Instalações do Canil ou Gatil

Instalações do Canil ou Gatil As instalações do canil ou gatil são um dos principais fatores de sucesso ou não de uma criação. Elas devem ser sempre pensadas em ter a melhor produtividade possível. E entende-se como produtiva uma instalação que seja fácil de manter (limpar), proporcione exercícios e qualidade de vida dos animais e seja eficiente para ajudar no manejo. Alfgar – Rottweiler Ao efetuar o planejamento das instalações, o criador deve ter em mente sempre os seguintes aspectos: 1) Manejo As instalações do canil ou gatil deve ser um ambiente fácil de limpar, que seja seco, e que tenham pontos de apoio para utilização de equipamentos (luz e água principalmente) sempre próximo. Os acessos aos quartos devem ser fáceis, portanto, cuidado com portas baixas ou um teto baixo. Ter de se abaixar toda a vez que for necessário entrar no quarto deles vai ser prejudicial para a coluna no médio e longo prazo. Um local para que o criador possa analisar os animais e/ou banhá-los de forma adequada. É muito comum que as banheiras fiquem mais baixas que deveriam. Dessa forma, ao final do dia as costas poderão reclamar bastante. Os estoque de medicamentos e alimentos devem ser amplos o suficiente para que o criador possa entrar, localizar rapidamente o que necessita e possa deixar o local, sem ter que perder vários minutos procurando por algo que está em caixas não identificadas. A temperatura deve poder ser controlada de forma fácil. Lembrando que geralmente os animais ou tem problemas com climas mais frios ou com climas quentes e a não ser que o criador viva em uma região com pouca amplitude térmica, é fundamental controlar a temperatura dos quartos. Canil DiLeonel – Spitz Alemão 2) Saúde Um ambiente limpo é um ambiente saudável! As instalações de um canil ou gatil devem ser pensadas para serem limpas com frequência diária e de forma rápida. As separações entre os quartos devem permitir ao criador a sua limpeza rapidamente, assim como o piso deve ter o caimento adequado para que tão logo seja limpo, esteja completamente seco em pouco tempo. Quando falamos em saúde, também falamos em saúde mental dos animais. Obviamente mantê-los nos quartos o dia inteiro não é saudável para eles, portanto, ter espaços para que eles interajam entre si e com o criador, é fundamental para que eles tenham uma ótima qualidade de vida. Animais doentes, além de ser terrível para o psicológico do criador, é uma fonte de despesa grande e, se puder ser evitada, é mais mais barato do que medicamentes e veterinários. O descarte de dejetos deve ser bem pensado e dimensionado para o volume necessário. Em alguns casos o sistema de esgoto pode atender a demanda, mas em outros casos é necessário medidas diferentes. Analise com cuidados os prós e contras. Lembrando que se o criador desejar permitir visitas às instalações dos canil ou gatil, ele deve tomar cuidado com as dicas que já passamos para manter o ambiente livre de problemas trazidos de fora. Se for o caso ter um local para que visitantes possam conhecer o canil sem ter que ficar andando pelo local. Canil DiLeonel – Spitz Alemão 3) Tecnologia Algo realmente muito pouco usado pelos criadores é o uso de tecnologias e soluções novas para suas instalações. E quando mencionamos tecnologia não necessariamente estamos falando em TI. A tecnologia pode estar em novas materiais e técnicas para as instalações do canil ou gatil. Bebedouros e alimentadores automáticos, tintas impermeáveis utilizadas nas pinturas, câmeras de monitoramento, gramas sintéticas são exemplos de como as várias tecnologias podem trazer produtividade no dia a dia do criador. Portanto, ao pensar nas instalações do canil ou gatil, verifique quais produtos novos chegaram ao mercado e que poderão ajudar a ganhar tempo na manutenção dos animais. Canil Império do Eldorado – Bulldog Inglês Conclusão O criador não necessita obrigatoriamente ter quartos ou baias para os animais para ter instalações adequadas. Muitas vezes os animais são criados soltos sem qualquer infraestrutura especial. E, a princípio, não há problema nisso. Se o criador mantiver o ambiente limpo e agradável para os animais, poderão viver muito bem. Entretanto, quando a quantidade de animais é maior ou são raças que não podem viver em matilhas muito grandes, é necessário que, ao menos, separações sejam realizadas. Nesses casos, é necessário pensar em espaços adequados para eles. Canil Império do Eldorado – Bulldog Inglês Uma instalação bem pensada e limpa é sempre um ótimo cartão de visitas, mesmo que o canil não receba visitas, poderá exibí-lo sem problemas nas redes sociais. E mesmo para clientes de confiança que desejam visitar o canil, poderão vir sem problemas. Portanto, planeje e pesquise bem quando for montar sua estrutura, converse com outros criadores da mesma raça. Veja quais são as soluções que dão mais produtividade, o que é mais fácil de manter. Afinal, o criador quer gastar mais tempo curtindo seus animais do que ficar limpando o local. * imagem de capa Canil Império do Eldorado

Qual o Ranking mais importante?

Alguns Criadores tem no Ranking um objetivo a ser alcançado. Planejamento, estratégias e um bom aporte financeiro são fundamentais para atingir o objetivo, mas realmente vale a pena? Com funciona Várias entidades são responsáveis pelos mais diversos rankings. Eles podem ser administrados pelas entidades principais, como a CBKC, CbG, FIFE,… ou podem ser administrados por entidades privadas (DogShow) ou clubes de raça e podem ser de vários tipos: – Todas as raças; – Raça; – Forma de Apresentação (proprietários, mirim..) – Região – Grupo As regras dos rankings são publicadas antes do período de apuração iniciar. Dessa forma todos poderão se planejar com antecedência. Geralmente eles são baseados no acúmulo de pontos em exposições. E, dependendo do objetivo, pode ser neessário participar de muitas exposições e ter bons resultados para ter uma chance de atingir a meta. Atualmente, os ranking’s contam com formas de acompanhamento por parte de todos quanto à apuração de pontos. E, geralmente, estão em sites onde o desempenho de qualquer participante pode ser apurado. Ao final do período de apuração, o criador poderá ser considerado o melhor criador, ter o melhor cão ou gato, etc. Algo que somente um criador ou animal poderá obter naquele período ou ano. Portanto, se bem trabalhado, poderá ser um eficiente diferencial no seu marketing. Custos Alguns rankings são extremamente competitivos e exigem um investimento significativo. Envolvem custos com preparadores e handlers, viagens, inscrições, publicidades direcionadas, etc. Não é incomum o valor investido para ganhar um ranking ultrapassar a casa das dezenas de milhares de reais. E, em alguns casos, nos rankings mais competitivos, onde animais de alta qualidade disputam pelo ranking, o investimento pode passar dos cem mil reais ao longo do período. Vale a pena? Obviamente poder levar a marca de ser o melhor criador ou ter o melhor animal é um enorme diferencial e pode ser usado com exclusividade e valorizar seu trabalho. Entretanto, cabe ao criador educar os leigos quanto à importância e relevância desse título. Caso contrário se torna uma meta de vaidade. Que não reflete em nada na valorização da criação e nem mesmo no plantel nacional. Não é nada incomum existir um animal que tenha vencido um ranking de determinado ano e não ser possível econtrar uma única foto do exemplar na internet. E de animais que ganharam recentemente rankings importantes. Chega-se a conclusão que o único objetivo foi a meta pessoal do criador. Pois em nada se refletiu na divulgação do mesmo como bom criador para o mercado. De uma forma geral, o leigo não costuma valorizar muito um ranking. Embora existam pessoas que também querem ter um filhotes do melhor criador ou do melhor animal. Essas pessoas são uma minoria, em qualquer raça. Logo, um investimento muito grande em um ranking, desacompanhado de uma boa estratégia de marketing, resulta em um desperdício financeiro significativo. Algumas raças oferecem a oportunidade de vencer um ranking com um investimento pequeno. Nesses casos, se o criador fizer um planejamento adequado, poderá utilizar dessa conquista um diferencial importante para a criação. Qual o melhor Ranking? Costumo dizer que o melhor ranking é o ranking do Google. É ele que, de fato, irá levar sua criação a ser conhecida. Aparecer nas primeiras posições do Google ao efetuar uma pesquisa com as palavras chaves da sua raça tem muito mais resultado que vencer o ranking mais concorrido. Entretanto, também exige trabalho para estar lá. E, em alguns casos, seria necessário contratar pessoas para escrever artigos, confeccionar vídeos, etc. E pode demorar algum tempinho para aparecer de forma gratuita no topo desse ranking. Já demos várias dicas para conseguir esse objetivo. O primeiro é montar o site do criador. Há também a possibilidade, mais fácil, de fazer investimentos e pagar por anúncios no Google. Anúncios com valores menores que uma inscrição em uma exposição costumam dar um resultado muito melhor que ter ganho o BIS na exposição. Aparecer nos primeiros lugares no Google significa que seu site, ou seja, seus artigos, são relevantes para a raça. Que você é uma autoridade no assunto. Logo, o Google irá te levar muitas pessoas para conhecer seu trabalho.. Desse forma você poderá vender mais, mais pessoas vão falar bem do seu trabalho, ele se valorizará, e assim, você poderá ser o melhor criador do país, independentemente do que diga o ranking A ou B. Conclusão Rankings são bons para que os criadores possam identificar os animais de ótima qualidade e que podem ser utilizados nas criações. Logo, se o criador tende a vender para outros criadores, vencer rankings é de extrema importância. Rankings menos competitivos são uma ótima oportunidade de conseguir se destacar na multidão. Rankings mais agressivos não geram resultado financeiro saudável e, na maioria das vezes, se torna um poço sem fundo. Entrar nas disputas por rankings pode ser viciante, portanto, antes de começar, faça um bom planejamento de quanto investir e como reverter as conquistas em ganhos efetivos de marketing para que esse resultado possa valorizar o trabalho realizado. Vencer por vencer não trará nenhum resultado pra você, a não ser realização pessoal. Se essa for a meta, ótimo. Mas se de fato você desejar traduzir em reconhecimento do seu trabalho pelo público, fique de olho no “ranking” do Google.

Recompensas da Criação

Nem tudo é Dificuldade No Final do Ano de 2017, postamos um artigo sobre as dificuldades que um criador vive em seu dia a dia. Geralmente é muito mais fácil escrever sobre os problemas que vivemos todo o dia. Entretanto o intuito desse artigo é escrever o contrário, porque ser um criador é algo fantástico! É algo que muitos fazem, seja por hobby ou por profissão, com muito prazer! Trabalho com Animais Trabalhar com animais é sempre muito gostoso. São seres que não te julgam, não criticam, não ficam de intriga com você. Eles vão estar com você a qualquer momento. Sempre ao seu lado, ou em cima de você… para os dias bons e os dias ruins. Independente do que ocorra, eles estarão sempre abanando o rabo, querendo colo ou interessado em brincar. Logo, a qualquer momento você pode parar e relaxar com eles. O carinho por você e a alegria que você recebe é multiplicada por cada serzinho que você tem. Ao trabalhar dando um banho no seu animal… não é como lavar um carro. Após banhar, escovar ou trimar um de seus animais… a satisfação de vê-lo bonito, pronto para brilhar, não tem preço. A alegria dele geralmente também é visível. Mesmo que as vezes dure poucas horas limpo e impecável, já dá um orgulho pelo animal que você tem. Uma seção de escovação muitas vezes é um momento mágico, onde o vínculo criador e animal se reforça… muitas vezes eles relaxam dormindo enquanto são escovados. Você consegue reforçar, de maneira calma, sua posição de líder de matilha, só com sua postura positiva escovando um de seus animais. Mesmo após limpar todos os quartos dos cães… você se sente feliz e com a sensação de dever cumprido em deixar a casa de seus cães limpa e pronta para eles… e geralmente fica assim por muito pouco tempo. Mas vai dormir com a certeza que naquele dia estarão em um local ideal. E geralmente no dia seguinte tem outra limpeza. Alegria de Criar Mas nada melhor que receber uma nova ninhada, fruto de um planejamento cuidadoso. Ver aqueles pequenos seres abrindo os olhinhos, começando a dar os primeiros passos, interagindo com os irmãos e a mãe. Você ali conhecendo cada pequeno ser desde o nascimento que, em muitos casos, nascem no seu quarto, pois o cuidado é constante e desde o primeiro momento. Instintivamente, a preocupação com seu futuro é natural. Assim nos tornamos um pouco chatos quando temos de vender. Às vezes, usamos da simpatia, como um meio para descobrir se o futuro dono realmente tem condições de criar aquele pequeno ser com as condições que, no mínimo, você daria. E também, como ficamos exultantes quando recebemos fotos dos filhotes, já grandes, sendo amados, curtindo e sendo curtidos por sua nova família. E quando fazemos de seus donos nossos amigos, nossos apoiadores e defensores. Às vezes é comum o criador cansar… dizer que não quer mais… mas a saudade de ter uma ninhada, de estar sempre com os animais, ao criar um lindo animal… fazem com que ele retome a criação. O que ele precisava era só de um descanso, de umas férias, algo difícil de se conseguir enquanto criador. Responsável por Vidas Criar é uma enorme responsabilidade, é lidar com vidas com as quais você realmente se importa. Mas que trazem um enorme prazer, quando consegue ser co-responsável por deixar outras pessoas e famílias felizes, quando consegue trazer lindos, saudáveis e felizes animais ao mundo. Como já mencionamos, criar não é profissão é uma vocação. Uma gostosa e gratificante vocação.

Os Desafios da Criação

Desafios da Criação não faltam Criar Animais de Raça é uma atividade extremamente desafiadora. É facilmente perceptível que existem atividades sem tantas dificuldades. Vamos falar um pouco dos principais desafios da criação enfrentados pelo criador em sua jorgada nesse negócio. A idéia não é desestimulá-lo, muito pelo contrário, é reconhecer e até mesmo conscientizar, nesse texto, o seu empenho em fazer um trabalho que proporciona alegras a muitas famílias pelo país. 1) Negócio Embora muitos criadores prefiram ver sua criação como um hobby, ela é um negócio e necessita tudo que um negócio precisa: Marketing, Financeiro, Burocracia, Controles Operacionais, etc. Logo, para ter uma criação eficiente, em todos os aspectos, é fundamental ter esses controles e realizar essas atividades. O que geralmente é mais chato e o criador acaba deixando para depois. Os que efetuam esses controles, geralmente fazem no período noturno, quando não tem ninhada nascendo. Após todos os animais estarem tratados, ele vai para frente do computador e começa a efetuar todo o registro, planejamento e demais atividades burocráticas para deixar os controles organizados. Há muito pouco informação sobre esse ramo de negócio e a maioria é escrita por pessoas que não possuem conhecimento do negócio. Logo, o aprendizado acaba sendo muito na tentativa e erro. 2) Mão de Obra Alguns, poucos, criadores possuem funcionários para o trato dos animais. Para ajudá-los a cuidar dos plantéis, filhotes, etc. Essas pessoas são fundamentais para auxiliar o criador a manter todos saudáveis, limpos, livres de qualquer problemas e felizes no espaço onde estão. Entretanto, o trabalho é contínuo e duro. E, mesmo com crises de desemprego, é muito difícil encontrar pessoas dispostas a trabalhar para os criadores. Há ainda os casos em que alguns funcionários estão trabalhando, mas sem dedicação ou empenho, o que pode ser ainda pior. Não é incomum que criadores acabem desistindo de criar por não encontrar pessoas interessadas em ajudá-lo no desafio. Sem contar em toda a burocracia que o criador deve enfrentar para contratar um funcionário. 3) Jornada de Trabalho Criador não é profissão, é um estado, uma vocação. Criador está de prontidão 24 horas por dia. Criador não tem férias. Esse é um dos desafios da criação que mais desestimula um criador ao médio e longo prazo. Criadores que não possuem funcionários para ajudá-los tendem a ter uma rotina de trabalho muito intensa e desgastante. Limpeza do ambiente, banho nos animais, escovações, alimentações diárias, eventuais medicamentos, atenção às ninhadas, etc. Tudo isso faz com que o criador tenha uma jornada de trabalho enorme. Iniciando logo pela manhã e finalizando a noite. Nos dias de parto, é dia de virar noite. Acompanhar o parto do início ao fim. Um estado de tensão enorme. Afinal, o fruto de todo o trabalho começa a dar resultados. Mas é um momento onde pode dar tudo errado e uma corrida ao Vet pode ser necessária. E após uma noite virada de parto, não espere que o criador vá dormir o dia inteiro depois, afinal, as demais tarefas continuam lá e a nova ninhada ainda precisará de muito da atenção. Muitos criadores não tiram férias há muitos anos. No máximo conseguem um período de tempo curto, entre o nascimento de uma ninhada ou outra para descansar enquanto um familiar, amigo ou funcionário cuida do plantel. Mas mesmo assim, sem desligar nunca de como andam as coisas. 4) Haters Ultimamente a radicalização vista nas redes sociais está chegando no mundo dos criadores. Pessoas que só disseminam ódio contra a criação de animais vem fazendo barulho. E como todos, o hater, é uma pessoa com muito pouca informação de qualidade e catequizada com uma doutrina totalmente equivocada. Em alguns casos alguns criadores são atacados como se fossem pessoas que estão cometendo um crime. Embora esses ataques sejam um transtorno que não interferem fortemente no processo diários, é uma fonte de dor de cabeça ao criador. Tá certo que nem vale a pena entrar em discussão com esse tipo de gente. Mas muitas vezes ele tem que gerenciar essas situações, gastando um tempo que poderia ser dedicado ao bem estar do plantel. 5) Custos e Preço Os custos de uma criação são muito altos e estão constantemente aumentando. E nem sempre é possível repassar integralmente esses custos ao valor do animal. O aumento de ração é algo absurdo. Há anos elas vem subindo mais que a inflação. Medicação veterinária segue pelo mesmo caminho. E os tratamentos veterinários, quando necessários, são cada vez mais complexos e caros. Além disso, os valores pedidos pelos filhotes, parece que tem que ser justificados! Algo surreal! Algumas raças tem uma competição baseada em preço extremamente forte. E se o criador não se atentar aos demais aspectos de marketing, ele facilmente entra nessa luta, que sempre será perdida. Se o criador não ficar muito atento a isso, poderá quebrar e não perceber. Portanto, o criador está sempre nessa luta financeira, equilibrar os custos e não reduzir receitas. Conclusão Logo, se um criador iniciante ou mesmo uma pessoa leiga entende que as receitas são a quantidade de filhotes vezes o valor de um filhote não tem idéia do trabalho que dá para chegar até esse momento. Ele não tem a idéia de quais são os desafios da Criação. É um trabalho com muitas horas extras, muita tensão e muita dedicação. Logo sem amor pelo que se faz, um bom criador não terá satisfação e sucesso em seu trabalho!

Exames no Plantel – Levando a Saúde Muito a Sério

Exames

Busca por Saúde As pessoas geralmente estão buscando por um animal bonito e saudável. Dão mais valor a estética e a saúde do que a um pedigree. Geralmente os padrões de raça e os programas de reprodução dos criadores praticamente garantem que o animal terá a beleza desejada. Já a questão de saúde, até há muito pouco atrás não era possível dar muita garantia, pois quando se trata de biologia, não é, e talvez, nunca seja possível dar 100% de segurança. Entretanto houveram muitos avanços recentes que permitem ao criador melhorar a qualidade de saúde de seus animais. Exames Novos e Antigos Alguns exames mais antigos e que continuam muito válidos, são feitos com radiografias ou exames clínicos. Por exemplo, displasia coxo-femural e de cotovelo, olhos, etc. Outros são mais recentes, os genéticos, estão se tornando cada dia mais popular. E os custos desse tipo de exame estão caindo significativamente. Mesmo que alguns ainda não possam ser feitos no país. Exames genéticos são uma ferramenta fenomenal para o criador. Eles conseguem detectar uma série de genes que estão associados a doenças sérias. Além disso, conseguem detectar quando eles estão presentes, mas não estão ativos, na forma heterozigota ou recessiva. Alguns animais são especialmente atingidos por problemas de saúde comuns na raça devido a sua pouca variedade genética. Com os novos avanços da genética, já é possível identificar os genes que causam os problemas e rastreá-los. Uma grande vantagem de exames genéticos é que ele pode ser feito em qualquer idade. Ou seja, pode ser feito até mesmo em um filhote recém nascido! Criação Diferenciada Hoje em dia, como a competição é cada vez mais acirrada. O criador poderá ter um grande diferencial caso tenha um controle de saúde rígido no seu plantel. Como mencionado, o comprador quer um animal bonito e saudável. Uma boa foto dos pais ou o pedigree ilustrado já irá convencer o cliente de que o filhote será lindo. Mas ser saudável, aí mesmo só com exames e informações sobre as doenças que podem atingi-lo e como você preveniu. Ter um plantel devidamente controlado, com os exames públicos e, muito importante, o significado deles fará com que o criador se diferencie e comece a criar uma cultura de busca de saúde nos filhotes que ele procura. Mercado O leigo ao procurar por um cão, definitivamente procura por commoditie, ou seja, pra ele todo o animal de raça é igual. O criador sabe que isso está muito longe da realidade. Entretanto, na grande maioria das vezes, o comprador não tem informações necessárias para diferenciar um bom animal e outro. Se o criador não consegue passar as informações para o comprador, ele já tem um grande problema aí. Nesse caso ele precisa trabalhar já esse aspectos com algumas dicas que já passamos. Os criadores tendem a se ajustar ao mercado. E não só os criadores ruins, os bons também. Se, por exemplo, o mercado começa a escolher por determinada raça, os criadores começam a criá-la. Se o mercado prefere uma determinada cor, os criadores vão começar a produzi-la. Ou seja, a velha lei da oferta e da procura. Se há uma necessidade, alguém vai atendê-la. Por isso, é importante dar ao comprador informações. Educá-lo. Fazê-lo exigir saúde e como exigir isso dos criadores. Leva tempo, mas o resultado aparece. Imagine o criador questionando sobre um filhote e perguntando os exames de saúde dos pais? Uma ação dessas iria forçar os criadores a realizá-los. Em pouco tempo várias doenças terríveis seriam reduzidas ou até mesmo erradicadas de um plantel. Custo ou Investimento Exames custam… e alguns custam caro. Alguns podem ser feitos no país, outros somente no exterior. Ou seja, mais custos para o criador. Para alguns exames, o criador deverá aguardar uma certa idade do animal. Ou seja, talvez tenha de aguardar muito antes de iniciar o programa de reprodução dele. Por outro lado, um plantel saudável evitará gastos futuros com medicamentos e veterinários, que geralmente é muito superior aos exames. Também irá gerar uma quantidade menor de problemas com os filhotes, evitando dor de cabeça e tornando seus clientes um divulgador de seu trabalho de maneira mais fácil. Portanto, investir em exames trará, com certeza, uma redução de despesas futuras e irá potencializar vendas a longo prazo e a melhora da reputação do criador. Novidades todos os dias Estamos vivendo um momento muito interessante na engenharia genética. Cada dia há uma novidade! Essas novidades são tanto para humanos quanto para animais. O criador deve estar sempre muito atento às novidades, pois um novo exame pode aparecer e poderá ajudá-lo a controlar doenças, minimizar riscos dos acasalamentos, etc. Cabe ao criador acompanhar de perto os locais que fazem exames, pois geralmente eles publicam os novos serviços com regularidade. Alguns sites especializados em genética animal também são ótimas fontes de constante visita. Saúde em Primeiro Lugar O Criador que tiver menos problemas de saúde em seu plantel terá uma enorme vantagem. Mais segurança no planejamento das ninhadas, filhotes mais saudáveis e menos custos de manutenção do plantel. Portanto, se você ainda não começou a examinar seu plantel, mesmo que aparentemente esteja tudo bem. Comece já a descobrir o que os genes deles levam. Se ainda não fez os exames clínicos, agende agora e comece. E na aquisição de novos animais para o plantel, tenha a saúde e exame dos pais como critério indiscutível para a aquisição. Levar muito a sério a saúde dos animais deixará você com mais momentos de alegria e tranquilidade no futuro!

Cuidados ao Importar um Cão ou um Gato

importar cão ou gato

O Sonho de Importar Importar um cão ou um gato é algo que qualquer criador sempre tem no radar. Alguns chegam a investir o dinheiro inicial da montagem do plantel em importações. Entretanto, se não for muito bem feita, o sonho de ter um animal vindo do exterior pode se tornar um pesadelo. Importar um animal, por incrível que pareça, é muito mais complexo para o criador do que exportar. Como mencionamos nas dicas para exportar, o real interesse do comprador faz com que o mesmo vença os obstáculos e custos necessários. No caso da importação, o criador é que terá de enfrentar os riscos e obstáculos do processo. Que, em geral, não são poucos. Encontrando o criador Na grande maioria das vezes o criador brasileiro procura criadores de países desenvolvidos (Europa ou América do Norte). Logo, em muitos casos eles já enfrentam um preconceito inicial do criador de fora. Geralmente não está nos planos de um criador desses países em enviar um bom animal para um país em desenvolvimento. Embora hoje em dia seja muito mais fácil localizar um bom criador no exterior, isso não quer dizer que será fácil conseguir um bom animal dele. Alguns até vende um animal, mas nem de perto seria um bom animal para fazer parte de um bom programa de reprodução. Conversando com criadores que já fizeram importações, não é nada incomum encontrar histórias de problemas, mesmo ao importar animais adultos. Animais com graves problemas de saúde, que não reproduziam, com problemas de estrutura, etc. A melhor forma de reduzir o risco é: A primeira dica: fazer o mesmo que você deve fazer com criadores brasileiros: conhecê-los bem. Saber se o criador do exterior tem um plantel bom, se é idôneo, se preza pela saúde tanto quanto pela estrutura, etc. A segunda dica: para reduzir o risco com o criador é ganhar a confiança dele. A melhor forma de fazer isso é começar a ter um relacionamento com ele antes da compra se concretizar. Mas não seja insistente. Criadores gostam de elogios de seus animais, portanto, comece por aí. Vá ganhando confiança e depois procure manter contato. Assim ele terá a oportunidade de conhecê-lo melhor e se sentirá mais seguro em enviar um bom animal. A terceira dica é: mostre seu trabalho. Se você costuma ter animais de boa qualidade, é organizado e ético, e consegue demonstrar isso para o criador do exterior, suas chances de ter um bom animal aumentam muito. Por isso, um site bem organizado, com informações importantes e claras e na lingua do criador irá ajudar a demonstrar seu trabalho para ele. Efetuando o pagamento Assim como na exportação, hoje em dia enviar e receber dinheiro para o exterior é muito mais fácil. Existem várias formas de efetuar isso de forma fácil e sem muita burocracia. O criador deve apenas se atentar às taxas praticadas por esssas formas. O Paypal, por exemplo, é a forma mais fácil e rápida para efetuar isso. Operações bancárias também podem ser feitas. E por fim, o criador poderá levar o dinheiro em mãos, embora essa ação possa ser perigosa. Mas existem várias opções para efetuar o pagamento. Logística Assim como na exportação, importar um animal é um processo longo e que pode variar de país pra país. Sem contar que a burocracia brasileira é algo impressionante. A preparação pra a viagem pode ser bem complexa. Dependendo do país de origem, pode ser necessária paradas, escalas, passagem por outros países, etc. Portanto, o que pode ser muito mais cômodo e seguro é contratar uma empresa ou pessoa com boa experiência. Afinal, de que adianta investir um monte na aquisição e depois acabar com problemas na importação desse animal? Outra opção é o próprio criador buscar o animal. Isso pode ser bem interessante porque permite ao criador que está comprando conhecer melhor o manejo no exterior e estreitar o relacionamento. Mas essa opção, muitas vezes, é mais cara do que solicitar para uma empresa ou para alguém que faz esse trabalho. Dependendo do caso, o valor logístico pode ser igual ou superior ao valor do animal. Então, o criador deve estar preparado para isso. Conclusão A importação pode ser algo extremamente bom para o criador. Geralmente “oxigena” o plantel e eleva o criador a um novo patamar. Mas deve ser feito com muito cuidado e planejamento. Pois é caro e se não dá certo, causa uma frustração enorme, além de um rombo financeiro. Nos casos de problemas, o criador fica na mão, pois acionar o vendedor no exterior é praticamente impossível. Geralmente temos no país criadores de várias raças que podem fornecer bons animais para o plantel para os criadores que estão no início da criação. O ideal é que um criador já tenha um tempo de criação significativo antes de se aventurar na importação. Efetuar uma importação sem que ele tenha conhecimentos e experiência na raça que cria é extremamente temerário. Assim como no Brasil, existem pessoas que são boas de marketing e péssimas na criação no exterior também. E às vezes, ao ser enganado, o plantel nacional da raça pode sofrer com a introdução de problemas que não tinha. Graças a tecnologia e a evolução dos serviços prestados no mercado pet, a importação já não é algo impossível. Mas com planejamento e cuidado é possível fazê-la com sucesso!

5 Dicas para Exportar seus Filhotes

exportar animais

Porquê não Exportar? O Brasil é um país continental e com um mercado consumidor gigante. Mesmo em momentos de crises, é possível passar com elas com mais ou menos sofrimento. Culturalmente somos extremamente fechados. Não temos uma cultura exportadora, por vários motivos (língua, posição geográfica, nosso tamanho, etc). Mas e se o criador resolver exportar, como fazer? Nada melhor que gastar em reais e faturar em dólar ou euros, não é mesmo? Mas porque somente poucos criadores procuram esse caminho? Exportando É estranho que um criador no RS não tente vender para o Uruguai ou Argentina… assim como um criador do NE não tente uma venda para a Europa e assim por diante. Em tese é mais fácil um gaúcho entregar um filhote em Montevidéu do que em Fortaleza. Num vôo um criador do Recife entrega um filhote em Amsterdã, mas não faz isso para Florianópolis… Entretanto, para fazer isso é necessário que o criador se prepare para isso. Vamos as principais dicas: 1) Conheça a língua Ter o conhecimento mínimo da língua será fundamental para que o criador exporte. Tendo noções básicas de Inglês ou Espanhol você terá acesso a um mercado muito maior e muito importante. Entretanto se isso não for possível, procure alguém que possa ajudá-lo quando for necessário conversar com o interessado. Algumas ferramentas digitais hoje, como o Google Tradutor, pode ajudar bastante, mas elas tem suas limitações. 2) Tenha o site na língua do comprador Ter seu site na língua desejada pelo cliente é o mínimo que você deve fazer. Redes Sociais fazem traduções automáticas, entretanto elas também tendem a se limitarem ao país do vendedor. Logo o alcance é muito mais limitado quando o comprador é de fora. A plataforma do SistemaPET já tem o suporte para as principais línguas (Espanhol e Inglês), o que já facilita em muito o contato com o comprador. A geração de conteúdo de qualidade e autoral em várias línguas também é bonificado pelo Google, logo, além de tornar o site do criador ainda mais relevante na língua do criador, irá trazer novas oportunidades. Todas as dicas que demos para um bom site na língua do criador, irá servir para os países em que o criador deseja vender. 3) Quanto cobrar e como receber Uma prática comum é cobrar um valor de um cliente no exterior muito acima do praticado localmente. Entretanto, essa prática poderá gerar problemas. O comprador poderá verificar facilmente o valor na moeda local e fazer a conversão. O Ideal é que o criador cobre um valor semelhante, mas adicione os impostos, taxas de nacionalização do dinheiro, logística (burocracia e envio). Hoje em dia, os principais sites de pagamento podem facilitar imensamente o recebimento de valores do exterior. Antigamente somente alguns bancos poderiam fazer transferência, via um processo extremamente burocrático. Hoje um Paypal, por exemplo, facilita muito e permite que a transferência seja fácil e transparente. Já é possível até mesmo utilizar bitcoins ou moedas virtuais. Mas essa opção, por enquanto é para os mais corajosos. 4) Tenha uma opção de logística Enviar animais para outros países exige uma preparação logística e uma burocracia especial. No Brasil hoje já temos pessoas e empresas que fazem esse serviço e conhecem toda a burocracia necessária. Com exceção dos países do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai), todos os envios devem ser via aérea. Geralmente a burocracia não é complexa, mas é trabalhosa e exige que o criador tenha todos os documentos, vacinas, atestados, etc em dia. O valor do envio, como para uma venda local, cabe ao comprador. Portanto, esse trâmite todo deve ser repassado ao comprador. Portanto, o ideal é que você já tenha contato com a pessoa que irá fazer esse trâmite. 5) Saiba para quem vender Quando falamos de exportar para fora do Mercosul, geralmente falamos em venda para criadores de outros países. São eles quem sabem analisar melhor um animal. Sabem o que ver, sabem valorizar os títulos obtidos e os exames realizados. Portanto, essa informações deve estar facilmente disponível para eles. No caso do Mercosul, há a possibilidade de venda também para o público leigo. Entretanto, seu site deve passar a confiança necessária para o comprador. Os procedimentos de compra, pagamento e entrega devem estar disponíveis de maneira fácil e clara. Pois mesmo a execução de contratos de compra e venda entre países distintos seria difícil. Não é impossível vender para leigos em outros países, entretanto o criador terá de fazer um trabalho muito bom na divulgação da qualidade de seus animais. Conclusão Se você tem uma criação com animais de boa qualidade, tem um bom controle de saúde e possui um bom programa de reprodução. Comece a pensar em ampliar seu mercado. Hoje em dia é mais fácil começar a exportar do que importar. Temos a opção para você publicar rapidamente o seu trabalho em várias línguas. Assim poderá encontrar novos mercados e clientes ao redor do mundo. Não perca tempo e comece a divulgar seu trabalho para todo o mundo agora! Agradecemos à Criadora Aurea R. Giacomelli pelo apoio no artigo!

5 Erros Comuns do Criador Iniciante

erros criador iniciante

O Criador Iniciante Ao iniciar uma criação, é comum que o criador iniciante tenham expectativas altas e cometa erros muito comuns. Elencamos os principais erros cometidos pelos criadores iniciantes e como evitar que ocorram. Muitos desses erros terão reflexos anos depois do inicio da criação e, na maioria dos casos, vai resultar no fim da criação ou na geração de uma enorme dificuldade em manter os animais bem cuidados. 1) Escolha da Raça O criador que deseja ter a criação como uma fonte de renda, geralmente escolhe a raça a ser criada pelo valor de venda que ele percebe que os demais criadores estão anunciando e pela popularidade. A princípio parece uma ótima estratégia, entretanto, o que o criador iniciante não percebe é que: todo mundo tem a mesma idéia e que a competição é muito mais acirrada. Quando uma raça é popular, significa que tem muita gente querendo comprar, mas tem muita gente querendo vender. E nem sempre são outros criadores. Sempre que uma raça é popular, os proprietários também reproduzem seus animais com uma freqüência muito maior. Como eles não tem como objetivo ganhar dinheiro, acabam vendendo seus filhotes por preços extremamente baixos, causando uma competição difícil de vencer. Isso faz com que o preço médio dos filhotes comece a despencar em poucos meses. Logo, se o criador for escolher uma raça, tenha em mente as vantagens e risco das raças populares. As vezes uma raça conhecida e menos popular pode ser uma escolha melhor e mais tranquila para o médio e longo prazo. Mas se optar pela raça popular, será necessária uma estratégia de marketing forte para que o criador se diferencie. 2) Montagem do Plantel Outro problema comum é a montagem do plantel. Não é incomum que o criador iniciante vá ao mercado e compre vários cães com poucos meses de diferença entre eles. O grande problema dessa ação é que todos os cães vão envelhecer juntos. Ou, seja, quando encerrarem o ciclo reprodutivo, irão se aposentar juntos. A não ser que o criador estabeleça um plano de doação para os cães ao fim do programa de reprodução poderá ter um problema grande com a entrada de um grande número de animais em aposentadoria ao mesmo tempo. O ideal é que o criador ao montar o plantel, vá adquirindo os animais com um tempo maior de intervalo entre eles. Assim terá animais de idades diferentes e não terá uma quantidade grande de animais aposentados no longo prazo. Outra opção, dependendo da raça, é ter um programa de doação dos animais para pessoas selecionadas. Essa opção poderá dar uma qualidade de vida ainda maior para o animal que encerrou o programa de criação e não onerará o criador com os custos da aposentadoria. 3) Múltiplas Raças Um erro muito comum quando se inicia a criar é ter mais de uma raça. Geralmente esse erro ocorre porque o criador iniciante, ao começar a criar uma raça recebe questionamentos sobre outras raças e logo ele conclui que existe mercado. O grande problema de ser multi raças é que os custos de marketing explodem. A cada nova raça, uma nova estratégia de marketing deve ser adotada. Nem sempre o perfil do comprador de uma raça é igual ao de outra. Logo, o criador deve saber conversar tanto com um quanto com o outro. Além do mais é extremamente difícil ser um criador referencia quando se cria muitas raças. O ideal é começar a criar uma única raça e ser um especialista nela. Somente após isso o criador poderia se aventurar em outra raça. Além disso, dever-se pensar se a marca também será mantida para todas as raças ou um novo nome será criado. 4) Venda Fácil O criador iniciante geralmente acredita que irá conseguir vender seus filhotes facilmente e por um preço próximo ao de um criador estabelecido. Além do mais, não é incomum que comece a anunciar somente após a primeira ninhada nascer… Aí a venda não ocorre, o tempo vai passando e o desespero vai chegando. Ao final o criador quase doa os cães ou vende a valores bem abaixo do esperado. O ideal é que o criador comece a trabalhar o seu marketing desde a aquisição do primeiro animal. Dessa forma ele terá mais de um ano trabalhando sua marca, interagindo com o público alvo, sendo reconhecido. Esse marketing nem precisa ser pago. Pode ser participando ativamente em grupos nas redes sociais, postando fotos e conteúdo na fan page e no seu site, gerando conteúdo, etc. Quanto mais trabalho for feito antes da primeira ninhada nascer, mas tranquila será a primeira venda. 5) Falta de Planejamento Talvez esse seja o erro mais comum… e geralmente não é só do criador iniciante. A falta de planejamento na criação é algo muito comum e corriqueiro. Geralmente o criador faz somente o planejamento zootécnico, ou seja, qual animal vai acasalar com qual. Mas muitas vezes esquece do planejamento financeiro, fundamental para manter a saúde financeira da criação. Torna-se fundamental ter esse planejamento para saber quanto e quando será necessário investir e a partir de quando haverá algum retorno. Misturar as contas da criação com as contas da casa poderá dar a impressão ao criador que a criação é só investimento. Ter a exata noção de quanto custa o filhote será fundamental para se ter uma idéia do valor mínimo a ser cobrado. Começar planejando e depois controlando os aspectos que envolvem a criação fará com o criador crie uma cultura de controle. Isso será fundamental para uma criação de sucesso. Expectativa x Realidade Ao começar a criação, o criador estará cheio de expectativas, o que é normal quando se inicia qualquer projeto. Entretanto é muito importante conversar com outros criadores, buscar conhecimento específico e especializado antes de dar o próximo passo. Erros são comuns nos primeiros anos, mas quanto menos se errar, maior a tendência do criador ser um criador de sucesso. Portanto, antes de aquirir o primeiro padreador ou a primeira matriz, estudo muito sobre o negócio de

Onde Anunciar sua Criação?

Histórico Até meados dos anos 2000 todo e qualquer criador tinha basicamente 2 formas para anunciar seu trabalho, ou anunciava no jornal da cidade ou anunciava na Cães & Cia. Não havia outra forma de conseguir se destacar. Desde então, a forma como ser encontrado se ampliou com a web e essa se tornou a principal forma de divulgar o seu trabalho. Procuradores como o Yahoo!, Cadê, Altavista e finalmente, o Google se tornaram a melhor forma do cliente encontrar o criador. Mas até o advento dos anúncios do Google, ainda era muito difícil se destacar na multidão. Vários sites começaram a vender banners em suas páginas. Esse se tornou a forma comum de divulgar o trabalho. Entretanto, muitos ainda utilizavam mídias impressas para anunciar localmente. Mas, cada vez menos pessoas consumiam essas mídias. Dias Atuais Hoje em dia, anúncios em mídia impressa tem um retorno praticamente nulo para atingir o grande público. Ainda existem nichos onde a mídia impressa é forte, mas cabe ao criador avaliar se o investimento vale a pena ou se é apenas um “investimento de vaidade”. Investir em mídias especializadas em exposições, por exemplo, tem um alto valor e um retorno difícil de mensurar. Há ainda algumas publicações que são distribuídas gratuitamente em pontos estratégicos que podem ainda dar um retorno significativo. Entretanto, as mídias impressas pagas estão cada vez mais perdendo espaço. Já está sendo até mesmo difícil encontrá-las nas bancas. Tipos de Anúncios Criadores que desejam atingir seu público, hoje tem quase como único caminho, o marketing digital. E dentro dele existem basicamente 2 formas de anuncio: 1) Fomentando a Compra por Impulso A compra por impulso ocorre quando o criador consegue estimular o cliente a admirar seus filhotes e a desejá-lo. Por incrível que pareça, é a forma mais comum de marketing utilizada pelos criadores. Esse tipo de marketing ocorre quando um criador posta uma foto em suas redes socias (seja ela qual for). Quando ele faz isso, estimula quem vê a foto, a ter o animal. Alguns criadores dizem que não curtem compras por impulso, mas acabam, sem querer, estimulando muito mais essa compra. Existem formas de intensificar esses anúncios, quando você paga ao Facebook ou Instagram para anunciar suas postagem a um número maior de pessoas. Mas para fazer um marketing eficiente, ainda mais pago, é fundamental que a mídia, ou seja, a foto, seja preparada para impactar. Uma foto muito bonita de um dos padreadores ou dos filhotes. Além disso a ação solicitada deve ser capaz de fazer com que a venda seja realizada. Nada de pagar para ganhar curtidas…uma métrica de vaidade… 2) Compra por Pesquisa Aparecer para um eventual cliente quando ele está pesquisando sobre a raça e já predisposto a comprar é o melhor dos cenários, e isso é possível! Um criador que investe em um bom site, com conteúdo relevante e é bem referenciado por outros sites e portais acaba se destacando nesse momento e é encontrado mais facilmente pelo Google. Entretanto, conseguir essa relevância é trabalhoso e leva um tempinho para dar resultado. Um atalho que é muito eficiente é efetuar um anúncio no Google, na ferramenta chamada AdWords. Essa ferramente permite que o criador possa anunciar sua criação e seus filhotes de forma barata e eficiente. Tudo pode ser configurado, onde exibir o anúncio, quanto gastar, o anúncio, as palavras chaves associadas, o valor do clique, etc. O Google somente cobra do Criador, quando um usuário clica no link… seria como se um jornal ou revista somente cobrasse quando um cliente que lê o anúncio, liga. Além disso, o anúncio do criador aparecerá em destaque, ou seja, será a primeira ou segunda opção após uma pesquisa. Geralmente esse tipo de divulgação tem um resultado muito melhor para os criadores e geralmente resultam em vendas recorrentes. Quanto Investir para Anunciar? A pergunta que muitos fazem é: Quanto investir em publicidade? A resposta varia muito de raça para raça e de região para região. Quanto mais criadores estiverem anunciando na mesma região, mais caro será o valor do clique, pois o valor do clique funciona de acordo com regras básicas de oferta e demanda. Além do mais, também vai depender de como o criador trata esse clique, se ele está conseguindo converter em venda. Se de cada 100 cliques, ele converte uma venda ele poderá investir pouco, mas se somente em cada 1000 cliques ele converte em venda, então terá de investir mais. A conversão depende muito mais do que de apenas cliques, vai depender do seu site e do seu potencial de venda. Mas é óbvio que quanto mais cliques tiverem, maiores as changes de uma venda ser feita. Há criadores que consegue vender ninhadas inteiras com um investimento de 200 por mês, entretanto outros ralam para vender um após terem investido mais de mil… logo, a venda é um processo complexo que envolve muito mais do que o clique no site. O SistemaPET permite a cada cliente ganhar um bônus de R$ 150 para efetuar o seu primeiro anúncio no Google. Praticamente foi o suficiente para vender vários filhotes só com o valor teste! Futuro Um marketing digital bem feito será cada vez mais importante nos próximos meses ou anos. A tendência é que o valor dos cliques para os criadores suba a medida em que mais criadores comecem a utilizar o Adwords ou mesmo o FaceAds para divulgar seu trabalho. Portanto torna-se cada vez mais importante tentar não perder esse clique e ainda mais um contato feito.

Quem defende os Criadores ?

Criador – O Inimigo? Não é de hoje que os criadores sofrem com preconceitos e uma campanha forte de difamação por parte de um segmento da sociedade que se diz protetora dos animais. A cada vez que um explorador de cães é desmascarado por um ou outro ativista, uma enorme comoção atinge as redes sociais. Logo esses “protetores” reforçam seus preconceitos, inclusive com campanhas para que os criadores sejam extintos e, por conseguinte, as raças de cães e gatos. Vemos um movimento coordenado cada vez mais forte por parte dessas pessoas para dificultar ainda mais a criação. Por enquanto sem muito sucesso, mas parece uma questão de tempo até que legislações comecem a pipocar pelo país. Isso tudo sem que o criador seja ouvido. Mas afinal, Quem Deveria Representar os Criadores? De uma forma geral, os criadores esperam que os clubes das raças sejam esses representantes. Entretanto, essa expectativa geralmente não é compatível com os objetivos dos clubes. Se o criador atentar aos estatutos de seus clubes poderá constatar que o objetivo da grande maioria dos clubes é organizar o registro cartorial e promover exposições e só! Por viverem num ambiente competitivo, tanto na questão de vendas, quanto nas competições em pista. O ambiente entre os criadores tende a ficar exageradamente competitivo. Isso reflete muito na representatividade da classe como um todo. Campanha Contra Alguns ativistas possuem uma mídia fantástica. Em suas redes sociais, um post tem uma visualização maior de muitas emissoras de TV aberta! E eles usam uma causa obviamente apoiada por todos para gerar uma falsa relação de causa e efeito que não existe. Campanhas do tipo “Não Compre, Adote” não resolvem o problema e ainda geram mais ódio numa sociedade que está cada vez mais polarizada. Pessoas que não podem ou não querem comprar atacam outras pessoas que compraram animais ou os criadores. Até pouco tempo atrás as campanhas fortes eram para a castração dos animais. Algo que é muito mais efetivo para a redução do problema de animais abandonados. Entretanto é da natureza humana procurar um inimigo externo do que dar ouvidos à uma campanha que diz que o problema é seu e que precisa de sua contribuição efetiva para que seja solucionado. Criadores que maltratam seus animais geram uma mídia espontânea enorme, como qualquer crime. Ninguém vai em criadores sérios mostrar como vivem e mostrar isso para o grande público. Associação dos Criadores Criadores tem por hábito se unirem em causas técnicas, ou seja, promover uma raça, exposições ou grupos para ações de melhora da qualidade das criações. Associações que procuram defender nas demais esferas praticamente não existem. Não é incomum encontrar inúmeras Associações de Indústria e Comércio nas várias cidades pelo pais, grupos de proprietários de pet’s shop, ou mesmo associações de classe desse segmento. Essas iniciativas possibilitam que eles tenham uma voz política mais forte. Através das Associações se consegue um melhor canal de contato com o poder público, mídias de alto impacto e se permitem regular práticas e ações que melhoram sua imagem e os ajudam a se proteger. Os veterinário possuem o CRMV que, em momentos mais polêmicos se posicionam na defesa dos profissionais da área. Possuem ferramentas que protegem os vet’s em caso de necessidade. Além disso tem um forte código de ética que orientam o exercício da profissão. Naturalmente o ideal seria que os clubes exercessem essa função, mas isso não está nas atribuições deles. Nada que não possa ser mudado, mas, dificilmente seria. Logo, só resta uma alternativa aos criadores, criarem algo que permita que tenha como objetivo dar uma representatividade política maior. Assim o acesso aos órgãos governamentais e de mídia de massa será mais fácil. Sonho ou Inevitável? Entretanto uma associação forte precisaria contar com um número significativo de criadores participantes. Além, obviamente, de recursos financeiros para poder ser relevante. Esses recursos poderiam ser utilizados para fomentar uma conscientização da sociedade quanto ao trabalho do criador, contatos com autoridades para propostas legislativas, defesa efetiva dos criadores, etc. Infelizmente a maioria dos criadores já está trabalhando com os recursos financeiros no limite e uma nova taxa poderia ser extremamente pesada. Mas se os resultados de uma associação nacional ou mesmo regional forem fortes, permitirá que o criador tenha mais segurança no seu trabalho. Cada criador já tem um desafio enorme no seu dia a dia. Se ele tiver de lutar contra o ódio ao seu trabalho de forma individual, será mais um desgaste emocional tremendo. É difícil trabalhar numa criação, cada filhote é uma batalha, cada venda para um novo lar um desafio e ainda ter de aguentar pessoas midiáticas que só lutam para difamar esse trabalho torna as coisas muito mais difíceis. Tenho certeza que juntos, os criadores sérios do país são uma força tremenda. Uma pequena demonstração da força dos criadores ocorreu quando uma fábrica de ração resolveu apoiar a maior detratora do trabalho dos criadores. A ação fez com que a fábrica removesse as avaliações da marca de sua Fan Page. Cada criador deixou claro sua insatisfação. Embora seja simbólica, a ação prova que, se organizando, os criadores podem se tornar muito fortes. Inclusive ajudando a reduzir a quantidade de cães abandonados. Se uma associação será uma realidade ou não, é difícil saber. Mas com certeza algo terá de mudar, se os criadores quiserem o reconhecimento de seu trabalho. Se nada mudar, os ataques tenderão a continuar! E, pior, tenderão a ser cada vez mais fortes, pois a resposta tem sido sempre cada vez mais fraca. Lembrando que a resposta pode ser dada de várias formas! E que não fomente mais ódio ou uma guerra entre protetores e criadores. Mas sem dúvida, as pessoas precisam ser educadas sobre o que é criar uma raça.