores praticados pelas novas entidades cartoriais geralmente são próximos aos praticados pela CBKC. A CBKC O sistema da CBKC é muito dependente de seus vários kennel clubes associados. Alguns são extremamente eficientes, enquanto outros deploráveis no trato de seus clientes e sócios. Entretanto o criador sempre tem a possibilidade de escolher um clube que preste um bom serviço. A estrutura da CBKC é extremamente arcaica e pouco inovadora. É muito raro vir algo novo. Mas nada que não seja relativamente normal de uma entidade de quase 100 anos. Se houver algum tipo de problema, será complexo, demorado e trabalhoso para resolver. Vai depender de vários contatos, encontrar uma pessoal influente, etc. Não é raro o caso de criadores que demoraram para receber seus documentos ou até mesmo tiveram documentos extraviados, seja por um problema do clube local ou mesmo da CBKC. A grande vantagem da CBKC é seu tamanho, é disparado o maior registrador do Brasil. Os melhores criadores registram por ela. Cabe também ao criador levar em conta que o pedigree CBKC pode trazer algum prestígio, mesmo que pequeno. A organização para os eventos é disparada a melhor entre as entidades e ela conta com um número significativo de pessoas certificadas que podem atestar pureza e qualidade dos cães de raça. Quando vale a pena um novo cartório? A CBKC tem a vantagem de ser reconhecida pelos principais entidades cinófilas do mundo. Portanto, se você é um criador que pretende exportar seus cães para outros criadores, com certeza estar fora da CBKC seria um problema. A participação de competições também é algo que deve ser levado em conta ao se analisar onde registrar seus cães. Se você pretende participar de exposições cinófilas ou pretende vender para clientes que desejam isso, sejam eles criadores ou leigos. O registro da CBKC irá permitir essa participação. Agora se você costuma vender seus filhotes geralmente para leigos, não tem tempo para a enorme burocracia, não participa de competições e nem pretende. Se associar a uma das novas entidades pode ser uma boa opção. Uma opção seria, para os padreados e matrizes manter o registro CBKC deles, dessa forma, se houver uma venda para outro criador, ou exportação ou vontade de participar de exposições, seria possível. Sempre é bom considerar que uma ninhada pode ser registrada parcialmente numa entidade e parcialmente em outra. Portanto, o criador deverá levar em conta o que ele busca ao registrar seus filhotes. Se é um certificado de pureza, tanto a CBKC quanto as novas entidades

Procedimentos de Entrega de Filhotes

Entrega de Filhotes O processo de entrega de filhotes é fundamental para que o criador não venha a ter problemas num futuro próximo. Quem nunca enfrentou problemas com clientes a respeito da saúde de filhotes entregues? Se esse cenário ainda não ocorreu, as chances de um problema no futuro são grandes! Mesmo que o filhote tenha saído de suas mãos em perfeito estado de saúde, alguns clientes acreditam que o criador é responsável pelo saúde do filhote para todo o sempre, o que não é verdade! Como você pode ver nessa notícia, é a principal causa de consultas no Procon quando se trata de venda de pets. O que fazer para reduzir os riscos? Várias ações podem ser feitas pelo criador a fim de tentar minimizar os riscos de um problema. Claro que contra um cliente não consciente é mais difícil, mas o criador poderá se proteger melhor se fizer uma entrega de filhotes correta. Atestado de Saúde Os atestados de saúde dados na entrega de filhotes são fundamentais. Não entregue os filhotes sem ele! Mesmo que ele seja entregues em mãos, procure, junto com a carteira de vacinação e, eventualmente o pedigree e o contrato, o atestado de saúde, preferencialmente assinado pelo veterinário! A carteira de vacinação deve ser assinada por um Médico Veterinário. Caso contrário, se houver um problema, se a assinatura não for de um Veterinário, as vacinas serão facilmente contestadas. O próprio atestado de saúde, quanto mais genérico for, pior. Tente fazer um atestado passando e descrevendo item a item os aspectos do filhote. Olhos, Ouvidos, Pele, Pelo, Patas, etc. Dessa forma ficará mais evidenciado que o veterinário olhou todos os aspectos do filhote antes de dar o atestado. Se possível, solicite ao comprador, que leve ao um veterinário de confiança dele em até poucas horas (48) após a chegada do filhote para que ele também ateste a saúde do filhote e que envie para você uma cópia do atestado. Manual de Uso Você pode enviar um manual de cuidados também ou informar, de forma oficial, a fonte oficial do criador para cuidados com os animais. Se você não deseja imprimir um documento, poderá indicar no site do criador os locais onde encontrar as informações. A grande vantagem de um link para o site do criador é que as informações podem ser atualizadas de tempos em tempos, caso necessário. Vídeo Hoje em dia, com a disponibilidade de armazenamento virtualmente ilimitada que o Google oferece e as alta resoluções atingidas pelos smartphones de qualquer faixa de preço ficou muito fácil gerar um vídeo. Portanto, faça um vídeo no momento da entrega de filhotes, se for o caso mostrando os aspectos do check-list do atestado. Mostre a cabeça, dentição, o filhote se movimentando, etc. E guarde o vídeo de forma privada no Youtube (de preferência), Google Fotos, Facebook, etc. Atestados dos pais Se você costuma efetuar exames nos pais dos cães, anexe cópias desses exames e entregue junto na documentação. Cada criador sabe quais problemas de saúde merece destaques. Entretanto alguns exames de rotina podem ser enviados, desde o primeiro até o último. Um exemplo de exame assim é o de demodécica. Um criador pode fazer um exame de pele de forma recorrente para atestar que o animalestá livre desse mal. Quando enviar a documentação, pode enviar uma cópia do primeiro ao último. Exames de olhos podem seguir linhas semelhantes. Portanto, enviar provas atestando a saúde dos pais durante a entrega de filhotes, também agregam valor ao criador. Amigo também é cliente! Uma dica importante, se você gosta de seus amigos, seja mais rigoroso nos procedimentos com eles. Assim, com as coisas claras e por escrito, fica mais fácil resolver problemas, portanto é mais uma proteção a amizade mesmo do que de uma venda entre partes! Conclusão Hoje em dia, mais do que nunca, a diferenciação de um criador para outro é fundamental. Atestar com procedimentos corretos, regulares e sérios leva uma percepção ao cliente final que realmente um criador é muito diferente de uma pessoa que apenas acasala animais. O cliente que recebe em mãos documentos durante a entrega de filhotes que de fato atestam a qualidade do criador do filhote que ele comprou trazem mais segurança. Isso não vai impedir que eventuais doenças apareçam, mas vai propiciar ao cliente saber, de antemão, que o criador fez de tudo para evitá-la e que um animal não é um eletrodoméstico! É umas das formas de evitar problemas futuros.

Visita no Canil ou Gatil

Visita no Canil ou Gatil hoje em dia Visita ao Criador é um tema muito polêmico nos dias de hoje. É recomendado por vários sites, blogs, veterinários e outros agentes envolvidos com cães ou gatos que antes de adquirir um filhote, seja realizada uma visita ao criador. Muitas pessoas acatam essas recomendações e procuram sempre visitar os canis ou gatis onde desejam adquirir o filhote. E muitas vezes descartam os locais onde a visita não foi permitida. Fiscalização A visita a um criador poderá ser uma das formas que a sociedade tem de fiscalizar e identificar pessoas que utilizam a criação de cães para extrair lucro em detrimento de condições péssimas. Na maioria das vezes essas pessoas são identificadas através de denúncias de outras formas (vizinhos, ex-funcionários, agente públicos, etc.). Geralmente os filhotes vendidos por essas pessoas também acumulam uma série de problemas… Perigos Envolvidos É cada vez mais comum que criadores não permitam visitas aos locais da criação. E as razões pode ser várias! 1) Local privado. Muitos criadores possuem as criações em suas residências. Portanto, trata-se de um local privado. É onde o criador vive com sua família e seus cães. Muitas vezes os animais vivem soltos, sem estruturas físicas complexas, como quartos individuais, solários, pátios separados, etc. Portanto não há muito o que ver, a não ser animais andando pela casa do criador. O que o visitante iria conhecer era a casa do criador, seus pertences, sua família, etc… Esse tipo de criação não é incomum e por si só não significa em nada na qualidade dos cães e nem na qualidade de vida deles. 2) Segurança Infelizmente vivemos em um país onde a segurança não é o forte de nossa sociedade. Bandidos fazem contas simples, eles vem quanto pedem por um filhote e multiplicam pela quantidade de animais e pronto! O alvo está identificado. Histórias de roubos a criadores são cada dia mais comuns. Plantéis inteiros já foram roubado das mãos dos criadores. Essa violência de nosso dia a dia ajuda a mudar o comportamento dos criadores. Dessa forma, acaba-se preservando a vida de todos, criador, seus familiares e seus animais. Não é incomum encontrar criadores na web e não conseguir localizar seu endereço físico. Essa é uma das práticas recomendadas para um site de criador. Se os animais forem de pequeno porte, a segurança torna-se ainda mais importante. Pois é muito mais fácil roubar um bulldog francês, um spitz alemão ou um gato, do que entrar em um criador de pastor alemão, rottweiller ou dogo argentino! Mesmo a utilização de câmeras não inibe a ação desses meliantes. O envio de documentos antecipadamente, limitação da quantidade de visitantes, etc podem minimizar o risco, mas a única forma de eliminá-lo e não correr o risco. Afinal, instalar portas giratórios em canis e gatis é inviável e ilógico!!! 3) Saúde Aglomerações de quaisquer animal (incluindo nós!) geram um risco enorme para eles. Um agente infeccioso pode encontrar um ambiente extremamente propício para se dissipar. Filhotes são ainda mais frágeis e estão extremamente desprotegido das principais doenças que os afetam. O ciclo de vacinas muitas vezes nem iniciou ou não estão concluídos. Muitos vírus e bactérias são muito persistentes e podem permanecer no ambiente por muito tempo até que encontre um animal que possa infectar. Muitas vezes o criador não tem como saber por onde o visitante ou visitantes andaram. Algumas vezes podem ter vindo de outro criador ou podem ter andando em locais públicos de alto risco. Seria inviável para o criador instalar os mesmos dispositivos sanitários que são utilizados em locais onde a contaminação é levada muito a sério. Mesmo se um visitante tiver contato com um animal adulto vacinado, esse animal poderá ser vetor e levar o agente infeccioso para uma ninhada ou para outros animais. Não é raro um criador ter animais convalescendo, animais idosos ou mesmo filhotes. Portanto, por si só, é um ambiente que já exige uma atenção constante do próprio criador e dos hábitos de quem tem contato com os cães. Algumas doenças podem destruir uma criação ou levar a um sofrimento enorme para os animais e consequentemente para o criador. Portanto, manter o ambiente sem riscos de contaminações externas é fundamental para manter a saúde dos animais em condições. Explicando Cabe ao criador explicar de forma educada e clara os motivos pelos quais não aceita visita. Publicar em uma rede social que “não é um zoológico” não é uma das formas mais simpáticas para falar com as pessoas. Nada de cometer aqueles erros que já listamos aqui e fazer longos desabafos sobre isso. Pessoas esclarecidas compreendem com facilidade os pontos elencados. Se a pessoa não quiser compreender, o velho e clássico: “Desculpe, mas não poderemos permitir visitas. Se você se sentir mais confortável, poderá escolher outro criador que as aceite.” Você pode explicar em sua rede social ou, melhor ainda, em seu site a “Política de Visitas”. Dessa forma poderá enviar o link para uma pessoa que solicitou visitá-lo. Tecnologias As tecnologias presentes no dia a dia nos permite resolver o problema de forma muito fácil e simples. Caso um visitante solicite uma visita, você poderá fazer uma conferência pela web, em vídeo, e mostrar as instalações, os cães e a ninhada. Outra alternativa é fazer fotos ou vídeos das instalações. Dessa forma, para um eventual cliente que solicite, já poderá conhecer as instalações de forma rápida. Em caso de avanço nas negociações, seria possível efetuar uma transmissão ao vivo com o cliente para mostrar o local, se for o caso. Essas tecnologias permitem que o criador não publique seu endereço e conseguirá demonstrar ao interessado o que ele deseja visualizar. Em caso de visitas Alguns criadores, por outro lado, usam a visitação como uma forte ferramenta de vendas. Ainda mais se os animais forem de guarda ou de grande porte. Mesmo assim, o criador deve tomar os cuidados para evitar que os 3 itens principais sejam atendidos: – Privacidade Separe um local para receber as visitas. Se for possível um local