Visita no Canil ou Gatil

Visita no Canil ou Gatil hoje em dia Visita ao Criador é um tema muito polêmico nos dias de hoje. É recomendado por vários sites, blogs, veterinários e outros agentes envolvidos com cães ou gatos que antes de adquirir um filhote, seja realizada uma visita ao criador. Muitas pessoas acatam essas recomendações e procuram sempre visitar os canis ou gatis onde desejam adquirir o filhote. E muitas vezes descartam os locais onde a visita não foi permitida. Fiscalização A visita a um criador poderá ser uma das formas que a sociedade tem de fiscalizar e identificar pessoas que utilizam a criação de cães para extrair lucro em detrimento de condições péssimas. Na maioria das vezes essas pessoas são identificadas através de denúncias de outras formas (vizinhos, ex-funcionários, agente públicos, etc.). Geralmente os filhotes vendidos por essas pessoas também acumulam uma série de problemas… Perigos Envolvidos É cada vez mais comum que criadores não permitam visitas aos locais da criação. E as razões pode ser várias! 1) Local privado. Muitos criadores possuem as criações em suas residências. Portanto, trata-se de um local privado. É onde o criador vive com sua família e seus cães. Muitas vezes os animais vivem soltos, sem estruturas físicas complexas, como quartos individuais, solários, pátios separados, etc. Portanto não há muito o que ver, a não ser animais andando pela casa do criador. O que o visitante iria conhecer era a casa do criador, seus pertences, sua família, etc… Esse tipo de criação não é incomum e por si só não significa em nada na qualidade dos cães e nem na qualidade de vida deles. 2) Segurança Infelizmente vivemos em um país onde a segurança não é o forte de nossa sociedade. Bandidos fazem contas simples, eles vem quanto pedem por um filhote e multiplicam pela quantidade de animais e pronto! O alvo está identificado. Histórias de roubos a criadores são cada dia mais comuns. Plantéis inteiros já foram roubado das mãos dos criadores. Essa violência de nosso dia a dia ajuda a mudar o comportamento dos criadores. Dessa forma, acaba-se preservando a vida de todos, criador, seus familiares e seus animais. Não é incomum encontrar criadores na web e não conseguir localizar seu endereço físico. Essa é uma das práticas recomendadas para um site de criador. Se os animais forem de pequeno porte, a segurança torna-se ainda mais importante. Pois é muito mais fácil roubar um bulldog francês, um spitz alemão ou um gato, do que entrar em um criador de pastor alemão, rottweiller ou dogo argentino! Mesmo a utilização de câmeras não inibe a ação desses meliantes. O envio de documentos antecipadamente, limitação da quantidade de visitantes, etc podem minimizar o risco, mas a única forma de eliminá-lo e não correr o risco. Afinal, instalar portas giratórios em canis e gatis é inviável e ilógico!!! 3) Saúde Aglomerações de quaisquer animal (incluindo nós!) geram um risco enorme para eles. Um agente infeccioso pode encontrar um ambiente extremamente propício para se dissipar. Filhotes são ainda mais frágeis e estão extremamente desprotegido das principais doenças que os afetam. O ciclo de vacinas muitas vezes nem iniciou ou não estão concluídos. Muitos vírus e bactérias são muito persistentes e podem permanecer no ambiente por muito tempo até que encontre um animal que possa infectar. Muitas vezes o criador não tem como saber por onde o visitante ou visitantes andaram. Algumas vezes podem ter vindo de outro criador ou podem ter andando em locais públicos de alto risco. Seria inviável para o criador instalar os mesmos dispositivos sanitários que são utilizados em locais onde a contaminação é levada muito a sério. Mesmo se um visitante tiver contato com um animal adulto vacinado, esse animal poderá ser vetor e levar o agente infeccioso para uma ninhada ou para outros animais. Não é raro um criador ter animais convalescendo, animais idosos ou mesmo filhotes. Portanto, por si só, é um ambiente que já exige uma atenção constante do próprio criador e dos hábitos de quem tem contato com os cães. Algumas doenças podem destruir uma criação ou levar a um sofrimento enorme para os animais e consequentemente para o criador. Portanto, manter o ambiente sem riscos de contaminações externas é fundamental para manter a saúde dos animais em condições. Explicando Cabe ao criador explicar de forma educada e clara os motivos pelos quais não aceita visita. Publicar em uma rede social que “não é um zoológico” não é uma das formas mais simpáticas para falar com as pessoas. Nada de cometer aqueles erros que já listamos aqui e fazer longos desabafos sobre isso. Pessoas esclarecidas compreendem com facilidade os pontos elencados. Se a pessoa não quiser compreender, o velho e clássico: “Desculpe, mas não poderemos permitir visitas. Se você se sentir mais confortável, poderá escolher outro criador que as aceite.” Você pode explicar em sua rede social ou, melhor ainda, em seu site a “Política de Visitas”. Dessa forma poderá enviar o link para uma pessoa que solicitou visitá-lo. Tecnologias As tecnologias presentes no dia a dia nos permite resolver o problema de forma muito fácil e simples. Caso um visitante solicite uma visita, você poderá fazer uma conferência pela web, em vídeo, e mostrar as instalações, os cães e a ninhada. Outra alternativa é fazer fotos ou vídeos das instalações. Dessa forma, para um eventual cliente que solicite, já poderá conhecer as instalações de forma rápida. Em caso de avanço nas negociações, seria possível efetuar uma transmissão ao vivo com o cliente para mostrar o local, se for o caso. Essas tecnologias permitem que o criador não publique seu endereço e conseguirá demonstrar ao interessado o que ele deseja visualizar. Em caso de visitas Alguns criadores, por outro lado, usam a visitação como uma forte ferramenta de vendas. Ainda mais se os animais forem de guarda ou de grande porte. Mesmo assim, o criador deve tomar os cuidados para evitar que os 3 itens principais sejam atendidos: – Privacidade Separe um local para receber as visitas. Se for possível um local
Vale a pena criar uma raça exótica?

Criando uma raça exótica ou pouco conhecida Criar raças que a população em geral não conhece é um desafio enorme. Uma raça exótica ou rara vem com um desafio agregado que o criador deve estar ciente e preparado para enfrentar. Algumas raças tem hoje uma quantidade pequena de criadores, raças bem conhecidas, pois já foram até populares no passado. Mas não é dessas raças que iremos abordar nesse texto. Existem mais de 350 raças caninas reconhecidas pelas principais entidades cinófilas no mundo. Entretanto a quantidade de raças de cães conhecidas pela população em geral não chega a 50. Nos Gatos, o número de raças registradas não chega a 100, mas a população conhece no máximo 10! São as raças que podem ser consideradas exóticas. Algumas são conhecidas pelos demais criadores e até estão presentas nas exposições com certa frequencia. Mas são muito pouco conhecidas pelas pessoas em geral. Primeiro Passo Quando o criador decide criar uma raça exótica que não é conhecida, o seu primeiro trabalho é divulgá-la. Ao contrário de raças populares (Spitz Alemão, Bulldogue, Persa) ou reconhecidas (Poodle, Pinscher, Main Coon) raças novas precisam que as pessoas as reconheçam pra que, em algum momento, desejem tê-las em casa. A estratégia de divulgação nesse caso deve-se basear em 2 princípios fundamentais: 1) “Empurrar informações” Fazer com que as imagens dos animais sejam exibidas para as pessoas que gostem de animais. Uma das formas de atingir esse objetivo são as redes sociais onde você paga para que uma imagem seja divulgada para um número enorme de pessoas. Cabe ao criador definir com a maior precisão possível para quais pessoas ele deseja divulgar mais. A tendência é que grandes centros urbanos próximos absorvam melhor uma novidade do que regiões mais afastadas. Também é fundamental conhecer as características da raça para que você possa determinar a faixa etária das pessoas que serão impactadas pela divulgação. As imagens devem, no mínimo, despertar curiosidade, a fim de que elas possam dar o segundo passo. 2) Informações Completas Escreva o máximo possível sobre a raça. E isso não é colocar o padrão da raça! Escrever sobre como é o convívio no dia a dia, se vivem bem em grupos, como é a vida em apartamentos, se podem ficar sozinhos, sobre os custos de manutenção, etc. Lembre-se que esse criador será uma das fontes de informação mais seguras para quem estiver pesquisando sobre a raça. Portanto estude bem antes de postar. Hoje em dia, até mesmo vídeos são importantes. Nele você poderá ter a oportunidade de falar mais sobre a raça exótica e demonstrar ela interagindo em várias situações. Aproveite para tirar sempre fotos que despertem o interesse das pessoas. Para conhecer algumas dicas, olhe nosso artigo para tirar boas fotos. Montar um site completo e eficiente é fundamental para ter sucesso numa boa divulgação da raça e do canil. Para saber mais olhe esse outro artigo. Custos Em muitos casos, a raça exótica que está se querendo criar nem é criada no país. Portanto, o criador terá o trabalho de, no mínimo, trazer um casal do exterior. Logo, os custos já podem ser altos logo de cara. Como mencionamos, a divulgação é fundamental, portanto, o valor investido em marketing deve ser considerável no início. Principalmente para criar a demanda para que dê um fluxo legal para os filhotes. Os demais custos tendem a serem os mesmo de cães com as mesmas características, portanto o controle desde o início deverá ser fundamental para não extrapolar os investimentos. Desvantagens A maior desvantagem é o desconhecimento das pessoas sobre a raça exótica. Portanto, a princípio, não há um mercado demandando filhotes da raça. Isso vai gerar uma pressão enorme no criador para vender seus filhotes a valores muito baixos. O investimento realizado na divulgação da raça, poderá ser aproveitado por novos criadores que poderão surgir caso o criador tenha sucesso em realizar uma divulgação eficiente. Geralmente raças exóticas tem uma variabilidade genética baixa. Isso exige importações constantes e um estudo constante para que o COI não fique muito alto e gere problemas de saúde nos filhotes. Vantagens Uma grande vantagem de estar sozinho ou quase sozinho é que o criador poderá ser a referência da raça no país. Após o período inicial de divulgação, o criador poderá se tornar sinônimo da raça. Dessa forma os clientes, ao pesquisarem sobre a raça, chegarão a você facilmente. Como pioneiro, você também poderá determinar algumas políticas de venda. Poderá, por exemplo, determinar que os filhotes da raça sejam vendidos castrados. Se tiver interesse nesse tema, de uma olhada em nosso artigo. Uma outra vantagem é que não há parâmetro quanto ao preço de venda. Portanto, quando um cliente pesquisar sobre o valor, ele irá comparar sempre com outra raça com a qual ele perceba semelhança de valor. A concorrência é praticamente nula ou inexistente. Riscos Há poucos anos o bulldogue francês era um ilustre desconhecido… hoje em dia figura entra as raças mais populares do país. O criador sabe muito bem o quanto uma raça sofre quando ela se torna popular. O ideal é que ela seja conhecida, mas que não seja popular. Tenha uma oferta de filhotes próximo a demanda e por um valor reconhecidamente bom. Mas a popularização de uma raça envolve uma série de outros fatores. É muito difícil responsabilizar um único fator pela popularização. Portanto, divulgar a raça de maneira correta, no início, é a melhor forma de evitar que isso ocorra. Uma eventual venda de filhotes castrados também poderia conter os acasalamentos indiscriminados. Embora seja difícil, na nossa cultura, implementar isso para os cães. Mas quando trata-se de uma raça nova, há uma oportunidade. Vale a Pena? Se o criador de fato gosta da raça. Vê nela vantagens significativas, sim vale a pena. Como negócio, é um risco enorme, pois a divulgação e montagem do plantel podem exigir investimentos bem significativos para que o retorno do investimento ocorra. Existem raças menos criadas, mas conhecidas que podem ser uma opção mais interessante em termos de negócio.
Gestão de Crise para Criadores

Como proceder com as crises na web? Embora recentemente o Facebook tenha dificultado a vida dos criador, as redes sociais são ótimas ferramentas para divulgação do seu trabalho. Entretanto, existe um perigo maior que a proibição do Facebook, uma crise envolvendo um Criador nas redes sociais! O que é uma Crise? Uma crise se instala quando alguém lança uma ação contra outra pessoa. Geralmente a crise começa com um post sobre algum criador. Uma história simples sobre algo que, supostamente, o criador fez contra um cliente e solicita engajamento das demais pessoas. Outra forma de início de crise é quando uma pessoa faz um comentário contrário ao criador em algum de seus post’s. E o criador o responde, gerando uma discussão que vai ganhando corpo. Um dos aspectos interessantes das redes sociais é que em muito pouco tempo há um engajamento contra esse criador… Crises começam com alguns ingredientes: 1) Postar Primeiro: Se você é o primeiro a postar algo, sua história se torna a verdade universal. Não importa se a história tenha furos ou se ela é suspeita. De forma geral a história do outro lado não importa em nada e ninguém pergunta por ela. Ao ser o primeiro a postar, é a Verdade Absoluta e é o suficiente para os crédulos seguirem com o linchamento virtual. 2) Redes Sociais são para discursos e não para debates. Ao responder um post o criador somente irá realimentar a crise. É muito difícil encontrar ambientes nas redes sociais em que as pessoas estão dispostas a debater idéias. Todos querem falar e praticamente ninguém quer ouvir. Logo, quando um assunto polêmico surge, muitos querem dar a sua lição, dar seu julgamento, expondo todos os conceitos que já possuem. 3) Quando toca no senso de justiça. Uma história de um cliente que foi supostamente foi enganado ou de um suposto “explorador de cães”, cai nas Redes Sociais e já é um prato cheio para se tornar viral. Sempre que alguém se sentir oprimido por alguém, todos se sentem no dever se interferir contra o opressor e fazer algo a respeito. Conseqüências As conseqüências de crises que não forem bem gerenciadas podem ser extremamente danosas ao criador. Um caso clássico na área pet foi o fechamento do Instituto Royal. Ninguém foi se informar a respeito do que de fato era realizado lá e o impactos que aquela ação criminosa causou nos estudos científicos no país. Perdemos um centro de estudo importantíssimo. E agora o país tem que recorrer a centros de pesquisa do exterior para desenvolvimento de medicamentos importantes. Para saber um pouco mais sobre as consequências do caso clique Aqui e sobre como a mídia tratou, clique Aqui Outro caso emblemático foi o assassinato cometido por justiceiros na Baixada Santista, quando confundiram uma provável criminosa com outra mulher. Portanto, as consequências podem ser muito sérias. Quais são as ações. O primeiro passo é descobrir a origem do problema. Se a crise está sendo gerada em uma publicação do próprio criador ou se alguém está divulgando alguma história envolvendo o criador. Se for em algum post seu, existem 2 formas de tratar: – Se for possível, exclua os comentários que fomentam o problema e aguarde. As vezes isso é suficiente para não inflamar novos problemas. – Se já há muitos comentários ou se estiver com “quente”. Exclua o post, cancele a publicidade, etc. Por vezes, dar um passo atrás é o mais prudente a ser feito. – Se a história vier de outra pessoa, se possível, chame a pessoa à parte para tentar resolver a questão. – Em caso de problemas maiores, se a situação estiver muito complexa, você pode, antes de mais nada, dar sua versão oficial dos fatos. Publique-a, não permita comentários e dê o assunto por encerrado. Geralmente o assunto morre em questão de poucos dias. – Se nada mais surtir efeito, e o criador se sentir difamado, poderá acionar medidas judiciais adequadas. Consultar um advogado poderá ser a única saída nos casos extremos. Dicas de Ouro Não entre em crises! Assuntos polêmicos, desabafos públicos, etc, podem ser a receita para iniciar uma crise. Dê uma olhada nos erros mais comuns que criadores cometem em nosso artigo aqui. Ter um bom relacionamento com os clientes também é fundamental para não ter dores de cabeça com terceiros. Seja positivo. Não reclame da vida, fale das coisas boas. Dificilmente sendo positivo, as pessoas serão negativas com você! Assim que perceber uma potencial crise, seja rápido em agir. Esperamos que essas dicas garantam a qualquer criador uma vida tranquila nas redes sociais
Quantas raças criar?

Quantas raças criar? O dilema dos criadores! Um dilema muito comum para o criador é responder a questão: quantas raças criar? Ser especialista em uma raça ou ter várias opções para os interessados. Essa dúvida tende a ser mais relevante se o criador já se decidiu criar raças de pequeno porte ou mesmo gatos. Já os criadores de raças grandes tem mais dificuldades para criar várias raças de cães grandes, entretanto, poderá ter a vontade de ter algumas opções de raças pequenas. Mas afinal, vale a pena ter várias opções ou não? Custos de Manejo Se o criador já possui alguma raça de pequeno porte, a inclusão de animais de outra raça de pequeno porte, tende a ter custos semelhantes. A não ser que essa nova raça possua alguma característica que possa impactar muito nos custos de manejo. Banhos regulares, problemas de saúde constantes, não serem sociáveis com os demais animais do plantel, etc. podem alterar os custos significativamente. Se o criador irá reduzir o atual plantel para acomodar o novo plantel da nova raça, os custos não devem ser muito impactados. Entretanto, se ocorrer uma ampliação geral no número de animais, então os custos irão subir de forma proporcional. Já o custo de aquisição poderá variar muito, mesmo entre animais de raças pequenas. A aquisição de um bom animal das raças mais populares pode chegar a vários milhares de reais. Enquanto a aquisição de animais de raças sem tanto apelo comercial pode ser 10% do valor de um bom animal de uma raça popular. O criador que possui animais de grande porte e decide adicionar animais de pequeno porte, ainda tem o problema de se adaptar ao manejo de animais com necessidades diferentes. E, em muitos casos, terá de investir em estruturas para separar os grandes dos pequenos. Mercado É muito comum que interessados solicitem aos criadores que ampliem o leque de opções de raças disponíveis. Criadores de raças pequenas são constantemente bombardeados sobre pedidos de filhotes de outras raças que ele não dispõe. E aí logo já estará pensando: “Poderia ter um casalzinho da raça e ter filhotes ocasionais!”. Os criadores de raças grandes estão constantemente pressionados por custos elevados e, quando possuem ninhadas, pela pressão de vender logo um número grande de filhotes de uma hora para outra. Não é incomum pensarem em ter uma opção de raça de porte pequeno. No Brasil, as raças mais populares são, em geral, cães de pequeno porte. Logo, seria de pensar em escolher as 3 raças mais procuradas e montar plantéis para atender a essa demanda. Dessa forma o criador entenderá que sempre haverá demanda. O grande problema desse pensamento é que, assim como existe uma demanda forte, existe uma concorrência forte. Na maior parte das vezes os compradores de filhotes de cães de raça pequena compram localmente. Logo, se o criador não estiver numa boa “praça”, será bastante prejudicado. A competição por preço também é mais forte entre os cães de pequeno porte, embora não seja o preço o principal fator de compra. Marketing Esse item é que realmente faz toda a diferença para o criador. Saber quantas raças criar é saber quantos planos de marketing ter. Cada raça, por si só, tem sua própria marca junto a imaginação das pessoas. Ou porque pesquisou na web, ou porque ele teve um animal na infância, ou porque o artista famoso tem, etc. É muito difícil para um criador trabalhar na divulgação de uma raça nova ou exótica. Portanto o primeiro passo é procurar criar uma raça que as pessoas conheçam. Ele pode até não ser muito popular, mas as pessoas, de uma forma geral, devem saber qual é a raça. Se o criador pretende ser reconhecido como um bom criador, ou seja, que vende animais bonitos, saudáveis e que atendam as expectativas do cliente. É muito mais fácil ser reconhecido por criar bem uma raça do que várias. Associar o nome do criador a uma raça é bem menos trabalhoso do que associar o nome a várias raças. Assim como é muito mais fácil montar um bom plantel de uma raça do que de várias. Fazer anúncios em qualquer mídia demonstrando os animais, filhotes, etc de cada raça que o criador cria com certeza irá elevar os valores dos investimentos necessários para se destacar da concorrência. Sabemos que hoje em dia, mais do que nunca, ter um marketing muito eficiente é fundamental para passar pelo momento de crise. Agora, multiplicar isso pela quantidade de raças criadas, poderá ser a ruína do criador. Conseguir estabeler uma boa marca é difícil, mas longe de ser impossível. Para um criador de raça pequena, torna-se muito mais importante ser referencia na raça em sua região, antes de ampliar para áreas mais distantes. Já os criadores de raça grandes, podem ter abrangência bem maior. Portanto, para cada raça, seria necessário esforços distintos para se destacar. Lembrando que quando falamos em marketing, quanto maior a concorrência, maiss investimento será necessário para o resultado aparecer. Logo, se você decidir criar as 3 raças mais populares, o investimento será bem significativo. Se tiver um casalzinho para ninhadas ocasionais, talvez o retorno não vá valer a pena. Conclusão Saber quantas raças criar é uma decisão que cada criador deverá tomar levando em conta os pontos destacados. Uma estratégia que pode dar um bom resultado, é registrar um nome de canil ou gatil para cada raça criada. Dessa forma a marca fica associada à raça. Com certeza é muito mais fácil ser especialista em uma raça do que em várias. Por outro lado, é colocar todos os ovos na mesma cesta. Sendo especilista, o conhecimento do criador também tende a ser muito maior do que quando a atenção tem que ser dividida entre várias raças. Portanto, criar uma ou várias raças deve ser feita com profissionalismo, para que o criador seja bom em tudo que decidir criar. Ser “meia-boca” na criação geralmente traz muita dor de cabeça e não compensa!
Venda de Filhote Castrado

O Problema O problema de animais abandonados é extremamente sério em países em desenvolvimento e, em especial, no Brasil. A venda de filhote castrado pode ajudar a solucionar o problema? O abandono de animais causa uma certa tensão entre os criadores e as pessoas que trabalham para minimizar os impactos dos cães e gatos de rua. Essas pessoas tendem a acusar os criadores de serem causadores desse problema. Entretanto sabemos que a quantidade de animais de rua que são de raça representam uma pequena fração dos animais abandonados. Além disso, alega-se que as pessoas que compram animais de raça deveriam adotar, ao invés de comprar. Entretanto sabemos que quem deseja um animal de raça, não irá adotar um. Também sabemos que os cães abandonados, de certa forma, tem uma origem remota nos cães de raça. Não é incomum que um proprietário, ao comprar um animal de raça, deseje acasalá-lo por diversas razões: – “Para ter um descendente dele” – “Para pagar a ração” – “Para tirar um dinheirinho” – “Para depois castrar” – “Porque é o instinto” – etc. Acasalamentos, feito pelo proprietário, são, em muitas vezes a causa raiz de termos muitos cães de rua hoje em dia. O leigo, ao ter uma ninhada, poderá ficar com um ou outro filhote e dar destino aos demais animais. Ou vendendo ou doando… e aí o ciclo volta a ocorrer. O próximo dono, na maioria das vezes, vai reproduzir esse animal. De forma intencional ou de forma não intencional. A cada vez que ocorre um acasalamento, o valor do filhote é reduzido, mas o interesse da população em ter um animal de raça permanece. Em um determinado momento, os filhotes são doados ou vendidos por valores baixos. O que não gera percepção de valor por parte desses proprietários. Muitas vezes, embora tenham donos, esse animais tem acesso à rua e não estão castrados… logo, o problema vai aumentando. Isso sem nem mencionar as missigenações que ocorrem nesse processo. Mas os donos continuam a vender ou doar como se fossem puros. Não importando se as características físicas ou comportamentais já estejam bem diferentes. O exemplo dos Gatos Você pode pensar: “Ah! Mas a maioria dos gatis vendem castrados e existem gatos de rua!”. Com certeza! Mas quantas vezes você viu um gato de raça na rua? Um Main Coon, um bengal (puro), um exótico,…? Muito difícil, né? Os gatos tem uma dinâmica diferente dos cães. Eles se movimentam com muito mais dinâmica pelas cidades e são muito mais eficientes quando se trata de acasalamentos. Eles tendem a se multiplicar com mais eficiência que os cães, portanto, um casal de rua consegue em pouquíssimo tempo gerar uma quantidade significativa de filhotes. Algo que os cães tem mais dificuldade quando há um mínimo de controle. Mas mesmo assim, como mencionei, é muitíssimo raro ver gatos de raça pura perambulando pelas ruas. As pessoas ao comprarem os gatos sabem que se os gatos de raça foram para a rua, não irão voltar, portanto tendem a mantê-los mais confinados. Além disso, a quantidade de gatis que já tem a prática de venda de filhote castrado é bem significativo. Isso de fato ajuda a minimizar em muito o problema. Obviamente não é a solução definitiva, mas é uma contribuição extremamente válida e deve ser mantida! Sabemos que o problema é a falta de conscientização humana, mas reduzir a quantidade e a possibilidade de que o problema surja melhora muito. Cultura Canina Já com os cães, ainda há uma dificuldade significativa por parte dos criadores e dos futuros proprietários em implementar a mesma prática. Não vou entrar no mérito das vantagens da castração, isso pode ser detalhado aqui. Alguns criadores não tem hábito por várias razões: é difícil saber se o filhote não será um bom exemplar que possa ser usado na criação futuramente; aumenta os custos; tem dúvidas quanto à castração precoce; os clientes não aceitam; tem medo da cirurgia; aumenta o tempo para ficar com o filhote; alguns veterinários não aconselham castrar muito jovem, etc. Alguns proprietários não aceitam pagar valores altos por um animal castrado, ainda mais que o criador “ao lado” vende pelo mesmo valor e não castrado. Portanto, é um desafio muito maior para o criador de cães incluir a prática de venda somente castrado. Entretanto, para o criador que faz a venda de filhote castrado, poderá vender um filhote não castrado por um valor significativamente maior. Filhotes “inteiros” teria o objetivo de serem padreadores e matrizes, logo, teriam o intuito comercial, logo, de maior valor agregado. Dificuldades para Castrar Custos Para fazer uma castração segura, é necessária uma cirurgia. E não se recomenda que uma cirurgia seja feita antes de 2 meses, nos melhores casos. Logo, o criador teria de ficar com o filhote, no mínimo 2,5 a 3 meses. Além do mais, o custo de uma cirurgia é alto. Poderia ser facilmente o maior custo agregado ao filhote. Logo, estaríamos falando em aumento de preço dos filhotes. Esse custo teria de ser repassado ao cliente, o que poderia fazer com que o criador perca um pouco de competitividade em termos de valores. Se você já tem o CVF definido, você deverá avaliar o impacto da cirurgia nele. Riscos Quando falamos em cirurgia, tudo pode ocorrer. Em geral cirurgias de castração são rotineiras e seguras, mas por mais segura que seja, sempre existe um risco associado. Imagine que o criador venda o filhote e, por um infortúnio, o filhote venha a óbito! Isso será um enorme problema para o criador. Poderia ter até sua imagem arranhada. Para minimizar esse efeito, o criador teria de ser bem claro com o proprietário quanto aos riscos e ser muito metódico com o veterinário que efetua o procedimento para que cumpra os protocolos da cirurgia com rigor. Cultura do Comprador Pagar caro por um animal e ele vir castrado é algo que para nós, brasileiro, é um pouco difícil de aceitar. Nesse ponto cabe ao criador educá-lo sobre a enorme vantagem, pois o criador já está
Como criar um Site do Criador

Canais de Venda O Site do Criador deve ser o principal canal de venda, entretanto alguns criadores utilizam vários canais de venda para divulgarem seus filhotes. E, geralmente, quando um canal de venda é bem trabalhado, ele dá resultado. Entretanto, pode não ser o resultado esperado! Alguns canais de venda tem como característica uma interação significativa com o criador, mas que não avança. Outros trazem um público que não é o desejado pelo criador. Existem canais de venda muito eficientes mas que acabam levando o criador a uma competição de preços. E o pior, o criador pode ficar com a impressão de que seu filhote está acima do valor de mercado. Outros são excelentes para divulgação do trabalho, mas ruins para conversar com os potenciais clientes. Enfim, é fundamental que o criador conheça os benefícios, riscos e formas de trabalho dos canais de venda disponíveis. Entretanto, como o criador não possui equipes de venda, ele consegue trabalhar bem poucos canais de venda e obter resultados eficientes. Site do Criador – Local Seguro e Organizado O site do criador é o único local onde o criador consegue, de forma fácil e organizada, demostrar todas as informações pertinentes para uma venda de qualidade. Além disso o site pertence ao criador, ele não fica sujeito a regras estipuladas por outros canais de venda. Como recentemente ocorreu com o Facebook, que proibiu a venda de animais! O Facebook chega a remover perfis que anunciam filhotes para venda! O Site não tem esse risco, uma vez que as regras são estipuladas pelo criador. Entretanto o site deve ser encarado como uma ferramenta de venda e divulgação. Objetivo Principal Um bom site do criador deve ser claro, objetivo e tem o intuito de estimular o contato do possível comprador com o criador. Alguns criadores não gostam de interagir com pessoas que ainda não se decidiram pela compra, mas é exatamente isso que se chama venda! As pessoas não vão pagar centenas ou milhares de reais por um animal se não estiverem convencidas disso. E algumas vezes precisam dessa confiança no criador para dar prosseguimento. Na maioria das vezes o primeiro contato não vai se converter em venda, mas isso é normal para algo complexo como um filhote! O que o criador deve trabalhar é para que essa relação entre contatos não convertidos e convertidos seja a menor possível. Simplicidade é tudo! Um site do criador hoje em dia deve ser o que chamados de responsivo, ou seja, ele se adapta de acordo com a tela em que esteja sendo visto. A maioria das visualizações são feitas pelo celular. Portanto, ele deve ser fácil de visualizar pelo celular. Alguns criadores querem fazer sites complexos ou com uma cara “diferente”! Se o site for muito diferente, vai estimular que seu visitante vá embora! Sites devem ser bonitos e simples. O visitante deve chegar onde deseja com o menor número de cliques possível! Antigamente não era incomum encontrar sites com uma poluição visual significativa, alguns até com poluição sonora! Hoje em dia um bom site é mais “plano”, com foco nos animais! São eles os astros e o real interesse do visitante. Informações dos Animais Nas fichas dos cães ou dos filhotes, mostre o máximo de informações possíveis. Alguns sites tem somente a foto dos animais, isso é extremamente importante. Mas se você mostrar uma árvore genealógica ilustrada, fotos de filhotes, exames realizados, etc. Irá trazer mais qualidade na informações, mesmo para o leigo. Alguns criadores tem um link para mostrar o pedigree em outro site… nunca faça isso. Afinal, você investe para trazer o visitante ao seu site e depois quando vai dar informações sobre o seu cão, você manda pra outro lugar?! Vídeos com movimentação e fotos são ótimos, mas informações complementares também. Não esqueça disso! Novamente, boas fotos! Recorrentemente falo da importância de boas fotos para que o site do criador dê um bom resultado! Volto a falar sobre o tema! Existem criadores que investem verdadeiras fortunas em exposições ou para trazer bons exemplares de fora, mas não tem uma boa foto dos cães! As fotos boas não são necessariamente fotos de exposições, são fotos de dia a dia, em posições mais relaxadas. Uma ou outra foto de exposição pode estar na ficha dos animais para mostrar que eles participam dos eventos, mas, a não ser que seu público alvo seja outros criadores, essas fotos não estimulam o desejo do visitante. Se não puder pagar por um dos excelentes fotógrafos especializados que já existem no pais, é possível ver nossas dicas para fotografar e já começar! Facilite o contato Forma de contato fácil e acessível. Dê sempre uma opção de fácil acesso do visitante ao criador. Se for pelo Whattsapp ou Messenger, melhor! Se você utilizar formulários de contato, exija informações de contato mais ágil. Como o telefone para contato via Whattsapp. Se utilizar o e-mail, não esqueça de verificá-los de forma regular, incluindo o spam! Trazendo Visitantes! Anunciar seu site nos demais canais de venda é a melhor forma de trabalhar a conversão! Você até pode ter álbuns nas redes socais para que o visitante conheça seus cães, mas não é uma forma fácil de acesso e visualização. No site, você pode trabalhar isso de forma mais eficiente! O ideal é trabalhar as redes sociais de forma a estimular que o visitante saia de lá e vá para seu site! Assim ele fica sob seu controle! Uma dica simples, quando tiver ninhada ou alguma novidade importante, poste nas redes sociais de forma que para saber o que é, a pessoa visite seu site. Outra dica é sempre, ao final de cada post, colocar “Maiores Informações: endereço do site”. Institucional Uma diferença perceptível é que criadores ocasionais não tem site… pois somente utilizam canais de vendas terceirizados (OLX, Face, ML,…) Portanto um bom site traz mais seriedade à criação. Geralmente ele está associado a algo mais institucional. Mas esse lado não pode ser, em hipótese alguma, o foco principal. O site é, e deve ser,
Vale a pena participar de Exposições?

O que é uma Exposição? Exposições de animais são eventos onde os criadores tem a oportunidade de colocarem seu trabalho a prova! Esses eventos reúnem criadores de várias raças e de vários locais. Geralmente reúnem várias exemplares de várias raças e são subdivididos em várias grupos por vários critérios (raça, idade, títulos, etc). Um árbitro especializado avalia os exemplares de acordo com os aspectos técnicos nos padrões de várias raças. Em alguns casos faz anotações de suas observações. Ao final ele determina qual o melhor exemplar do grupo que ele analisou. Geralmente o campeão de um grupo vai competir com o campeão de outro grupo até ser escolhido o melhor da raça. Uma vez decidido o melhor da raça, em algumas exposições ele compete com os melhores de outras raças até ser escolhido o melhor do evento. Investimento Dependendo do animal e do objetivo do criador, o investimento pode variar muito. Em alguns casos o evento pode ser na cidade do criador e ele mesmo poderá apresentar o animal. O que reduz significativamente o investimento. Entretanto, além da inscrição, a apresentação do animal no evento poderá necessitar de viagens, hospedagens dos proprietários e da equipe de apresentação, profissionais especializados em apresentar, alimentação, etc. Em alguns casos a obtenção de um título é relativamente fácil de obter, devido a pouca competição ou a qualidade do animal. Entretanto em outros casos poderá exigir um investimento significativo até que um título seja alcançado. Em casos de disputas de rankings, o investimento sobe muito e pode chegar fácil a casa das dezenas de milhares de reais em um ano. Um valor que deve ser muito bem avaliado pelo criador, pois esse investimento em outras áreas pode dar um retorno mais mensurável e melhor. Avaliar O primeiro passo é avaliar o evento. O ideal para o criador seria ir a um desses eventos e conversar com os envolvidos. Alguns criadores são mais acessíveis nesses dias outros nem tanto. Entretanto é importante conhecer a dinâmica, os investimentos necessários e para estabelecer o objetivo a ser alcançado. Além disso é importante conhecer o calendário, assim será possível fazer um planejamento com mais calma. Retorno A pergunta que todo o criador faz é: Dá retorno financeiro participar de exposições? A resposta simples é SIM! Entretanto devemos avaliar alguns pontos: Objetivo: Se o objetivo do criador é obter um título de reconhecimento isso fará com que o investimento seja bem menor. Portanto é mais fácil fazer o investimento retornar. Equipe: Se você contratar pessoas especializadas elas geralmente aumentam significativamente o investimento necessário. Muito embora as chances para atingir o objetivo mais rapidamente aumentam bastante. Mercado: Se você pretende vender para criadores, eles tem mais facilidade em reconhecer esse investimento e pagam mais por descendentes de animais sabidamente com qualidade técnica. Ranking: Se o objetivo for vencer algum ranking para obtenção do título de melhor do Brasil. Aí os custos aumentam muito e o retorno começa a ficar mais duvidoso, entretanto para o estabelecimento da marca do criador no meio fica mais fácil. Diferencial: Em algumas raças ter um título é um diferencial importante e, se for bem feito, pode ser explorado pelo criador como um grande diferencial aos concorrentes. Comparação Se o criador tiver como objetivo o marketing de sua criação e o orçamento estiver curto, ele tem de planejar adequadamente o investimento. Hoje me dia efetuar uma boa seção de fotos dos animais ou trabalhar de maneira mais profissional seu marketing digital pode ser uma opção mais interessante que participar de exposições. Alguns criadores acreditam que os animais serão valorizado apenas por possuírem um título, entretanto não funciona assim. Cabe ao criador fazer o marketing adequado para que esse título seja reconhecido pelo grande público. Logo, ter o título é o primeiro passo, mas o marketing adequado deve ser feito também! Conclusão Exposições só ótimos para uma avaliação técnica de sua criação e uma excelente oportunidade para confraternizar com os demais criadores e obter um grande aprendizado. O Criador poderá participar dos eventos mesmo sem competir. Entretanto a participação como competidor deve ser feita com planejamento e controle. Dessa forma ela trará um benefício significativo para sua criação. Poderá se diferenciar dos demais criadores e terá um norte técnico que trará muitos benefícios para o plantel. Portanto, se possível, participe dos eventos. Procure o clube mais próximo, sites especializados e aproveite o evento!
Como vender um filhote

A Arte de Venda A venda de qualquer produto ou serviço segundo dizem alguns é uma arte, ainda mais vender um filhote! Entretanto essa arte possui várias técnicas que podem melhorar significativamente o seu desempenho. Não é de se estranhar que alguns criadores relatem dificuldade nas vendas, mesmo quando há contato recorrente. Há contatos pelas redes sociais, whatsapp, email e até mesmo pelo telefone, mas a conversão não ocorre e os filhotes vão ficando pra trás. O Problema do Preço É muito comum o criador alegar que o problema sobre não conseguir vender um filhote deve-se ao preço. Entretanto, ele tem consciência de que há muitos outros criadores vendendo bem e com valores maiores do que ele. Mas sempre há uma justificativa na ponta da língua (ele coloca em exposições, ele vende pra outros criadores, ele vende pra fora, está há muito tempo no mercado, etc, etc, etc) A primeira ação é a redução do preço… o que geralmente não muda muito o cenário. Os filhotes continuam a ficar. A Frustração A medida em que os filhotes vão crescendo e as vendas não ocorrendo, não é incomum o criador ficar frustrado, com raiva, deprimido, etc… Em vários casos ele demonstra sua frustração nas redes sociais, o que piora a situação, conforme esse post. O contato com os clientes tende a piorar, pois ele começa a fazer de tudo para que o cliente leve o filhote. E o foco se volta somente para venda e não ao bem estar do filhote. Venda errada Outro ponto que gera desconforto ao criador é a vender um filhote para a pessoa errada. Após a venda, você descobre que o cliente não estava preparado para ter um filhote. E aí começa outra dor de cabeça. E não é incomum o filhote retornar ao criador ou ainda pior, o criador perde o contato com o filhote. Contatos recorrentes por parte do cliente sobre reclamações de que o filhote está roendo algo, que está fazendo xixi no lugar errado, que está com cheiro ruim, etc. Como proceder ao vender o filhote? O primeiro passo de uma boa venda, é relacionar-se. O contato mais comum por parte da pessoa interessada em comprar é o seguinte: “Quanto custa?” E o erro mais comum do criador é… responder: “O macho custa X e a fêmea Y!”… Pronto, aí a pessoa some e nem um obrigado ele recebe. A conclusão do criador: “A pessoa achou caro!”. Algumas vezes até mesmo o interessado fala isso antes de sumir. Antes de falar o preço, procure conhecer o interessado antes. Procure fazer algo assim: Interessado: Quanto custa o filhote X? Criador: Bom dia! Meu nome é… , fico muito feliz no seu interesse pelos nossos filhotes! Gostaria de falar um pouco mais sobre ele e conhecer você um pouco mais, é possível? Qual seu nome? Depois algumas perguntas podem ser feitas para tentar descobrir se é o primeiro animal, se já conhece a raça, se ficará sozinho por muito tempo, se irá morar em casa ou apartamento, etc. Essas perguntas permitem que você estabeleça um relacionamento com o interessado. Assim você vai começar a ganhar a confiança dele. Mas se ele sumir durante o processo ou demostrar impaciência durante o processo… dificilmente irá comprar um filhote seu… e não será pelo preço e sim porque não está de fato preparado! Fotos É quase certo que se você estiver tendo acesso ao site, fan page ou qualquer lugar onde você anuncia, mas não estiver tendo sucesso ao vender um filhote, na maioria das vezes é causada por fotos ruins… Ao longo da conversa, você poderá enviar boas fotos dos pais. Para isso é fundamental ter fotos boas dos pais. Para saber um pouco mais sobre fotos, veja nosso post sobre como tirar boas fotos. Mostre não só os filhotes, mas os pais deles. Capriche nas fotos. É muito difícil para um leigo diferenciar filhotes, mas adultos se torna mais fácil. Se você tiver boas fotos de irmãos de outras ninhadas, poderá mostrá-las durante a conversa. Mas evite uma enxurrada de fotos, vá soltando boas fotos aos poucos… aguarde e sinta a reação. Script Com o tempo, você irá perceber a melhor abordagem e poderá até mesmo a montar um script inicial para conversar com o interessado. Para isso, no início, você terá de ser mais disciplinado para anotar o que deu mais certo com o que deu errado. Mas em pouco tempo você conseguirá perceber o melhor modo de efetuar as perguntar e de se relacionar com as pessoas. Quanto mais leve for, melhor será o resultado! Passando o valor Uma forma de anunciar o valor do filhote, poderá ser evidenciando os benefícios e passando o que geralmente é a melhor forma de pagamento para o interessado. Um exemplo pode ser: “O filhote X, com a X doses da vacina X, de alta qualidade, já aplicada. Vermifugado, com pedigree, contrato de compra e venda, carteira de vacinação personalizada,… é de 6x de 500 no cartão de crédito pelo Pague Veloz, ou se você desejar, à vista conseguimos um bom desconto” (não fale o desconto se ele não perguntar!) Dessa forma você pode evidenciar algumas vantagens do filhote antes de falar o valor. Conclusão A dificuldade ao vender um filhote não está somente relacionado a preço… isso geralmente não é o principal fator que fazem com que interessados não comprem. Assim como o criador não deve esperar que todo o contato vá gerar venda imediata. Geralmente para uma quantidade de interessados, uma parcela se converte em vendas. Você deve trabalhar para aumentar esse percentual. O segredo é procurar estabelecer um relacionamento maior. Afinal, a compra de um filhote não é pegar o filhote, colocar no carrinho e pagar! É uma compra de forte relacionamento e confiança, é isso que você deve vender primeiro, que você é uma pessoa de confiança e interessada. Dessa forma, as vendas, com certeza irão aumentar, os valores serão melhores e sua reputação vai melhorar muito!
5 Erros nos Post’s de Criadores

Redes Sociais e os Post’s de Criadores Sabemos que as Redes Sociais são ferramentas poderosas na divulgação de qualquer produto ou serviço. Portanto saber se os post’s de criadores estão ajudando é fundamental para o sucesso de seu marketing! Entretanto se mau usadas, podem passar a mensagem errada e ao invés de captar cliente, poderá disseminar uma idéia de uma criação amadora ou um criador arrogante. Alguns criadores tem a consciência do poder das redes sociais, mas muitas vezes acabam não usando a ferramenta da melhor forma possível. Elencamos 5 Post’s de Criadores que podem gerar mais malefício do que benefício. Dessa forma você poderá não cometer esses erros. Dispenso Curiosos Imagine que você passe na frente de uma loja, vê algo bonito ou interessantes. Mesmo sem a pretensão de compra, você resolve entrar e ver o produto. De repente chega o vendedor e, antes de você fazer a primeira pergunta, fala para você: “Se não estiver interessada em comprar, pode ir embora!”. Como você se sentiria? Iria comprar naquela loja, mesmo se pudesse? Iria começar a conversar com o vendedor? É exatamente isso que muitos criadores fazem ao postar. Tiram fotos bonitas, passam algumas informações e no final do post, colocam aquele “dispenso curiosos!”. Alguns criadores não entendem ou não querem entender que vender um animal não é como comprar um produto de baixo valor e baixo impacto na vida do comprador. O visitante vai perguntar sim! E a maioria não vai comprar! Alguns nem dizem obrigado (ok, falta de educação deles, mas é assim!). Vender é relacionar-se. Hoje a pessoa pode não ter condições de comprar por qualquer razão. Mas um bom atendimento pode garantir uma venda num futuro. Portanto, nunca, em hipótese alguma coloque frases assim: “dispenso curiosos!”. Muito pelo contrário, coloque assim: “Maiores Informações, nos acione!”, “Vamos conversar que talvez ele possa ir pra sua casa”, “Gostou? Converse com a gente!”. Dentro os erros de Post’s de Criadores, esse pode ser um dos mais nocivos! E pior, é relativamente comum! Provavelmente você vai conversar com muito mais gentes e aumentará significativamente as chances de venda ou pelo menos seu canil será conhecido por ser simpático e atencioso. Afinal, você sabe que isso faz toda a diferença, né? Fotos de Acasalamentos Não é incomum o criador posta fotos dos cães acasalando… Fotos devem ser sempre postadas com o seguinte intuito: Fomentar o interesse do usuário! O que a foto de animais acasalando fomenta o interesse? Geralmente eles estão se contorcendo, a foto está com uma iluminação ruim, etc etc etc. Se a palavra do criador não for o suficiente para garantir que os animais acasalaram, então ele tem problemas mais sérios para cuidar. Para anunciar um acasalamento nas redes sociais, o melhor é montar artes informativas. Com a data de nascimento provável, virtudes dos pais, etc. Se não for possível montar uma arte, coloque boas fotos dos pais e, se houver, fotos de ninhadas passadas. Fotos Pessoais Se você está utilizando o perfil para anunciar fotos dos cães ou está postando na fan page, ninguém estará interessado na sua viagem à praia, ida ao show, ou festa do filho! Quem curte uma fan page ou segue um criador, se não for seu amigo de fato, não estará interessado na vida pessoal do criador. Mas irá interagir sempre que novas fotos, dicas ou informações úteis foram postadas. Se você tem um perfil que faz tudo, a sugestão é criar um perfil novo somente para tratar assuntos da criação. No novo perfil use o seu nome mesmo, dessa forma as contas não serão fechadas. Dessa forma os post’s de criadores se tornam mais focados e profissionais. Alternar entre as contas é bem fácil hoje em dia, portanto, seja focado. Perfil pessoal é uma coisa, perfil profissional é outra! Posições Ideologicas, Futebolísticas ou Religiosas Esse erro tem um pouco a ver com o item anterior, mas não é incomum que alguns criadores poste em suas fan pages ou perfil posições dos assuntos “proibidos”, futebol, política e religião. Estamos passando por um momento de muita divisão política, portanto posições ideológicas no perfil público ou na fan page não irão trazer nenhum benefício. Você vai se surpreender com a quantidade de pessoas que pensam diferente de você e que podem não aceitar um pensamento diferente. Portanto, não precisa trazer isso para um assunto que não está em discussão. Manifestações de times de futebol também não irão trazer benefícios. Afinal, existem pessoas que não vão torcer pro melhor time do mundo, o seu! Posições religiosas no Brasil geralmente não são muito problemáticas, pois temos um caráter mais pacífico quanto a isso. Entretanto, a não ser que você já tenha entrado em contato com o visitante, ele pode não estar interessado em suas crenças. Se você não for cristão então, nem pensar… embora sejamos pacíficos, as pessoas tem seus preconceitos… portanto, evite o tema! Os visitantes estão buscando post’s de criadores, que falem dos animais, filhotes, informações sobre eles… outro assunto é desnecessário! Longos Desabafos De tempos em tempos é possível se deparar com longos post’s de criadores reclamando dos clientes. Que não valorizam o trabalho, que só querem preço, que fazem perguntas descabidas, etc. Em vários casos o criador até tem razão. Mas qual o benefício esperado? Somente desabafar? Conscientizar? Se for somente um desabafo num momento de estresse, respire, chame um amigo ou amiga para uma conversa e desabafe… Um possível cliente não vai ter o menor interesse em ouvir o seu desabafo e, pior, ainda pode dar a impressão de fracasso ou somente frustração! Se o objetivo for conscientizar o cliente, identifique a causa do problema e elabore um texto educativo e não um desabafo. Se você acredita que o visitante não valoriza o trabalho, monte um texto explicando o trabalho que dá. Se o visitante acha que é caro, explique os custos envolvidos, até mesmo com valores se for o caso. Novamente voltamos a buscar o exemplo do primeiro item. Imagine-se entrando numa loja e uma vendedora vem e chega pra você
Como montar um canil

Dicas fundamentais para você montar um canil de sucesso!
