Microchip, um custo desnecessário ou um diferencial do Criador?

Os Problemas que o Microchip se propõe a resolver Um dos desafios dos cartórios de registro de pedigrees é saber de fato quem são os pais dos filhotes. Infelizmente, há criadores que não prestam informações corretas quanto a isso. Outro problema era saber de fato se um animal registrado no pedigree era aquele apresentado. Em exposições, já ocorreram casos em que o animal registrado não era o animal apresentado, mas comprovar tal fraude era muito difícil. Há ainda o problema de fuga do animal ou mesmo roubo. Seria muito útil identificá-lo de forma fácil para que pudesse retornar ao seu proprietário o mais rápido possível. Para tentar resolver esses problemas, nos últimos anos se popularizou entre os criadores o opção do microchip subcutâneo. A popularização chegou a tal ponto de alguns cartórios exigirem que alguns animais sejam microchipados em alguns casos (padreadores e matrizes, animais que homologam títulos, etc). Como funciona a Microchipagem O microchip é encapsulado em uma cápsula inerte um pouco maior que um grão de arroz. É aplicado por aplicado especial na cernelha do animal e tende a não “navegar” sob a pele deles, permanecendo sempre no local onde foi aplicado. Cada microchip é lido por um protocolo especial. Os microchips atuais, ao serem lidos por um leitor especial compatível com o mesmo protocolo, exibem o número de série do microchip. O criador deverá ir a um site, geralmente do fabricante do microchip, para efetuar o cadastro completo, colocando o número do pedigree, dados do animal e do proprietário. É dessa forma que o link entre o animal e o dono se dará, através do número de sério do microchip e do cadastro no site. Existem outros sites onde o criador também poderá efetuar o cadastro. O microchip também poderá ser registrado no contrato de venda e no pedigree do animal. O que também fará o vínculo entre o número do chip e a documentação do animal. Problemas com a solução O microchip atual apresenta uma série de problemas: 1) Necessidade de Leitores Especiais: Os leitores devem ser adquiridos por veterinários, clínicas, banhos e tosa, hotéis, protetores, clubes, etc. Somente assim haveria um volume significativo de profissionais da área utilizando e lendo. Um animal perdido poderia ser facilmente localizado. Entretanto está longe da realidade. Existem muitos poucos leitores de microchip. Nem mesmos os clubes possuem leitores. Portanto, ao microchipar, não seria de se espantar que nunca na vida do animal, ele seja lido… 2) Vários sites para ler. Mesmo que o microchip seja lido, o outro desafio será descobrir em quais dos sites o número está cadastrado. E mesmo que estivesse cadastrado, não haveria segurança quanto as informações. Se o proprietário mudar o endereço, dificilmente ele iria atualizar as informações. 3) Microchip não é DNA. Ao efetuar o registro dos filhotes, ter o microchip não garante que de fato os filhotes são mesmo dos pais informados. Para isso deveria ser realizado um exame de DNA, mas esse é um assunto para outro artigo. 4) Poucos cães tem. A quantidade de cães utilizando microchip é ínfima, portanto, é muito pouco provável que um cão, mesmo de raça, ao ser encontrado na rua, tenha um microchip para identificá-lo. Dessa forma as autoridades e demais envolvidos no ramo pet (Vet’s, criadores, protetores,…) nem pensam em tentar ler um eventual microchip. 5) Solução de outro Segmento que foi adaptado. O microchip que se tem usado tem uma eficiência muito maior para cuidar de lotes de animais, que não é o caso dos pet’s. É uma solução para agilizar o manejo de gado, ovelhas ou mesmo cavalos. E mesmo assim os microchips deles geralmente não são subcutâneos. Vantagem Mas, afinal, não há vantagens em microchipar? Sim, há algumas vantagens. O criador poderá se proteger de eventuais clientes mau intencionados. Ainda mais quando se tratam de raças cuja cor não varia muito (Rott, Westie, Pug, etc). Já houveram relatos de clientes que tinham outros animais que apresentaram problemas de saúde e tentaram atribuir os problemas ao animal do criador. O chip se torna uma segurança. Há raríssimos relatos de sucesso no retorno de animais fugidos ou até mesmo roubados. Mas necessitou de uma intensa procura por parte do proprietário ou criador. E, claro, nos casos que são obrigatórios, seja por causa dos cartórios, seja por causa de legislação (viagens, por exemplo) Futuro Já existem microchip’s subcutâneos com tecnologia NFC, ou seja, podem ser lidos por qualquer celular. E mais, ao serem lidos já direcionam para o site onde as informações são exibidas. Dependendo da solução proposta, ainda seria possível identificar o GPS do celular que efetuou a leitura, assim o dono já saberia da localização da leitura. O maior problema do microchip atual é o leitor e dessa forma ele seria eliminado e poderia se utilizar qualquer smartphone moderno. Outro problema seria a popularização do microchip. Ela poderia se dar por 2 caminhos, o primeiro por legislação e o segundo por percepção de benefício. Se os proprietário perceberem os benefícios do uso de um microchip eles vão requisitar isso para os seus pets. Há estudos para tentar incorporta um gps e um microchip ativo, ou seja, ao invés de ser lido ele se conecta com o celular mais próximo sozinho. Entretanto essa tecnologia ainda está bem longe de ser uma realidade. Vale a pena? Em alguns casos ele é obrigatório, então, nesses casos, a microchipagem deve ser feita. Geralmente, para criadores, o valor de um microchip é baixo. Entretanto é um custo a ser analisado. Hoje a maioria dos criadores informam que microchipam seus animais mais como um diferencial do trabalho realizado do que de fato como um benefício percebido pelos clientes. Existe a possibilidade de que um animal perdido possa ser encontrado via microchip, mas as chances disso ocorrer atualmente e infelizmente ainda são pequenas. Alguns cartórios já estão até mesmo recuando da exigência da microchipagem. Caberá a cada criador avaliar, se esse valor percebido pelo cliente vale o investimento do microchip em si e se a aplicação tratá uma segurança
Reserva Antecipada de Filhote

O que é a Reserva Antecipada de Filhote? Um dos grandes dilemas dos criadores é se efetuam ou não a reserva antecipada de filhotes. Ter uma ninhada vendida antes mesmo dela nascer é algo que permite ao criador ter uma segurança muito maior quanto ao futuro financeiro da criação. Entretanto, ao trabalhar com essa modalidade, o criador deverá enfrentar alguns riscos e terá de trabalhar alguns quesitos de forma diferente do que trabalham a maioria dos criadores. Todos podem fazer? Em tese, qualquer criador poderá trabalhar com reservas antecipadas. Mas para alguns isso será mais fácil ou mais difícil. Criadores de raças que não tem variedade de cores, por exemplo, não terão problemas quanto a escolha de cores. Um criador de Dogo, Rottweiler, Westie, etc, não vão enfrentar problemas de reserva de cores diferentes. Nesses casos somente o sexo acaba se tornando uma opção para o cliente. Os criadores que possuem grande variação de cores e, em alguns casos, tamanho, variedade de pelo, etc, poderão ter mais dificuldades em trabalhar com reserva antecipada de filhote. Entretanto ele poderá trabalhar com essa modalidade se desejar. Mas terá de observar alguns detalhes. No caso de criadores com uma grande variação de opções, ter uma frequência de ninhadas maior poderá eliminar ou reduzir o risco de deixar o cliente esperando muito tempo pelo seu filhote. Se o criador tiver poucas opções, ter uma frequência de ninhadas menor, a princípio, não será um problema muito grande. Contrato Um item que não iremos discutir muito nesse artigo é quanto ao contrato de reserva. Iremos fazer um artigo especialmente sobre esse item. Mas, é importante que o criador confeccione um contrato com as garantias de ambas as partes, informando o que está sendo adquirido, se existe um prazo mínimo e máximo, cláusulas de desistência, etc. Para ter um contrato válido, consulte um Advogado, pois o contrato de reserva, caso seja para um cliente “final” e não outro criador, deverá respeitar o Código de Defesa do Consumidor (CDC) que é pró-cliente na maioria dos itens. Começando a trabalhar com Reserva Antecipada Geralmente um criador consegue vender a reserva antecipada de filhote se ele já tem uma “marca” consolidada. Se sua criação já tem uma reputação de produzir lindos e saudáveis animais, que a assistência é ótima, que a experiência de compra é inesquecível, etc. Portanto, se sua criação ainda está no início ou ainda com muitas dificuldades em venda, talvez seja mais difícil conseguir vender reservas. Comprometimento do Cliente No exterior, existem criadores que tem lista de espera enormes. Alguns de anos até. No Brasil também existem criadores com listas de espera grandes. Mas muitos não configuram reserva e sim lista de espera. Entretanto na lista de espera não há comprometimento por parte do comprador em adquirir o filhote, somente um interesse mencionado em algum momento. Ao fazer uma reserva, o comprador deverá efetuar um pagamento, pois dessa forma há um compromisso maior da compra ser concretizada no futuro. Quanto maior for o valor, maior será o compromisso. Entretanto, é salutar deixar claro o tempo médio de espera. Que pode ser de poucos meses até vários meses, dependendo da fila de espera. Cancelamento Nos casos em que ocorrem cancelamento da reserva, deverá estar previsto em contrato o que ocorre. Lembre-se que em vários meses muita coisa pode ocorrer na vida de um potencial cliente. No exterior, por exemplo, na maioria das vezes a reserva não é reembolsável. Entretanto no Brasil, devido ao CDC, se a reserva for a primeira parcela do filhote, ela é reembolsável completamente. Esse pode ser um inconveniente bem grande para o criador, ainda mais se a reserva tiver um valor significativo. O ideal é que a reserva seja um produto ou serviço exclusivo, ou seja, se possível, monte um curso de capacitação, um manual de cuidados, etc e faça disso a reserva. Assim não há porque devolver o valor, uma vez que o produto ou serviço foi entregue. Trabalhando com Reservas Trabalhar com reserva antecipada de filhote é muito bom para o criador. Ter uma ninhada praticamente ou completamente vendida no momento em que ela nasce dá uma segurança muito maior. O criador poderá trabalhar seu marketing de forma mais regular e não somente quando tem ninhadas disponíveis. Entretanto ele terá de trabalhar bastante a ansiedade do clientes, mantê-los informados de tudo que ocorre, enviar fotos e novidades sempre, etc. Mas para chegar a esse ponto, vários outros devem estar funcionando certinho, os animais devem ser altamente desejáveis, terem saúde, o criador ter uma pré-venda eficiente, um site que transmite segurança, pós-venda diferenciada, a experiência de compra deve ser ótima. Tendo isso funcionando, a procura por reserva antecipada de filhote será natural.
Kit Filhote – Encante Seu Cliente

O que é o Kit Filhote? O Kit Filhote é o conjunto de Documentos, Informações e Brindes que são entregues pelo criador ao novo proprietário. Na maioria das vezes esse kit filhote é simples e é composto por um pouco de ração (amostras) e os documentos básicos (contrato e carteira de vacinação). Após o criador ter feito a entrega do filhote da maneira correta, o Kit Filhote será apreciado pelo cliente, na tranquilidade de sua cada. Nos últimos tempos, as fábricas de ração fornecem aos criadores um material de melhor qualidade para aqueles que participam de seus programas de criadores. Mas o material continua sendo genérico e pouco direcionado. Não é incomum que se resuma a carteirinha de vacinação, informações bem básicas e amostras de ração. Outros criadores entendem que o que é importante é o suporte pós venda, mas não é só isso! O Kit Filhote tem uma importância enorme! Experiência Quando Steve Jobs estava trabalhando no lançamento do iPhone, o cuidado com a caixa em que conteria o aparelho recebeu tanta atenção quanto o aparelho em si. Era como se fosse parte de um único produto. Isso que a caixa, muitas vezes, ía pro lixo! Esse cuidado tem a ver com a experiência do comprador com o processo como um todo! O comprador e a família geralmente estão extremamente ansiosos, muitas vezes não conhecem muito sobre aquele novo ser que chegou. Portanto, tudo que for feito para melhorar essa experiência na aquisição terá um impacto muito mais significativo. Se você conseguir surpreender o comprador com algo feito com carinho, bem cuidado e bem acabado, irá dar ao cliente uma percepção de valor ainda maior pelo animal que ele acabou de adquirir. Pensando no Veterinário Como é de conhecimento de todos, o veterinário (Vet) é um influenciador muito importante na vida do dono do animal. Ele tem no Vet uma fonte segura de informação, o que nem sempre é um fato. Mas o criador deve pensar em impactá-lo também e o Kit Filhote é uma excelente ferramenta para isso. Se dentro do seu kit houver informações relevantes para o Vet, separe algo especialmente para ele. Informações a respeito dos pais do filhote, exames que possam ter sido realizados, cópias dos exames da prenhez, evolução (peso) dos filhotes, data de vacinação, vermifugação e antipulgas, etc. Uma ficha completa de saúde. Mas lembre-se de confeccionar um material bem acabado, bonito e informativo. Se você tiver sucesso em impactar positivamente um veterinário, ele poderá se tornar um indicador importante do seu trabalho. Efeito UAU! Ao receber um kit filhote diferenciado, a certeza do cliente de dar aquele “UAU!” é muito grande. Esse impacto não tem preço! Ele, em conjunto com o pós-venda, fará toda a diferença para fidelizar seu cliente e torná-lo um eficiente e eficaz divulgador de seu trabalho e de seus animais. Manual de Cuidados do Filhote Alguns criadores chegam a reclamar que os clientes não lêem seus manuais de cuidados… mas a pergunta fica: Ele tá atrativo? Tá bonito? Bem acabado? Bem diagramado? É fácil encontrar informações nele? Tem uma opção digital? Muitas vezes o conteúdo dos manuais de cuidado é bom, mas a forma como é apresentada não estimula a sua leitura. Termos técnicos demais, letras inadequadas, etc. A responsabilidade de estimular a leitura é do criador e não do cliente. Se o pessoal não está lendo, reflita, tente entender o porquê, promova mudanças e avalie o resultado. Esse trabalho deve ser constante na vida do criador, fazer, avaliar e re-fazer. Criador na Crise Um criador que se preocupa com esse tipo de detalhe não passa por crises. Mas isso tem que estar na cultura da criação. O cuidado com os detalhes. O kit filhote geralmente é o ápice da percepção desses cuidados. O leigo tem dificuldade em diferenciar um filhote bom de outro, assim como o cão. Mas ele tem facilidade em reconhecer capricho e cuidado com o material. É muito mais fácil para ele perceber um livro bem feito, informações bem escritas, um cuidado com o material acessório. E essa percepção contamina positivamente a reputação do criador. Logo, durante as crises, geralmente esses criadores continuam com filas de espera e vendendo a preços adequados. Seu cliente é alguém que não está procurando preço e sim segurança, confiabilidade e uma experiência segura. O que deve ter? Mas o que um kit de filhote deveria conter? Bem vamos dar algumas sugestões do que entendemos que seriam importantes, claro que além do que conter, é tão ou mais importante a qualidade do material, mas vamos lá: Manual de Filhotes (impresso) Carteira de Vacinação Informações para o Vet (dados de saúde dos pais, exames realizados, evolução de peso e saúde do filhote) Contrato e demais documentos burocráticos (recibos, etc) Material Digital: Pdf do Manual, Fotos dos Filhotes com seu crescimento, Fotos de Outros Cães do Canil, etc Ração: Você pode dar amostras da ração que ele consome. Mimos Animal Bandana Tapetinho Brinquedos Roupinha Petiscos Mantinha etc Dono (sim, pode ter algo pro dono) Adesivo (para note ou celular) Camiseta Caneca Material de Escritório (Canetas, Lápis, etc) EcoBag Caderninho Mousepad etc Claro que muitas sugestões podem ser incorporadas aos pouco e dependendo de raça para raça. Por exemplo, num filhote de cão de pelo longo não seria necessário mantas, mas num de pelo liso, sim. Enfim, é importante adaptar para cada realidade da raça e capacidade do criador agora. Os itens podem ser acondicionados em uma Caixinha (de papelão, mas bem feitinha) compartimentalizada (como quando se compra um note), esse seria o melhor dos mundos, dá o mesmo efeito da caixa do iPhone. Pode ser colocado em uma cesta. Pode ser colocado dentro da EcoBag, etc. Custos Um bom Kit Filhote pode custar significativamente, ainda mais se você fizer um trabalho de editoração de um bom material informativo. Comprar camisetas, etc. Também não é necessário sair do nada para o tudo. Até porque os impactos no cliente podem ser melhor percebidos quanto você adiciona itens aos poucos. Muitas das coisas podem
Regularizar a Criação (Canil ou Gatil)

Regularizar a Criação A grande maioria dos criadores no país não tem seus negócios regulamentados, as causas são muitas. Mas uma das grandes dificuldades para um criador é passar pelo longo, caro e complexo sistema regulatório brasileiro. Mas a pergunta que gostaríamos de discutir é: vale a pena regularizar a criação? O início de uma criação pode começar, basicamente, de 2 formas: Forma Orgânica O que chamamos de forma orgânica ocorre quando o criador adquire um exemplar da raça, acaba se envolvendo com a raça e aos poucos vai adquirindo mais exemplares. Esse crescimento ocorre de forma lenta. E, geralmente, no início o lucro não é o objetivo. Nesse tipo de início a criação é extremamente amadora no que tange as questões administrativas. O criador não gerencia e, em alguns casos, não quer gerenciar sua criação. Só foca na gestão dos animais e, mesmo assim, de forma bastante simples. Muitas vezes a criação ocorre na própria casa do criador e, em alguns casos, ignorando as normas dos planos diretores das cidades. O investimento inicial em infraestrutura inicial é quase nulo. A criação às vezes cresce muito, mas o criador pode não entender que o negócio já se tornou bem sólido. Às vezes, como não o gerencia, ainda acredita que investe mais do que ganha. Forma Planejada A forma planejada ocorre quando o criador decide que irá montar uma criação. Nesses casos ele faz uma pequena pesquisa em sites de venda para tentar identificar as raças mais populares e começa a adquirir os exemplares. A criação nasce já com o objetivo de proporcionar ao criador um meio de vida. Geralmente o investimento inicial é relativamente alto, pois nesses casos o criador irá necessitar adquirir vários exemplares e a infraestrutura precisa ser construída. A gestão administrativa é bem mais controlada. Cada investimento feito é devidamente registrado. Torna-se fundamental verificar o quanto está sendo investido e o quanto está tende de retorno. Regularizando Quando falamos de regularização, estamos falando de registro junto aos órgãos públicos e não junto aos clubes de criadores, que deve ser feito no início, impreterivelmente. Obviamente a lei exige que qualquer negócio seja devidamente regularizado. Entretanto a maioria dos criadores não vendem seu animais em lojas próprias. Logo abrir a criação totalmente regulamenta no início pode não ser a melhor decisão. Embora envolva alguns riscos. A regulamentação de qualquer negócio no país é sempre um fardo. Não somos um país que estimule o empreendedorismo. Quando falamos de criação, as leis são ainda mais difíceis e complexas. Cada cidade pode ter leis locais tratando sobre o tema. E, para piorar, assim como é difícil abrir um negócio, fechá-lo pode ser ainda mais complicado. A regularização por si só pode ser feita utilizando uma série enorme de opções de nossa legislação. Pode ser aberta como uma MEI, Simples, Lucro isso, lucro aquilo, etc, etc. Portanto é fundamental que você converse com um bom Contador e que permitam efetuar uma boa engenharia contábil para que a quantidade de impostos não acabe com a criação. Vantagens Uma grande vantagem de estar regularizado é que as operações de venda de filhotes e compra de produtos e insumos se torna um pouco mais segura. Com a emissão de uma Nota Fiscal, fica mais difícil cancelar uma compra no cartão. Há uma proteção um pouco maior para o criador. Outra vantagem é que nas compras de insumos e equipamentos, muitas vezes é possível conseguir descontos interessantes. Há a cobertura de alguns garantias previdenciárias também. Mas nada muito além disso… O Criador poderá trabalhar de forma sossegada estando dentro da lei. Uma denúncia não terá muito efeito, pois estando regulamentado e trabalhando de forma correta, o Criador estará mais protegido. Desvantagens Bem, como sabemos, a maior desvantagem é ter um grande sócio que não contribui em praticamente nada e que é complexo e caro de pagar sua parte. Dependendo da quantidade de vendas realizadas, o valor de imposto sobre a venda até pode ser pequeno. Mas impostos indiretos (Contador, Taxas Anuais, Declarações, Alvarás, etc.) acabam sendo pesados para pequenas operações. É praticamente impossível repassar esse enorme custo para os filhotes vendidos só justificando que você paga os impostos! Portanto as margens de cada filhote caem significativamente. Logo, torna-se imprescindível estar com a gestão financeira em dia para avaliar corretamente os custos e ganhos. Conclusão Antes do Criador poderá iniciar a criação, é importante se familiarizar com as regras de sua cidades, impostos que seriam devidos e taxas a serem pagas. Dessa forma ele adquire o conhecimento e os dados necessários para verificar se abrir a “empresa” será na fase inicial ou se poderá ser feito posteriormente. Não é incomum abrir as portas, “testar o mercado” e somente depois, regularizar a criação. Nesse caso se o criador precisar encerrar as atividades, não terá custos extras no processo. Em algumas cidades ter um número pequeno de animais não caracteriza uma criação. Mas cada caso é um caso. E na medida em que você vende algo regularmente, poderá ser enquadrado como comércio. Existem muitas formas de estar regularizado, mesmo não abrindo uma empresa quando se é pequeno, por isso é importante conhecer bem a legislação e estar em contato com um bom Contador. Infelizmente vivemos num país em que o dinheiro dos impostos não é bem utilizado pelos vários governos. Entretanto, a cidadania começa com as ações de cada um. Por isso, sempre que possível, procure regularizar e funcionar dentro das leis.
Alimentação Natural Pet x Industrializada – Impactos na Criação

Crescimento da Alimentação Natural Pet A Alimentação Natural Pet (AN) está ganhando cada dia mais adeptos também entre os criadores. Mas a grande questão: vale a pena? O intuito do artigo não é discutir os aspectos técnicos da alimentação, receitas, benefícios ou riscos. Para isso já existem artigos científicos e em outras fontes que poderão prover muito informação. Vamos analisar os impactos operacionais e financeiros de tal decisão. O Alimento Industrializado A alimentação industrial é amplamente conhecida e reconhecida pelo mercado. Existem de vários sabores, tamanhos e preços. Assim como sua qualidade pode mudar muito. O valor do quilo da ração geralmente sempre sobe muito acima da inflação e está sempre sujeito a oferta e procura de algum de seus ingredientes. E geralmente eles sempre sobe. É extremamente raro ver o quilo baixar, mesmo em crises. Essa alta constante, aliado a percepção de que uma alimentação natural é mais saudável e com redução dos programas de criadores pelas fábricas, tem levado cada vez mais os criadores a testarem e adotarem a alimentação natural. O alimento industrializado já está embutido todo seu custo de confecção, impostos, logística e lucros dos envolvidos na cadeia toda. E o comprador paga por isso e tem um alimento pronto, ensacado, com a qualidade solicitada. Uma vantagem é que algumas rações industriais prometem um controle rígido quanto aos complementos adicionados. Dessa forma a tendência é que a ração tenha pouca variação e seja um produto completo quanto as necessidade nutricionais. O Alimento Natural Pet O alimento natural é um mundo a parte! Existem receitas distintas, filosofias distintas e formas distintas de encarar essa alimentação. Em tese a alimentação natural também poderia ser industrializada. Mas no Brasil não existem muitas opções regulares principalmente para os criadores. Então vamos analisar a alimentação onde o criador compra os ingredientes, prepara as refeições e armazena essa alimentação. Assim como na alimentaçao tradicional industrializada, a variação dos valores e disponibilidade dos ingredientes da alimentação natural é grande. Varia de época do ano, de local, etc. Entretanto é mais fácil encontrar cenários em que um ou outro ingrediente reduz o preço. Como os nossos pet’s são carnívoros em sua essência, seu principal ingrediente envolve proteina animal. Logo, o criador deve procurar por carne! E esse pode dar um impacto significativo nos custos do quilo da ração natural. Entretanto, mesmo assim, não é de se espantar que no final das contas, o quilo do alimento natural seja menor que o quilo do alimento industrializado. Mas, a conta não pode ser assim tão simplista, pois envolvem outros aspectos que devem ser analisados. Assim como na alimentação industrial, a alimentação natural por si só não é sinônimo de saúde. Ela deve ter os ingredientes certos e na medida certa, caso contrário, será necessário complementos alimentares. Operação e Custos Adicionais Um custo que passa desapercebido na alimentação natural pet é o tempo do criador, normalmente já muito curto. Para preparar um bom alimento, o criador deverá procurar fornecedores de qualidade e no preço certo e as compras devem ser recorrentes. Na maioria das vezes o criador deverá ter de ir até o fornecedor buscar os alimentos, pois assim poderá escolher e comprar. O tempo de preparo também deverá ser contabilizado nesse custo operacional. Como geralmente a quantidade de alimento preparada é grande, muitas vezes é necessário um tempo longo para preparar cada porção. Além disso, se o criador preparar porções para mais de um dia, necessitará armazenar o alimento. O que vai exigir um refrigerador próprio ou a alocação de muito espaço no refrigerador. Se o alimento estive congelado, ele deverá ser descongelado antes de ser oferecido, o que pode levar mais tempo no tempo de manejo total. Custos Indiretos Sabemos que um boa alimentação resulta em saúde nos animais e afasta a necessidade de visita aos veterinários. Uma alimentação ruim, seja natural ou industrializada, aumenta a frequencia de visitas. Cada visita ao veterinário incrementa de forma muito significativa o custo de manutenção do plantel. Embora os defensores da Alimentação Natural Pet afirmem que as visitas reduzem, ainda faltam dados mais concretos que comprovem a afirmação. No momento, podemos afirmar com segurança que boas receitas de alimentação natural assim como boas rações super premium são mais eficientes para reduzir as visitas veterinárias. Logo, um animal mau alimentado, seja através de AN ou Alimentação Industrial fará com que as visitas ao vet aumentem, o que é péssimo. Conclusão A Alimentação Natural Pet, se bem feita, poderá trazer os benefícios alegados pelos defensores dessa opção. Entretanto cabe ao criador avaliar que essa opção irá aumentar os custos operacionais da criação. Comprar, Preparar e Armazenar o Alimento Natural exige tempo e custos extras que serão incorporados ao custo da criação e conseguentemente ao valor mínimo do filhote. Esteja ciente disso. Com certeza, em termos de desempenho, o Alimento Industrializado vai trazer ganho operacional enorme. Ele não exige do criador o tempo de preparo e o armazenamento é fácil e barato. Cabe ao criador estar ciente dos impactos operacionais da escolha que ele fizer, seguindo a filosofia que foi escolhida. Lembrando que sempre existe mercado para “produtos naturais”. A criação pode agregar um selo de que os animais não consomem alimentos industrializado. Existe quem valorize e apoie essas idéias e pode ser algo diferencial para sua criação. Lembrando que sempre é importante é ter os custos e ganhos registrados. Assim o criador saberá de fato o impacto de suas decisões!
Aposentadoria Animal

Grandes Plantéis Criadores geralmente possuem um número de animais significativo. Se a raça for pequena, não é incomum os plantéis serem formados por mais de 10 ou 20 animais. A gestão desses animais é feita de várias formas, mas geralmente o criador monitora recorrentemente a saúde dos animais e interage com eles sempre que possível. Entretanto, para a maioria dos criadores, manter todas as atividades em dia e ainda conseguir interagir como se fosse um proprietário de um único animal com cada um de seus cães ou gatos é praticamente impossível. Quando o plantel é inferior a 10 animais, o nível de interação pode aumentar significativamente. Entrento se forem animais de grande porte, já fica mais difícil mantê-los juntos o tempo todo. Embora geralmente, mesmo com um número grande de animais, o criador sabe, só de olhar se eles estão bem ou não. Expectativa de Vida Animais de pequeno porte tendem a terem vidas acima de 15 anos. Quanto maior o porte do animal, menor tende a ser a expectativa de vida, sendo que nos animais gigantes tem a média de vida um pouco acima de 10 anos. A idade reprodutiva tanto de cães quanto de gatos, quando estão bem, não passa de 8 anos e se inicia próximo aos 2 anos. Portanto, na melhor das hipóteses, um animal tem 7 anos de idade reprodutiva. Quando há cesárias envolvidas, esse tempo pode ser reduzido para 4 anos no máximo. No caso de animais de grande porte, a maior parte da vida deles está no período reprodutivo. Já nos animais de pequeno porte, é o inverso. Opção para Aposentadoria A vida de um animal após o período de reprodução pode ser longa e saudável. Algumas raças continuam ativas e interativas por um tempo significativo e só no final da vida é que as características da idade avançada se instalam. Uma opção que muitos criadores utilizam é a doação dos animais após o período de reprodução estar concluído. Essa doação pode ser feito para familiares, amigos ou pessoas que são selecionadas por um rigoroso processo de seleção. Para o animal, é muito melhor ser o único ou participar de um pequeno grupo sendo cuidado por uma família do que ser um animal de um grande plantel. Geralmente eles se adaptam aos novos lares em muito pouco tempo. Cabe ao criador, se adotar esse processo, ter certeza que o cuidador do animal tenha todas as condições financeiras, de tempo e conhecimento para cuidá-lo. Para os animais cuja média de vida não é muito maior que a idade reprodutiva, geralmente os criadores ficam com eles até o o final da vida. Primeiro porque geralmente são animais de tamanho maior e, segundo, por são animais que sentem a idade mais cedo. Logo, uma doação deles pode ser mais difícil para todos, o criador, o animal e um eventual cuidador. Impactos Além da possibilidade de uma qualidade de vida muito melhor para o animal. O criador também poderá impactar profundamente a sua gestão de custo, uma vez que um período de grandes gastos é a velhice. Se o criador não tiver se preparado para essa etapa da vida do animal é nesse momento em que os custos aumentam significativamente, pois para manter um animal idoso, será necessário mais um cão em idade reprodutiva para pagar as contas do cão idoso. Isso acaba gerando uma espiral que só aumntará os custos e colocará o animal em risco. O ser humano, de uma forma geral, tem alguma resistência quanto a essa decisão. Alguns criticam que o criador está “jogando fora” o animal e que agora ele não serve mais. É exatamente o oposto. Se o criador puder encontrar um lar em que o animal terá uma qualidade melhor, porque não pensar no próprio animal e procurar um bom lar. Claro que se o criador estiver preparado para essa fase da vida, poderá continuar com o animal em seu plantel, agora curtindo a aposentadoria. Mas caberá a cada criador havaliar os prós e contras de cada decisão. Geralmente o último custo seja a castração do animal antes da ida para um novo lar. Dessa forma, evita-se uma série de problemas e não se corre o risco do animal ainda ser utilizado para uma nova reprodução. Conclusão A decisão do que fazer para cada animal deve ser tomada com muito cuidado. Geralmente a análise deve ser feita animal a animal e de acordo com os candidatos que surgem. Geralmente o processo de adoção por parte do criador é muito mais rigoroso que o processo de venda. Logo, o novo proprietário não poderá achar que a doação significa menos responsabilidade. Não é incomum que seja obrigatório o envio regular de atestados de saúde, comprovantes de vacinação, etc para o criador. Essa ação é muito menos comum nos criadores de animais de guarda ou de grade porte. O importante é ter em mente qual será a melhor decisão pensando na qualidade de vida do animal. A doação pode ser uma opção muito melhor. Mas cada caso é um caso. Reflita bem!
Onde Registrar o Pedigree?

Onde Registrar o Pedigree seus Cães? Hoje em dia existem diversas opções para registrar o pedigree de seus animais e a cada momento uma nova opção aparece. Quando falamos em mercado, sempre que tivermos opções, a tendência é que todos os serviços melhorem. A concorrência é a melhor forma de estimular que os produtos e serviços fiquem cada dia melhores. Entretanto, o registro do pedigree tem particularidades que vamos analisar para verificar qual é a melhor opção. Mas afinal, o que é o registro ou pedigree? O registro do pedigree consiste num documento onde são registrados os dados genealógicos dos animais, além de dados complementares como criador, proprietário, títulos obtidos, etc. O cartório que efetua o registro também deve armazenar esses dados em seu stud book, ou livro de registros. Então, o pedigree, resumidamente, é o registro de nascimento do animal, onde constam seus antepassados, provando, dessa forma que ele é um cão de raça pura. Como surgiram No final do século XIX surgiram as primeiras associações cinófilas cujo objetivo era promover a criação de cães de raça. Dessa forma surgiram os primeiros cartórios. Entretanto, elas precisavam começar a escrever os padrões de raça e a determinar quais animais estavam enquadrados neles. Essas entidades começaram a registrar os animais que estavam dentro dos padrões e prosseguiram da forma como é feito atualmente. Ao longo do tempo, algumas associações se uniram e formaram uma associação mais ampla, com a FCI. Mas outras permaneceram isoladas, como a AKC (EUA). Entretanto, elas se reconhecem mutualmente e seus padrões raciais diferem muito pouco. Logo, um cão de raça reconhecido nos EUA será reconhecido no Brasil (FCI) e a transferência de pedigree se dará de forma tranquila. Outras Atividades Essas associações mais antigas, como nasceram com o objetivo de promover a criação de cães de raça, costumam promover outras atividades com regularidade. Principalmente competições de vários tipos (beleza, agility, trabalho, etc.) Os animais que vencem essas competições tem seus títulos anotados em seu pedigree e podem passar essas informações aos seus descendentes. Essas competições também são reconhecidas pelas entidades mais tradicionais. Logo um Campeão Brasileiro de Beleza (FCI) será reconhecido nos EUA pela AKC. Novas Opções De uns anos para cá várias novas entidades foram criadas no Brasil, algumas são empresas e outras são ong’s. O princípio de registro é o mesmo já utilizado pela maior e mais antiga entidade brasileira, a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC). Para ampliar a quantidade de registros, essas novas entidades costumam reconhecer os pedigrees emitidos pelos sistemas tradicionais (FCI, AKC,…). Além de promover campanhas de reconhecimento de animais que não possuem pedigree, mas que atendem aos padrões da raça. Hoje em dia, é possível registrar o animal até mesmo no cartório normal. Portanto, opções não faltam. Geralmente essas novas entidades não costumam promover as competições promovidas pelas entidades tradicionais. Ou quando tentando, tem resultados ainda modestos. Serviços A maior oportunidade que esses novos cartórios tem é prestar um serviço muito mais ágil que o já ofertado pela CBKC. O registro de um canil pode ser feito em minutos, enquanto na CBKC há casos de mais de 6 meses para confirmar devido a enorme burocracia vitoriana que ainda permeia o sistema. A emissão de pedigree pode ser feito de forma online ou remota e o documento é emitido quase que instantaneamente. As informações contidas nos pedigrees, em alguns casos, podem ser conferidas de forma fácil, evitando ou praticamente eliminando a possibilidade de fraude, algo fácil de fazer pelo sistema mais antigo. Os valores praticados pelas novas entidades cartoriais geralmente são próximos aos praticados pela CBKC. A CBKC O sistema da CBKC é muito dependente de seus vários kennel clubes associados. Alguns são extremamente eficientes, enquanto outros deploráveis no trato de seus clientes e sócios. Entretanto o criador sempre tem a possibilidade de escolher um clube que preste um bom serviço. A estrutura da CBKC é extremamente arcaica e pouco inovadora. É muito raro vir algo novo. Mas nada que não seja relativamente normal de uma entidade de quase 100 anos. Se houver algum tipo de problema, será complexo, demorado e trabalhoso para resolver. Vai depender de vários contatos, encontrar uma pessoal influente, etc. Não é raro o caso de criadores que demoraram para receber seus documentos ou até mesmo tiveram documentos extraviados, seja por um problema do clube local ou mesmo da CBKC. A grande vantagem da CBKC é seu tamanho, é disparado o maior registrador do Brasil. Os melhores criadores registram por ela. Cabe também ao criador levar em conta que o pedigree CBKC pode trazer algum prestígio, mesmo que pequeno. A organização para os eventos é disparada a melhor entre as entidades e ela conta com um número significativo de pessoas certificadas que podem atestar pureza e qualidade dos cães de raça. Quando vale a pena um novo cartório? A CBKC tem a vantagem de ser reconhecida pelos principais entidades cinófilas do mundo. Portanto, se você é um criador que pretende exportar seus cães para outros criadores, com certeza estar fora da CBKC seria um problema. A participação de competições também é algo que deve ser levado em conta ao se analisar onde registrar seus cães. Se você pretende participar de exposições cinófilas ou pretende vender para clientes que desejam isso, sejam eles criadores ou leigos. O registro da CBKC irá permitir essa participação. Agora se você costuma vender seus filhotes geralmente para leigos, não tem tempo para a enorme burocracia, não participa de competições e nem pretende. Se associar a uma das novas entidades pode ser uma boa opção. Uma opção seria, para os padreados e matrizes manter o registro CBKC deles, dessa forma, se houver uma venda para outro criador, ou exportação ou vontade de participar de exposições, seria possível. Sempre é bom considerar que uma ninhada pode ser registrada parcialmente numa entidade e parcialmente em outra. Portanto, o criador deverá levar em conta o que ele busca ao registrar seus filhotes. Se é um certificado de pureza, tanto a CBKC quanto as novas entidades
Faça de Seu Cliente Seu Vendedor

Contato com o Cliente Uma das formas mais eficiente de efetuar vendas é por indicação, ou seja, fazer o seu Cliente seu Vendedor. Mas até chegar lá é necessário tempo e um excelente processo de pré e pós venda. Vamos falar um pouco de como conseguir isso! A Fidelização Começa Antes da Venda! O primeiro passo para começar a estabelecer um bom relacionamento é atender muito bem o potencial cliente! Quando alguém está interessado em adquirir um animalzinho, geralmente, essa pessoa tem muitas dúvidas ou pior, está mau informada. É seu trabalho orientar de forma correta! Se a pessoa se adequam ao estilo de vida, se tem espaço disponível para o animal, se terá condições para cuidar, etc! Mas, claro, sempre sendo educado e cortês! Afinal, a pessoa pode ter sido mau orientada ou nem ter tido a oportunidade de conversar com alguém que conhece a raça ou os procedimentos corretos de manejo e compra. Muitas vezes você irá conversar com pessoas que ainda não podem adquirir, mas estão pesquisando sobre a raça, portando, são curiosos, e eles são BEM VINDOS!!! Afinal, se você não for atencioso no momento em que você quer vender, como fará cliente seu vendedor? Assim ele já terá o primeiro argumento dizendo que você é atencioso. Repetir n vezes o mesmo discurso faz parte da venda, se você não gosta, ou você está fazendo o trabalho errado ou consiga alguém que faça isso bem! Processo de Venda No processo de venda, seja sempre muito muito claro! Todos os riscos e garantias devem estar esclarecidos. Se possível deve ser falado, assim não ficará a impressão para o cliente de que as regras estão nas letras miúdas no contrato. Entregue o máximo de material que permita orientar o cliente de como efetuar um manejo adequado e verifique se ele compreendeu bem as instruções. Ao entregar o filhote, solicite uma foto do pessoal e sua respectiva autorização para divulgação. Publique essa foto em seu site! Será a primeira ação para tornar o cliente seu vendedor, pois ele ajudará a divulgar esse compra entre seus amigos. Faça da venda do filhote, uma experiência inesquecível ao comprador. Cuide dos detalhes, eles fazem toda a diferença. Contato Pós Venda! Alguns criadores preferem nem ter mais contato com os clientes após a venda! Sim, existe o risco do cliente que quer colocar a culpa de qualquer problema no animal no criador. Portanto é importante saber manter o contato adequado. Nesse momento é fundamental ter sido claro no momento da venda sobre as garantias. Prefira por contatos mais “institucionais”, esses diminuem o risco de gerar problemas. Mas mesmo sendo institucionais, eles podem ter um quê de pessoal. Sabemos que o entusiasmo do cliente após a compra tende a diminuir, mas se você conseguir alimentá-lo, mais o cliente irá falar sobre o animal ao longo do tempo. Algumas informações que podem dar um bom resultado: Parabenizar sobre o aniversário do animalzinho Solicitar fotos para colocar no Site ou Fan Page de tempos em tempos Enviar dicas gerais de cuidados Comunicar nascimento de ninhadas Comunicar conquistas ou títulos do canil Comunicar sobre vencimento de vacinas Lembre-se que o cliente deve ter permitido que essas informações sejam enviadas. Grupos Uma questão nova é se vale a pena criar grupos, seja no whats, face, telegram, etc dos proprietários dos animais. Se o criador optar por criar esses grupos, ele poderá se beneficiar muito do contato constante entre os proprietários. Entretanto caberá com criador manter as rédeas sobre as comunicações. Também é interessante, só adicionar um cliente, no momento em que o criador já conhece a característica do cliente. Pois, em alguns casos, sabemos que alguns clientes não desejam ser colaborativos. Quando o cliente deseja culpar o criador por tudo, não é uma pessoa legal para estar num grupo. Experiência de encontro com regulares entre clientes e o criador tem sido muito interessantes. Os clientes acabam divulgando esses encontros e acaba sendo uma ótima forma de divulgação. A experiência de ter um animal seu se torna ainda melhor. Existem risco? Sempre existe um risco de um grupo ter problemas. Portanto esteja atento a isso. Dê uma olhada no nosso artigo sogre gestão de crise e evite problemas. Lembre-se que geralmente o perfil do comprador é semelhante, ou seja, eles tem algo em comum que fazem com que comprem seu animal. Logo ao fazer cliente seu vendedor, ele vai vender para pessoas como ele, que tem o perfil de compra semelhante. Tornando a venda mais fácil. Se seus animais gozam de boa saúde e produzem filhotes com boa saúde e temperamento, aumentar o seu contato com os cliente e entre eles vai, com certeza, reforçar sua marca. Resultado De uma forma geral 30% das vendas ocorrem por indicação e existem criadores que esse índice é ainda maior. Em tempos de crise, essa é a melhor forma de ampliar sua capacidade de venda, fazendo cada cliente seu vendedor. Chegar a um bom resultado pode levar um tempo, mas esse tempo pode ser mais ou menos curto, dependendo das característica da raça que você cria e do seu nível de interatividade com o cliente.
Vídeos dos Animais – Nova Ferramenta de Venda

Importância dos Vídeos dos Animais Cada vez mais os vídeos dos animais se apresentam como uma boa forma de divulgação. Devido as câmeras digitais existentes hoje nos smartphones, é possível fazer vídeos de alta qualidade de forma rápida. O vídeo também tem a vantagem de poder ser feito sozinho, pois o animal não precisa ficar perfeitamente parado por algum determinado momento para tirar uma foto. Vamos passar algumas dicas para você poder fazer um vídeo de seus cães que podem ajudá-lo na divulgação dos mesmos. Mas antes, recomendamos dar uma olhadinha no nosso artigo sobre como tirar todos dos animais. Prepare os modelos Preparar os animais é fundamental para que ele apareça bem no vídeo, portanto, o animal que irá aparecer no vídeo deve estar bem escovado e bem de saúde. No caso de animais de pelo longo que, no momento estejam tosados, o vídeo tem muitas vantagem em relação a foto, poderá exibir a movimentação e energia, algo difícil de exibir em foto de cães tosados. Luminosidade Um dia ensolarado ou com boa luminosidade é fundamental. Ao contrário da foto, onde uma luz artificial pode resolver, no vídeo, ela não dá tanto resultado. Além do mais, cães escuros tendem a aparecem melhor nos vídeos de animais do quem em fotos. Fazer um vídeo a noite ou em dias muito escuros não são a melhor opção. Caso a filmagem seja em local fechado, tenha certeza que tenha muita luz em todo o ambiente. Local Procure um local mais aberto. Um campo, uma quadra, estacionamento, etc. Lembre-se que no vídeo o controle sobre o que será mostrado ao fundo é menor, portanto, evitar que algo indesejado seja exibido exige maior planejamento. Fazer o vídeo no canil ou gatil é possível, mas lembre-se de guardar ou cobrir o que você não deseja seja exibido. O local onde o animal irá andar também é fundamental que seja o mais plano possível para evitar passar uma sensação que ele esteja mancando ou com algum outro problema. No caso de gatos, você pode fazer a filmagem em um local onde ele se sente mais a vontade e que possa interagir um pouco mais com o ambiente. Filmagem Assim como na foto, tente manter a filmadora (ou telefone) na altura dos olhos dos cães e não faça a filmagem muito próxima. Existem alguns tripés pequenos que podem ajudar muito. Alguns smartphones começam e param de filmar com comando de voz, portanto você pode posicionar o telefone, verificar o quadro de gravação e usá-lo para filmagem. Uma dica é utilizar marcadores no local para delimitar o quadro. Coloque algo sutil como um vaso, uma marca no chão, etc. Dê uma passeio curto com o animal antes de filmar para gastar um pouco mais a energia inicial. Mas cuidado para não gastar energia demais. Tente demonstrar a movimentação dele, portanto passeie com ele de forma que ele se movimento lateralmente na perspectiva da câmera e depois indo e vindo. Depois interaja com ele de forma mais livre, brincando com ele e demonstrando o temperamento e caráter do animal. No caso dos gatos e filhotes, prefira o horário em que ele esteja um pouco mais ativo. Pessoas É possível fazer a filmagem com somente uma pessoa, ainda mais no caso de gatos e filhotes. Com os cães também é possível, mas claro que, uma pessoa a mais ajuda, pois poderá manter sempre o enquadramento correto. Leve o cão na guia para as movimentações. Edição A edição é a parte mais complexa e demorada dos vídeos dos animais, portanto, tente evitar uma filmagem que exija edições. Elas podem dar um resultado mais profissional ao vídeo, mas exigem conhecimentos técnicos mais complexos. Como a intenção é uma demonstração do animal em poucos segundos, tente fazer um vídeo de uma vez só. Será mais fácil e rápido para publicar. Se você pretende algo mais produzido, o melhor é procurar um profissional. Música Uma música pode dar um toque especial aos vídeos dos animais. Cuidado com músicas com direitos autoriais, alguns locais podem removê-los caso existam músicas com direitos autorais nos vídeos. Alguns sites na web tem bibliotecas de músicas para você fazer o downloads, como esse e esse ou do próprio Youtube. Mas pode pesquisar mais opções no Google Youtube Crie o canal da sua criação no youtube e publique os vídeos lá, depois poderá compartilhar na sua fan page e no seu site. O youtube possui ferramentas fantásticas de análise de quem viu os vídeos e você poderá ter assinantes do canal também. Caso você deseje, poderá fazer vídeos falando sobre outros temas pertinentes, como por exemplo: cuidados, equipamentos, temperamento, etc. Tudo sobre os animais que você cria. Conclusão Esperamos ter ajudado com as dicas. A última a ser dada é: Faça e Experimente! Veja como ficou, com o tempo e prática eles vão melhorando cada vez mais! Precisando de qualquer ajuda, entre em contato conosco
Procedimentos de Entrega de Filhotes

Entrega de Filhotes O processo de entrega de filhotes é fundamental para que o criador não venha a ter problemas num futuro próximo. Quem nunca enfrentou problemas com clientes a respeito da saúde de filhotes entregues? Se esse cenário ainda não ocorreu, as chances de um problema no futuro são grandes! Mesmo que o filhote tenha saído de suas mãos em perfeito estado de saúde, alguns clientes acreditam que o criador é responsável pelo saúde do filhote para todo o sempre, o que não é verdade! Como você pode ver nessa notícia, é a principal causa de consultas no Procon quando se trata de venda de pets. O que fazer para reduzir os riscos? Várias ações podem ser feitas pelo criador a fim de tentar minimizar os riscos de um problema. Claro que contra um cliente não consciente é mais difícil, mas o criador poderá se proteger melhor se fizer uma entrega de filhotes correta. Atestado de Saúde Os atestados de saúde dados na entrega de filhotes são fundamentais. Não entregue os filhotes sem ele! Mesmo que ele seja entregues em mãos, procure, junto com a carteira de vacinação e, eventualmente o pedigree e o contrato, o atestado de saúde, preferencialmente assinado pelo veterinário! A carteira de vacinação deve ser assinada por um Médico Veterinário. Caso contrário, se houver um problema, se a assinatura não for de um Veterinário, as vacinas serão facilmente contestadas. O próprio atestado de saúde, quanto mais genérico for, pior. Tente fazer um atestado passando e descrevendo item a item os aspectos do filhote. Olhos, Ouvidos, Pele, Pelo, Patas, etc. Dessa forma ficará mais evidenciado que o veterinário olhou todos os aspectos do filhote antes de dar o atestado. Se possível, solicite ao comprador, que leve ao um veterinário de confiança dele em até poucas horas (48) após a chegada do filhote para que ele também ateste a saúde do filhote e que envie para você uma cópia do atestado. Manual de Uso Você pode enviar um manual de cuidados também ou informar, de forma oficial, a fonte oficial do criador para cuidados com os animais. Se você não deseja imprimir um documento, poderá indicar no site do criador os locais onde encontrar as informações. A grande vantagem de um link para o site do criador é que as informações podem ser atualizadas de tempos em tempos, caso necessário. Vídeo Hoje em dia, com a disponibilidade de armazenamento virtualmente ilimitada que o Google oferece e as alta resoluções atingidas pelos smartphones de qualquer faixa de preço ficou muito fácil gerar um vídeo. Portanto, faça um vídeo no momento da entrega de filhotes, se for o caso mostrando os aspectos do check-list do atestado. Mostre a cabeça, dentição, o filhote se movimentando, etc. E guarde o vídeo de forma privada no Youtube (de preferência), Google Fotos, Facebook, etc. Atestados dos pais Se você costuma efetuar exames nos pais dos cães, anexe cópias desses exames e entregue junto na documentação. Cada criador sabe quais problemas de saúde merece destaques. Entretanto alguns exames de rotina podem ser enviados, desde o primeiro até o último. Um exemplo de exame assim é o de demodécica. Um criador pode fazer um exame de pele de forma recorrente para atestar que o animalestá livre desse mal. Quando enviar a documentação, pode enviar uma cópia do primeiro ao último. Exames de olhos podem seguir linhas semelhantes. Portanto, enviar provas atestando a saúde dos pais durante a entrega de filhotes, também agregam valor ao criador. Amigo também é cliente! Uma dica importante, se você gosta de seus amigos, seja mais rigoroso nos procedimentos com eles. Assim, com as coisas claras e por escrito, fica mais fácil resolver problemas, portanto é mais uma proteção a amizade mesmo do que de uma venda entre partes! Conclusão Hoje em dia, mais do que nunca, a diferenciação de um criador para outro é fundamental. Atestar com procedimentos corretos, regulares e sérios leva uma percepção ao cliente final que realmente um criador é muito diferente de uma pessoa que apenas acasala animais. O cliente que recebe em mãos documentos durante a entrega de filhotes que de fato atestam a qualidade do criador do filhote que ele comprou trazem mais segurança. Isso não vai impedir que eventuais doenças apareçam, mas vai propiciar ao cliente saber, de antemão, que o criador fez de tudo para evitá-la e que um animal não é um eletrodoméstico! É umas das formas de evitar problemas futuros.
