A Criminalização do Criador e o Fim das Raças de Cães

Como acabar com as Raças de Cães

Recentemente está havendo uma campanha do “politicamente correto” tentando induzir as pessoas que a compra de animais de raça é algo ruim. Que o Criador é um torturador ou aproveitador. Já falamos algumas vezes sobre esse tema, mas nesse artigo vamos discutir os impactos que iriam ocorrer caso não houvessem mais criadores de raça.

Origem das Raças

Antes de mais nada é importante relembrarmos como surgem raças.

A grande maioria das raças dos animais são resultados de animais mais aptos para realização de tarefas. Geralmente a base dessas raças são cães sem raça definida que vivem em uma determinada região.

Os moradores locais adotam esses animais para ajudá-los na realização de algumas tarefas: pastoreio, guarda, caça, etc. Ao longo do tempo eles vão selecionando os animais que melhor desempenham essa função e os acasalam entre si. Ao longo do tempo esses animais adquirem características comuns, seja na sua fisionomia, seja no seu comportamento.

Portanto, ela é resultado de um trabalho, muitas vezes, não coordenado, de pessoas de uma determinada região. Em um determinado momento foi realizado o registro desses animais e seu padrão escrito. A herança das atividades realizadas geralmente está descrita em seus padrões.

Atualidade

Os cães foram os primeiros animais domesticados pelo homem e, desde então, sempre estiveram do nosso lado auxiliando nossas atividades. Entretanto nas últimas décadas, devido aos avanços tecnológicos, muitas das atividades antes realizadas pelos cães foram substituídas.

Hoje não precisamos de Yorkshires caçando ratos em minas, Goldens sendo usados na caça em áreas alagadas, Rottweilers pastoreando e protegendo o gado, etc.

Portanto, hoje, essas raças somente existem para fazer funções diferentes das quais foram desenvolvidas. O York é um cão de colo e assim como o Golden, tem a função de companhia. O Rott tornou-se um guardião de residências e por aí vai.

Logo, o motor que move a preservação das raças de cães são as pessoas que desejam animais com essas características físicas e comportamentais.

Fim das Raças

Se todas as pessoas resolverem adotar animais ou se a criação de cães for proíbida, as raças irão desaparecer em muito pouco tempo.

Já temos vários exemplos de raças sob enorme ameaça: Leonberger, Puli, Cão de Água Português, Löwchen,… essas raças correm risco de extinção devido ao pouco interesse das pessoas em ter um exemplar, consequentemente os criadores acabam por não se interessar em criá-los.

Hoje elas só existem devido a criadores realmente apaixonados em preservar esses animais.

Em alguns casos, devido a uma campanha eficiente de divulgação, elas podem “renascer”. Ocorreu com o Sharpei na década de 80 e mais recentemente com o Welsh Corgi, o Cão da Rainha da Inglaterra. Devido ao sucesso da série do Netflix The Crown, a raça renasceu.

O Cão de Crista Chinês também está passando por um momento de renascimento, após ter praticamente desaparecido.

O Criador

Portanto, a divulgação e comercialização de cães é fundamental para a preservação das raças de cães. Compete aos órgãos competentes garantir que essa criação seja realizada de maneira a dar o melhor bem-estar aos animais. E ao comprador, ajudar nessa fiscalização, denunciando sempre que houver maus tratos.

A crescente “criminalização” do criador coloca em risco as raças de cães. Vemos o que ocorre com as raças quando os leigos efetuam acasalamentos indiscriminados… Em pouco tempo surgem animais que fogem ao padrão, se tornam agressivos e com características físicas distintas.

Se você é a favor da doação, ótimo, é um atitude de amor e que é muito necessária. Entretanto, o criador não é o inimigo, é um preservador da beleza e da tipicidade e, principalmente, da herança genética de gerações! E que ama os cães tanto quanto quem adota ou quem compra.

Um mundo sem a beleza e energia de um golden, sem a proteção e a fidelidade de um rottweiler, sem o carinho e valentia de um york, enfim… seria um mundo bem mais triste, não?