Tipos de antipulgas para cachorros

antipulgas para cães

Saiba quais são os melhores remédios antipulgas e como usá-los Ao adotar um pet, um dos primeiros problemas que temos que lidar são as pulgas. Às vezes parece inevitável a infestação desses parasitas, no entanto, existem diversos métodos para evitá-los. A primeira coisa que devemos entender é que as pulgas transmitem uma série de doenças que podem se manifestar de forma leve, porém, os casos mais graves podem levar o cachorro à morte. Por isso, é importante o cuidado e a prevenção do seu pet. Dito isso, abaixo listamos alguns tipos de remédio antipulgas e como eles funcionam, assim você poderá entender tudo sobre o tema. Quais os tipos de antipulgas que existem? Muitos pais de pet pesquisam pelo melhor antipulga que existe. No entanto, essa resposta vai variar bastante. Isso vai depender do comportamento do seu cãozinho, da pele dele, do seu perfil de modo geral e, é claro, os valores desses produtos também variam e podem acabar sendo decisivos na escolha. Abaixo listamos os principais tipos de antipulgas para deixá-lo bem informado: Coleiras antipulgas As coleiras antipulgas já são bem populares nos dias de hoje. Sua praticidade é o diferencial. A coleira antipulga é bastante indicada para cães que passam bastante tempo em áreas externas ou para os cães que vivem em sítios e chácaras. Os cães mais agitados também têm na coleira uma das melhores opções, afinal, nós sabemos a dificuldade que alguns donos têm em oferecer remédios e comprimidos para seus pets. Com a função de repelente de insetos, a coleira antipulgas proporciona uma defesa maior para o cãozinho e ajuda a evitar feridas e doenças, como a leishmaniose. Não se esqueça de que a coleira antipulga tem uma data para ser trocada. Portanto, é importante estar atento para que seu pet não fique desprotegido. Pipetas antipulgas Outro método que se destaca pela sua fácil aplicação é a pipeta. Elas também são boas opções para cães que oferecem grande resistência aos comprimidos. Sua aplicação é feita de forma bem simples, mas requer bastante cuidado, pois a má aplicação do produto pode gerar um desperdício ou, até mesmo, a intoxicação do cão — caso ele consiga lamber a área de aplicação. A pipeta é aplicada no pelo da região da nuca do animal. Ela possui rápida ação e uma duração útil de cerca de 3 meses. Spray para pulgas Esse método é altamente indicado quando o dono quer deixar seus filhotes protegidos de pulgas e carrapatos. Por conta de sua menor dosagem e de sua fácil aplicação, o spray evita o estresse e a intoxicação do filhote. Outras opções No mercado existe uma grande variedade de opções, como shampoos, talcos, hidratantes e, é claro, os comprimidos. Todos esses produtos têm suas indicações específicas e seus cuidados. Um desses cuidados é não utilizar mais de um produto antipulga ao mesmo tempo. Os shampoos, talcos e hidratantes são utilizados durante a higienização do cachorrinho, que também é muito importante para evitar as pulgas. Cuidados ao utilizar antipulgas Como já foi falado anteriormente, um dos principais cuidados ao utilizar antipulgas é não recorrer a mais de um método ao mesmo tempo. É importante ressaltar que os produtos antipulgas possuem uma quantidade de veneno e que, em grande escala, eles podem intoxicar o seu cãozinho. Atente-se, também, à dosagem correta. Normalmente, os produtos vêm com instruções para a melhor segurança do animal. Outro fator que requer atenção é o porte do animal e a dosagem equivalente. A dosagem do produto usado vai variar com o peso do cão, então leia bem as instruções para evitar intoxicação. Como evitar as pulgas no meu cachorro? Como muitos sabem, é melhor prevenir do que remediar. Por isso, para te ajudar com a prevenção, listamos algumas dicas que você pode utilizar no dia a dia para proteger seu pet. Primeiramente, devemos sempre manter a higienização do cãozinho impecável. Levá-lo ao veterinário para fazer check-ups também é essencial para a saúde do animal de forma geral. Além disso, a limpeza no ambiente doméstico ajuda a prevenir pulgas, carrapatos e outros problemas que podem tirar o sossego do seu pet. O uso de aspirador de pó e de inseticidas também são grandes aliados do dia a dia para a prevenção de pulgas e carrapatos. Por fim, não se esqueça de que é fundamental trabalhar com a prevenção e, para isso, os produtos antipulgas possuem grande importância. Esses parasitas são responsáveis por uma série de doenças que prejudicam a vida dos cães.

Tudo sobre Endocardite Infecciosa em Cães

A saúde dos pets merece tanta atenção quanto a de seus donos. Afinal, eles estão sujeitos a doenças como os humanos: desde aquelas próprias da espécie, que são relativamente desconhecidas pelo público, até as já conhecidas dos humanos, como diabetes e problemas cardíacos. Existem diversos problemas de saúde que podem atingir animais de estimação. Uma dessas doenças que atinge, em grande parte, cães machos de grande porte, é a endocardite infecciosa, que deve ser acompanhada de perto por um veterinário ou pela equipe de uma clínica veterinária para evitar o avanço e desenvolvimento de outros problemas cardíacos e a morte do animal. Neste artigo, vamos falar tudo sobre a endocardite infecciosa, para que você saiba como identificar os sinais em seu companheiro de quatro patas! Leia agora. O que é a endocardite infecciosa? Também chamada de endocardite bacteriana (EB), a endocardite infecciosa é uma doença causada por bactérias que infectam a corrente sanguínea e, assim, infeccionam a válvula cardíaca do animal, principalmente as válvulas mitral e aórtica, que deixam de funcionar e prejudicam a saúde do cachorro. A infecção causa também insuficiência cardíaca, edemas pulmonares e a liberação de êmbolos que podem prejudicar os rins, o baço, o cérebro e o coração do cachorro, além de obstruir seus vasos sanguíneos. Ela se divide em três categorias: a aguda, a subaguda e a crônica. Enquanto a endocardite infecciosa aguda apresenta uma alta carga de bactérias — entre as quais podem estar a Streptococcus spp, Staphylococcus spp, Escherichia coli, Corynebacterium sp, Pasteurella spp e Boartonella clarridgeiae, responsáveis por doenças infecciosas no geral — e resulta na morte do animal em apenas alguns dias, as categorias subaguda e crônica podem evoluir em um intervalo de semanas a meses. Ocorre em cães machos e adultos de médio e grande porte, além de acometer os gatos, apesar de ser pouco comum nessa espécie. A boa notícia é que, mesmo em cães, a doença é rara, tendo poucos casos entre os animais. Como a bactéria entra na corrente sanguínea do cachorro? As bactérias que causam a endocardite infecciosa entram na corrente sanguínea do animal através de ferimentos. Ou seja, lesões de pele, vias orais ou outros órgãos podem facilitar a contaminação por bactérias. No entanto, é necessário um quadro de bacteremia — a presença de bactérias na corrente sanguínea — prolongado para que não ocorra o risco do cão contrair a doença. Quais os sintomas da endocardite infecciosa? A EB é uma doença de difícil diagnóstico, já que seus sintomas são pouco específicos e comuns a outras doenças. Porém, entre os sintomas geralmente relatados em cães com endocardite infecciosa estão: Perda de peso; Problemas estomacais; Problemas intestinais; Anorexia; Hipertermia; Dificuldade para se exercitar; Dispneia, ou seja, falta de ar ou dificuldade para respirar; Taquipneia, ou seja, respiração acelerada; Claudicação intermitente, ou seja, dores ou cãibras ao praticar atividades físicas e caminhadas. Como é feito o diagnóstico da endocardite infecciosa? Além da análise dos sintomas apresentados, é necessária uma série de exames cardíacos, como o ecocardiograma, para confirmar o diagnóstico da doença. O que acontece após o diagnóstico? Após o diagnóstico da endocardite infecciosa, é iniciado o tratamento. No entanto, é importante notar que a sobrevida do cão depende da válvula infectada e da carga bacteriana. Cães com a válvula aórtica infectada costumam viver menos tempo, por exemplo. Como é o tratamento da endocardite infecciosa? O tratamento da endocardite infecciosa é feito com o uso de antibióticos e bactericidas a longo prazo, além de acompanhamento veterinário. A endocardite infecciosa é transmissível para humanos? Não! A endocardite infecciosa não é transmissível para humanos e não é contagiosa. Por isso, se seu pet estiver infectado, não se preocupe em ficar em contato com ele.

Dicas para fazer o cachorro engolir comprimidos

Confira algumas dicas incríveis para ajudar você a dar comprimido para os cachorros! Quando o cachorro fica doente e o tratamento envolve algum tipo de medicação em comprimido, os donos já pensam na dificuldade que terão e quais são os possíveis jeitos de dar o remédio para o animal. Por exemplo, é preciso encontrar maneiras de distrair o pet para conseguir dar os comprimidos antipulgas para completar o tratamento. Pensando nisso, trouxemos um conteúdo que fornece algumas dicas para ajudar no uso desses remédios de forma correta. Existem diferentes formas de fazer isso, a fim de conseguir manipular o animal para que ele não perceba que tem uma medicação ali, uma delas é através da comida. Para saber mais em relação ao assunto, continue a leitura! Ofereça o comprimido Eu sei que você veio nesse conteúdo para saber outras formas de dar um comprimido ao cachorro e a primeira delas é oferecer o remédio como se fosse algo que ele pode comer. Sim, existem alguns comprimidos que parecem ração, dependendo do cachorro, ele pode comer esse comprimido tranquilamente. Entretanto, é importante dizer que, na grande maioria das vezes, ele vai recusar e dar trabalho para comer. Portanto, se você tentar duas ou três vezes e ele não aceitar dessa forma, você precisa recorrer a outra forma de dar o remédio ao cachorro. Faça do remédio um petisco Quando você transforma o remédio em um petisco, ele acaba se tornando a maneira mais fácil de dar o medicamento para o animal. Por exemplo, se o comprimido for isolado, experimente jogar como um petisco para o animal ou deixe que ele cheire a cápsula em sua mão. Alguns cães mais apressados podem ingerir o comprimido facilmente sem perceberem. A maior vantagem é que eles não notam que acabaram de tomar um remédio e você pode dar um petisco de verdade para eles depois como forma de recompensa. Porém, essa técnica dificilmente vai funcionar caso você tenha que dar o comprimido para o animal por um período maior. Com o tempo, você vai ter que procurar alguma outra maneira de continuar dando os remédios para ele corretamente. Coloque o remédio na comida Outra técnica comum para dar o remédio aos cachorros é através da comida. Aproveitar a hora da refeição do animal, onde ele está concentrado em comer, é a melhor forma de colocar o remédio para que ele coma sem perceber e costuma funcionar bem. Aos cachorros que não prestam muita atenção em outras coisas, apenas na ração que está no seu pote, basta colocar a pílula no meio da comida, de maneira que ela fique escondida. Se você deixa a vista, ele pode perceber e deixar de lado. Outra maneira é colocar o remédio escondido em uma comida bem pastosa, com a consistência de um patê, por exemplo. Existem alguns sachês de comida que os cachorros adoram e são diferentes da ração, por conta disso, eles tendem a não perceber o que tem na composição e pode ser colocado o remédio ali para que ele coma sem ver. Além disso, você também pode cortar ou amassar os comprimidos para misturar na comida do animal. Saiba que ao fazer isso, você não tira a eficácia do medicamento, apenas é uma forma fácil de fazer ele comer, misturando também na comida ou em algum petisco que ele goste. Encontrar formas de dar o comprimido para o cachorro é uma maneira de mostrar o quanto você se preocupa com o bichinho. Por mais que esses momentos sejam difíceis, esses cuidados são essenciais para garantir a saúde de seu pet.

Conheça 5 Doenças que Afetam as Orelhas dos Pets

cuidados com as orelhas

Segundo a literatura veterinária, 80% dos casos de otites acontece em animais com orelhas caídas Por maior que seja o nosso cuidado, por vezes nosso animal de estimação pode apresentar alguns problemas de saúde. Os sinais de que o pet não está bem, de modo geral, estão associados às mudanças de comportamento, como apatia e desinteresse até mesmo por brincar. Nesse sentido, um dos problemas mais comuns, tanto em cães como em gatos, é algum tipo de infecção na região das orelhas do animal, as chamadas otites. Por isso mesmo é fundamental manter todos os cuidados para o pet, de modo a evitar este e outros problemas. Hoje você vai conhecer melhor quais as principais doenças que afetam os ouvidos dos nossos animais de estimação, quais os fatores que predispõem tais patologias e o que fazer caso isso aconteça com o seu pet. Otite — o que é Os ouvidos estão entre as regiões mais sensíveis nos gatos e cachorros. Ambas as espécies possuem uma audição mais apurada que a nossa, mas acabam estando mais propensas ao aparecimento de doenças nessa parte do corpo. No caso dos cães, tal propensão tem a ver com o maior comprimento e curvatura do conduto auditivo, o que faz com que o ambiente do ouvido seja mais escuro, abafado e úmido — condição ideal para ser morada de bactérias, fungos e parasitas. Cães com orelhas naturalmente caídas também estão mais propensos a tais problemas. A otite, isto é, a inflamação nos ouvidos, pode ser causada por diferentes agentes, como bactéria, carrapato, fungo, sarna, trauma ou até mesmo pela entrada de um “corpo estranho”, como a água durante o banho. Há três tipos de otite que se distinguem pela região do ouvido que foi afetada. Os sintomas da otite são mau cheiro, coceira intensa na região, eliminação de secreção no ouvido, movimento constante da cabeça do animal e até mesmo desequilíbrio (já que, dependendo do grau da doença, o pet pode ter até labirintite). Otite externa É o tipo mais comum em cães e gatos, mas também é a mais fácil de se tratar. A otite externa afeta principalmente a entrada das orelhas do animal, podendo ser aguda ou crônica (recorrente ou persistente, com duração de três meses ou mais). O agente infeccioso mais comum para esse tipo de otite, principalmente os em sua forma aguda, é o fungo Malassezia; enquanto a bactéria Pseudomonas aeruginosa é mais associada à otite crônica. Doenças seborreicas, sebáceas, hormonais e até alergias também podem acarretar em otite externa. Otite média A otite média é considerada a extensão da otite externa. Ela ocorre em uma porção mais interna do ouvido, posterior ao tímpano, podendo afetar o sistema neurológico. Alterações motoras podem ser percebidas, como falta de coordenação, movimentos involuntários dos olhos e inclinação da cabeça. Otite interna Também chamada de labirintite canina, a otite interna é a forma mais grave de infecção, pois atinge as regiões mais profundas do ouvido, alcançando os ossos do crânio do animal. Este problema acarreta alterações neurológicas no animal e, se não tratada, por originar um quadro de meningoencefalite e até perda da audição. Sarna otodécica A sarna de ouvido é outro problema que atinge essa parte do corpo dos pets e é advinda de ácaros que causam intensa coceira e inflamação nas orelhas. A cera com aspecto mais grosseiro, com aparência de terra, é um dos sinais mais visíveis da sarna otodécica. Otohematoma O hematoma auricular ou otohematoma acontece geralmente em cães de orelhas caídas (como Dachshund, Beagle e Poodle) por conta do rompimento de vasos sanguíneos dentro da orelha, formando pequenas bolsas de sangue. Isso acontece por conta de chacoalhamento da cabeça e traumatismos. Procure um veterinário O maior cuidado na hora do banho, não permitindo a entrada de água na orelha do animal, e uma limpeza periódica e delicada das orelhas do pet com um pano seco enrolado nos dedos podem ajudar a manter a região mais limpa ou ainda a identificar possíveis alterações. Contudo, ao menor sinal de alteração no comportamento do animal, o certo é procurar imediatamente uma avaliação veterinária. Só este tipo de especialista saberá identificar qual a doença, sua proporção e o tratamento ideal para cada tipo de enfermidade.

Por que os Cães Pequenos se Comportam de maneira Diferente dos Cães Grandes

Cachorros de raças pequenas acabam sendo mais estressados e territorialistas. Muitos donos enfrentam dificuldades para criar uma relação social saudável com o cão, a intensidade pode variar de um cão para outro e como acontece com muitos outros comportamentos caninos:  ● Cães pequenos geralmente são menos obedientes (por exemplo, eles não são tão confiáveis para responder a comandos comuns como “Senta”, “Abaixa” e “Vem”) ● São mais excitáveis e combativos (mais propensos a latir ou rosnar para estranhos, visitantes ou outros cães).  ● Cachorros pequenos são mais ansiosos e medrosos (facilmente assustados em situações estranhas ou quando expostos a ruídos altos como trovões e fogos de artifício e nervosos na presença de estranhos).  O que leva a essa Atitude?  O primeiro fator importante é que se deve respeitar a personalidade do seu cão, o dono deve interagir e com cautela ir tentando a socialização entre o cão e outras pessoas. Enfrentar o cachorro nunca é uma boa ideia, o dono deve agir de forma regular a um mau comportamento específico e observar as atitudes do cachorro, para que possa ter uma melhor visão de seus medos e poder controlar o estresse, aliviando o mau comportamento.  Quanto mais consistente for o comportamento dos donos, o comportamento de obediência dos cães, independentemente do seu tamanho. A falta de socialização e atividades ao ar livre podem contribuir com a desobediência e agressividade do cão, o dono deve criar uma rotina diária para o cachorro, isso inclui atividades formais, como treinamento de obediência, trabalho de agilidade e atividades informais, como brincar de buscar ou correr com o cachorro. Envolver outras pessoas da família ou amigos próximos á essas atividades deixam seu animal mais calmo e mais sociável com outras pessoas e também com outros animais.  Punição A punição deve ser aplicada a cada situação desregular do cachorro, as punições devem ser aplicadas para uma forma de aprendizado que não coloque medo no cachorro e sem exagerar. Pois o cachorro pode ficar ainda mais desobediente, briguento e estressado.  Se deve incluir brincadeiras e distrações, a maioria dos problemas comportamentais para ser reduzidos se deve evitar hábitos de punição que possam reforçar o estresse e agressão relacionada ao medo.  Muitos cães pequenos são frequentemente ansiosos e hiper vigilantes, o que os coloca em um estado de estresse constante. Nesse caso dono deve encarar essa dificuldade com mais atenção e talvez contratar serviços de adestramento. Sendo assim o cachorro consegue seguir uma rotina mais saudável e aos poucos encarando seus exercícios e Atividades comportamentais a sério, resolvendo o problema dono e aliviando a dificuldade de socialização e estresse do cão.  Pulgas e carrapatos em cachorros, também deixam o animal estressado, a insistência de coçar esses parasitas, altera o sistema nervoso do cão, deixando-o inseguro e raivoso. Fique atento, sempre que puder olhe entre o pêlo e a pele do cachorro e veja se há pulgas ou carrapatos. Mesmo que haja infestação não há necessidade de levar o animal ao veterinário.  É indicado que o cachorro tome um banho morno, antes de aplicar o remédio para combater esses parasitas.  Crie uma relação com seu animal, leve-o para passear todos os dias, demonstre afeto, faça um treinamento comportamental em casa, oferecendo recompensas como petiscos e brinquedos. O cachorro pode entender e aprender rapidamente alguns comandos e punições.  Há diversos tipos de treinamento doméstico que você pode praticar com seu cão, métodos comportamentais fazem bem a saúde física e mental, então pratique, mantenha seu pet sempre equilibrado, eliminando o estresse mental. Essas dicas podem ser fundamentais para a convivência do seu cachorro com a família.

Transporte Aéreo de Filhotes

Transporte Aéreo de Filhotes

Transporte Aéreo de Filhotes A venda à distância é uma realidade para muitos criadores pelo Brasil. Geralmente se o criador possui uma criação diferenciada, se cria raças grandes ou raras, inevitavelmente irá necessitar de transporte para os filhotes. No passado a compra a distância era extremamente difícil e complexa. Encontrar um criador do filhote desejado era muito difícil. Era necessário comprar revistas especializadas e verificar os telefones dos anunciantes. Ver fotos dos filhotes então, era algo realmente difícil. Entretanto agora isso é algo extremamente natural e fácil. Todos os filhotes estão a um clique de distância para serem visualizados. Logo, o transporte se tornou algo vital para o criador aumentar sua área de abrangência. Dependendo da distância a ser transportada, o envio pode ser feito via terrestre ou via aérea. Nesse artigo vamos abordar o transporte aéreo. Portanto, é muito importante estar atento O que precisa para o Transporte Aéreo de Filhotes? No Brasil, no momento, temos 2 empresas aéreas que efetuam o transporte aéreo de filhotes: A Gollog e a Latam Cargo . A diferença é que a Gol não aceita animais braquicefálicos ( Animais de fucinho muito curto). Para se transportar animais é necessário uma caixa de transporte onde o animal tenha espaço para se mexer para os lados e erguer a cabeça por completo. A Caixa de Transporte por ser de Madeira, Fibra de Vidro ou Plástico. Mas deve suportar com tranquilidade o peso do animal. A carteira de Vacinação deve estar em dia conforme idade. Se tiver tomado a vacina de raiva, o transporte não pode ser feito antes de 30 dias após ela ter sido aplicada. Atestado de Saúde assinado por seu veterinário responsável e com no máximo 10 dias. O ideal é enviar os filhotes com as vacinas completas, entretanto, o mercado dificilmente aceita receber filhotes com mais idade. Procure sempre tentar enviar com no mínimo 2 doses de vacina. Se for animais de porte muito pequeno é bom dar uma dose de glicose ou uma colher de café de leite condensado ou mel. Para evitar crises de hipoglicemia. Se possível enviar água ou em potes na caixa de transporte ou em “mamadeiras de cães” presas nas caixas. Também deve-se evitar fraldas e papel picado. Colocar somente uma folha absorvível (como jornal). Cotação e Reserva É necessário ligar para a Companhia Aérea com, no mínimo, 2 dias úteis de antecedência para efetuar a reserva. Também é necessário estar com as dimensões da caixa de transporte e o peso aproximado com o filhote dentro. No momento do embarque, esse valor pode variar um pouco, mas, por incrível que pareça, geralmente sempre pra baixo. A não ser que você tenha enviado as informações erradas na hora da cotação. Recentemente a Latam padronizou os valores do transporte para, praticamente, uma taxa única. Isso facilita bastante o cálculo do envio, entretanto a taxa único ficou bem acima dos valores praticados anteriormente para o envio de filhotes pequenos. Outro aspecto importante é que algumas companhias aéreas possuem descontos para criadores afiliados a algumas entidades, como CBKC, ALKC, etc. Esses descontos não são permanentes, portanto fique atento quanto às parcerias e os prazos de vigência. Documentação Além da documentação já citada do animal, Carteira de Vacinação e Atestado de Saúde. Não esqueça de guardar os documentos de envio. Ali tem o número do conhecimento que deve ser informado ao cliente para que ele possa pegar o animal no destino. Esse documento deve ser guardado, pelo menos até o final do pagamento integral por parte do cliente, ainda mais se ele o realizou por parcelamento no cartão de crédito. A Viagem Geralmente as companhias solicitam que o par ao transporte aéreo de filhotes o animal esteja de 2 a 4 horas antes do embarque no local de despacho. Isso não quer dizer que ele precise ficar dentro da caixa de transporte. Quanto maior o aeroporto, mais rígido eles são nesse quesito. Entretanto em alguns aeroportos menores, o animal pode ficar fora da caixa até que o atendente faça toda a documentação. Sempre procure dar extrema prioridade por vôos diretos. Alguns criadores não enviam animais quando há escalas, pois vários problemas já ocorreram. Desde perda do animal, cancelamento do voo, embarque errado, esquecimento de embarque, etc. Portanto, se o criador enviar com conexão, uma boa dica é tentar o contato do pessoal de terra do aeroporto de conexão. Assim que o voo chegar, dar uma ligada, falar com alguém, etc. Geralmente deixo o pessoal “mais ligado” e o criador fica mais tranquilo. Outro aspecto é o horário do voo. Alguns locais do país são bem quentes. Logo, tente adequar o horário do voo para horários mais amenos, desde que adequados aos horários de funcionamento da origem e do destinho do filhote. Dentro do avião geralmente é a parte mais tranquila do voo. O animal vai em uma área climatizada e pressurizada. Logo, nesse momento ele tende a ir mais sossegado. Caixa de Transporte Como já mencionamos, a Caixa de Transporte deve ser forte e do tamanho adequado ao filhote, mas o que fazer com ela depois do envio. Alguns criadores embutem o valor da caixa de transporte no frete, alguns absorvem esse valor, dependendo do valor e do preço. Outras práticas comuns são o envio, pelo cliente, da caixa de transporte. O cliente recebe a caixa, desmonta e envia de volta, usando o meio que ele achar melhor (correios, cia. aérea, transportadora, ônibus, etc). Alguns criador cobram um valor extra no frete até a caixa retornar e depois devolvem o valor ao cliente. Chegada Assim que o animal chegar, o ideal é orientar o cliente que ele seja liberado da caixa somente em um local controlado. Afinal ele estará cansado da viagem e, provavelmente, ainda sem o protocolo vacina completo. Também é importante reforçar que o filhote passou por um estresse, está em um local diferente com pessoas diferentes. Logo é muito importante deixá-lo se adaptar sem muita pressão. Deixe que o filhote tome a iniciativa de se aproximar, no momento

A Regulamentação dos Criadores Não-Comerciais

Legislação

A necessária regulamentação da atividade de criação de pets vem suscitando cada vez mais dúvidas em relação às normas propostas. O primeiro enfoque desta série de artigos, é buscar trazer conceitos básicos a respeito da inter-relação entre a criação legal e o Direito, haja vista que os marcos regulatórios, sobretudo estaduais, tem tido o condão de trazer ao debate todas e quaisquer questões relativas a esta temática. Legislações Atuais Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e mais recentemente, Pernambuco, já elaboraram suas próprias leis, para regulamentar em nível estadual a criação, comercialização, doação e reprodução de animais domésticos. É de fundamental importância a participação dos criadores neste debate, nas audiências públicas, no “lobby’s” junto aos Deputados Estaduais, haja vista que em uma democracia como a nossa, aquele que não participa do processo, corre o risco de ser regulado por quem participou. Diferenciação entre Criadores O Direito regulatório no que tange à criação de pets, traz uma nota fundamental, qual seja:  a diferenciação entre criadores comercias e os não-comerciais, e dentro destes, sua possível divisão em hobby, amador, eventual e pequeno criador. Parte-se do pressuposto de que quanto maior a criação, deve-se aumentar proporcionalmente as regras atinentes ao processo, é como comparar, esdruxulamente, a costuraria da região, com a fábrica têxtil do estado. Dito isto, deve-se encarar que essa diferença deve ser baseada em critérios quantitativos, tirando a média entre mínimo e o extremo, obtendo-se, assim, o razoável para a feitura da regra geral. Categorização Dentro deste escopo, por exemplo, pode-se afirmar que no Estado X,  a criação  é eventual ou amadora, ou seja, o é pequeno criador, aquele de que forma cumulativa, tenha até 80 filhotes com registros de ninhada por ano,  possuam até 15 animais de porte mini ou toy (abaixo de 28 cm – até 6 kg) ou; 10 de porte pequeno ou anão (de 28 a 35 cm – 6 a 15 kg) ou; 8 de porte médio (de 36 a 49 cm – de 15 a 25 kg) ou; 6 porte grande (de 50 a 69 cm – de 25 a 45 kg), ou ; 5 de porte gigante (acima de 70 cm – de 45 a 60 kg); e sejam cadastradas como pessoas jurídicas que se enquadrem no teto anual de Micro Empreendedor Individual, hoje no valor de R$ 81.000,00. Neste tipo de proposta, há critérios quantitativos e tributários, devendo o pequeno criador, que eventualmente possua ninhadas que ajudam no sustento familiar, ainda que de forma amadora no ambiente familiar, obedecer aos ditames legais impostos pela lei hipotética. Hobbista De outra forma, pode-se, inclusive, diferenciar o criador por hobby. Ou seja, aquele que também não tem finalidade comercial nem vontade minimamente empresarial e que possua um objetivo de manter a preservação do padrão racial. Baseado em poucos e extremamente cuidadosos cruzamentos genéticos, e que possuam pouquíssimas ninhadas ao ano, podendo, por exemplo, ser, de forma cumulativa, aquele que tenha até 50 filhotes com registros de ninhada por ano, possua até: 12 animais de porte mini ou toy (abaixo de 28 cm – até 6 kg) ou; 9 de porte pequeno ou anão (de 28 a 35 cm – 6 a 15 kg) ou; 7 de porte médio (de 36 a 49 cm – de 15 a 25 kg) ou; 5 porte grande (de 50 a 69 cm – de 25 a 45 kg), ou; 4 de porte gigante (acima de 70 cm – de 45 a 60 kg); E sejam pessoas físicas ou jurídicas que se enquadrem no teto anual de Micro Empreendedor Individual. Neste caso, mesmo em ambiente familiar, a criação poderia ser também realizada pela pessoa física ou jurídica, buscando-se uma forma de desburocratizar, caso possa ser emplacada a tese de que o criador por hobby não vende um produto (o animal) e sim um serviço, de transferência de “know how” genético, podendo-se assim, que se tente caracterizar uma prestação de serviço individual. Cartórios Importante notar a necessidade de que mesmo de forma não-comercial, estes tipos de criadores somente poderão comercializar cães ou gatos, que tiverem seus respectivos registros em entidades de registro genealógico de cães ou gatos, legalmente constituídas. Várias entidades no Brasil prestam este tipo de atividade cartorial, e que devem servir também como entidades para-fiscalizatórias no que diz respeito ao bem-estar animal e a veracidade das informações prestadas. Objetivo de Lei O que se pretende aqui, o intuito desta lei hipotética é um tratamento diferenciado no que diz respeito a impostos, possibilitando uma existência digna a estes pequenos criadores, que poderiam, inclusive, por Lei, serem dispensados da necessidade de alvará de funcionamento. Imagine-se quem cria de forma amadora, cães e gatos em sua residência e tenha que tirar habite-se, licença sanitária e etc. O legislador constitucional prevê este tratamento desigual, buscando, em verdade, uma maior equilíbrio, é o que se extrai do princípio constitucional da igualdade ao pressupor que as pessoas colocadas em situações diferentes sejam tratadas de forma desigual. Como afirma o Professor Nelson Nery Jr” dar tratamento isonômico às partes significa tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades Participação dos Criadores Diante desta plêiade de possibilidades, é de fundamental importância a participação ativa dos criadores quando da propositura destas leis, que tentam interagir com seu tempo, com os atuais hábitos e costumes, não se podendo esperar um direito anacrônico em que tudo é permitido ou proibido. Novos tempos virão e junto com eles a necessidade do aperfeiçoamento desta tão importante atividade que é a criação de cães.

Vacinação em Cães – Novo Protocolo Sugerido

Diretrizes para a vacinação em cães, conceitos e indicações O presente artigo é um resumo sobre as indicações de Vacinação em cães baseado na última publicação do Grupo de Diretrizes de Vacinação (VGG) da Associação Veterinária Mundial de Pequenos Animais (WSAVA). Tais diretrizes representam linhas básicas de orientação apoiadas por evidencias científicas, porém cabe ao Médico Veterinário adaptá-las as diferentes realidades clínicas, regionais e suas particularidades. Vacinação em animais A Vacinação é considerada um procedimento médico e por tanto deve ser realizada por Médicos Veterinários. Os objetivos de um programa de vacinação é o de se vacinar o maior número possível de animais na população de risco (Imunidade de Rebanho), não realizar vacinas a mais do que o necessário e vaciná-los apenas contra os agentes infecciosos em que realmente há risco de exposição e de doença. Grupo de vacinas conforme a indicação (Tabela 1): Vacinas essenciais:  as doenças envolvidas possuem significativa morbidade e mortalidade, são distribuídas amplamente nos territórios ou são exigidas por lei. Vacinas não essenciais (opcionais): devem ser consideradas de acordo com o risco de exposição, conforme distribuição geográfica da doença e no estilo de vida do animal. Vacinas não recomendadas: são aquelas contra doenças que respondem prontamente a tratamento, os riscos de efeitos colaterais são maiores que os benefícios ou não há evidencias quanto a eficácia da vacina. Tabela 1. Divisão dos grupos vacinas quanto à sua indicação Essenciais Não Essenciais Não recomendadas Cinomose Leptospirose Coronavirus Parvovirose Bordetella bronchiseptica (preferencial intranasal) Giárdia Raiva Vírus da gripe canina (CIV; H3N8 Parainfluenza Leishmaniose Imunidade Passiva Natural Logo nas primeiras horas após o nascimento os filhotes devem se alimentar do colostro materno, pois é por meio do colostro que ele receberá os anticorpos (imunoglobulinas) que o protegerão em suas primeiras semanas de vida contra as principais doenças infecciosas. A eficiência e a duração da proteção conferida pelo colostro dependerá de alguns fatores, tais como: Qualidade do colostro: diretamente relacionado a imunidade da própria mãe; Quantidade de colostro ingerido: dependerá do tipo do parto (se natural ou cesáreo), da habilidade materna, do vigor dos filhotes, do tamanho da ninhada, dos cuidados com a ninhada durante e logo no pós-parto, etc; Momento em que o colostro foi ingerido: os anticorpos do colostro só transpassam a barreira intestinal do filhote nas suas primeiras horas de vida, após esse período a barreira intestinal se fecha impedindo qualquer absorção de anticorpos, por tanto quanto mais cedo o filhote receber o colostro mais eficiente será sua absorção. Janela de Suscetibilidade Com o passar das semanas o título (quantidade) de anticorpos recebidos pelo filhote através do colostro vai naturalmente reduzindo. O que chamamos de Janela de Suscetibilidade é a fase em que o filhote já não tem mais os títulos de anticorpos maternos em níveis suficientes para impedir uma infecção ambiental, porém esses anticorpos ainda estão altos a ponto de bloquear a indução da imunidade por meio das vacinas comerciais, ou seja, é uma fase crítica para o filhote do ponto de vista sanitário. Estudos demonstram que para a maior parte dos filhotes essa Janela está entre 6 até 12 semanas de vida, sendo que para 10% dos animais ela pode estender-se até as 16 semanas (Gráfico 1). As idades consideradas dentro da Janela de Suscetibilidade tem fundamento científico e são utilizadas de forma geral para toda a população, pois o uso de testes sorológicos individuais para determinar a queda da imunidade passiva e momento exato para a aplicação da vacina para cada cão ainda não fazem parte do uso comum na rotina clínica Veterinária, até mesmo por questão de custo, logística, entre outros. Gráfico 1. Representação de 02 grupos de cães (A e B) com diferentes títulos de anticorpos recebidos via colostro e seu declínio gradativo no decorrer das semanas. As setas horizontais representam os títulos necessários para proteção contra os vírus de campo e títulos que ainda bloqueiam a ação dos vírus vacinais. Esquema Vacinal em Filhotes de Cães Considerando variabilidade que pode ocorrer na Janela de Suscetibilidade para cada indivíduo e os riscos que as principais doenças podem representar para uma ninhada ou até mesmo para um plantel, o grupo de especialistas do WSAVA recomenda o início da vacinação com vacina polivalente (múltipla) por volta de 6 a 8 semanas de idade, repetindo com intervalos de 2 a 4 semanas entre as doses até que a última dose seja realizada por volta das 16 semanas, dessa forma, conforme a idade de início da vacinação e o intervalo entre as doses, é possível que cada filhote receba de 3 a 5 doses desta vacina (Tabela 2). Essas múltiplas doses são nada mais do que uma tentativa de acertar o momento em que os níveis de anticorpos maternos já não tenham mais o efeito de “bloqueio” contra o vírus vacinal e assim proteger o filhote antes que esse tenha contato com o vírus vivo no ambiente. Depois de concluído o esquema de vacinação por volta de 16 semanas, as Diretrizes ainda recomendam que uma dose de “reforço” seja aplicada entre os 6 a 12 meses de idade garantindo a proteção dos cães que por ventura ainda estavam com títulos de anticorpos maternos acima do limite no momento da última dose do programa inicial. Anteriormente essa dose de “reforço” era indicada somente aos 12 meses de idade ou 12 meses após a última dose da vacina polivalente. Em casos de regiões ou criações com elevado desafio sanitário se indica ainda uma vacinação precoce exclusiva contra Cinomose + Parvovirose com 4 semanas de idade, conforme indicação do laboratório, utilizando-se uma vacina altamente imunogênica capaz de ultrapassar a barreira de anticorpos maternos e iniciar a formação de anticorpos de forma ativa. Tabela 2. Esquema de vacinação essencial para cães entre 6-8 semanas de idade e revacinados a cada 3 semanas Idade do filhote na 1ª vacinação Esquema da vacinação essencial 6 semanas 6 semanas, 9 semanas, 12 semanas, 16 semanas e então 26 ou 52 semanas 7 semanas   7 semanas, 10 semanas, 13 semanas, 16 semanas e então 26

Melhorando a Produtividade dos Machos

Importância A cada dia o interesse na reprodução dos cães vem aumentando devido ao crescente número de canis comerciais. Com isso a necessidade do uso das biotecnologias está em plena expansão. Vários estudos têm sido realizados em busca de alternativas melhores e viáveis para a reprodução assistida. É sempre importante lembrar que para se obter o sucesso esperado no manejo reprodutivo, é necessário um manejo nutricional e sanitário corretos. Sendo que o manejo reprodutivo tem como objetivos: aumentar a taxa de fertilidade, maximizar a utilização do macho, obter uma maior precisão da provável data do parto, diagnosticar alterações que possam ocorrer durante a gestação e a obtenção de maior número de filhotes vivos e viáveis. Avaliação do Padreador Um dos pontos mais importantes e iniciais para cumprir essas metas é a avaliação da capacidade reprodutiva dos animais. A realização do exame andrológico nos machos deve ser realizada previamente a compra, seleção e utilização deste em um esquema de reprodução assistida. Só depois de comprovada a capacidade reprodutiva esse pode ser inserido como reprodutor em um canil, apto a ser utilizado tanto para monta natural como para a coleta do sêmen para inseminação artificial com sêmen fresco, congelado ou resfriado. Inseminação Artificial A inseminação artificial utilizando sêmen resfriado e congelado vem se tornando cada vez mais comum. Dessa forma possibilita o transporte do sêmen sem provocar estresse nos animais. Evitando problemas que possam ocorrer durante a cópula como acidentes, traumas e transmissão de doenças como a brucelose canina. A possibilidade de intercambio de material genético e a preservação de gametas dessas espécies de valor sentimental, bem como de outros economicamente importantes tem suscitado a necessidade de estabelecimento de um eficiente protocolo. Sendo que a inseminação artificial, utilizando sêmen congelado pode vir a tornar-se uma arma de grande eficácia nas mãos de médicos veterinários e criadores que praticam o melhoramento genético de cães. ROS Uma das grandes descobertas recentes foi em relação a formação de ROS, seus benefícios e prejuízos, estes que são controlados pelos antioxidantes. Vários estudos têm demonstrado que os espermatozoides são capazes de produzir quantidades controladas de ROS endógeno, com o objetivo de induzir a capacitação espermática e a reação do acrossoma, promovendo a habilidade fertilizante dos espermatozoides. Em contrapartida, altas de ROS prejudicam a motilidade, viabilidade, e função espermática através da interação com lipídios da membrana, proteínas, DNA mitocondrial e nuclear. Vitamina E e Selênio Sendo que a vitamina E se encontra como um dos antioxidantes mais pesquisados, ela atua como captador de radicais livres e reparador de membranas, todavia atua também diminuindo a peroxidação lipídicas. Ainda a vitamina E tem importante papel reprodutivo e sua deficiência causa degeneração testicular inibição da espermatogênese e aumento da oxidação lipídicas dos espermatozoides. O selênio ainda não foi amplamente estudado, mas já se sabe que é um micro mineral essencial à saúde sendo um componente que constitui uma das enzimas do primeiro sistema de defesa antioxidantes. Por causa desta função, o selênio trabalha em intima associação com a vitamina E para proteger a integridade das membranas contra a ação tóxica dos peróxidos lipídicos. Novas metodologias têm sido desenvolvidas buscando melhorar a fertilidade dos machos e assim obter melhores resultados. Para minimizar as lesões espermáticas, selênio e antioxidantes são utilizados via oral. Estudo de Campo Universo Estudado Em nosso trabalho realizado na UNOESTE realizamos a colheita de cinco cães, da raça Bulldog Francês, com idades entre 1 e 5 anos. Os cães foram mantidos em baias individuais em canil comercial com água ad libitum e alimentados 2 x / dia com ração comercial 1 (Cibau®). O sêmen foi colhido pelo método da manipulação digital com auxílio de funil e tubos plásticos graduados. A primeira e terceira frações do ejaculado foram desprezadas, a segunda rica em espermatozoides, utilizada para avaliação e criopreservação. Foram colhidos e processados 25 ejaculados ao todo, cinco de cada cão. Etapas Na primeira etapa do experimento, antes da oferta do suplemento via oral, realizaram-se 2 colheitas de sêmen de cada cão com intervalo de 7 dias, os ejaculados foram avaliados, fracionados e congelados em nitrogênio líquido. Na segunda etapa do experimento, após as 2 primeiras colheitas de sêmen, foi ofertado diariamente por 60 dias, via oral, administrado com seringa, o suplemento nutricional 2 (ESE®) na dose de 0,2 ml/kg KG de peso vivo. Durante os 60 dias da oferta do suplemento, foram realizadas 3 colheitas de sêmen para cada cão, com intervalos de 20 dias, nos dias 20, 40 e 60. Os ejaculados foram avaliados quanto às características quantitativas e qualitativas aliquotados e diluídos. Os cães se adaptaram de forma rápida ao manejo de colheita de sêmen pelo método da manipulação digital. Resultados Os resultados obtidos nos mostraram que com relação ao sêmen fresco, houve o aumento da concentração espermática e o vigor que é uma característica que descreve a qualidade da motilidade espermática houve diferença na comparação realizada antes e durante o uso do suplemento nutricional, houve aumento do vigor espermático no sêmen fresco, refrigerado e congelado, aos 40 dias após o início da oferta do suplemento oral. Com relação à preservação da morfologia espermática após a curva de refrigeração, no presente trabalho, nas colheitas 4 e 5 aos 40 e 60 dias, respectivamente, após o início da oferta, via oral, do suplemento houve significativa diminuição da porcentagem de defeitos do acrossomo. Minimizando os efeitos negativos da elevada produção de ROS durante o processo de congelação do sêmen. Conclusão Sendo assim o suplemento nutricional, via oral, influenciou de forma benéfica elevando a concentração espermática no sêmen fresco e diminuindo os defeitos do acrossomo. Sugere-se ofertar o suplemento, via oral, para cães selecionados na dose de 0,2 ml/kg uso diário e continuo! Nós estamos à disposição para qualquer informação complementar e duvidas! Estudo Completo: Clique Aqui!

Dicas de manejo – Parte 1

10 Dicas de Manejo para manter seu Plantel Saudável Hoje iniciaremos uma série com 10 dicas de manejo que podem ser adotadas facilmente no dia a dia da criação. Ajudarão a manter a saúde do seu plantel em dia, prevenindo a ocorrência de problemas ou ajudando a identificá-los e resolvê-los com mais facilidade. Então fique atento às primeiras dicas: 1. Registre o maior número de informações que você puder sobre seus cães Monte uma ou mais planilhas no computador, compre uma agenda para manter o registro do seu plantel ou adquira um software especializado.Você pode fazer um registro de informações gerais de cada cão, ou dividir as planilhas em informações de saúde geral, genética e reprodução, por exemplo. Pode parecer algo supérfluo ou talvez complicado de se manter. Entretanto, quando se tem muitos cães, fica difícil lembrar-se de acontecimentos e dados individuais. Essas informações podem ajudar, mais tarde, a identificar problemas, ajustar o manejo do plantel ou ainda ajudar a direcionar melhor seus acasalamentos. Algumas sugestões de informações que podem ser registradas nessas planilhas: Acompanhamento mensal do peso do cão e quanto cada cão come; Registro de exames de fezes (coproparasitológico), resultados positivos e negativos, quando foram feitas as vermifugações e quais vermífugos foram usados; Vacinações, marca da vacina usada e se foram observados efeitos adversos; Ração utilizada no canil, lote e validade das embalagens, data de abertura e término de cada embalagem; Controle de cios, duração, citologia vaginal, dia em que ovulou; Controle de coberturas, coletas de sêmen, volume coletado, e resultados da análise do sêmen nos machos; Histórico de doenças, tratamentos e medicamentos utilizados; Histórico de sinais estranhos observados nos cães, como ocorrência de vômito, diarreia, alergias, ferimentos, perda de apetite, etc; Controle de ectoparasitas, como quando foram observados carrapatos no ambiente ou nos cães, o que foi usado no controle; Com quantos dias os filhotes de uma ninhada abriram os olhos, começaram a ouvir, andar, descida dos testículos, troca de dentição, primeiro cio nas fêmeas, etc; Para características raciais específicas, quando o filhote trocou a pelagem ou as orelhas ficaram em pés, angulações e medidas… A análise destes dados a médio e longo prazo pode trazer informações muito valiosas sobre como anda a saúde do seu plantel. Quando costumam ocorrer os problemas ajudando a identificar as causas, a evolução do melhoramento genético da sua linhagem, etc. Todas essas informações podem ser registradas num software de gestão específico, como o SistemaPET, que contempla todos esses itens e muito outros. 2. Dê mais atenção ao manejo alimentar do seu plantel Uma das dicas de manejo mais importante refere-se a alimentação. Sempre nos preocupamos em oferecer o melhor alimento disponível no mercado para nossos cães, mas pouco ou nada se fala sobre como esse alimento deve ser fornecido para garantirmos que estamos aproveitando todos seus benefícios. As principais medidas são: 2.1. Armazene corretamente a ração O primeiro passo para uma boa alimentação é a inspeção e o armazenamento correto da ração assim que ela chega ao seu canil. Observe se todas as embalagens estão intactas ao descarregar e reserve um local específico para armazená-las. Este local não deve receber luz solar direta e deve ser seco e arejado. Empilhe as embalagens sobre um estrado, evitando o contato direto com o chão e paredes. E faça controle constante de pragas como formigas, moscas, baratas e roedores no local. Ao abrir uma embalagem de ração, seu consumo deve ocorrer dentro de no máximo 1 mês, pois o contato com o ar e iluminação ambiente começa a degradar os nutrientes, principalmente as vitaminas e gorduras. A ração deve ser conservada dentro de sua própria embalagem após aberta e esta embalagem contendo a ração deve ser acondicionada em um recipiente plástico com tampa, que tenha bom fechamento e seja de cor escura, que impeça a passagem de luz para seu interior. Os latões de lixo de 50 ou 100L são ótimas opções, com baixo custo. O recipiente também deve ficar abrigado da luz solar e umidade. 2.2. Acompanhe o peso e a condição corporal dos seus cães Faça uma pesagem e uma avaliação de condição corporal mensal de todos os cães e verifique se estão mantendo, ganhando ou perdendo peso. É importante que os cães sejam mantidos no peso ideal, uma vez que o sobrepeso predispõe a inúmeras doenças, como as cardiovasculares, ortopédicas e desenvolvimento de tumores, além de diminuir a expectativa de vida. Cães reprodutores merecem um cuidado ainda maior com o peso, já que animais em sobrepeso ou obesos tem diversos problemas reprodutivos associados, como dificuldade na monta natural, dificuldade na concepção, menor número de filhotes por gestação e maior ocorrência de partos distócicos. 2.3. Saiba a quantidade de comida que você oferece para seus cães Meça a quantidade de comida diária que você oferece para seus cães em gramas. É uma das dicas de manejo mais simples e de grande impacto no dia a dia. Ao pesar a quantidade uma vez, escolha um medidor, de preferência em formato de copo, estreito e longo, e faça uma marquinha para saber a quantidade que deve ser fornecida por refeição. Assim é mais fácil controlar o ganho ou perda de peso dos cães. Os ajustes na dieta podem ser quinzenais ou mensais, aumentando ou diminuindo a quantidade oferecida em 10%. Caso o cão tenha perdido ou ganhado peso nesse período, repetindo os ajustes até o peso do cão se estabilizar. Para cães em sobrepeso ou obesos, o veterinário nutrólogo deve elaborar um programa de perda de peso específico. Dieta e exercícios adequados serão recomendados, até que o cão atinja o peso ideal.